PT Poesia

Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II

Produced by Pedro Saborano and the Online Distributed Proofreading Team at https://www.pgdp.net (This book was produced from scanned images of public domain material from the Google Print project.)

Chapters

2. Chapter 2

Estas Estancias diz Faria que as estranha o estilo bucolico. Mas se as estranha necessariamente ha de ser ou pelos pensamentos ou pela dicção. Pelos pensamentos seguramente não...

4. Chapter 4

Um só da classe dos fidalgos, Rui da Camara, dizem escritores contemporaneos se dignára entrar na sua pobre morada: cuidarão nossos Leitores que iria para o soccorrer? Pois não;...

3. Chapter 3

Pelas Redondilhas não podia ser, porque se o poeta alguns vicios ahi reprehende, o faz de um modo tão geral, que ninguem em particular se poderia dar por offendido; e pela Satyr...

7. Chapter 7

O raio crystallino se estendia Por o mundo da Aurora marchetada, Quando Nise, pastora delicada, Donde a vida deixava se partia. Dos olhos, com que o sol escurecia, Levando a luz...

1. Chapter 1

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8. Chapter 8

Tal mostra de si dá vossa figura, Sibela, clara luz da redondeza, Que as fôrças e o poder da natureza Com sua claridade mais apura. Quem confiança ha visto tão segura, Tão singu...

6. Chapter 6

Se as penas com que Amor tão mal me trata Permittirem que eu tanto viva dellas, Que veja escuro o lume das estrellas, Em cuja vista o meu se accende e mata; E se o tempo, que tu...

5. Chapter 5

Quem vê, Senhora, claro e manifesto O lindo ser de vossos olhos bellos, Se não perder a vista só com vellos, Ja não paga o que deve a vosso gesto. Este me parecia preço honesto;...

26. Chapter 26

Póde hum desejo immenso Arder no peito tanto, Que á branda e á viva alma o fogo intenso Lhe gaste as nodoas do terreno manto; E purifique em tanta alteza o esprito Com olhos imm...

9. Chapter 9

Onde acharei lugar tão apartado, E tão isento em tudo da ventura, Que, não digo eu de humana criatura, Mas nem de feras seja frequentado? Algum bosque medonho e carregado, Ou se...

10. Chapter 10

Ay! quien dará á mis ojos una fuente De lágrimas que manen noche y dia? Respirara si quiera la alma mia, Llorando lo pasado, y lo presente. Quien me diera apartado de la gente,...

18. Chapter 18

As doces cantilenas, que cantavão Os semicapros deoses, amadores Das Napêas, que os montes habitavão, Cantando escreverei: que se os amores A sylvestres deidades maltratárão, Ja...

21. Chapter 21

DELIO. Agora, Alcido, em quanto o nosso gado Pasce diante nós manso e seguro, Sentemos-nos aqui neste abrigado. Logremos este sol sereno e puro, Que livre se nos dá, antes que v...

24. Chapter 24

Junto d'hum sêcco, duro, esteril monte, Inutil e despido, calvo e informe, Da natureza em tudo aborrecido; Onde nem ave vôa, ou fera dorme, Nem corre claro rio, ou ferve fonte,...

22. Chapter 22

SOLISO. De quanto alento e gôsto me causava A vista da manhãa resplandecente, Com que toda a tristeza s'alegrava; Que quando vinha o sol claro e luzente, Bem claro então em mi s...

13. Chapter 13

Ao longo do sereno Tejo, suave e brando, N'hum valle d'altas árvores sombrio Estava o triste Almeno Suspiros espalhando Ao vento, e doces lagrimas ao rio. No derradeiro fio O ti...

25. Chapter 25

Qu'he isto? Sonho? Ou vejo a Nympha pura, Que sempre na alma vejo? Ou me pinta o desejo O bem qu'em vão cad'hora m'assegura? Mal póde a noite escura, Amando a sombra fria, Manda...

23. Chapter 23

Ja a roxa manhãa clara As portas do Oriente vinha abrindo; Os montes descobrindo A negra escuridão da luz avara. O sol, que nunca pára, Da sua alegre vista saudoso, Traz ella pr...

28. Chapter 28

Pag. A chaga que, Senhora, me fizestes 62 A formosura desta fresca serra 135 A morte, que da vida nó desata 68 A peregrinação d'hum pensamento 132 A perfeição, a graça, o doce g...

20. Chapter 20

Parece-me, pastor, se mal não vejo, Que ja te vi mais ledo andar outr'hora Nos largos campos do famoso Tejo. LIMIANO. Podia ser; que muito tempo fóra Andei desta ribeira, patria...

12. Chapter 12

Que grande variedade vão fazendo, Frondelio amigo, as horas apressadas! Como se vão as cousas convertendo Em outras cousas várias e insperadas! Hum dia a outro dia vai trazendo...

27. Chapter 27

P. 184. V. 20. _Assim me está tornando o peito frio._] Todas as ed. Mas o temor he que produz todos estes effeitos: impedir a voz, tornar a lingua negligente e o peito frio; e d...

11. Chapter 11

Acho-me da fortuna salteado; O tempo vai fugindo presuroso, Deixando-me da vida duvidoso, E cada instante mais desesperado. Trocou-se o meu descuido em tal cuidado, Que donde a...

16. Chapter 16

A quem darei queixumes namorados Do meu pastor queixoso e namorado? A branda voz, suspiros magoados, A causa porque n'alma he magoado? De quem serão seus males consolados? Quem...

15. Chapter 15

Cantando por hum valle docemente Descião dous pastores, quando Phebo No reino Neptunino se escondia: De idade cada qual era mancebo; Mas velho no cuidado, e descontente Do que l...

17. Chapter 17

A rustica contenda desusada Entr'as Musas dos bosques, das areias, De seus rudos cultores modulada; A cujo som attonitas e alheias Do monte as brancas vaccas estiverão, E do rio...

19. Chapter 19

Despois que o leve barco ao duro remo, Onde menos das ondas se temia, Atou o pescador pobre Palemo; Em quanto as negras redes estendia Seu companheiro Alcão na branca arêa, E Li...

14. Chapter 14

Passado ja algum tempo que os amores D'Almeno, por seu mal, erão passados, Porque nunca Amor cumpre o que promette; Entr'huns verdes ulmeiros apartado, Regando por o campo as br...

29. Chapter 29

[13] Diversos forão os cavalleiros deste apellido que servírão com distincção na India no tempo de Camões. Suppomos que o Soneto foi feito a D. Fernando de Menezes Baroche, que...