O Vinho Do Porto Processo De Uma Bestialidade Ingleza Exposicao
Chapter 4
[2] _Nota illustrativa._--Joseph Gregorio Lopes da Camara Sinval era esturrado patulêa da Junta rebelde do Porto, e commandára com honras de coronel o batalhão academico. Além d'este predicado faccioso, Sinval tinha o exemplo do austero historiador A. Herculano, que escrevêra: _A historia do liberalismo é uma comedia de máo gosto._ E, resalvando as duas nobres personagens, D. Pedro IV e Mousinho da Silveira, accrescentára: _O resto não vale a penna da menção. São financeiros e barões, viscondes, condes e marquezes de fresca data e mesmo de velha data, commendadores, grão-cruzes e conselheiros: uma turba que grunhe, borborinha, fura, atropellando-se e acotovellando-se, na obra de roer um magro osso, chamado orçamento, e que grita aqui-d'el-rey! quando não póde tomar parte no regabofe._ Quanto á «Carta-Gaioso» a gente velha ainda conheceu no Porto a corista d'aquelle appellido que cantou o hymno da Carta Restaurada no theatro de S. João, e desde ahi ficou identificada, a Gaioso, com o codigo das liberdades pátrias.