Sol de Inverno ultimos versos : 1915
Part 6
--«Que immensa ventura, na minha mudez, Se dado me fôsse cantar uma vez!»
--«Meu canto seria, na luz do arrebol, Dos hymnos mais altos á gloria do Sol...»
Não é das gaivotas e gansos do lago O canto que em sonhos ardentes afago;
É quando nos bosques as aves escuto Que a inveja confrange minh'alma de luto.
Se a Aurora se lança do cume dos montes, Até d'alegria murmuram as fontes;
Só eu, passeando o meu tedio supremo, Nem rio, nem choro, nem canto, nem gemo.
Oh Sol, que já vejo surgindo do Mar, Tem dó de quem, mudo, não pode cantar!»--
E o Cysne, em silencio, chorava, escutando A orchestra das aves que passam em bando.
Das aguas rompia a quadriga d'Apollo, E o pobre a cabeça escondia no collo...
Mas Phebo detem-se nas nuvens ao vê-lo, Com feixes de raios no fulvo cabello,
E diz-lhe, sorrindo, n'um halo de fogo: --«No Olympo sagrado ouviu-se o teu rogo...»--
E nesse momento a Lyra Sem Par, Da mão luminosa deixou resvalar...
O Cysne, orgulhoso da graça divina, Da Lyra d'Apollo as cordas afina,
E rompe cantando... Calaram-se as fontes, Calaram-se as aves... As urzes dos montes
Tremiam de goso a ouvi-lo cantar... E o vento sonhava na espuma do Mar.
O Cysne cantava, tirando da Lyra Um hymno que nunca na terra se ouvira;
Não pára, nem sente, na sua emoção, Que a vida lhe foge naquella canção.
Mas quando, entre nuvens, a tarde cahia No enlevo do canto que a essa hora gemia,
E Apollo no seio de Thetis desceu, O pobre do Cysne, cantando, morreu...
Gemeram as aves; choraram as fontes; Torceu-se nas hastes a giesta dos montes,
E o mar soluçava na tarde sombria, Que o manto de luto com astros tecia.
Sollicita espera-o, das aguas á beira, Do Cysne, já morto, fiel companheira;
Espera que o Esposo de prompto regresse, Mas treme e suspira, que a Noite já desce...
As aguas luzentes parecem-lhe, ao vê-las, Um panno d'enterro picado d'estrellas.
Então, no seu luto, sentindo que morre, Oceanos e praias distantes percorre;
Mergulha nas aguas, colleia nas ondas, Espreita as galeras de velas redondas,
Que ao longe parece que vão a voar... E o Cysne não volta, não pode voltar!
Chorosa viuva, nas aguas deslisa, Levada na fresca salsugem da brisa...
No seu abondono nem sente canseira; Caminha, caminha, fiel companheira,
Chorando o perdido, desfeito casal... Tão funda era a mágoa, tão grande o seu mal,
Que o peito sentindo de dor estalar, --De dor e d'angustia começa a cantar!
E canta com tanta ternura e paixão, Que a Vida lhe foge naquella canção.
As aves despertam; calaram-se as fontes; Nas hastes tremiam as urzes dos montes;
A Lua escutava; detinha-se a Aurora, E as vagas gemiam no vento que chora...
Na terra, no espaço, nos astros, no ceu, Mais alta harmonia ninguem concebeu;
E os Deuses recebem, ouvindo-a, a chorar, A alma do Cysne que expira a cantar...
Desde esse momento, no Olympo onde entraram, Em honra dos Cysnes que tanto se amaram,
Das almas que foram leaes e sinceras, Se Venus se mostra, surgindo da bruma, São elles que tiram, nas altas espheras, A concha de nácar, cercada de espuma...
FIM
Apreciações da «Ilha os Amores» e do «Cancioneiro Chinês»
SOBRE A «ILHA DOS AMORES»
Poeta por necessidade de temperamento e por fatalidade de herança, Antonio Feijó sabe impôr, a quem o lê, a contestada mas suprema fidalguia do verso. Emotivo e delicado como os velhos bysantinos, amoroso e enternecido como todo o meridional, a sua bella constituição de lyrico assegura-lhe um logar inteiramente á parte entre os technicos portugueses. Sendo um religioso da côr, Feijó desadora as tintas impetuosas e agressivas, e, numa preciosa doçura, dá-nos a branco e oiro as suas figuras de mulher. O ar contemplativo, o ar extatico das suas lyricas, veio-lhe no sangue. Numa remota ascendencia lá está frei Agostinho da Cruz a assegurar-lhe a fatalidade da herança.
Não é esteril a intervenção da hereditariedade na comprehensão moral d'um poeta. O incomparavel mistico da Arrabida renasce espiritualmente na alta uncção lyrica e nos piedosos enternecimentos de Antonio Feijó.
Tenho aqui, sobre a minha mesa, esses dois bellos livros--a _Mystica de frei Agostinho_ e a _Ilha dos Amores_,--tão proximos pelos laços de familia e tão afastados pelo poder do tempo. O epilogo da Ilha dos Amores, essa piedosa aspiração a uma vida mais simples, a um ruralismo honesto e socegado, o que é elle, senão a affirmação d'um mysticismo profundo, obliquado pela acção dissolvente do meio e pela orientação revoltosa do tempo? _E tinhas Deus, para te consolar_,--diz dolorosamente o poeta, no pungente isolamento a que o condemnou a sua propria superioridade cerebral. O mesmo enlevo mystico d'aquelle, que
Nas pedras do deserto achou brandura, Nas serpentes da serra piedade E nas pelles das feras cobertura.
Lendo um e outro, o velho Agostinho Pimenta e o novo Antonio Feijó, vejo a affirmação de dois grandes poetas e a imposição de duas grandes almas. Entre o profundo amigo do duque de Aveiro e o louro diplomata, as differenças apparentes fundem-se numa grande semelhança intima. O primeiro, victima da sua emotividade excessiva, fugiu do amor da terra para o amor do ceu; o outro, galante e vivo, deixou-se ficar pelo amor da terra, e em grande verdade, ficou melhor. Mas quando a evocação da mulher domina os espiritos d'um e de outro, quando o sentimento da côr lhes illumina os olhos, então as apparições da Ilha dos Amores teem a mesma luz que a apparição de Magdalena e de Santa Clara aos olhos pisados do frade. Vejamos se as figuras que passam na insula encantada, vestidas de oiro e de sonho, as não poderia ter evocado o cerebro d'um mystico como Juan de la Cruz, Jacopone de Todi ou Lourenço de Medicis? Uma _voluptuosa de si mesma_; outra, a lyrica Ignez, duas vezes virgem, aquella, _toda de sol vestida e de astros coroada_; aquell'outra ainda, _santa illuminada a oiro, no esplendor d'uma Assumpção_,--o que mostram todas ellas, senão que o erotismo e o mysterio não são mais que dois ramos da mesma arvore ou duas flôres do mesmo ramo? O mysticismo de Agostinho Pimenta e o erotismo de Antonio Feijó, o que são elles, senão uma e a mesma coisa?
Disse eu, que o poeta da _Ilha dos Amores_ tinha um logar aparte entre os technicos portugueses. A sua technica, sendo nalguns pontos decadente, é, por assim dizer, classica e impeccavel no seu decadismo. Feijó afastou-se da discutivel rigidez do classico absoluto, e fez um classico seu, de cujas formulas se não aparta. As liberdades da sua technica chegam a ser mais difficeis do que as difficuldades da technica parnasiana. É um caso esporádico nos annaes da nossa lyrica. Seja como fôr, Feijó tem no seu passado, como demonstração clara da sua impeccavel métrica, dois livros modelares. Nas proprias paginas do _Auto do meu affecto_, conserva-se um parnasiano puro. O mesmo nos sonetos da _Alma Triste_. A _Ilha dos Amores_ veio apenas mostrar uma face nova do seu grande poder de realização. O proprio Francisco Manoel de Mello teve delirios metricos, como Feijó nalgumas das suas lyricas. E não é, por isso, menos poeta.
Deus queira que António Feijó nos traga um novo livro quando voltar,--um livro todo de branco e oiro, em que o travor das suas nostalgias seja, como neste ultimo, uma bem deliciosa nota. Até lá, envio-lhe, com as saudades d'este ceu azul, o mais enternecido abraço.
_Novidades_, 20 de Julho de 1897.
Julio Dantas.
* * * * *
«ILHA DOS AMORES»
Temos desde hontem o novo livro de versos de Antonio Feijó--_Ilha dos Amores_, saido, ha dias, dos prelos da Imprensa Nacional, e editado pela casa M. Gomes, de Lisbôa. Evidentemente que, por muito menos fadigosa que a nossa vida fôsse, nos seria absolutamente impossivel avaliar em conjunto, dentro de tão breve espaço, a obra de um artista litterario da nobre categoria a que pertence A. Feijó. Vai isto, assim, apenas como registo de recepção e de vivo agradecimento, envoltamente com algumas ligeiras notas da impressão que recebemos de uma rapida leitura.
Essa impressão é magnifica. O talento de A. Feijó amplificou-se notavelmente em emoção, em fantasia, em profundeza de alma; o poeta alongou os seus passos e a sua visão pelo mundo, e á nostalgia da sua bella mocidade, não muito longinqua, ainda, se lhe foi juntar a do seu patrio Minho, tão distante do país scandinavo e, ao mesmo tempo, tão brutalmente contrastado pela noite e pela neve d'essa tristissima região polar. E é um encanto de observação o jogo d'esta dupla mágoa, d'este complicado pungir, deliciosissimo, de que provêm as estancias da _Ilha dos Amores_. Numa reacção vigorosa de fisiologia e de alma, assim como os seus olhos se ensanguentaram naquella immensa noite, assim tambem, naquella tristeza inexoravel, o coração do poeta se dilatou de saudades, e a estetica do glorioso parnasiano antigo emoveu-se intensamente e vibrou fundo; todas as nervuras do marmore sagrado se desmineralizaram em veias e em arterias e uma onda rubra e fumegante circulou e palpitou por todas ellas.
De resto, em todos os versos que já lemos do novo livro, é o mesmo estilo magnificente das producções de outr'ora, mas dexterisado com um maravilhoso, consummado bom-gosto; é essa mesma amplitude harmoniosissima e limpidez diamantina, o admiravel senso musical, a riqueza larga de fantasia, e aquella fidalga probidade artistica, o esmero, a esplendida perfeição de executante, que fizeram de Antonio Feijó um dos mais elevados representantes da nossa poesia contemporanea.
Em remate, da _Ilha dos Amores_, trasladamos para a valla do noticiario esta divina lirica:
IGNEZ
Na tua bôca macerada Por tantos beijos mercenarios que soffreste, Meu labio achou ainda a candura sagrada Que da avidez das outras bôcas escondeste...
E no teu peito exhausto, onde em tumulto ouviste Tantas paixões rolar, A minh'alma escutou, num eco amargo e triste, A primeira innocencia em segredo a chorar!
A chorar em segredo a pureza da infancia, A candura perdida, De que eu sentia ainda a ultima fragrancia A evolar-se de ti, como d'urna partida.
Pobre flôr torturada! O teu doce perfume Foi delicia e veneno... Pairava o teu Amor como num alto cume: Só podia attingi-lo o meu beijo sereno!
Todo o teu ser vibrou como uma flor ao vento, Tremeu, desfalleceu... E a tua alma, esquecendo o seu longo tormento, Num sorriso de gloria á tua bôca ascendeu!
Vinha cheia de graça e candura ineffavel, D'innocencia e de pejo, Que eu fiquei a scismar se esse beijo insondavel Seria porventura o teu primeiro beijo!...
_Primeiro de Janeiro_, de 28 de Maio de 1897.
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Ilha dos amores, por Antonio Feijó. Um vol. 114 pag. in 8^o, Lisbôa, Editor M. Gomes 1897.
Produz-se, ao lermos os versos d'este poeta, o desejo de simplesmente os irmos transcrevendo todos; e nessas condições limitarmos a apreciação a simples interjecções. Ninguem hoje, em Portugal, cinzela assim tão primorosamente a lingua portugueza em metro e rima, e a obra litteraria sae nitida, brilhante, completa,--sem que alguem note a fadiga do obreiro, ou adivinhe os processos de factura. O artista confunde-se com o dilettante, e é inconfundivel a linha de cada um d'elles.
Reproduzo esses dezesseis versos,--e ponho ponto na prosa:
Oh Musa Antiga, d'olhos placidos, rasgados etc.
_Noites de Vigilia_. N.^o 16.
Silva Pinto.
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«CANCIONEIRO CHINEZ» por ANTONIO FEIJO
Dizia Oliveira Martins que o condão das bellas obras era relerem-se indefinidamente. Ha treze annos que se publicou a primeira edição do _Cancioneiro Chinez_. Desde então a poesia, sobretudo no mundo latino, passou pela mais vertiginosa e estranha evolução, resvalando da _noble ordonnance_ parnasiana até a anarchia quasi chaotica do decadismo, do symbolismo, do instrumentismo, do amorphismo e d'outras phantasias prosodicas e metricas. E, todavia, a segunda edição d'esse livro, eminentemente artistico, nada mais faz do que renovar em quem o lê a sensação de graça lyrica, de finura conceptual, de impecavel belleza plastica, que fez o successo d'essa admiravel e feliz adaptação do lyrismo chinez á nossa lingua.
O trabalho de Antonio Feijó conseguindo, atravez das versões francezas, tão maravilhosa transposição, sem estiolar a frescura emotiva do original, é um dos mais bellos esforços d'arte e de gosto que a poesia portugueza do fim do seculo passado tentou e realizou. Com a maestria d'um habilissimo artifice da palavra, com a paciencia meticulosa d'um beneditino do verso, elle trabalhou, limou, burilou essas pequenas e graciosas joias, onde nos engastes da phrase perfeita scintillam as gemmas da emoção lyrica. E como se não cingiu ás formulas inconstantes da moda litteraria, como, em vez de martellar n'um molde o _plaqué_ d'uma rethorica falsa, lavrou o seu pensamento no oiro puro do verbo classico, a sua obra não envelheceu, não desbotou, nada perdeu do seu brilho primitivo, e hoje, como ha treze annos, fulgura com o inextinguivel esplendor do talento.
É difficil apreciar bem uma versão, quando se não conhece a lingua original da obra vertida. Mas mais difficil se torna ainda o fazel-o, quando as duas linguas são tão dessimilhantes, de familias tão diversas, de estrutura phonetica e até graphica tão differentes como são a nossa e a chineza. Comtudo, se puzermos em confronto esses lindos poemazinhos e as traduções da eminente sinologa, madame Judith Gautier, que verteu os originaes chinezes para prosa franceza, fica-se surprehendido com a exactidão, a fidelidade, o respeito meticuloso do texto, a que Antonio Feijó se adstringiu no seu conscienciosissimo trabalho. Não é d'elle que se poderá dizer: _traduttore, traditore_. Se os poemas chinezes são o que a erudita filha do grande Théo nos revelou nas bellas paginas do _Livro de Jade_, póde afoitamente dizer-se que o _Cancioneiro_ de Antonio Feijó é a mais irreprehensivel e leal das traducções.
Mas abstraiamos d'este ponto de vista. Supponhamos que Antonio Feijó não buscou nos poetas chinezes mais do que motivos lyricos, para sobre elles ensaiar variações ou glosas. Supponhamos que o Cancioneiro não é uma traducção, nem uma adaptação, mas a obra de um poeta europeu, finamente perfumada de orientalismo. Nem por isso a sua belleza seria menor, nem por isso seriam menos admiraveis os versos purissimos d'essa purissima obra d'arte. O auctor teria, neste caso, affirmado mais poderosamente as suas faculdades de poeta e de artista, porque seria um semi-creador. E o _Cancioneiro_, reduzido a uma imitação, não diminuiria de valor sob o ponto de vista litterario.
Portanto, traducção, adaptação ou imitação, esse bello livro é, de qualquer forma, uma obra superior. As excepcionais faculdades poeticas de Antonio Feijó, a sua ponderação, o seu gosto, a luminosidade e elegancia do seu verbo, o seu poder de linha e de colorido, a sua technica admiravel e conscienciosa, patenteiam-se n'elle de uma maneira brilhante, impoem-se triumphantemente á nossa admiração. O _Cancioneiro Chinez_ marca em Antonio Feijó a plena affirmação da sua individalidade de artista--d'esta individualidade, que já as _Transfigurações_, um tanto frias nas suas linhas esculpturaes, e as _Lyricas e Bucolicas_, mais vivas e emocionadas e não menos bellas como forma, annunciavam promettedoramente. Do _Cancioneiro Chinez_ á _Ilha dos Amores_ havia apenas um passo a dar. Antonio Feijó deu-o com raro brilho--e tornou-se um poeta consagrado, um verdadeiro mestre do verso.
_O Cancioneiro_, além do _Portico_, que abre com a exotica decoração e as sentenciosas inscripções de uma entrada de Pagode, foi accrescentado com _O sacrificio de Gu-So-Gol_, um canto soberbo de epopeia barbara. Neste trecho Feijó como que põe mais uma corda na sua lyra--a corda epica. O quadro d'esse sacrificio heroico é, realmente, grande e nobre. A flauta de yade, que modulava as docuras idyllicas ou elegiacas do _Leque_, _Flôr Vermelha_, _Casa no Coração_, _Batel das Flores_, _Esposa Honesta_, cede a vez á turba estridente que clangora as sublimidades do heroismo. Os versos resoam bronzeos, metallicos, como um ruido de armas. O seu rythmo alonga-se, ergue-se, empola-se, como uma vaga que o sopro da tempestade entumesce. E em todo esse bello episodio uma forte crispação tragica passa, fazendo-nos vibrar de um confuso sentimento, mixto de terror e enthusiasmo epico.
_Jornal da Noite_, de 14 de Agosto de 1909.
Luiz de Magalhães.
INDICE
Prefacio, _por Luiz de Magalhães_ Antonio Feijó, o que morreu de amor, _por Alberto d'Oliveira_ Dedicatoria Elegia d'abertura
SOL DE INVERNO
I
Descendo a encosta do Parnaso (_A João Arroyo_) A Armadura (_Ao Dr. Góran Björkman_) A cidade do Sonho (_Ao Visconde de Pindella_) Beatitude amarga (_A Silva Ramos, da Academia Brasileira_) Castello bárbaro (_A José d'Azevedo Castello Branco_) A Aguia prisioneira (_A Manuel da Silva Gayo_) A Selva escura (_A João Chagas_) O Livro da Vida (_A Antonio de Cardiellos_)
II
Dyptico » I » II Eu e Tu Paladinos (_Á Condessa d'Arnoso_) » I Conde d'Arnoso, João » II Conde d'Arnoso, Bernardo Cabellos brancos, (_A D. Thomaz de Mello Breyner_) Somnambula (_A João Caetano da Silva Campos_) Cysne branco (_A Alberto d' Oliveira_) Supplica ao Vento (_A Luiz de Magalhães_) Gota de agua (_A memória de A. Rodrigues Braga_) A Ventura (_A Anthero de Figueiredo_) Entre pinheiros e cyprestes (_A meus sobrinhos Salvato e Ruy_) Rio amargo (_A meu irmão Julio de Castro Feijó_)
III
Hymno á Vida (_A Agostinho de Campos_) » » Belleza (_A Eugenio de Castro_) » » Dor (_Aos Condes de Sabugosa_) » » Alegria (_A Carlos Malheiro Dias_) » » Solidão (_Ao Padre J. I. de Araujo Lima_) » » Morte Epilogo
LENDAS E FABULAS
Preludio O Amor e o Tempo Fabula antiga (_A Manuel d'Oliveira Monteiro_) Cleopatra (_A José Coelho da Motta Prego_) Moiro e Christã (_A Antonio de Barbosa de Mendonça_) A resposta do Árabe (_A João Gomes d'Abreu e Lima_) A vocação d'Ibrahim (_A Aristides da Motta_) A Princesa encantada (_A Alfredo da Cunha_) O Romance da Pastora Linda (_Ao Conde de Bertiandos_) A Lenda dos Cysnes (_A Julio Dantas_)