Resumo elementar de archeologia christã

Chapter 24

Chapter 243,262 wordsPublic domain

_Obras de ourivesaria e de esmaltador_. Durante o periodo da renascença, os ourives serviram-se princípalmente do trabalho de estampar em relevo, da cinzelura e da gravura para ornar os objectos de ourivesaria. Os esmaltes de côres, cujo uso havia sido introduzido no fim do XV seculo, concorreram egualmente ás officinas de Limoges, Augsbourg e de Nuremberg. Os _Limousinos_ cobriam quasi sempre com pintura esmaltada as peças metallicas, grandes e pequenas, transformando-as assim em paineis ou medalhões: os _Allemães_ empregaram os esmaltes, não sómente como faziam os Limousinos, para pintar pequenos modilhões, muitas vezes camafeus côr de rosa, e os applicavam sobre os pés dos calices, das custodias e sobre outros logares das suas obras, mas serviam-se tambem para fazer realçar, pelo emprego do colorido superficial, certos detalhes das suas peças de ourivesaria, por exemplo, as figuras, folhagens, flôres e grinaldas.

O gosto pelos assumptos mythologicos, que dominava nas artes como na litteratura, exerceu a sua influencia na ourivesaria religiosa. Os deuses, os semi-deuses e os monstros da antiguidade pagã foram resuscitados. Ainda mais, apparecendo nos assumptos da historia da Biblia ou das legendas dos Santos, os artistas curavam muitas vezes na reproducção dos heroes do paganismo: representavam o Padre Eterno com as feições de Jupiter antigo; suppunham exaltar Nossa Senhora assemelhando-a ás deusas mythologicas; os anjos vieram a ser genios nús, e as tres Graças serviram para personificarem as virtudes theologaes. Entre os arabescos via-se reproduzir os Centauros, Pans, Sylvanos, Tritões, Nereidas; representações onde a natureza humana e a natureza animal se reunem da maneira a mais singular. Os objectos do culto revestem-se com todas as excentricidades, e teem muitas vezes dimensões fóra de toda a proporção.

_Calices_. Os ourives do XVI seculo abandonam pouco a pouco as tradições da edade média, e, posto que a fórma antiga da taça se conserve ainda algum tempo mais ou menos primitiva, o calix vem a ser cada vez maior. A principiar do meiado do XVII seculo, os artistas deixam-se levar pela sua imaginação, esquecendo completamente as boas tradições dos tempos anteriores. O calix chega, e mesmo vae além muitas vezes, á altura desmedida de 35 centimetros; a taça estreita-se muitas vezes de maneira que na communhão o padre é obrigado a curvar a cabeça para traz; o nó não se distingue já da hastea, e o diametro do pé do calix diminue a tal ponto que ao menor choque o calix está arriscado a cair.

A patena é uma simples chapa redonda, não tendo nenhuma cavidade.

_Pyxide_. As pyxides distinguem-se das que havia nas épocas precedentes pelas suas muito grandes taças; sendo raramente ornadas de lavor representando assumptos religiosos. A começar do XVII seculo, a sua tampa não fica ligada á taça por um gonzo.

_Custodia_. As custodias de fórma radiante, foram, póde-se dizer, as unicas conhecidas da época do renascimento; teem geralmente as dimensões muito exaggeradas. As custodias com cylindro de crystal apparecem apenas no XVI seculo. Muitas vezes mesmo mudaram mais tarde estes ultimos, substituindo o cylindro de crystal por um sol radiante. Nas custodias ricas, o oculo com sol radiante é algumas vezes ornado de grupos, scenas em alto relevo e estatuasinhas, que não convém, por fórma alguma, junto ao Santissimo Sacramento. Essas extravagancias notam-se mais vezes ainda nas custodias modernas.

_Relicarios_. Os grandes relicarios do renascimento eram as mais das vezes de madeira pintada e dourada. Faziam-se ainda algumas vezes os relicarios de madeira, apresentando a imitação de egrejas contemporaneas, com columnas, entablamento, frontão, etc. Muitas vezes tambem serviam-se de bustos de Santos de madeira pintada e dourada, que se collocavam sobre uma base ornada com molduras com ovanos. Encaixilhavam-se as reliquias no meio da face anterior d'essa base, mettendo-as debaixo de vidro, ou em um pequeno. relicario de metal.

_Estofos preciosos_. _Tecidos_. No XVI seculo, os estofos de que se serviam para as vestimentas, os mais ricos eram tecidos com oiro ou prata, brocado e velludos de Genova e de Utrecht.

_O estofo com oiro ou prata_ é um tecido feito com fios cobertos de qualquer d'estes metaes. Quando os desenhos são tecidos servindo-se dos mesmos fios ou fios de seda, designam-se _brocado_. Finalmente, se em logar de fios de seda se servem de velludo, chama-se _velludo de Genova_.

Antes do XVII seculo não se conhecia o _velludo lavrado_: da sua superficie tiravam-se servindo-se da thesoura, certas partes do pello para formar desenhos de flôres e grinaldas. Mais tarde conseguiram obter um resultado analogo comprimindo os velludos com uma poderosa machina movida a braços ou pela agua; foi este o processo que forneceu, durante muitos seculos, o _velludo batido_. O _velludo_ dito de _Utrecht_ tem geralmente o pello mais comprido que as outras qualidades de velludos, e distingue-se por uma consistencia mais forte.

_Bordados_. Os _bordados_ da época do renascimento podem-se dividir em duas grandes classes. A primeira comprehende os estofos bordados, tendo conservado a sua flexibilidade, e consistindo o seu apreço na disposição artistica dos fios de oiro, prata, seda ou lã de differentes côres, empregadas pelo bordador. Os bordados de segunda classe apresentam em estofo um aspecto esculptural, devidos aos effeitos das grinaldas, flôres, fructos e figuras com as quaes estão ornados; podia-se suppôr que o bordador, esquecendo o seu proprio officio, foi pedir auxilio a uma arte estranha, que não é nem póde ser a que lhe pertence! Inutil seria accrescentar, suppomos, que a logica pedia que o bordador empregasse os processos de execução dos quaes legitimamente elle dispõe pela natureza mesmo do seu officio, áquelle que empregou da arte da esculptura, arte da qual os effeitos nos parecem incompativeis com os do bordado inconvenientemente produzido.

_Pannos de raz_. Os pannos de raz continuaram em uso, e obtiveram mesmo maior acceitação durante o periodo do renascimento. Nunca os teáres de alta e baixa trama foram nem mais numerosos, nem tiveram maior uso que no XVI seculo. O centro de fabrico de mais importancia n'esta época foi Bruxellas, cujos productos alcançaram primazia não sómente pela habilidade dos operarios, mas tambem pelos cuidados constantes que se empregavam na preparação e applicação do tabalho das materias de que se serviam na sua execução. O magistrado communal da cidade não desprezava nenhum meio para conservar a merecida reputação das officinas de Bruxellas, que contribuiam com uma tão grande parte para a prosperidade nacional. Finalmente, para conseguir pannos de raz perfeitos, elle prohibiu, por um edital, de 24 de abril de 1425, que se pintassem ou retocassem com pincel as encarnações dos tecidos de uma certa dimensão; pelo mesmo edital promettia, além d'isso, aos fabricantes a propriedade artistica de seus grandes modelos de desenhos, estabelecendo punições muito severas contra os falsificadores. Tres annos depois, isto é, em maio de 1528, promulgou um outro edital mais notavel ainda, ordenando que toda a peça fabricada na cidade e medindo mais de seis varas devia trazer d'alli em diante na ourela inferior: de um lado uma das tres marcas dos fabricantes, Bruxellas, Antuerpia e Tournay, e do outro um pequeno escudo entre dois BB, iniciaes da palavra Bruxellas.

Em 1544, a obrigação de ter a marca foi extensiva pelo governo a todas as cidades dos Paizes-Baixos.

Na marca de Bruxellas algumas vezes o B está voltado, ficando os dois anneis do B virados para o escudo. A marca de Antuerpia é formada por uma mão acompanhada de uma flor de liz; a de Tournay mostra uma torre.

Durante o periodo ogival os pannos de raz reproduziram assumptos religiosos e, algumas vezes tambem, figuras allegoricas ou contos de cavallaria. Á proporção do adiantamento no XVI seculo, os assumptos religiosos tornam-se mais raros; ficando preferidas as representações que se referissem á mythologia pagã ou á historia antiga da Grecia e dos Romanos.

A fabricação dos pannos de raz de Bruxellas declinou sensivelmente durante a ultima metade do seculo XVI, por causa das perturbações religiosas que assolaram a Belgica.

A Antuerpia era mais um deposito commercial que um centro de producção. Desde o XV seculo, os commerciantes expediam os pannos de raz para toda parte; tomando no XVI seculo este commercio uma extensão maior.

No principio do XVII seculo, a concorrencia de muitos paizes estrangeiros estabeleceu manufacturas officiaes, fazendo declinar a industria da Belgica. Todavia os novos estabelecimentos foram fundados com o concurso dos mestres e operarios vindos de Bruxellas.

Durante a segunda metade do XVII seculo o fabrico dos pannos de raz bruxellezes principiaram a affrouxar, tanto pela sua qualidade, pois não empregavam as boas tradições artisticas, como principalmente pela fundação, em França, da manufactura real dos Gobelins, estabelecida em 1662 por Luiz XIV. A direcção d'este estabelecimento foi entregue ao pintor O'Brun, que tinha um pessoal numeroso, á frente do qual estava, entre outros, officiaes, João Jans, habil tapeceiro, oriundo de Oudenarde, que foi residir para Paris, depois de 1650, com grande numero de operarios flamengos. A concorrencia da fabrica dos Gobelins causou a ruina das officinas de Bruxellas.

A cidade de Oudenarde, que já tinha officinas de tapeçaria no seculo XV, produziu nos seculos XVII e XVIII tapeçarias de um genero especial, designado sob o nome de _Verduras_. Representavam, não assumptos historicos, mas paisagens animadas por algumas pequenas figuras de homens e animaes, assim como vistas de castellos ao longe. O seu nome deriva da circumstancia dos tons de verde-carregado que predominam geralmente n'estas composições. A industria da tapeçaria acabou em Oudenarde em 1772.

No XVIII seculo, a illusão da manufactura dos Gobelins foi tão grande na Allemanha, que a palavra Gobelin veiu a ser synonimo de tapeçaria de alta e baixa lissa, e tem conservado até hoje esta significação.

*Iconographia*

Uma revolução se effectuou na época do renascimento, na representação da natureza humana. Até ao XV seculo, a nudez das figuras não era admittida, não sómente na architectura religiosa, como na architectura civil. Dissimulavam-se mesmo de proposito as fórmas dos corpos debaixo da roupagem do vestuario, com receio de despertar as paixões sensuaes; os esculptores do renascimento _fizeram tudo ao contrario_: tomaram a taxa de executar sem disfarce a natureza, e dar ao seio, aos hombros, ao corpo um desenvolvimento de fórmas que na edade média se tinha dissimulado debaixo da roupagem. O retrocesso do genio para os estudos classicos levou, por um mesmo estimulo, os artistas ao estudo da anatomia do corpo humano: vieram a ser pagãos sem comtudo deixarem de ser christãos, e principiaram a representar, até no sanctuario das egrejas, a imagem núa da mulher, faunos, etc., nas attitudes as mais lascivas: foi esta a propensão da arte desde o XVI seculo. A começar d'esse momento, foi a sensualidade e a nudez que dominaram na maior parte das pinturas e esculpturas mesmo as religiosas. Muitas vezes nas egrejas, os assumptos legendarios ficam substituidos por scenas tiradas da mythologia. Estas mesmas com figuras núas se vêem sobre os vasos sagrados. Os anjos, que abundam nos edificios religiosos, são genios, cupidos com azas, dispostos para entrarem no banho.

Entre as representações proprias do periodo do renascimento, mencionaremos uma unica: _A deposição de Jesus Christo no tumulo_, que se representa em grande numero de egrejas com figuras de grandeza natural. Além do corpo inanimado de Christo, vêem-se mais sete personagens. Nicodémos e José de Arimathéa pegando nas extremidades da mortalha sobre a qual descança o corpo do Redemptor; Nossa Senhora, o apostolo S. João e as tres Marias, Maria Magdalena, Maria Cleóphas e Maria Salomé, estão em fileira, entre as duas primeiras por detraz de Christo.

Concluiremos estas considerações pelas palavras de um douto archeologo que estygmatisa o sensualismo:

Podemos todavia ponderar que o estylo da architectura da Renascença, querendo adoptar as formas da architectura classica, não produziu progresso nenhum na arte architectural, pelo contrario a fez _retrogradar_; se os artistas antigos tivessem conhecido essas ousadias engenhosas dos periodos em que a architectura apresentou as suas novas idéas artisticas, não teriam espontaneamente renunciado ao grande numero de fórmas que a Renascença se lembrou de avivar; em uma palavra, não se teriam adoptado modos differentes antigos, que não significavam ser o resultado de symptoma de progresso, sendo pelo contrario uma retroacção da arte, pois não tinham progredido nas bellezas essenciaes no estylo antigo, tendo apenas alterado ao mesmo tempo a perfeição mechanica e a belleza racional da arte classica.

FIM

Nomes dos Rev.^{os} Parochos

_QUE FORAM ASSIGNANTES D'ESTA PUBLICAÇAO_

Alexandre de Faria e Silva--Beneficiado da Sé d'Evora--Correio do Collegio.

Alexandre Ramos Cid--Santa Maria da Feira--Beja.

Alfredo Elviro dos Santos--Secretario do Patriarchado--Lisboa.

Antonio d'Almeida Estrella--Rua do Bomjardim, 187--Porto.

Antonio Ferreira da Gama--Alfarellos--Alfarellos.

Antonio Luiz Pinto de Carvalho--Cartaxo--Cartaxo.

Antonio Luiz Thiago Mesquita--S. Miguel--Villa Franca do Campo.

Antonio Narcizo Pereira--Rua da Borragem--Almada.

Antonio Roza de Carvalho--Nossa Senhora da Conceição--Torres Novas (Alqueidão do Sena).

Antonio dos Santos Figueiredo--Seminario de Portalegre.

Antonio dos Santos Silva--Santa Catharina da Fonte do Bispo--Tavira.

Caetano Xavier d'Almeida da Camara Manuel--Evora.

Caetano Honorio da Graça e Sousa--Seminario de Portalegre.

Domingos José Alves Almeida--S. João Baptista--Vieira (Mosteiros).

Eugenio de Freitas Cavalleiro de Sousa--Rua da Bella Vista, á Lapa, 7, 2.^o--Lisboa.

Faustino Antonio de Moraes--S. Saturnino--Fanhões.

Francisco da Conceição Costa--S. Pedro--Elvas.

Francisco Ferreira Flôres--Nossa Senhora da Visitação--Ourem.

Francisco José Monteiro--Nossa Senhora da Encarnação--Mirandella.

Francisco Lourenço Cardoso--Nossa Senhora da Assumpção--Caminha.

Francisco Maria de Vasconcellos--Nossa Senhora do Milagre--Leiria (Vieira).

João Baptista de Mendoça--Nossa Senhora da Graça--Olhão (Moncarapacho).

João David d'Azevedo Barros--Rua do Bonjardim, 158--Porto.

João José de Mattos Ferreira--Santa Maria e S. Miguel--Cintra.

João Maria de Mendoça Vasques--Nossa Senhora da Conceição--Silves (Alcantarilha).

João Nepomuceno da Costa--S. Pedro de Penaferrim--Cintra.

Joaquim Antonio dos Reis--S. Domingos de Bemfica.

Joaquim Antonio Teixeira--Algarve--Loulé.

Joaquim Bernardo das Dôres--Cacella--Villa Real de Santo Antonio.

Joaquim José d'Ánova--Povoa de Varzim--Povoa de Varzim.

Joaquim Maria Duarte Dias.

Joaquim Martins de Carvalho--Coimbra.

Joaquim Pereira de Moraes (Abb.)--Santa Maria--Taboaço (Sendim).

Joaquim Rodrigues Barroso--Nossa Senhora dos Prazeres--Vizeu (Abravezes).

Joaquim dos Santos Sequeira--Seminario de Portalegre.

José Alves de Mattos (Dr.)--Reitor do Seminario de Santarem.

José Baptista Pereira--Senhor Jesus--Obidos Sanguinhal.

José Bernardo dos Santos--Borba.

José David d'Azevedo Barros.

José Diogo Ribeiro--Vimieiro--Correio de Alcobaça.

José Farinha Martins--Seminario de Portalegre.

José da Luz Capella--S. Miguel do Pinheiro--Mertola.

José Maria Tavares Portugal--Nossa Senhora d'Assumpção--Vianna do Castello (Gaveão).

José Ribeiro da Silva--Seminario de Portalegre.

José Victorino de Carvalho--Reitor de Marcello--Santa Cruz de Villa Aleã.

Luiz José Nunes (Abb.)--S. Miguel--Bouças (Leça da Palmeira).

Manuel Branco de Lemos--Salvador--Ilhalvo.

Manuel Francisco dos Santos Peixoto--Val de S. Sebastião--Ilha Terceira.

Manuel Ferreira Peixoto de Sousa--Vera Cruz--Aveiro.

Manuel Henrique de Sousa Machado--S. Martinho de Bornes.

Manuel José Bernardo Coelho--S. Thiago--Tavira.

Manuel Maria da Costa--S. Matheus da Calheta--Ilha Terceira.

Manuel Marques Monteiro--Nossa Senhora da Conceição--Nellas.

Manuel Ribeiro de Mello--Valladares--Correio de Gaia.

Manuel dos Santos Lourenço--S. João Baptista--Feira (S. João de Vêz).

Mathias M. Grave--Seminario de Portalegre.

Miguel Antonio da Fonseca e Sousa--S. Faustino--Pezo da Regoa.

Paulo da Costa--Rua do Infante D. Augusto--Coimbra.

Prior da Freguezia de Cezimbra.

Prior da Freguezia de S. Miguel--Vagos (Sôza).

Thomaz Joaquim d'Almeida (Dr.)--Santo André--Mafra.

Vice-Reitor do Seminario de Faro.

Victorino da Silva Araujo--Leiria.

Zephyrino José Pinto.

INDICE

Ao leitor. 5

Introducção. 7

*Capitulo I*--Principios da arte christã no Occidente.

_Primeiro periodo_. 13

*Capitulo II*--Descripção das catacumbas de Roma; 1.^o periodo. 14

Symbolos ou allegorias dos primitivos christãos. 16

Monogramma de Christo. 18

Sarcophagos. 21

Edificios religiosos construidos nos tres primeiros seculos. 23

Cemiterios. 24

Paramentos e objectos do culto. 25

*Capitulo III*--Estylo latino. 25

Caracteres d'este estylo. 31

Decoração dos monumentos do periodo latino. 32

Narthex, fachadas e portaes das basilicas. 33

Janellas e vidraças. 33

Altar nas egrejas do Occidente. 36

O _ciborium_ durante o periodo latino. 39

Cemiterios--sarcophagos--campas e tumulos. 42

Os calices e patena. 45

Os crucifixos e os castiçaes. 48

Diptycos. 49

Estofos preciosos. 50

Paramentos sacerdotaes. 53

Mosteiros latinos. 55

Iconographia do periodo latino. 55

Caracteres do estylo bysantino. 57

Systema de construcção. 58

Duração exterior e interna das egrejas. 58

*Capitulo IV*--Periodo Roman. 60

Caracteres do estylo lombardo. 62

Duração monumental. 66

Estylo roman durante os seculos XI e XII. 67

Caracteres da architectura roman. 69

Esculptura monumental no seculo XI. 71

Atrios e portaes romans. 73

Caixilhos rendilhados e vidraças pintadas. 75

Columnas anneladas--ornato designado--garra. 77

Capiteis da architectura roman. 78

Arcadas e arcaduras nos seculos XI e XII. 79

_Triforiums_ e cornijas. 81

Contrafortes e telhados. 83

Torres e campanarios. 84

Pintura das paredes e pintura historica. 86

Altares fixos, retabulos e relicarios. 89

Piscinas. 93

Doceis--Cadeiras episcopaes. 95

Capellas funerarias--tumulos--pedras tumulares. 96

Pias baptismaes. 98

Esmaltes. 99

Ourives de Limoges. 101

Calices e patênas. 102

Grades. 103

Alfaias religiosas. 104

Restauração artistica. 105

Custodias--pyxides e ciborios. 106

Relicarios e urnas. 108

Corôas suspensas nos altares. 112

Cruzes d'altar e para procissões e candelabros. 113

Evangeliarios e suas capas. 116

Baculos pastoraes e sapatos lithurgicos. 120

Mitras. 122

Alfaias preciosas e paramentos sacerdotaes e suas côres. 123

Abbadias--Mosteiros--Claustros dos capitulos. 129

Iconographia, _a sciencia das imagens_. 132

A cruz e a crucificação. 137

Personagens e accessorios historicos e allegoricos. 143

Evangelistas e seus symbolos. 152

Assumptos religiosos representados sobre os monumentos dos seculos XI e XII. 155

*Capitulo V*--Periodo ogival. 159

Diversas fórmas de ogiva. 160

Origem da ogiva e do estylo ogival. 162

Periodo de transição do estylo roman para o ogival. 164

Caracteres da architectura ogival. 165

Plano das egrejas do XIV e do XV seculos e aspecto exterior das egrejas. 169

Systema de construcção. 172

Esculptura monumental. 175

Fachadas--Alpendres--Postaes. 179

Janellas no periodo de transição. 185

Rosaceas--Vidraças incolores. 192

Vidraças pintadas. 195

Idem do XIII seculo. 200

Idem pintadas do XIV seculo. 204

Amarello de prata. 206

Vidraças pintadas do XV seculo. 207

Idem pintadas do XVI seculo. 211

Idem do XVII seculo. 214

Idem do XVIII seculo. 216

Pilares--Columnas. 216

Bases e columnas. 219

Capiteis. 221

Modilhões--misulas. 223

Arcadas--arcaduras. 224

Cornijas--platibandas. 228

Estabilidade e plano das abobadas. 231

Egrejas que teem a sua nave central muito mais elevada que as outras naves lateraes e aquellas tendo igual altura. 232

Perfis das nervuras--fecho da abobada. 234

Arcos butantes--contrafortes. 236

Gargulas. 242

Nichos e doceis. 243

Torres--campanarios. 247

Pavimentos. 251

Lages gravadas com embutidos. 253

Labyrinthos. 254

Pinturas das paredes. 256

Cruz da consagração. 262

Altares--tabernaculos--piscinas. 263

Frontaes--baldaquinos. 265

Retabulos--banqueta. 268

Sacrarios. 274

Cadeiras de côro. 277

Jubes--cruzes triumphaes. 281

Pulpitos--confessionarios. 284

Capellas funereas--tumulos--campas. 286

Pequenos monumentos funereos do XV e do XVI seculo. 294

Pias baptismaes--pias para agua benta. 298

Grades--barreiras de metal e de madeira. 301

Orgãos e caixas para elles. 304

Alfaias religiosas--esmaltes. 306

Calices--patenas. 310

Custodias--pyxides sem pé. 313

Relicarios--braços--pés. 317

Esmoleres--relicarios--diversos. 327

Vasos para os Santos Oleos. 331

Corôas com luzes--castiçaes. 333

Estantes para o côro. 338

Livros do Evangelho--manuscriptos lithurgicos--miniaturistas. 339

Thuribulos--gomis--pratas para offerendas. 342

Insignias--medalhas dos peregrinos. 346

Estofos preciosos. 348

Pannos de raz. 350

Vestimentas sagradas. 351

Mitras. 356

Abbadias--mosteiros. 357

Egrejas--claustros--casa do capitulo. 359

Aposento dos irmãos leigos--aposentos para hospedes. 363

Celleiros--officinas--prisões. 365

Cartuchas. 367

Mosteiros para mulheres--conventos do recolhidas. 368

Hospitaes. 368

Iconographia do periodo ogival. 369

Representação da Santissima Trindade. 370

O crucifixo--a crucificação. 371

O sol--a lua. 373

Imagem de Nossa Senhora--o Menino Jesus. 374

A Annunciação--a morte de Nossa Senhora. 376

Os apostolos--os evangelistas. 377

Scenas diversas. 379

Sibyllas. 382

*Capitulo VI*--Periodo da renascença. 383

Caracteres da architectura da renascença. 385

Começo. 385

Decoração. 387

Plano das egrejas. 389

Fachadas das egrejas. 391

Abobadas. 392

Torres. 392

Altares. 392

Tabernaculos. 393

Cadeiras do côro, obra de talha e confessionario. 394

Jubéos e balaustradas. 394

Caixas de orgão. 395

Pulpitos. 396

Tumulos e campas. 396

Pias baptismaes. 398

Obras de ourivesaria e de esmalte. 398

Calices. 399

Custodias. 400

Relicarios. 400

Estofos preciosos. Tecidos. 401

Bordados. 402

Pannos de Raz. 402

Iconographia. 403

Lista dos assignantes. 409

Notas:

[1] Extraido do _Boletim de Architectura e Archeologia_, n.^o 2, Tomo V, pag. 20 a 22, anno 1886.

[2] Tinha a mesma designação que coemeteria e criptae.

[3] Era um calix mystico que continha o vinho que bebeu Jesus Christo na sua ultima ceia. Este calix tinha sido conservado por José de Arimathêa e transportado por elle para a Bretanha. (Inglaterra).

[4] Termo em inglez admittido pelos archeologos.