PT Poesia

Os Lusíadas

1 As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;

Summary

1 As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;

Chapters

3. Part 3

62 "Não tens aqui senão aparelhado O hospício que o cru Diomedes dava, Fazendo ser manjar acostumado De cavalos a gente que hospedava; As aras de Busíris infamado, Onde os hóspe...

12. Part 12

60 Pois a tapeçaria bela e fina, Com que se cobre o rústico terreno, Faz ser a de Aqueménia menos diria, Mas o sombrio vale mais ameno. Ali a cabeça a flor Cifísia inclina Sôbol...

9. Part 9

97 Mas com buscar com o seu forçoso braço As honras, que ele chame próprias suas; Vigiando, e vestindo o forjado aço, Sofrendo tempestades e ondas cruas; Vencendo os torpes frio...

2. Part 2

84 Já o raio Apolíneo visitava Os montes Nabatêos acendido, Quando o Gama, colos seus determinava De vir por água a terra apercebido. A gente nos batéis se concertava, Como se f...

8. Part 8

15 "Ó Netuno, lhe disse, não te espantes De Baco nos teus reinos receberes, Porque também com os grandes e possantes Mostra a Fortuna injusta seus poderes. Manda chamar os Deuse...

13. Part 13

47 Não será a culpa abominoso incesto Nem violento estupro em virgem pura, Nem menos adultério desonesto, Mas cüa escrava vil, lasciva e escura. Se o peito, ou de cioso, ou de m...

11. Part 11

75 "Assim que, ó Rei, se minha grã verdade Tens por qual é, sincera e não dobrada, Ajunta-me ao despacho brevidade, Não me impeças o gosto da tornada. E, se ainda te parece fals...

7. Part 7

33 "Da espessa nuvem setas e pedradas Chovem sobre nós outros sem medida; E não foram ao vento em vão deitadas, Que esta perna trouxe eu dali ferida; Mas nós, como pessoas magoa...

1. Part 1

1 As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais...

10. Part 10

81 E ainda, Ninfas minhas, não bastava Que tamanhas misérias me cercassem, Senão que aqueles, que eu cantando andava Tal prémio de meus versos me tornassem: A troco dos descanso...

4. Part 4

32 "Ó Progne crua! ó mágica Medeia! Se em vossos próprios filhos vos vingais Da maldade dos pais, da culpa alheia, Olhai que inda Teresa peca mais: Incontinência má, cobiça feia...

5. Part 5

116 "Não matou a quarta parte o forte Mário Dos que morreram neste vencimento, Quando as águas co'o sangue do adversário Fez beber ao exército sedento; Nem o Peno asperíssimo co...

6. Part 6

55 "Este pôde colher as maçãs de ouro, Que somente o Tiríntio colher pôde: Do jugo que lhe pôs, o bravo Mouro A cerviz inda agora não sacode. Na fronte a palma leva e o verde lo...

14. Part 14

129 "Vês, corre a costa que Champá se chama, Cuja mata é do pau cheiroso ornada; Vês Cauchichina está, de escura fama, E de Ainão vê a incógnita enseada; Aqui o soberbo Império,...