Part 15
«O presidente do conselho blazona e conta com o auxilio, sem duvida, poderoso e eficaz do Rei, e zomba da opinião publica, que tanto pretendeu captar, antes de subir ao poder? Faz mal, porque ha-de chegar e oxalá que chegue a tempo o momento em que El-Rei se recorde das suas palavras de ha um anno:
A responsabilidade do decreto, ainda que aparentemente só acto do poder executivo, recahe mais uma vez sobre o Rei, a quem todos hão de pedir a responsabilidade da sua assignatura». (_Correio da Noite_, 15 de Maio de 1907).
E a 24 de Maio vociferava: «A monarchia precisa dos monarchicos... a monarchia precisa dos monarchicos, mais do que estes precisam da monarchia». Todos os dias novos boatos, todos os dias nova causa de excitação. Barafunda, prisões, protestos. N'uma reunião celebre, por um triz que os regeneradores não passam em massa para o campo republicano. E o _Correio da Noite_, no acesso do delirio, apelava já para a linguagem biblica: «O que tem ouvidos para ouvir ouça; o que tem olhos para ver veja...»
«Do alto deve descer o exemplo, e quando as acções dos que governam são de preversão e de crime, de corrupção e de suborno, de desbarato dos dinheiros publicos e de abuso do poder, os actos dos governados não podem ser de veneração e de paz, de obediencia e de acatamento.
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Com torrentes de sangue se conquistou a alforria do povo, com oceanos de lagrimas se lavou a mancha do absolutismo». (_Correio da Noite_, 1 de Junho de 1907).
Que faziam os dissidentes, o mais avançado dos partidos monarchicos? Os dissidentes conspiravam. As dissidencias anteriores, a do Mariano, a do Navarro, tinham fracassado: a do Alpoim ia dar como resultado a revolução.--Foi o senhor que fez a republica.--E elle dizia, com o olho esperto a luzir:--Levei-os pela mão.--Julgando conquistar o poder, perdeu-o para sempre. «Baralhou para dar», como aconselhava o Marçal Pacheco--mas enganou-se no trunfo. Depois que se separou do José Luciano nunca mais acertou, na phrase do Moreira d'Almeida... Era um grupo tremendo: o João Pinto dos Santos, tenaz e resoluto como as armas; o pratico Centeno, mola distendida sabe Deus até onde; o Queiroz Ribeiro, o Pedro Martins; o sagacissimo Egas Moniz, a quem ninguem consegue ouvir os passos--mas que toda a noite, todo o dia, roda nos meandros da politica, conspirador e politico até á medula; o Moreira d'Almeida, capaz de falar e de escrever um dia inteiro, sem um desfalecimento, enfiando todas as formas e todos os estilos, de tal maneira que, muitas vezes o Antonio Ennes ou o Alpoim duvidavam se os artigos, que elle escrevia, lhes pertenciam, apanhando no ar as questões, e com um grupo de amigos _a latere_, que conheciam a fundo as colonias e as finanças; mais este e aquelle, e outras raizes lançadas ao acaso, e ligações no Porto com um «mercante espertissimo», como nas discussões ouvi chamar a Lima Junior. O chefe d'este grupo unido e compacto era extraordinario... Agitação perpetua. Orador admiravel, sobretudo na réplica, em que perdia a retorica e ficava incisivo e nu como uma espada. Um passo a mais e seria um escriptor ilustre: não teve um momento de seu para rever as provas. Com a paixão, a colera, o arrebatamento, um grande coração. Nunca lhe conheci odios, e muitas vezes lhe ouvi defender até o seu maior inimigo, o José Luciano. Ao proprio D. Manuel elle diz: «...O José Luciano vale mais do que todos os progressistas e regeneradores juntos, contando com elle proprio Alpoim ». (_Documentos politicos_). E quem conheceu o Alpoim sabe que as notas que o rei escreveu são mais que exactas, são phonographadas. É elle a falar d'este e d'aquelle, dos amigos, dos inimigos--de Deus e do Diabo. Uma ambição do poder que o leva arrastado, mais pela lucta em si, necessaria a um temperamento excessivo, do que por vaidade ou vangloria. Principios poucos--meios aquelles que os adversarios, a tenacidade e o rancor de José Luciano, lhe deixavam. Acusaram-no de tudo--acusaram-no da morte de D. Carlos... «Até disseram, Senhor, que fui eu que matei El-Rei D. Carlos!!!» (_Documentos politicos_). Resistiu sempre; morreu a conspirar. Nos seus ultimos annos não sei que tristeza o envolve... A figura parece maior, as palavras simplificam-se-lhe, os sentimentos tambem. Engrandece. Raros teriam, como elle teve, a sinceridade de escrever: «Na minha defeza, que teve de ser espectaculosamente rude por vezes e d'uma acção subterranea por outras, excessos cometi de que me penitenceio--mais do que se imagina»... E repete e insiste: «Em muitos actos da minha vida de lucta, por vezes injustamente combatido, tenho sido exagerado--e errei. De muitas coisas estou repezo, e d'ellas hoje se admira a minha inteligencia e peço perdão á minha propria consciencia e até aos homens!» Quantos ha ahi capazes d'esta grandeza? Quantos--tendo todos juntos concorrido para a morte de D. Carlos--o acusaram a elle só, com a tinta do _Correio da Noite_ ainda fresca?
«Aqui d'El-Rei--se nos pode ouvir El-Rei--contra quem mandou assassinar o povo de Lisboa.» (_Correio da Noite_, tarjado de luto). «Aparecem hoje, segundo ameaças do governo e segundo as suas notas oficiosas sempre irritantes á imprensa, decretos esmagadores. Tanto peor para o Rei e para as Instituições. *As responsabilidades d'esses decretos, ainda que aparentemente só do poder executivo recairão mais uma vez sobre o Rei, a quem todos hão-de pedir a responsabilidade da sua assignatura.* (_Correio da Noite_, 20 de Junho de 1907).
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Quem reina agora em Portugal não é o senhor D. Manuel, é sua Magestade o Mêdo. Que quadro para um Saint-Simon, que descrevesse os politicos e a côrte, o que se diz e o que se adivinha, o que resalta dos _Documentos politicos_, e o que se conserva na sombra como um baixo relevo de odios e de interesses! Enredam, intrigam-se, perdem-se todos juntos. A politica portugueza gira sobre este fulchro: «O José Luciano, não podendo governar por se achar impossibilitado... e não querendo substituir-se para não perder o comando de que é muito cioso»[17] emprega até ao fim todos os esforços para inutilisar o Julio de Vilhena. Só pela vã ambição de mandar? O velho é perspicaz e teimoso, o velho conhece, como poucos, os homens e entende que só elle pode e sabe governar. É teimosia e grandeza. Não abdica, não pode. Toda a vida foi obedecido. Aferra-se. O que elle quer é ser o «Deus ex-machina da nossa politica sem se mexer da sua _chaise-longue_». Que tipo! Governou sempre, mandou sempre, conservou-se sempre lucido. E tanta serenidade, que até no dia em que lhe assaltaram a casa dos Navegantes, é o unico que não perde o sangue-frio, e, quando o querem esconder n'uma banheira, teima em ficar na cadeira de rodas! Tem a logica do diabo e uma manha, um conhecimento dos homens, a que os outros não chegam. Desde o principio que todos se congregam para enfraquecer o partido regenerador. «Isto--diz a velha rapoza--é uma lucta de politicos que se querem inutilisar e desacreditar uns aos outros». É assim--e nenhum d'elles se lembrou que só os republicanos lucravam. Até os franquistas. «Os franquistas, por intermedio do Martins de Carvalho, forneceram aos republicanos todos os elementos que poderam colligir para descredito dos rotativos» (T. do Amaral ao rei). Até os nacionalistas. Entretanto o rei ouve-os e toma notas... A sua vontade é acertar. Passa a vida a acertar, o que não é bem a missão d'um chefe, mas a d'um relojoeiro. Não creio que os homens se governem só pelo interesse ou pelo terror, como queria Napoleão, mas creio que se não governam com pannos quentes, e que mais vale tomar uma decisão má do que não tomar nenhuma. O povo, como o soldado, precisa de sentir um chefe, e adivinha-o logo. Tudo no rei são boas intenções. Mal ousa dar um passo, não se resolve nunca--e atraz d'elle está a mãe, que quer educal-o para rei, mas que tem diante dos olhos o quadro horroroso... Apezar d'isso é ella propria que o incita a passear á luz do dia, como uma vez quando o trouxeram a galope, entre uma escolta de cavalaria, do Rocio ao Paço... Arrisca-o. Procura congraçar toda a gente. E odiada. A D. Maria Pia, histerica e perdularia, agradou sempre: até os seus ditos se repetiam:--O senhor é um merda!--ao D. Luiz, quando elle aceitou as imposições do Saldanha; até os seus vestidos, a sua ostentação, a atmosphera de rainha extravagante, que só sabia que existiam contos e patacos, os chapeus que mandava vir de Paris, aos trinta e quarenta, em cada estação; até a sua desordem elegante de histerica. Nem os jornaes republicanos a atacavam. E quando foi para o exilio, já doida, com um pão debaixo do braço e uma manta pela cabeça, só ella deixou saudades. Era a Rainha. A D. Amelia não. Essa senhora, de quem alguem disse:--É um grande homem de bem!--subiu todo o calvario da vida. Era religiosa--o que só a honra--chamaram-lhe beata. Andou nos folhetins e nos pamphletos. Os seus criados detestavam-na[18]. Ao passo que a rainha D. Maria Pia, falso anjo de caridade, pouco fez com o seu espalhafato e foi adorada, a D. Amelia, que combateu metodicamente a tuberculose, espalhando o bem a mãos cheias, fundando a Assistencia Nacional, com os seus sanatorios e dispensarios, as cozinhas economicas, o hospital do Rego, o Instituto de Socorros a Naufragos, e contribuindo para a fundação do Instituto Bacteriologico, etc., foi sempre odiada, calumniada, insultada. Nem dentro de sua casa lhe era possivel conversar. Um dia, para falar em segredo com um ministro, chamou-o para o meio da sala:--Aqui, porque senão vem tudo amanhã no _Mundo_.--E vinha. Até o homem dos telephones era carbonario... Estou em dizer que é o acaso que governa a vida: a razão não é, com certeza.
Ponham agora á roda d'estas figuras, os politicos e as paixões falando cada vez mais alto. É o momento em que todos á uma querem ser chefes! Querem ser chefes o Teixeira de Souza e o Alpoim, querem-no ser o Wenceslau de Lima e o Campos Henriques, e até o pobre, o inculto Pimentel Pinto, que Antonio Candido fez um dia ministro, tem um deslumbramento e sonha na candidatura. Elle é «o Vilhena muito afectuoso, muito lisongeiro e muito avido de poder»; elle é o Teixeira de Souza, «todo agrado, comtanto que elle entre no governo n'uma situação que não seja inferior á do Campos Henriques»--retrata-os o Wenceslau, que é o unico que sobe, como um balão cheio de vento, no conceito de quasi todos os politicos, que se reveem n'elle como n'um espelho.--E o José Luciano teima: «O Vilhena está quasi abandonado pelos seus marechaes». Todos á uma proclamam ao rei e ao mundo que esse homem é incompetente.--É um homem de talento--afirma um ex-ministro graduado--mas nunca vi incompetencia maior como politico.--Porquê? É o que resta saber. Elle é dos poucos que sabe o que quer, que tem um plano e que o apresenta (_Antes da Republica_)--é tambem o unico com superioridade mental organisada. Pequeno, sempre pendurado no charuto, conserva, até nas ocasiões criticas, serenidade e firmeza. Mas todos concordam na sua inferioridade politica...
Se só pelo triumpho é que se demonstra tino politico, como quer alguem--na verdade Julio de Vilhena falhou completamente. Nem todos os meios lhe serviam, e em Portugal não existem correntes de idéas ou de principios que levem um homem ao poder. O que se chama opinião não se pronuncia. Os chefes de partido são simples chefes de bando. O Paço é que faz ou desfaz os politicos, ou outros meios obscuros, de que cada um se pode servir, como no tempo de Luiz XIV. Escolheram-no para chefe n'uma occasião em que nenhum dos outros o podia ser, mas atraz delle estava a tenacidade do Teixeira de Souza, a politiquice de Campos Henriques e a astucia de Wenceslau.--Esse sim, chame V. Magestade o Wehceslau--diz o Alpoim.--O Wenceslau sim--concorda o José Luciano. Elle é o homem do Paço e dos politicos. Começa a ser indispensavel. O outro tropeço não lhes sae da frente. Era a occasião de governar quem governasse, mas ao José Luciano só lhe convêm «governos mixtos em que elle mande, ou que, pelo menos, ponham o cofre das graças á sua disposição.» (P. Pinto). E todos ou quasi todos só pensam no Wenceslau, que promete muito, que sorri a toda a gente, e que não tem nada lá dentro. É o optimista necessario. Impõe-se pela parte decorativa, pela boa educação, pela maneira como contenta o mundo. As vezes chega a oferecer o governo a um, tendo-o já oferecido a outro... (J. de Vilhena). Só o lunatico não entende... Elle bem protesta: «Quem o conhece tem obrigação de saber que nunca foi um aventureiro ambicioso, nem um intrigante ordinario, capaz de empregar processos menos correctos para obter quaesquer posições». Mas foi exactamente isso que o perdeu! Num paiz onde não ha opinião, não pode haver chefes de partido. Que diferença entre elle e o Teixeira de Souza, espadaúdo e forte, abundante, abrindo logo os braços a toda a gente:--Tu que queres, filho?!--D'outro feitio era o Campos Henriques, procurador encartado do norte, escrevendo a meio mundo e satisfazendo a outro meio (agua molle em pedra dura...); d'outro feitio, emfim, era o palaciano Wenceslau de Lima, o favorito, que censurava as cartas do rei e lhe escrevia os borrões. Nenhum homem mais _souple_ nem mais agradavel, sempre a mastigar e a sorrir. Está nas antecamaras quando o rei conferenceia, e ha um momento em que só elle põe e dispõe, e em que aconselha ao rei:--Chame-me a mim, para eu declinar!--E o rei chama-o. As duas grandes figuras do reinado, vinham a ser o Wenceslau de Lima e o Soveral. O proprio José Luciano estava condemnado...
Tudo isto se passa sob o olhar ironico ou severo dos republicanos e diante do phantasma da republica. Nem assim os interesses e as ambições abdicam. Nunca, nem no inferno, abdicaram! Acima de tudo está o odio do José Luciano, estão as paixões do Alpoim, que sonha no poder, e que na manhã de 5 d'Outubro ainda dizia:--Agora, sufocada a revolução, o rei não pode deixar de me chamar a mim...--Interesses e homens, tendo cada um «a sua policia», como diz o Teixeira de Souza. E o rei no trono, no palacio onde as paredes teem ouvidos, sempre a rabiscar papeis, incitando-os ás vezes (J. de Vilhena), sem prever o mundo de coleras que está para vir á superficie. Quando á noite se apanha só, abre a gaveta e desata a escrever aquelle interminavel romance politico, que caminha a galope para o remate da fuga e do exilio. E as vozes, cada vez mais altas, obstinaram-se:--Não pode haver ordem nem tranquilidade com o Alpoim no paiz--exclama um.--Elle é um espirito claro e nada mais! protesta outro.--É uma cambada! A propria dissidencia que é? É um inferno!--conclue o Alpoim.--É um idiota! O mal foi elegel-o para chefe.--E o Teixeira do Amaral observa ácerca d'um grupo:--São pescadores d'aguas turvas...
Quem ha-de conter os homens e os acontecimentos? O rei? O rei escreve, escreve sempre... O Credito Predial desaba:--Foi então que os burguezes, vendo-se roubados, nos deixaram fazer a republica...--asseverou Junqueiro. Ao poder sobe emfim o fatidico Teixeira de Souza. Os acontecimentos precipitam-se. Atraz dos homens está uma força monstruosa que parece empurral-os a todos--até ao rei, que, de quando em quando, pára de escrever e sorri enlevado para os dois bonecos que tem em cima da comoda, a caricatura d'um marinheiro inglez e a caricatura do Soveral--e vae leval-os a todos, sob o olhar impassivel do destino, para o desenlace fatal.
Todos esses homens tinham defeitos. Alguns eram até ridiculos. Mas, apezar de tudo, não ultrapassavam determinada linha, apegados a preconceitos e a formulas, de que não havia arrancal-os... Vae o senhor D. Manuel, não tarda, porque a monarchia ha-de voltar--tudo sucede vertiginosamente n'este paiz--conhecer outros, com muito menos escrupulos, que o hão-de encher de desgostos. V. Magestade verá.
FIM DO 1.^o VOLUME
INDICES
LISTA DAS PESSOAS CITADAS NO 1.^o VOLUME
A
Abel d'Andrade Abrantes (Marquez de) Ada Weinstin Adelaide Coelho da Cunha Adrião de Seixas Affonso Costa Affonso (Infante D.) Affonso VI Affonso XII Affonso XIII Agostinho Franco Albano de Mello Albano da Fonseca (Coronel) Alberto Bramão (D.) Alberto Braga Alberto Pimentel Alberto d'Oliveira Albuquerque (Alexandre) Alcaçovas (Conde de) Alda Decken Lino Alexandre Herculano Alferrarede (Condessa de) Alexandre Cabral Alfredo Anjos Alfredo Costa Alfredo da Silva Alice Lawrence Alice Munró Alpoim Almada Carvalhais Almeida Araujo (Condessa de) Alvito (Marquez de) Ameal (Conde do) Amelia (D.) Anna de Sousa Coutinho (D.) Angejas Anibal Soares Anjos (As) Anna de Jesus Antonio Azevedo Antonio Bandeira Antonio de Brito Antonio Cabral Antonio Candido Antonio Centeno Antonio Emilio Antonio da Costa e Silva Antonio D. da Cruz Pinto Antonio Ennes Antonio José d'Almeida Antonio José de Freitas Antonio Manuel Teixeira Antonia Morena Antonio Moreira da Camara Coutinho Antonio Nobre Angela Pinto Anselmo Vieira Antero Armando Navarro Arnaldo Fonseca Arnoso (Conde de) Arnoso (Condessa) Arroyo (Antonio) Arroyo (João) Arthur de Mello Asseca (Viscondes de) Augusto Cymbron Augusto Machado Augusto Pina Augusto Ribeiro Avelino d'Almeida Aveiro (Duque de) Avila e Bolama (Duqueza de) Avila (Conde de) Ayres de Gouveia
B
Baltar Barão (Condes) Barahona Barbosa Colen Barbosa du Bocage Barjona Barros Gomes Batalha Reis Bemposta Sub-Serra (Marquezes da) Beirão Bernard Lazare Bernardino Machado Bernardo Pindella Bomtempo Borges & Irmão Bourbon de Menezes Braamcamp Branca de Gonta Colaço Brazão Brito Aranha Brouillard (Madame) Buiça Bulhão Pato Burnay
C
Caldeira Camillo Campos Henriques Candida da Nora Kendall Candido dos Reis Capelo (Almirante) Cardia Carlos (D.) Carlos de Freitas Jacome Carlos Lobo d'Avila Carlos Mayer Carlota Joaquina (Dr.) Carnaxide (Visconde de) Carneiro de Moura Carracida Carrilho Casal Ribeiro (Conde de) Castello-Melhor Castilho Castro Solla (Conde de) Celso Herminio Chancelleiros Chapuy Christina Rezende da Silva Cipriano Jardim Coelho de Carvalho Columbano Conceição de Carvalho Correia de Barros Correia d'Oliveira Costa Pinto Costa Santos Croneau Cunha e Costa Curry Cabral Custodio Borja
D
Dantas Baracho Delcassé Dias Costa Dreyfus Duval Telles
E
Eça de Queiroz Eça Leal Edla (Condessa de) Eduardo Burnay Eduardo Cheira Eduardo Cordeiro Eduardo de Sousa Eduardo Pimenta Eduardo Tavares Eduardo VII Egas Moniz Elisa Baerlein Elisa Baptista de Sousa Pedroso Elvino de Brito Emidio Navarro Emilia Adelaide Emilia das Neves Ernest George Espregueira Eugenio de Castro
F
Falcarreras Fernandes Thomaz Fernando (D.) Fernando de Serpa Fernando Martins de Carvalho Ferreira d'Almeida Ferreira do Amaral Fialho Ficalho (Conde de) Ficalho (Condessa de) Ficalho (Marquez de) Fife (Duque de) Figueiró (Conde de) Figueiró (Condessa de) Fonseca, Santos & Viana Fontes Foz (Marquez da) França Borges Francisco Figueira Francisco Medeiros Franco (Marquez de) Francisco da Fonseca Benevides Frederico Arouca Frei Freitas Branco Freitas Brito Freitas Rego Fronteira (Marquez da) Fumega (Major) Fuschini
G
Garrett Garaty (Mr. e M.{me}) Garrido Guerra Junqueiro Gervasio Lobato Gomes dos Santos Gomes Leal Gomes Netto Graça (Major) Guilherme de Azevedo
H
Heitor Ferreira Henrique de Vasconcellos Hintze Ribeiro
I
Idanha (Viscondessa de) Imperador do Brazil Irene Gilman
J
Jacintho Candido Jayme Arthur da Costa Pinho Jayme de Seguier Jayme Victor João d'Alarcão (D.) João Barreira João Chagas João Chrisostomo João da Camara (D.) João de Deus João de Deus Guimarães João Franco João Pinto dos Santos João de Menezes João VI (D.) Joaquim da Boa Morte Alves de Moura Joaquim Pessoa John Burnay Jorge Colaço Jorge O'Neill José d'Azevedo José Bacellar José Dias (conego) José Dias Ferreira José de Figueiredo José Lobo José Luciano José Maria dos Santos José Nunes José Paulo Menano José Reinach José Saragga Julio de Vilhena Judeu Judice Bicker Julia Bordallo Justino
L
Latino Coelho Leão XIII Leitão (Ourives) Lencastre de Menezes (General) Lima Junior Linhares (conde de) Lopo Vaz Loubet Loulé (Duqueza de) Luciano Monteiro Lumiares (condes de) Luiza Patricio de Balsemão Luiz (D.) Luiz da Camara (D.) Luiz Campeão Luiz de Castro (D.) Luiz Fillipe (D.) Luiz Osorio Luiz Trigueiros
M
Machado (capitão) Malaquias de Lemos Manuela Rey Manuel (D.) Manuel Bordallo Pinheiro Manuel Figueira Manuel Hintze Ribeiro Manuel Ramos Manuel Ribeiro Borges Manuel Vaz Preto Marçal Pacheço Magdalena Trigueiros Mardel Maria Augusta (D.) Maria Emilia Seabra (D.) Maria Emilia Macieira Lino (D.) Maria (Infanta D.) Maria II (D.) Maria Kruz Brito (D.) Maria Pia (D.) Maria Tereza Pinto de Magalhães (D.) Marquez da Foz Marcelino de Mesquita Mariano Martins de Carvalho Mathias de Carvalho Matoso dos Santos Maura Max Nordau Maximiliano d'Azevedo May Figueira Mello Barreto Mesquitella (conde de) Monpensier (Duqueza de) Moreira d'Almeida Moreira Marques Moreirinha Monteiro Milhões Motta Marques Meirelles (Juiz) Moser Moura Cabral Mousinho Munhoz Murça (condes de)
N
Napoles Navarro Nazareth Norton de Mattos Nuno Castello Branco
O
Oliveira (das _cautellas_) Oliveira Martins Oliveira Mattos Ottolini da Veiga Ouguella (Visconde de) Ovidio d'Alpoim
P
Paccini Paçô Vieira (conde de) Pad' Zé Padre Matos Palmeirim Palmeirim (General) Palmella (Duqueza de) Paraty (condes de) Paris (condessa de) Patrocinio (D.) Paulucci Pedro d'Araujo Pedro Martins Pedro de Noronha (D.) Pedro IV (D.) Pedro V (D.) Pedro Victor Penalva (Marquez de) Penamacor (condessa de) Penha Garcia (conde de) Peniche (conde de) Pequito Pereira das Neves Pimentel Pinto Pinheiro Chagas Pinto Basto Poitier Pombal (Marquez de) Ponte de Lima (Marquezes) Povolide (conde de) Praia (Marquezes da) Prim
Q
Queiroz Queiroz Ribeiro
R
Ramalho Rangel de Lima Raphael Bordalo Rebello da Silva Regaleira (Baroneza da) Ressano Garcia Rezende Ribeira Brava (Visconde da) Ribeira Grande (conde da) Ricardo Jorge Rio-Maior (condessa de) Rodin Rodrigo da Fonseca Magalhães Rosa Damasceno Rosa pae Rossini Rufino d'Almeida
S
Sabugosa (conde de) Saldanha (Duque de) Sampaio (Visconde de) Santos (Major) Santos Viegas Sarah da Motta Vieira Marques Saraiva de Carvalho Schwalbach Sebastião Telles Sergio de Castro S. Boaventura S. Lourenço (condessa de) S. Luiz de Braga (Viscondes de) Silva Bastos Silva Canellas Silva Carvalho Silva Graça Silva Pinto Silva Telles Sousa Holstein Sousa Martins Soveral (Marquez de)
T
Taborda Tavares Festas Taveira (condessa de) Teixeira de Sousa Teodoro d'Almeida Theophilo Braga Thomaz Ribeiro Tompson Torlades (casa) Torre da Murta (Visconde da) Totenbach Trindade Coelho
U
Urbano de Castro Urbano Rodrigues
V
Valbom Valdez Valença (conde de) Val-Flôr (Marquez de) Vallada (Marquez de) Valladares (conde de) Varzea (Visconde da) Vasconcellos Porto Vianna (Marquez de) Vicente da Camara Victor Hugo Victoria (Rainha) Vilaça Villa de Fozcoa (Barão de) Villa Nova de Cerveira (conde de) Villa Real e Mello (condessa de) Vimioso (conde de)
W
Wenceslau de Lima Wernestein
Z
Zola Zulmira Franco Teixeira
INDICE DOS CAPITULOS
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Prefacio 9 Algumas Figuras 27 Pó da Estrada 93 A Sociedade Elegante 267 O Mundo Politico 289
INDICE DAS GRAVURAS
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