Category: Poetry
Poesias
Produced by Rita Farinha and the Online Distributed Proofreading Team at https://www.pgdp.net (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)
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2. Chapter 2Atheu, a quem o mal fizera escravo, Teu futuro qual é? Quaes são teus sonhos? No dia da afflicção emmudeceste Ante o espectro do mal. E a quem alçáras O gemente clamor?--Ao mar,...
3. Chapter 3Diante a cruz, ao lado o sacerdote, O cadafalso, o crime, o algoz na mente, O povo tumultuando, o extremo arranco, E céu, e inferno, e as maldicções da gente?
4. Chapter 4Eu nunca fiz soar meus pobres cantos Nos paços dos senhores! Eu jámais consagrei hymno mentido Da terra aos oppressores. Mal haja o trovador que vae sentar-se Á porta do abastad...
5. Chapter 5A alampada na igreja triste e muda Bruxuleava seu clarão, pendendo Ante o altar-mór: Como o templo, o porvir era do velho Cheio de sustos; muda como o templo Era a sua dor.
6. Chapter 6Na garganta da serra ou sobre o outeiro, Pelo pinhal da encosta ou na campina, Nesse dia de atroz carnificina, Negros uns vultos vagueiar se viam: A cruz do Salvador na esquerda...
7. Chapter 7Sala nos paços do wali Bensalá n'uma aldeia das vizinhanças de Ceuta. Um candelabro, que derrama uma luz frouxa, pendente do tecto. No fundo, sobre uma especie de coxim elevado,...
8. Chapter 8Cedo se ergue dom Sueiro; Cavalga no seu cavallo, E para caçada alegre Passa áquem do extremo vallo. Por essas margens do Lima, Debaixo de puro céu, O nobre senhor alcaide Á réd...
9. Chapter 9Porém ouçamos!.. A terra Pisa um cavallo lá fóra!.. E pelos degraus da escada Tinem sons d'espada e espóra... Ouçamos! Batem na argola Pancadas que mal feriram... E através das...