Noticia De Livreiros E Impressores De Lisboa Na 2a Metade Do Se

Chapter 6

Chapter 62,719 wordsPublic domain

Vê-se, pois, que os dois auctores estão perfeitamente concordes, no tocante a cada uma das phases da vida dos dois tipographos, supra alludidas.

[30] «T.^o da fr. da Magdalena», f.^o 82 v.^o

[31] Aliás _Lisarte_, de que, definitivamente, veíu a formar-se _Lisardo_, por ex. «_Silvya de Lysardo_» (1597), passando assim o que parece ter sido nome proprio a appelido, como o seu consimilhante _Jusarte_, que de ambos os modos foi, de frequencia, empregado.

A Jusarte Pacheco, morto no accomettimento de Calecut, filho do grande Duarte Pacheco, chama Gaspar Corrêa «Lisuarte Pacheco», segundo se lê na _Lenda de Affonso de Albuquerque_, pag. 19. Na descendencia do genovês «Salvago», naturalisado pelo rei D. Manoel, anda um Jusarte Salvago, a quem D. João III nomeou Almoxarife dos Armazens de Lisboa.

De Jusarte, appellido, se deriva Zuzarte, e assim o nota o sr. Anselmo Braamcamp Freire, descrevendo o Brasão dos Jusartes na _Armaria Portuguesa_, pag. 284, da folha appensa ao Arch. Hist. Port., vol. VIII, fasc. 87 e 88.

Ao passo, porém, que Jusarte alterna com Lisuarte ou Lisarte, como nomes proprios, vêmos Jusarte empregado n'este mesmo seculo, e muito proximo aos tempos dos Pachecos, na India, como appelido.

Assim, o proprio Gaspar Corrêa, além de outros de menos nomeada, se occupa extensamente na _Lenda_ do 5.^o Governador D. Duarte de Meneses, de Martim Affonso de Mello Jusarte, capitão de Ormuz, cujos trabalhos em Malaca e outras partes narra com individuação.

Este appelido, revivescendo no seculo XVII na pessoa do escriptor Fr. Pedro da Cruz Jusarte, vem até nossos dias ligado a uma das familias mais consideradas do Alemtejo; a dos Condes de Avillez, cujos antepassados e descendentes o empregam logo a seguir ao sobrenome--p. ex.: «Jorge d'Avillez Jusarte de Sousa Tavares de Campos».

Quanto ao ramo dos Zuzartes, vemos, ainda no _Tombo Pombalino_ D. Marianna da Silva Zuzarte, proprietaria em 1755 de casas no beco do Bugio. Quando, posteriormente, se formou a rua da Saúdade, derrubada a parte do beco onde taes casas eram, foi-lhes marcado terreno e alinhamento na nova rua, para a reconstrucção, que veiu a receber o numero de policia 8. Em nossos dias, era proprietario d'estas casas um cavalheiro Araujo Zuzarte, antigo administrador de um dos Bairros d'esta Cidade.

[32] Isto é: 455 réis.

[33] Este «Ilusuarte Peris», cujo nome e appelido parecem ter soffrido a truculenta sorte de João Blavio de Agripina Colonia, sob a pena barbara de Bastião de Lucena, era proprietario na rua que tinha o seu nome, sendo elle que, provavelmente, a _fundou_, á semelhança de outros muitos exemplos mais, quer por aforamentos feitos á corôa dos terrenos onde se edificavam as primeiras casas, quer por qualquer outro modo que attribuísse aos _fundadores_ um tal qual direito de propriedade no denominar das vias públicas.

As casas de Ilusuarte Peris constam dos lançamentos 27 a 29 do grupo comprehendido no titulo expresso no texto, e tinham por inquilinos:

«Margaida Ribeyra, Francisca Anriquez, molher cortezan e Eytor Fernandes, Indio».

O mesmo Ilusuarte Peris tinha tambem outras casas na «rua das Cristaleyras» e ahi eram seus inquilinos uma viuva e um tintureiro. Esta rua apparece já nos roes de Christovão (1554?). A de «Ilusuarte Peris» deve ter-se formado nos annos que separam a obra do guarda-roupa do Arcebispo lisbonense do recenseamento que estamos examinando.

[34] Em qualquer das duas edições da _Pratica Darismetyca_ (1519 e 1530), impressas por Galharde, se declara este «_frãcez_», passando a primeira por ter sido a sua estreia, como chefe de officina. Por igual lhe declara a nacionalidade a subscripção do Livro 2.^o das _Ordenações_, bem como a do 3.^o, e ainda a dos _Statutos da Ordem de Santiago_, não sendo difficil que se registem mais exemplos.

Tambem no _Memorial de Pecados_, de Garcia de Resende, impresso em 1521, apparece o appelido d'este impressor composto, em parte, á francesa;--«_Gaillarde_», e nas _Ordenações_, «_Galhard_». Além d'estas, ha outras variantes, taes como, a da _Cronica llamada el triunfo, &_, onde parece que se lê «_Gallarde_», e a do _Cerimonial da missa_, que imprime «_Gallardo_». Na _Cartilha que cont[~e] breuem[~e]te_ é que o appelido do celebre impressor apparece como veiu a ficar:--«_Galhardo_».

Na diplomatica de D. João III chama se-lhe: «_Germão Galharte_».

[35] Affirma-o, como facto por elle proprio verificado, o conspicuo bibliographo Tito de Noronha, _in_ Ordenações do Reino--Seculo XVI, _apud_ Archeologia Artistica, _1.^o anno, vol. 1, fasc. II, cap. XI_, pag. 76 (1873).

Repetiu a affirmativa _in_ A Primeira Edição dos Lusiadas, Porto, 1880, a pag. 80, nota (68), _in fine_.

[36] _Jornal do Commercio_, de 2 de maio do 1871.

[37] Mais outra vez vem a lume o titulo d'este livro quasi quatro vezes secular. É como segue:

«Missale secumdum consuetudinem Elborensis ecclesiae noviter impressum».

Na subscripção final lê-se:

«Impressum Ulixipone expensis magistri Antonii Lermet Elborensis civitatis librarius per Germanus Galhardum. Anno salutis nostre millessimo _quingentessimo nono_. Pridie Kalendas martii. Deo Gratias».

Assim, pelo plausivel alvitre de Tito de Noronha, entre «_quingentessimo_» e «_nono_» devia ter-se composto _vigesimo_, falta que só quem não sabe quanto é facil de escapar, ainda ao mais attento revisor, o salto da composição de um vocabulo entalado entre outros, e n'uma data, principalmente, não comprehenderá. No texto se exemplifica um curioso similhante caso de nossos dias.

[38] Em sua Bibliographia Historica Portugueza consigna Figanière ter visto em um exemplar da terceira Decada da *Asia*, de João de Barros, impresso por João de Barreira em 1563, a omissão typographica M. D. LIII.

[39] Isto é, em 1513-«Ordenações do Reino--Seculo XVI», pag. 31.

Adiante veremos que a conjectura não se confirma.

[40] Gaspar Nicolas, natural de Guimarães, foi escrivão da tabola de Coimbra e das cizas da mesma cidade, como consta de varios diplomas de nomeação e quitação, das chancellarias de D. Manoel e D. João III, no Arch. Nac. da Torre do Tombo.

Era, pois, como hoje diriamos, um funccionario de fazenda, e, portanto, no caso de se occupar da materia que foi assumpto ao seu, desde seculos, rarissimo livro.

Tito de Noronha determinou, em 1874, o começo da actividade officinal de Germão Galharde, pelo conhecimento que teve do exemplar e edição citados no texto; exemplar, pertencente, ou que veiu a pertencer ao sr. visconde de Azevedo. Innocencio, porém já em 1859 notava que no catalogo da livraria de Joaquim Pereira da Costa andava descripto um exemplar da _Pratica Darismetyca_, com a data de 1519. Ao diligente bibliographo, parecia, comtudo, _erro_ semelhante data, e aqui vêmos como se enganou!

Germão Galharde, como está registado no começo da nota ^1, de pag. 44, fez 2.^a edic. do Tratado sobredito em 1530.

[41] Eis as expressões do fecundissimo polygrapho:

«Duvido se tem V. m. já noticia de outro livrinho que estou imprimindo, e o fiz mais depressa do que a _Calsada dos Galhardos_. Chamo-lhe Pantheon, terá quatro até sinco folhas, com 2500 versos.»

Bibliot. Nacion. de Lisbôa--MM s.--Fundo antigo, 155. «Cartas de D. Francisco Manuel de Mello a Antonio Luiz de Azevedo, com introd. e notas, por Edgar Prestage--Imp. Nac. 1911». É a n.^o 24, e o passo lê-se a pag. 70.

[42] Este pateo é o primeiro, á esquerda, na rua de Santo Ambrosio, tendo o portão que lhe dá entrada o n.^o 17. Depois que os Galhardos o largaram, habitaram ahi _as Patinhas_, isto é, as filhas de um Don José Patiño que exerceu aqui, em Lisbôa, qualquer cargo official do seu país.--Um appelido estrangeiro convertido em assumpto de galhofa.

Morreram _as Patinhas_, e succedeu na denominação do pateo um tal José Alexandre, que ahi persistiu até ha pouco.

Hoje, o Pateo é _Villa_, porque os estrangeirismos, ainda que prestem a riso, são-nos mais bem acceitos, do que o que sempre teve sabor nacional. Já o dizia, ainda que por fórma muito mais conceituosa, no seculo XVII, um dos nossos mais distinctos escriptores.

Emfim, a _Villa_ appellida-se «_Domingues_», e voltará a andar por ali outra vez o dominio castelhano...

[43] Frontispicio:

«_Reportorio dos tempos em linguajem português.

Foy impresso em Lixboa em casa de Germão Galharde, Anno 1560._»

Fecho:

«_Acabou-se o Reportorio dos Tempos em linguagem português. Agora nouamente emendado e impresso cõ muytas cousas acrescentadas de nouo_, etc., _O qual foy impresso em a muy nobre e s[~e]pre leal cidade de Lixboa, em casa da viuua, molher que foi de Germão Galharde [~q] sancta gloria aja. Anno de 1560._»

[44] Reservados da Bibliotheca Nacional--A--443.

[45] Tendo nosso presado amigo, sr. dr. Antonio Baião, publicado no Archivo Historico Portuguez, vol. VII, pag. 150 e seg., (1909) o extracto desta denuncia, como fazendo parte de suas noticias ácerca da _Inquisição em Portugal e Brazil_, appensaremos aos presentes _Estudos_ o seu teor, na integra, para que nossos benignos leitores possam ajuisar plenamente do valor deste documento, não só quanto ao caso que nos occupa, senão tambem quanto ao que elle revela, sob o ponto de vista do triste estado dos espiritos em Portugal, na época tão bem retratada no predito documento.

Ao nosso presado amigo muito agradecemos o grande obsequio que lhe ficámos devendo, com a copia deste depoimento, que tão amavel quão solicitamente se serviu communicar-nos.

[46] Entre as gravuras frontispiciaes conhecidas do seculo XVI algumas ha que foram executadas para obras que não chegaram até nós. Lembra-nos, por exemplo, a que se vê na Sala dos Reservados da Bibliotheca Nacional, n.^o A--149, que deve ter sido expressamente aberta para obra differente daquella em que ali se nos patenteia, e que todavia, se não conhece.

Porventura se terá presente o que, referindo-nos em uma das Notas do Cap. IV, á _Primeira Parte da Chronica dos Menores_, de Fr. Marcos de Lisboa, se nos offereceu ponderar, a respeito de obras que se sabe terem sido impressas, mas que de todo desappareceram.

[47] Nosso venerado Patrono, Diogo Barbosa Machado, já déra noticia desta obra, com a competente indicação, _ipsis verbis_, do respectivo titulo.

A ella se referiu, repetindo-o, ainda que menos pontualmente, o incançavel Innocencio, notando, com assás de razão, as imperfeições infelismente commettidas pelo douto Antonio Ribeiro dos Santos, no tocante a este particular motivo.

Ultimamente, o Sr. Anselmo Braamcamp Freire deu a descripção da obra, e seu titulo, imprimindo este com toda a perfeição, _in_ Archivo Historico Portuguez, vol. VIII, n.^{os} 8 a 11 (92 a 95--1911), fielmente transcriptos uma e outro dos que lhe deu a Sr.^a D. Carolina Michaëlis de Vasconcellos, por copia do exemplar que a S. Ex.^a pertence. É este mesmo titulo que está presente na occasião, e se transcreve de preferencia aos dois citados _supra_.

[48] Manda, todavia, a Ordenação, no Liv. II, Tit. 61, «que qualquer pessoa que de nós tiver Privilegio, de qualquer sorte que seja, ou que o tenha por respeito da pessoa com quem viver, em qualquer maneira que pelo Privilegio da tal pessoa guardado fôr, tenha lança de _vinte palmos_, ou dahi para cima, em sua casa».--Isto é, tenha lança de 4,^{m}40, ou superior a esta medida.

Vê-se, portanto, do confronto dos dois textos que a medida-padrão destas armas diminuira, pelo discurso do tempo, muito perto de 0,50.

Na Europa do XIV.^o seculo, a medida mais commum das lanças com que se armava a gente collecticia a soldo de qualquer procer, era, segundo Cibrario, _in_ Economia Politica da Meia Edade, de _dezoito pés_, o que corresponde a 5,^{m}94.

[49] Carta de 14 de fevereiro de 1530, _in_ Deslandes, Doc. para a Hist. da Typ. Portug.

[50] Este vocabulo, e o seguinte em abreviatura, «morador», denunciam uns restos de barbarismos de concordancia, que ainda nesta epoca já adiantada do seculo, e até no seguinte, transparecem aqui, ali, no commum falar e escrever.

Reinava uma como especie de preguiça em acommodar á fórma feminina os vocabulos em _or_, e um que outro mais.

A materia foi superiormente versada pelo tão infeliz, quão abalisado philologo Francisco Dias Gomes, que em sua «_Analyse sobre a elocução e estylo de Sá de Miranda_», deu, entre varios exemplos, um, com o primeiro dos dois apontados vocabulos, tirado de Ruy de Pina:--«E a entregou aa Ifante Dona Briatriz como _titor_ que era do duque Dom Diogo seu filho.»

Correlativamente, os determinativos não acompanhavam a fórma feminina que designavam, como n'aquelle caso que nos occorre do informador de Christovão Rodrigues de Oliveira: «_Os_ dignidades que ha na See.»

A Memoria de Francisco Dias lê-se entre as de Litteratura da Academia, tom. IV, pag. 26 e segg.

[51] A freguezia de Santa Engracia só teve Breve de desannexação da de Santo Estevão em 1568. Só depois de 1606 é que o edificio parochial foi patente ao culto. O parocho de Santo Estevão pastoreou durante _trinta e um annos_ ambas as freguezias cummulativamente; isto é, desde 1576, anno em que começou, emfim, a vigorar a desannexação, até 1607, em que havia já na nova parochia cartorio proprio, e independente da parochia _mater_. Veja-se o que escrevemos no vol. VIII, pag. 5, do Archivo Historico Portuguez--1910--Art. _As Tenças Testamentarias da Infanta D. Maria_.

[52] Já temos advertido que o livro do guarda-roupa do Arcebispo de Lisboa não pode ser da data que anda em costume attribuir-se-lhe;--1551. O proprio livro contém em alguma de suas paginas, ao referir-se á Misericordia, e ás esmolas que esta Instituição recebia, a confirmação do que affirmamos.

Como, porém, o auctor conta ter sido no anno de 1551 que o Arcebispo lhe commetteu o encargo de fazer o livro, nada se oppõe a que desde este anno elle começasse a colligir os materiaes para elle, dirigindo-se aos parochos, para alcançar os «roles» das vias publicas, feitos--é evidente--á face das _desobrigas_. E como entre encommenda-los e o conseguir have-los á mão sempre mediaria algum tempo, sendo 25 os parochos collaboradores n'esta obra de louvores ás grandezas e magnificencias lisbonenses, pareceu-nos que pelos termos que empregámos alcançariamos exprimir com exacção o nosso pensamento.

[53] E portanto _atafaneiro_. É vóz arabica;--«_atahana_».

[54] O traçado descrito e os pormenores são os que resultam da leitura do passo respectivo no Tom. VIII dos _Elementos para a Historia do Municipio de Lisboa_, de nosso tão distinto colega, sr. Freire de Oliveira, aliada á do muito elucidativo texto tecnico da valedora monografia _A Cêrca Moura de Lisboa_, do nosso prestante amigo sr. Vieira da Silva.

Nossa, é só a conjectura de que os edificadores da cêrca de D. Fernando apoiariam o postigo de Santo André á torre que a _barbacã_ ou cinta muralhada que circundava o monte do Castello ali poderia ter, aproveitando os lanços d'esta para ligarem á velha a nova cêrca, partindo, para a continuação da obra, do baluarte de S. Lourenço. Resta uma pergunta:--Tinha _toda_ a muralha que abraçava o monte do Castello, desde a Porta de D. Fradique até á porta da Alcaçova ou de S. Jorge ou vice-versa, antiguidade egual á do baluarte de S. Lourenço? Por outra, é tudo obra mourisca, ou anterior, se tal baluarte o é tambem?

[55] Villa Quente, que um desagregamento do solo pendurado do monte do Castello subvertera em 1531, e passa, a nosso vêr, menos justificadamente, por um _tremor de terra_ mais, a ajuntar á longa lista dos que tem affligido Lisboa, no decorrer dos seculos, era um punhado de humildes casas, semeadas entre o começo da actual calçada de Santo André, e o «caminho que ía ao postigo do Monis», diante de cuja entrada havia uma «cruz de pao». A rampa que o pequeno povoado occupava para o N. da cinta muralhada que circumdava o monte do Castello, e o abrangia como um annel, em toda a sua circumferencia, estendia-se pelo limitado espaço que servia de recosto á cêrca de Santo Antão (Colleginho), vindo confundir-se com os meandros de betesgas e encruzilhadas que o separavam da Mouraria, constituindo o que alguma vez se chamou «o bairro da rua suja».

[56] _Historia de Portugal_, vol. I, 3.^a ed. MDCCCLXIII; nota XXIII, a pag. 531.

[57] Aforamento de um chão junto da Porta de Santo André, da banda de fóra, no principio da rua que vai da dita Porta para o postigo de Sam Lourenço, feito pela cidade ao dr. Affonso Figueira, onde este magistrado edificara umas casas que partiam da banda do Poente _com muro e torre da cidade, &_.

Esta _torre_ é a que suppomos existir já na barbacã do Castello, no angulo formado pelo lanço que devia descer da Porta de D. Fradique a entestar com a parte que se continuava na rua que ia ao baluarte de S. Lourenço.

Deveria jazer pela parte posterior do actual _Passo_, e terá sido aproveitada para guarda do Postigo de Santo André. Dominava assim a aspera calçada que se lhe desenrolava em frente, e vinha ligar-se á muito antiga «Rua dos Cavalleiros.»

Lista de erros corrigidos

Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:

+----------+---------------------+----------------------+ | | Original | Correcção | +----------+---------------------+----------------------+ |#pág. 11| Bernaldim | Bernardim | |#pág. 16| testemunh | testemunho | |#pág. 22| ondo | onde | |#pág. 22| admtitir | admitir | |#pág. 46| typographfa | typographia | |#pág. 57| quo | que | |#pág. 66| persuadido | persuadidos | | | | | |#nota 38| Portugteza | Portugueza | +----------+---------------------+----------------------+

Os símbolos de igual (da pág. 81) foram substituídos por traços longos ('--').