Noticia de livreiros e impressores de Lisbôa na 2ª metade do seculo XVI

Part 4

Chapter 43,040 wordsPublic domain

Por escusado temos affirmar que nas listas da viação parochial, estampadas no Summario de Christovão Rodrigues d'Oliveira, organisadas em 1551, ou pouco depois,[52] não se encontra semelhante denominação de rua, se tal modo de indicar uma via pública pode ser classificado «denominação». É, com effeito, evidente que o redactor d'esta especie de matriz, conteúda no «Livro do Lançamento» em exame, sabia bem quem era o individuo a quem chamou «Manoel Affonso», seu contemporaneo ou não. Por nossa parte estamos persuadidos que Bastião de Lucena grandemente se equivocou, atribuindo o baptismal «Manoel» a um individuo que se chamou Estevão, pois que esse é que teve casas na rua de que se trata, tendo ambos o mesmo sobrenome. Manoel Affonso, que foi um dos sacadores deste «Quatorzeno Rol», era proprietario, sim, mas no Beco do Poço do Ceitil. Tinha ahi uma _atafana_[53] e n'ella residia. Da coincidencia de sobrenomes terá, porventura, nascido o equivoco.

Como quer que seja, o designar semelhante indicação a rua onde deviam começar as operações da cobrança, apresenta-se, tanto para o lançador das fintas como para os sacadores d'ellas, facto natural, correntio. A via pública de que se tracta poderia ter outra qualquer denominação, que para uns e outros esta que lhe foi attribuida bastou.

E bastou tambem para nós.

De facto, se esta cobrança devia começar n'uma rua que ia até o postigo de Santo André, que importa que lançador e sacadores lhe chamassem, ou verdadeira ou equivocadamente, «Rua das casas de Manoel Affonso», se dúvida não pode haver que tal via pública outra não é, senão o troço mais ou menos modificado, no material e no aspecto topographico, da actual Costa do Castello que vae do baluarte de S. Lourenço ao agora já derribado Arco de Santo André?

Aquelle baluarte, entreposto nos lanços do norte da _cêrca velha_ da primitiva Lisboa, foi aproveitado pelos constructores da cêrca de D. Fernando, para lhe apoiarem no paramento o arco do postigo que tomou aquella denominação, tambem conhecido por «Postigo da Rosa», depois da fundação do mosteiro da rua das Farinhas.[54] Qualquer de nossos benevolos leitores pode ver ainda agora os vestigios das nervuras do arco embebidas no vetusto panno do baluarte, assim como, do lado opposto, os restos desfigurados do cubello onde o mesmo arco ia assentar. Tudo isto foi arrasado no ultimo anno do seculo XVIII.

Do postigo de S. Lourenço, a _cêrca nova_ descia a escarpa que vinha confundir-se no labiryntho de vielas que demoravam, como ainda agora, entre o vetusto edificio do chamado Colleginho e a Mouraria. Era-lhes canal de communicação com a «rua de Manoel Affonso» a «Rua do Poço do Ceitil», entalada entre a muralha nova e os muros da cêrca da Casa de «Santo Antão», a que depois se chamou «o Velho» para o distinguir da nova casa dos jesuitas, actual Hospital de S. José. Esta «Rua do Poço do Ceitil», desde muito desapparecida, mas de que a carta topographica da Commissão Geodesica, dada a lume em 1875, ainda nos quere parecer que marca os vestigios, constituiu a cabeceira do «Trezeno rol» da freguezia de Santa Justa.

Conclue-se daqui pois que os arroladores continuavam a adoptar a marcha ascencional, como em nosso anterior estudo vimos, por isso que, explorada a zona de que aquella rua era o começo, passaram a encabeçar o 14.^o Rol pela via publica immediata.

XVIII

Além destas razões de congruencia, confirmando ser, com effeito, a «Rua das casas de Manoel Affonso» o troço da atual Costa do Castello que ficou indicado, outros testemunhos positivos existem que nos asseguram a identidade da rua do seculo XVI com a via publica do seculo XX.

Não podemos dispensar-nos de os apresentar, por muito que tal resolução possa parecer extranha ao nosso objecto. Ver-se-ha que o não é.

Por Alv. datado de Evora, a 8 de junho de 1573, foi commettida ao Licenceado Luiz Lourenço a organisação do tombo das propriedades foreiras á Camara desta cidade. De tal diligencia se conservam os respectivos Livros no Archivo Municipal. Examinando o segundo destes Livros, que tem seu começo na «Rua do Arco do Rosio, da banda da praça da palha», na freguezia de Santa Justa, averigua-se que de 1547 a 1565 havia a Cidade effectuado dez aforamentos na «rua que vai da porta de Santo André para o postigo de Sam Lourenço, que por outro nome se chama Villa Quente»[55].

Confrontado este titulo com o que Bastião de Lucena escreveu no Livro que estamos estudando, acha-se que a situação da via pública do Tombo da Cidade é de todo o ponto a mesma que se lê naquelle Livro, salvo a orientação, que diametralmente diverge, visto que o juiz do Tombo partiu do postigo de Santo André para o de S. Lourenço, e Bastião de Lucena fez o contrario, para o que, segundo acabamos de ver, teve uma excellente razão de ordem.

Ora, que tanto uma como outra das duas descripções se accomodam sem obice algum á topographia actual, não resta dúvida, pois que o caminho de nossos dias municipalmente chamado Costa do Castello, começando na sua extrema oriental no fim da rua do Milagre de Santo Antonio, passa, ao inflectir para o N., rente ao panno de muralha do baluarte de S. Lourenço, e continúa até terminar junto do agora derruido Arco de Santo André.

Se o leitor paciente o seguir comnosco, encontrará, á sua direita, antes da rampa que termina a Costa e atinente a um lanço de muralha que sustenta um pequeno quintal, uma porta, tendo o n.^o de policia 92 A, dando accésso a extenso escadorio, que torneja, lá no alto, á direita, e segue em varios e apertados lanços até encontrar, á esquerda, a famigerada _Porta do Moniz_, aquella porta do Castello, origem da lenda que Herculano pulverisou.[56] No Tombo do Licenceado Luiz Lourenço, as escadas alludidas são a «Rua que vai da rua direyta para o Postigo do Moniz». As casas que ladeavam a entrada de tal «Rua» foram levantadas em chãos pertencentes á Cidade.

As da banda do Postigo de S. Lourenço, na frente do muro do quintal acima alludido, e vinham a ser as «derradeiras casinhas quando querem voltar da dita rua pelo caminho que vai ao Postigo do Moniz», possuia-as um casal, Antonio Fernandes e sua mulher Barbara Gonçalves, «parda». As da banda do Postigo de Santo André pertenciam a Estevão Affonso, porteiro. E eis porque desta circumstancia nos veiu a tentação de achar que Bastião de Lucena se equivocou, atribuindo a Manoel Affonso as casas deste Estevão. Se o porteiro foi dos primeiros edificadores que teve este troço da Costa do Castello (1547), é bem provavel que o seu nome servisse de conhecença para a _sua_ rua, então quando era este individuo o segundo de quantos foreiros a Cidade teve n'aquelle sitio, e aquelle o modo de distinguir as vias publicas lisbonenses umas das outras.

Alem dos emphiteutas da Camara acima mencionados, outros havia que figuram em ambos os documentos que temos citado. Assim, a Cidade tinha aforado ao dr. Affonso Figueira, desembargador da Casa do Civel e Ouvidor do crime, em dois annos diversos, 1555 e 1557, tres chãos, sobre os quaes este magistrado levantara casas, e um quarto que elle reservara para seu quintal, e que o era ao tempo do Tombo que vamos seguindo. A loja de uma das casas estava em 1566 ocupada pelo tecelão «João Francisquo», conservando-se senhorio, o magistrado sobredito. Este ahi mesmo residiria, mas a toga excepcionou-o da obrigação do escote, e por isso só naquella qualidade apparece no rol da derrama. Do mesmo modo aforara a Cidade, em 1542 e 1547, dois outros chãos perto dos antecedentes, a uma Guiomar Dias. Esta, precedendo a competente licença, fez venda, em 1561, de uma das casas que n'elles edificara a Ambrosio Luis, feitor da imposição dos vinhos.

Ora, tanto o magistrado Affonso Figueira como o funccionario fiscal apparecem em sua devida altura no Rol de Bastião de Lucena, isto é, são mencionados como proprietarios das respectivas casas, indo do Postigo de Santo André para o baluarte de S. Lourenço, sendo a concordancia perfeita entre os dois documentos, por isso que umas das casas do dr. Affonso Figueira são no Tombo da Cidade, as primeiras, indo do Arco de Santo André, partindo pelo N. E. com as de Ambrosio Luis e com outras de outro aforamento, realisado por aquelle magistrado dois annos depois.[57]

Absolutamente certos, pois, de que dizer «Rua das Casas de Manoel Affonso até o Postigo de Santo André», e «Rua que vai da Porta de Santo André para o Postigo de Sam Lourenço» é referir-se a uma mesma via pública, e que tal referencia corresponde ao troço actual da Costa do Castello, que vai do Baluarte de S. Lourenço até o desembocar da mesma Costa no alto da calçada de Santo André, pedimos ao leitor benigno nos perdoe a longa e porventura enfadonha digressão topographica, na consideração de ser necessaria a nosso empenho:--o precisar, sem especie nenhuma de dúvida, onde foi que teve a sua officina typographica o já agora tão nomeado Antonio Gonçalves, «imprimidor» da notavel edição _princeps_ do poema Os Lusiadas, do Grande Epico Luis de Camões, das duas que trazem a data de 1572, a que apresenta o _Pelicano_ frontispicial com o collo voltado para a esquerda do leitor.

XIX

A 17 de setembro de 1566, Manoel Affonso, atafaneiro, morador ao Poço do Ceitil e Jeronymo Gonçalves, serralheiro, morador na rua dos Cavalleiros, escolhidos para _sacadores_ do «quatorzeno» rol da freguezia de Santa Justa, receberam nos Paços do concelho desta «mui nobre, sempre leal cidade de Lisboa», onde se tratava de dar execução ao Regimento da cobrança do _voluntario_ imposto a que nos temos referido, as competentes copias do predito Rol, e trataram de avial-as.

Deviam começar, como vimos, da extrema superior da «Rua do Poço do Ceitil,» que desembocava, segundo dissemos, proximo do Baluarte de S. Lourenço, pela parte posterior do Postigo da _Cerca nova_, sendo a primeira do «trezeno» Rol.

Percorrendo toda a rua até o Postigo de Santo André, voltavam os dois _sacadores_ para a calçada desta denominação, internavam-se na Rua da Amendoeira, davam volta á travessa desta rua, que lá vimos ainda hoje, e sahindo pela rua das Tendas, que parece não lográra ainda um qualquer nome, vinham á dos Cavalleiros, findando-lhes a tarefa no «Beco de Thomé Correa»; um beco sem sahida, de nossos dias chamado _Beco do Forno_, primeiro á esquerda naquella rua, indo da Mouraria, e que tem lá, não sabemos porque bullas, advertencia de ser «_logradouro particular_»(!).

Acompanhemos os honrados exactores na sua perigrinação pela rua que ía do «Baluarte de Sam Lourenço ao Postigo de Santo André». Despedir-mo-nos-hemos ahi d'elles. O que deste Postigo por diante haveriam de fazer não nos interessa. Depois veremos, por simples curiosidade, qual foi o importe da sua cobrança na area que lhes fôra designada.

Por agora, attentemos um momento na feição da discutida via publica lisbonense, como ella parece ter sido no 2.^o semestre do anno de 1566.

Devia apresentar, ao menos por partes, mais largura do que hoje vemos ter, posto que não se avantajasse grandemente, neste particular, ás convisinhas. Muito mais desafogada era ella, por certo, do que é hoje.

Ao longo da sua margem direita, indo para Santo André, e até alcançar-lhe o Postigo, 21 propriedades, se a tal classificação poderiam aspirar as modestas casinhas que se iam encostando á barbacã do Castello, tendo na sua frente uma larga perspectiva panoramica, de surprehendente effeito. Da esquerda, a ondulada ribanceira, por onde, ainda 35 annos antes, se espreguiçava a miseranda Villa Quente, até ir topar com a cêrca do Colleginho. Lá quasi ao começar o forte declive que, tal qual hoje, terminava a rua, o postigo aberto na muralha por onde se começava a subir para o do Moniz. Diante d'elle, atravessada no caminho, a cruz de pao, demarcatoria nos titulos do Tombo municipal. Por ahi perto, talvez, sempre da esquerda, algum pequeno grupo de casinhas, restos da subvertida povoação. Após, os declives sobre os quaes se levantou, no seculo seguinte, o palacete que assenta no espigão da calçada de Santo André.

Isto, quanto á topographia local.

Vejamos agora quanto respeita ás construcções, e, porfim, aos que as habitavam.

As 21 casas da margem direita, que a rua contava pertenciam a outros tantos proprietarios. Destes, 12 habitavam nas proprias casas, ou sós, ou tendo inquilinos. De todos os 21, o senhorio mais importante, era o clerigo Francisco Dias. O seu predio--algumas barraquitas, provavelmente--alojava 9 inquilinos, entre os quaes, 2 cegos. De consideração, na ordem social, Joanne Fernandes, moço da camara da Infanta D. Isabel, tendo na loja por inquilino um «sapateiro remendão». Joanne Fernandes morava nas proprias casas de que era dono, e foram-lhe avaliadas em 30$000 réis. Pegado ao postigo de Santo André, não esqueça o nosso conhecido magistrado Affonso Figueira, e confrontando com elle, o Ambrosio Luiz, que superintendia na imposição dos vinhos. Algures, ali perto, um Joanes, cantor de el-rei, que nem por ser tal, se esquivou ao escote. Fecham a lista três senhoras do appelido Viegas; Filippa, Antonia e Anna.--Tres irmãas?--Que sabemos nós? Os predios das duas primeiras, avaliados em 50$000 réis cada um, obrigaram-nas a 350 réis de contribuição. As casas de Anna Viegas,--coisa parecida, é mais que certo--com as barracas do Padre Dias, foram computadas no dobro; em 100$000 réis, e por isso teve de pagar 700 réis.

O predio devia valer a somma em que foi avaliado. Alem da senhoria, habitavam n'elle mais 6 inquilinos; 3 varões e 3 femeas, como se diz em estatistica de população. Entre as femeas, duas eram viuvas; dos varões, um fallecera ao tempo de chegarem lá os _sacadores_, outro abalara para parte incerta. O terceiro era typographo;--chamava-se Antonio Gonçalves, e tinha aqui a sua officina. Elle e Maria Luiz, sua mulher, moravam mais abaixo, para o lado de Santo André, no predio do pintor Garcia Fernandes.

XX

Estava, pois, Antonio Gonçalves estabelecido já em setembro de 1566, isto é, dois annos mais cedo, do que o que lhe suppôs Tito de Noronha, na tabella com que enriqueceu a sua tão valiosa monographia _A Imprensa Portugueza durante o seculo XVI_.

É evidente que o auctor se governou, para a inscripção da data «1568», pela data do primeiro livro que se conhece, sahido dos prélos deste impressor;--as obras poeticas de Cadaval Gravio. (Pag. 82). O facto, porém, corrobora o asserto já por nós enunciado nestas Notas; convem a saber: que hemos de convencer-nos, todos os que perlustramos estas materias, que, assim como a nenhum habitante da Terra será jámais permittido ver a outra face do globo lunar, assim nos está vedado, e aos que depois de nós vierem, o descortinar quantas obras, e quaes assumptos vieram a lume, só no seculo XVI que seja, em Lisboa, que para sempre de nós e dos porvindouros ficarão ignorados.

É provavel que Antonio Gonçalves continuasse a residir na Costa do Castello, e ahi mantivesse egualmente a sua officina, até passar a melhor vida. Nestas afastadas eras, o _inquilinato_ ainda tinha mui fracas as azas. Voejava pouco, e com pouco se contentava. Ahi onde se constituia familia, ahi onde se ganhava a vida, ahi se criavam affectos; ahi se lançavam raizes. Na mesma parochia, onde marido e mulher uma vez se desobrigavam, até o ultimo dia da vida se ficavam desobrigando. N'ella recebiam a agua lustral do baptismo, n'ella se casavam, n'ella continuavam a prole. Depois, no chão sagrado que todos os fieis pisavam, vindo adorar a Deus, tinham todos, quantas vezes de geração em geração!--o proprio e final encerro.

Pela nota com que fechamos, emfim, estes singellos apontamentos, que um acaso nos permittiu redigir, se verá desde quando e até quando se conhecem impressões sahidas da officina de Antonio Gonçalves, e quaes as obras que se sabe terem sido objecto d'ellas.

Não esqueça referir que a officina de Antonio Gonçalves foi avaliada em 5$000 réis, pagando o futuro impressor dos Lusiadas o escote de 35 réis para as necessidades da corôa.

A 26 de abril de 1567 deram os honrados _sacadores_ do «Quatorzeno Rol da Freguezia de Santa Justa» por finda a sua tarefa, entregando, com a nota de 239 addições cobradas, ao Thesoureiro da Cidade, André Luiz, recebedor do dinheiro deste Lançamento, a quantia de 26$476 réis, em que ellas importaram, jurando aos Santos Evangelhos terem procedido como homens de bem.

Eis a Nota das impressões conhecidas, sahidas dos prélos de Antonio Gonçalves, redigida por simples apontamentos, por se não ter prestado a occasião a uma minuciosa e integra descripção bibliographica das que será ainda possivel ver.

1568--_Pythographia e Brachyologia_--Poemas publicados por Cadaval Gravio, segundo Tito de Noronha, in _A Primeira Edição dos Lusiadas_, pag. 82.

1569--_Constituições Extravagantes do Arcebispado de Lisboa_ (3.^a ed.)--aos 7 dias do mes de Fevereiro. Mencionadas por Innocencio, _Diccion_, Tom. II, 105.

» --_Leis extravagantes_ collegidas e relatadas por mandado do muito alto e muito poderoso rey D. Sebastiam, nosso senhor, por Duarte Nunes do Liam.--Innoc. II, 210.

1570--_Repertorio dos Tempos_. Visto por nós na Sala dos _Reservados_ da Bibliotheca Nacional--B--11. Tem o frontispicio dois annos após empregado pelo mesmo impressor _in_ Lusiadas, de Luiz de Camões. Material que pertenceu a Germão Galharde.

1571--_De Rebus Emmanuelis_, do Bispo D. Jeronymo Osorio. Cit. por Innocencio--Letra J. pag. 272.

1572--Os Lusiadas--por Luiz de Camões. Frontispicio que pertenceu a Germão Galharde--(_Pelicano tendo o pescoço voltado para a esquerda do leitor_).

1572--_Primeira Parte do Compendio da Chronica da Ordem... do Monte do Carmo_, por Fr. Simão Coelho. Deve cotejar-se a noticia de Innocencio com a descripção impressa no _Catalogo_ n.^o 7 da Livraria de José dos Santos & Irmão.

1573--_Commentario do cêrco de Goa e Chaul_, &--Ha um exemplar na Livraria da Torre do Tombo.

1574--_Successo do Segundo Cêrco de Diu_, de Jeronymo Côrte-Real.--Ha um exemplar entre os _Reservados_ da Bibliotheca Nacional, mas não chegámos a vê-lo, por falta de occasião.

» --_Regras que ensinam a maneira de escrever a orthographia portuguesa_, por Pedro de Magalhães de Gandavo. Informações de Innocencio, pois se não conhece exemplar algum.

1576--_Historia da provincia de Sancta Cruz_, &, pelo mesmo auctor supra-citado. É util ler a informação de Innocencio, ácerca deste rarissimo livro.

Por muito satisfeito nos daremos, que esta _Noticia_ logre alcançar o agrado de nossos consocios, mais certos leitores que ella poderá ter. Por sua especial bondade nos relevarão elles, de certo, as deficiencias que se nella notarem, antes filhas da mingua de recursos, do que da falta de boa vontade em alcançar o impossivel;--dá-las completas.

Julho, 1913.

Gomes de Brito.

ADDENDA