Part 7
Como fallaria em louvor de um individuo desprezado não só pela sua conducta, mas tambem pela sua cobardia? O Sr. Lucas por fraco obstou ao mais glorioso triunfo que podiamos obter em recompensa de tantas e tão longas fadigas: obstou que o chefe dos piratas se entregasse com toda a sua esquadra no porto de Macáo. Destas e outras acções do Sr. Lucas devia eu fallar, se escrevesse a historia de Macáo, mas eu apenas me encarreguei de levar á posteridade dois factos dessa historia, a destruição dos piratas, e o desembarque e retirada das tropas britanicas. Não fazendo o Sr. Lucas cousa boa digna de notar-se, julguei fazer mercê ao Sr. Lucas, deixando-o no escuro em que alli se lançou.
Sendo este opusculo destinado a louvar as acções dos Luso-Macaenses, não devia apparecer entre elles um brasileiro empenhado em fazer o contrario do que os outros praticavam. Como se fallaria em louvor de um governador, cuja administração foi tempo de martyrio para os macaenses, não só pela falta de caracter do Sr. Lucas, mas tambem pela grande rapina do ouvidor Peixoto?
É verdade innegavel ser tudo quanto alli se praticou de maravilhoso, devido ao genio extenso e luminoso de Miguel de Arriaga. Assim o provam as actas do Senado, as cartas de Cam-pau-sai, as de Bernardo Aleixo, e o hymno cantado na presença dos bons Macaenses, pelo benemerito cidadão José Baptista de Lima, no dia em que estes celebraram o triumfo de Miguel de Arriaga pela extincção dos piratas.
Quando fallei, em 1824, na 1.^a parte desta memoria, ácerca do bom governo Macaense referime á sua fórma e aos annos em que influio nelle Miguel de Arriaga, e Bernardo Aleixo. Agora vejo, com admiração, o Sr. Lucas arrogar a sí os louvores de outros, quando elle ainda nem ao menos tinha visto Macáo!
O Sr. Lucas diz, a paginas 23 de sua memoria:--Sei em ultima analyse que não sei nada, e não sou nada--e a paginas 7 diz:--Tendo eu sido autor de todos os negocios publicos e mui particularmente este, sería bastante para dar idéa do objecto contestado, e da falta de exactidão da memoria impressa em 1824, do espirito, conhecimentos, e fins com que foi escripta.--
O homem que não é nada, e não quer nada pretende roubar a gloria dos que foram alguma cousa; contestar com falsidades, documentos legaes e autenticos. Confessa a veracidade dos factos impressos nesta memoria, e censura o seu autor por não lhe dar a elle o que pertencia a outros! Eis a falta de exactidão encontrada pelo Sr. Lucas: dahi nasce a sua desconfiança ácerca do espirito, conhecimentos e fins com que ella fôra escripta.
Póde viver certo de que o espirito foi patriotico; os conhecimentos extraídos, parte das actas do Senado, parte adquerida na presença dos factos; e os fins limitaram-se no gosto de levar á posteridade os factos macaenses.
Arriaga, Bernardo Aleixo, Pereira Barreto, Alcoforado, e outros muitos empregados naquella empreza, já o mundo os havia perdido quando tive a honra de publicar pela imprensa as suas virtudes e proezas; o Sr. Lucas não sendo nada e não querendo nada, esperou que elles morressem para denegrir não só as proezas, mas tambem as virtudes daquelles varões illustres!
--Não posso deixar passar semelhante expressão, diz o Sr. Lucas a pag. 11, por conter noções erroneas e falsas em perjuizo da honra e da gloria que me provem do resultado de todos os brilhantes feitos na época sómente do meu governo, e cujo brilhantismo principiou com a minha chegada e acabou com a minha retirada!--
Ainda senão vio maior jactancia. O Sr. Lucas chega aponto de alterar a fórma do governo só a fim de roubar a gloria que não lhe pertence.
É elle mesmo quem confessa, apesar do roubo que pretende fazer, a paginas 42 da sua memoria, não ter influencia no governo.--O Senado, diz elle, projectou mandar a galera Ulises ao Rio de Janeiro, afim de cumprimentar El-Rei; oppuz-me; com tudo a galera proseguio--Assim destroe o mesmo Sr. Lucas as suas argucias.
Em quasi todas as paginas da sua memoria lançou argumentos contra-producentes.--Chegaram os piratas pela sua quantidade e força, diz elle a paginas 43, a dominar os canaes de Wampo-o; então por circunstancias, apesar das ordens superiores que me embaraçavam a fazelo, expedi ordens em Setembro de 1809 para serem batidos. O Sr. Lucas, em seus improvisos desacredita os mesmos a quem pretende elogiar. As ordens superiores referem-se ao Vice-Rei de Goa: porque motivo daria este ordem para não se atacar os piratas? Estaria comprado por elles? Que mais é preciso para saber-se que o Sr. Lucas não cooperara cousa alguma para a destruição dos piratas, elle mesmo confessa que fôra obrigado a mandar ordens para serem batidos os piratas?
Em verdade o Senado, de quem Arriaga éra a alma, foi quem o obrigou a mandar aquella ordem; logo fica demonstrado pelo mesmo Sr. Lucas, que o brilhantismo daquella época não lhe pertence, pois até para expedir a ordem para serem batidos os piratas foi obrigado pelo Senado.
É certo, diz elle a pag. 46, que um dia depois que recebi parte do commandante da esquadra, em que dava por verificada a entrega de Cam-pau-sai, partio Arriaga para a bocca do rio Tygre, dizendo ír a negocio particular, e é certo que indo, esteve com o cabeça dos piratas; e é certo tambem que este logo se retirou com toda a sua esquadra; e que a entrega se não fez, quando a parte do commandante (Alcoforado) a dava por verificada!--
Que mais se poderia dizer em desabono do Sr. Lucas, do que elle mesmo escreveo? Pois quem diz fizera tudo, não sabendo nada! Quem diz que o brilhantismo de Macáo principiara com a sua chegada alli, e acabara com a sua retirada, confessa que tendo uma esquadra vencedora debaixo das suas ordens, deixara fugir o inimigo depois de se ter já entregado? Então a quem comprou Arriaga na sua viagem á bocca do rio Tigre, ao Chefe da esquadra portugueza, ou ao chefe dos piratas? Compraria ambos? Tudo aquillo é falso; mas quando fosse verdadeiro, provaria que éra Miguel de Arriaga quem predominava em Macáo.
Os documentos improvisados pelo Sr. Lucas; e o Officio dirigido ao Vice-rei, são partos do seu estro, quando se achava dominado pelo furor de elogiar-se. O enviado inglez, no Rio de Janeiro, servio-se delles para desacreditar Arriaga, e Bernardo Aleixo na opinião de El-Rei; mas este desmascarou a intriga, premiou os macaenses, e castigou o Vice-rei, por ter mandado a Macáo o Sr. Lucas, que desde então já mais obteve emprego algum.
Este cavalheiro além de pretender a gloria alheia, deixa ver na sua memoria o azedume com que a escrevêra! Tentou deprimir os macaenses, e denegrio a sua estirpe. Um brasileiro jámais deve fallar em desabono ácerca de colonias povoadas por degradados; por quanto assim que Pedro Alves Cabral descobrio -----File: 0166.png---\\\\\\-----o Brazil despejaram-se as masmorras de Portugal. Quando nossos maiores chegaram a edificar uma cidade no imperio chinez, os criminozos de todo o reino eram diminutos para domar a sanha dos butecudos e tupinambas nos sertões do Brazil.
Timor é o unico presidio que temos além da Taprobana. Só Camões, pelo respeito devido ao genio, obteve ficar em Macáo servindo o emprego de Juiz dos orfãos naquella cidade, rica pela salubridade do clima, pelos alimentos, pela forma do seu governo, e pelas virtudes de seus moradores.
O Sr. Lucas não escreveu para fornecer á historia cousas proprias a fazer os homens melhores; pertendeu injuriar os macaenses com despreso da razão e da justiça. As providencias que ele diz foram a Macáo em 1783, são impoliticas e desconcertadas: que outra cousa se poderia esperar de dois theologos no governo de um reino? (Martinho de Mello, e um frade) visões, argucias, e fogueiras.
Fallava Martinho de Mello, naquella época, dos incontestaveis direitos que tem a corôa de Portugal sobre Macáo! Que dirá o imperador da China, a quem pagamos fóro? Mas quando assim fosse, quem sustentou ha perto de 300 annos esses direitos? Degradados? Por certo não. Martinho de Mello era tão hospede na historia daquelle paiz, que ignorava haver um decreto feito em 31 de Agosto de 1629, que prohibe a qualquer degredado, que alli se refugie, servir os encargos da cidade, e mesmo de eleger para elles.
--O Senado de Macáo, composto de degradados que para alli se refugiam, diz Martinho de Mello, ou de outros similhantes, ignorantissimos em materia de governo, não lhe importa cousa alguma que diga respeito a o decoro nacional, nem ao incontestavel direito da soberania, que Portugal tem áquelle importante dominio!--
Fallar assim a povos residentes na China, não é só grande impolitica mas tambem supina ignorancia das materias de governo. Graças aos generozos macaenses, que despresando as invectivas dos sejanos, tem sempre concorrido para tudo quanto é decoroso e interessante a Portugal. O procedimento daquelle ministro deixa ver que elle tinha mais carencia de luzes e de virtudes, do que os homens a quem offendeu.
Nem Martinho de Mello, nem o Sr. Lucas (da viola) jámais poderiam fazer as proezas que em todos os tempos obraram os illustres macaenses. Thomaz Vieira, natural de Macáo, sendo governador daquella cidade em 1627, vendo-a sitiada pelos hollandezes, armou seis pequenas embarcações e foi accommettelos. Abordou uma grande náo, que tomou, fazendo horrivel mortandade no inimigo; os restantes fugiram deixando triumfante o denodado Vieira.
Os macaenses sempre honraram e prestaram a Portugal, já fazendo despezas avultadas com os nossos embaixadores ao imperador da China, já mandando generosos presentes á capital do reino luso, já derramando o proprio sangue a fim de limpar as costas da China de piratas, já na defeza dos muros levantados por seus maiores.
Os governadores exigentes das providencias, que alli mandou Martinho de Mello, eram similhantes aos que desolaram Macáo em 1626, 1709, 1747, e mesmo ao Sr. Lucas seu elogiador aprol da tyrannia. Para se avaliar dos homens que pedem taes providencias, bastará ler a carta seguinte do Conde de S. Vicente. Tem por objecto responder a El-Rei D. Afonso V, sobre o oitavo que mandava receber, de todos os rendimentos particulares; tributo imposto em 1666 pelo vice-rei Antonio de Mello e Castro.
--Sr.: a India ve-se de muito longe, e ouve-se mui tarde: assim não me espanto da fórma com que muitas ordens se expedem, nem do mal com que outros se guardam[43]. Já um grande ministro disse:--A jurisdicção dos Reis de Portugal apenas chega a Santarem; dahi para cima tudo é dos corregedores--Na India a dos vice-reis não chega a tanto; o mais é dos capitães das fortalezas! Os gentios não tem fazendas, os canarins apenas cultivam para comer; assim não ha de quem se receba esse oitavo. Das pedras não se tira mel. Vossa Magestade deve mandar á India quem lhe faça desses impossiveis, que eu não sei mais do que chorar as miserias, que vejo. Se isto vai de mim, venha outro; se nasce dos povos, tenha Vossa Magestade delles piedade. Goa 26 de Janeiro de 1668.
Se todos os vice-reis fallassem deste modo aos imperantes, não íriam a Macáo aquellas offenças em logar de providencias; os povos seriam felizes, os portuguezes respeitados, e os Alvarengas mais commedidos.
Julgo ter dito quanto basta para fazer arrepender o Sr. Lucas de querer arrogar asi a honra, que não lhe pertence, e de ser ingrato aos macaenses que tanto lhe soffreram. Para o Sr. Lucas avaliar, com mais conhecimento de causa, o espirito e fins com que fora escripta esta memoria, ahi lhe remetto a copia fiel de uma carta que dirigi ao Senado de Macáo em 1826, assim como a sua resposta.
_Carta dirigida ao Senado de Macáo._
Senhores, ainda que separado de vós ha doze annos pela distancia immensa da Europa á China, o meu espirito esteve sempre comvosco. Havendo no coração o germen de todas as virtudes, e recebido da natureza alma docil ás suas impressões, jámais poderia esquecer-me das sublimes qualidades que possuis. Deviam ser escriptas por outro Andrade como Jacinto Freire, mas tivesteis a desventura de viverdes em seculo diminuto em escriptores capazes de dar vida ás proezas dos heroes.
--Grandes e magnificos foram sem duvida os feitos dos athenienses; mas quanto a mim, diz Salustio, menores do que a fama. Havendo alli muitos e grandes escriptores, as proezas dos athenienses foram celebradas no mundo pelas maiores. Assim o valor dos que as fizeram passa por tal, qual nos seus exagerados escriptos o figuraram esses preclaros engenhos[44]--Em nosso tempo não acontece o mesmo; para o mundo saber das vossas proesas na carreira da gloria servio-se da minha tosca penna.
O livro que vos offereço é pequeno em volume, porém grande em seu objecto: basta conter os grandes feitos que praticasteis na extincção dos piratas. Na segunda parte que ficou a imprimir-se em Lisboa ainda alcançasteis mais gloria. Na primeira realçam os vencedores de Cam-pau-sai, na segunda brilha o Senado com a expulsão dos inglezes. Porém não é elle a mesma cousa, o Leal Senado de Macáo, e os cidadãos macaenses? Nesse tempo luctuoso viviam todos animados do mesmo espirito; a todos se ouvia a mesma voz:--Morrer, dizeis, ou mostrar que descendemos dos Castros e dos Almeidas.--
Desculpai, Srs., se desafio a vossa mágoa recordando-vos os illustres collegas, que por longa serie de annos regeram com vosco esta cidade. Julgo-os com direito á minha lembrança e aos vossos elogios. Porque motivo usarão os oradores celebrar só os poderosos? Por que não louvam elles as pessoas abalisadas em merito e virtudes? Se é preciso celebrar sempre os grandes, porque não se lembram tambem dos homens que foram uteis? Não será digno de louvor o magistrado que usando da espada de Astrêa, por muitos annos, o fez com tanta prudencia, que não ferio cidadão algum? Magistrado que havia coração tão sensivel e humano, que não se limitando em fazer a paz e a ventura de uma cidade, pretendia abranger com esses dons á maior parte do mundo? Que abrazado no sancto amor da patria, empenhava quanto possuia para engrandecela e glorificala? Em fim o varão forte que assaltado por intrigas e calumnias de ingratos, capazes de enfraquecer o espirito de Zeno, as supportava de animo tranquillo? Vós sabeis que Miguel de Arriaga possuio estas sublimes qualidades.
Quem, Senhores, deixará de louvar o illustre José Joaquim de Barros, quando nesse mesmo recinto, agitando-se a questão se deviam, ou não ter, accesso os inglezes, exclamou.--Voto que não se deixem entrar; desse-me o lugar mais arriscado para defendelo; se a fortuna me for adversa, gostoso darei a vida em honra da Patria[45].
Qual de vós, macaenses, nessa crise perigosa houve differentes sentimentos? Todos repulsasteis o inimigo por modo singular e extraordinario.
Do monumento consagrado á vossa memoria, offereci um exemplar ao Sr. D. João VI; dizendo-lhe que certo de em parte alguma depositar melhor as proezas macaenses do que em suas reaes mãos, alli lhe entregava feitos praticados em dias, bem similhantes aos do feliz tempo em que os lusitanos pelo caminho da virtude subiram ao templo da immortalidade. Fiquei satisfeito por saber depois, que El-Rei apreciára o livro, onde se acham exaradas as proezas macaenses; porém será completo o meu gosto se as julgardes levadas á posteridade por maneira digna de vós.
Em verdade, Senhores, é preciso ser estupido para não admirar o vosso animo, e barbaro para com o vosso exemplo não sentir o estimulo da virtude. Coimbra, Mattos, Limas, e outros, possuiram virtudes perfeitas: serviram por mais de trinta annos os encargos desta cidade por modo, que nem Focio, ou Aristides o fez melhor em Athenas[46].
Macaenses, se os louvores provém de interesse, devem despresar-se; se a lisonja tenta enganar os poderosos, deve temer-se; porém quando a admiração tributa homenagem á virtude deve estimar-se.
Assevero-vos que nesse opusculo liguei sempre a minha alma ás vossas acções; se lhes faltam pensamentos animados, por mingua de genio, tem o grito da verdade, unico preciso para immortalisar-vos.
_Resposta._
O Senado recebeo com satisfação a vossa memoria, por ver nella immortalisados os feitos macaenses, na estincção dos piratas, que infestavam o nosso arquipelago. Em verdade vós ornasteis o vosso e o nosso quadro com as flores e bellesas de Camões e dos Andrades. O Senado não perderá occasião, em que vos possa ser util em reconhecimento de tão precioso presente.
_Cartorio do Senado, 16 de Novembro de 1826_
FIM.
Notas:
[1] Sacrifico a minha vida e fortuna á vossa (dizia Cicero ao povo Romano); só exijo em recompensa conserveis a memoria dos meus serviços
_Catilinaria IV._
[2] M. Thomas.
[3] Diniz Ode XV.
[4] O reprehensivel descuido dos nossos auctores agora o pagamos por castigo, ignorando os nossos proprios successos; e sujeitando-nos a crêr, e a estimar delles sómente aquella pequena parte, que nos quizeram contar os inimigos, mais obrigados da dôr, que da verdade.
_D. F. M. C. 26._
[5] Era este Illustre Varão de mediana altura, reforçado, largo de ombros, mui cabelludo e tinha olhos amarellos.
[6] Navio de 20 bombardas com 300 homens.
[7] _Camões, C. X. Est 82_
[8] Por estas acções heroicas, ainda que barbaras, pode julgar-se o valor dos inimigos que tinhamos a vencer.
[9] Ode XI. Epodo 4
[10] Ode XV. Dinis.
[11] Embarcação de 20 tonelladas.
[12] Camões, C. X. Est. 12 e 13.
[13] Jacintho F. de Andrade.
[14] Cam-pau-sai flagelou as provincias meridionaes do Imperio com repetidos tributos; e saques aos remissos.
[15] Foi mui reprehensivel o modo porque obrigaram Arriaga a dacontas do dinheiro, que seus inimigos divulgavam ter elle levado dos cofres publicos, em sua administração; sabendo-se em Macáo, os sacreficios que elle tinha feito em honra da Nação e a bem daquella cidade. Graças eternas sejam dadas á sua memoria. Além de não dever nada aos cofres publicos, (como mostrou a Commissão nomeada para lhe tomar contas) ficou sendo credor de 11 contos de réis; o que foi publico nas gazetas de Macáo.
[16] Com especialidade F. A. P. Thovar e Felis José Coimbra.
[17] Diuiz Ode 34
[18] Camões, Canto 2, Est. 100.
[19] Duarte Nunes de Leão, C. dos reis de Portugal.
[20] L. J. de Alvarenga, queixa-se do mysterioso silencio guardado a seu respeito nesta memoria. No fim della direi qual foi o mysterio.
[21] No suburbio da cidade.
[22] Camões, Canto 1. Est X.
[23] Este paragrafo foi composto no dia 9 de Maio de 1824; dia em que o Senhor D. J. VI proclamou aos portuguezes de bordo da Nao Windsor Castle; tomou aquelle asilo para escapar aos malevolos que o tinham cercado desde o dia 30 de Abril.
[24] Sá de Miranda.
[25] Allud e a uma maxima de confucio.
[26] O Imperador observou a seguinte maxima de Confucio.--Respeitos que te levam vantagem por natureza.
[27] Promenade autour du monde, em 1817, 1818, 1819, 1820, Carta 68.
[28] Cidade portugueza na ilha de Timor. Procedia este contentamento por terem saído de Coupang, cidade hollandeza na parte occidental da mesma ilha aonde Arago e seus companheiros foram mal recebidos.
[29] Duarte Pacheco, depois de fazer prodigios na Asia, a inveja, a calumnia e a intriga trouxeram-o da Africa a Lisboa em ferros. Albuquerque, de-pois de immortalisar a nação a que pertencia, foi victima das mesmas furias. Não admira ter Alcoforado em premio de seus ma-Portantes serviços o governo da pestilente ilha de Timor, onde morreu na flor da idade.
[30] Como estariam hoje os brazileiros se Pedro Alves Cabral levasse taes ordens.
[31] Vede se esses homens que prestaram serviços, para terem patria, recusaram as enormes pensões com que pertendem inchar!
[32] No protesto de Bernardo Aleixo se verá o espirito da intimação.
[33] Esta correspondencia foi extrahida, por integra, do Senado, mas é dada aqui em espirito.
[34] O Governador éra o orgão do Senado.
[35] Já em 1802 quizeram os Inglezes abusar dos nossos tractados com o governo Chinez.
[36] É notavel o modo civíl e urbano do governo de Macáo, e as maneiras asperas de Roberts, etc. companhia.
[37] Tinha chegado na antevespora ordem de Goa para entrarem os inglezes em Macáo!
[38] Note-se como fallam os mandarins a nosso respeito. Eis o que prometti na introducção da primeira parte.
[39] Admira não dizer que os mandaria para Botany-bay.
[40] Bernardo Aleixo apelou para o tempo: esse inflexivel juiz dos homens e das cousas já castigou os seus detractores.
[41] M. de Levis.
[42] Juizo dos sobrecargas, mandado a Londres.
[43] É boa resposta ás providencias de Martinho de Mello.
[44] Versão do Sr. J. V. B. Feio.
[45] Varão septuagenario.
[46] Catão o censor, não possuio tão grande somma de virtudes perfeitas, como havia o benemerito cidadão Felis José Coimbra.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos: