O Infante Navegador: Poemeto

Part 2

Chapter 2269 wordsPublic domain

Foi-lhe a vida sublime uma epopeia! Heroe, que faz Heroes pelo traslado, Dos dons com que seus dias encadeia, Só pelo Patrio amor, sempre inspirado! Dá flôr e fructo o exemplo que semeia, Fertil foi sempre o campo que ha lavrado, E dessa enorme e estranha sementeira, Inda, hoje, ha grão ao sol da nossa eira!

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Quando morreu, coberto foi de pranto, Do povo, que o seu nome idolatrava; Foi tecido de lagrimas o manto, A mortalha, que ao tumulo levava! Diziam todos que morrêra um santo! Dizia o proprio mar que... orphão ficava! Chorava, assim, uma nação inteira, Como que a sua esperança derradeira!

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Um povo, que acalenta o seu presente, Ao sol das tradições do seu passado, Levanta, agora, um monumento ingente, Ao seu Navegador afortunado, Na aspiração da Gloria resplendente, Porque o que é grande é mister ser lembrado. Aprenda bem o povo a lêr na Historia, E Deus o inspire para maior Gloria.

FIM

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