Isabel d'Aragão a Rainha Santa Historia sucinta da sua vida, morte e excelsas virtudes

Part 2

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«Esta trasladação, sem dúvida motivada pelos rumores que corriam nesta cidade, rumores estes em que se salientavam até actos menos respeitosos, fez-se com a possível reserva afim de evitar aglomerações nada convenientes ao bom êxito da trasladação.

«Ainda assim, o número de pessoas que se reuniu no templo de Santa Clara, na ância de assistir a tão piedoso acto, foi elevado, vendo-se ali representadas muitas das principais famílias de Coimbra.

«Perto das 5 horas da tarde, quando estavam concluídos os preparativos para a deslocação do túmulo, a entrada no côro foi rigorosamente interceptada, ficando ali apenas, além do pessoal necessário para a trasladação, os srs. Francisco José da Costa e Antonio Augusto Lourenço, da Mesa da Rainha Santa; Francisco Nazaré, Joaquim Rasteiro Fontes, Custódio José da Costa, Adriano Ferreira Rocha e João Ribeiro Arrobas, os quais foram convidados a examinar as fitas lacradas que ligavam a tampa do túmulo.

«Verificada a sua inviolabilidade, foram quebradas as fitas e retirada de dentro do túmulo a urna em que repousa Santa Isabel. Esta operação, é bom frisá-la, foi feita com o maior respeito e o seu bom exito, deve-se, sem duvida, aos srs. Antonio Augusto Gonçalves e Antonio Viana que, mui sensatamente, dirigiram os trabalhos da trasladação.

«No momento em que ia conduzir-se para a tribuna da Igreja o caixão em que se encerra o corpo da Rainha Santa, uma comissão de senhoras obteve do sr. Antonio Augusto Gonçalves permissão para conduzir a urna, sendo pois esta transportada pelas seguintes: D. Maria do Carmo Joice Dinís, D. Maria de Gusmão Galvão, D. Elvira Refoios de Matos, D. Maria José Joice Dinís, D. Maria Amelia Carneiro de Sousa Pires, D. Isabel de Sousa Coutinho (Linhares), D. Tafones Roxanes de Carvalho, D. Maria do Carmo Forjaz, D. Maria do Ceu Pinto e D. Matilde de Matos Mancelos Aragão.

«Logo que a urna deu entrada na Capela-mór, as inúmeras pessoas que ali a aguardavam prostraram-se respeitosamente na mais viva e sincera contemplação, vendo-se em muitos olhos o deslisar de lagrimas constantes. É que dentro daquele ataúde está em repouso não só o corpo duma Mulher nobre por excelência e virtuosa e santa pelos rasgos generosos da sua candida alma, mas, o que é mais, por estar ali concentrada a fé ardente e sincera de milhares de crentes que nos transes dolorosos da sua atribulada existencia envolvem nas suas fervorosas preces o nome da Rainha Santa como um balsamo consolador para as suas misérias e para as suas desditas.

«Por isso as pessoas que ali se reuniram para assistir à passagem da Rainha Santa, viveram bem felizes aquele rapido momento da existencia. A noite, porém, ia avançando e era forçoso pôr termo aos trabalhos da trasladação, colocando-se no local designado o ataúde da Rainha Santa.

«Feito este serviço o povo começou a retirar-se, louvando a nobre ideia de trasladar para a Igreja a santa querida que passou a vida na senda do bem, espalhando por toda a parte o perfume das suas rosas, que são aquelas que lhe engrinaldam o nome querido e ainda hoje digno de todo o respeito.»

CAPITULO V

Aberturas do túmulo e caixão da Rainha Santa

Por ser muito curiosa, damos neste lugar a noticia das vezes que tem sido aberto o túmulo e caixão da Rainha Santa.

A notícia descritiva dêsses actos tão solenes, extraímo-la da notável obra do Exmo. Sr. Dr. Antonio Ribeiro de Vasconcelos--_D. Isabel de Aragão_--, primoroso trabalho que S. Ex.ª publicou em 1894, e que é bem um autentico testemunho das suas altas qualidades de escritor erudito e consciencioso.

I.--Segunda feira, 26 de março de 1612.

II.--Quarta feira, 27 de outubro de 1677.

III.--Domingo, 11 de janeiro de 1695, na capela que provisoriamente serviu de Igreja em o novo Mosteiro.

IV.--Segunda-feira, 2 de julho de 1696, ás 8 horas-da manhã.

V.--No mesmo dia, horas depois, nova abertura pelas freiras do convento, por estas não terem assistido como desejavam à primeira cerimónia.

VI.--No dia 4 do mesmo mês e ano foi novamente aberto o tumulo por se desconfiar que as freiras, num excesso do seu amor para com a Rainha Santa, se tivessem apropriado de algumas reliquias ou mesmo furtado o seu corpo ocultando-o em sítio só por elas conhecido.

VII.--Segunda feira, 9 de agosto, foi o tumulo aberto na presença de D. Pedro II.

VIII.--Domingo, 29 do mesmo mês e ano, na presença de D. Carlos, Arquiduque da Austria.

IX.--Domingo, 21 de outubro de 1832, na presença de D. Miguel e das Infantas D. Isabel Maria e D. Maria de Assunção.

X.--Domingo, 25 de abril de 1852, na presença de D. Maria II, de El-rei D. Fernando seu esposo, do Principe real D. Pedro e do Infante D. Luís.

XI.--Quinta feira, 17 de junho de 1852, para serem substituidas as vestes que amortalhavam a Rainha Santa por outras oferecidas por D. Maria II.

XII.--Quinta feira, 29 de novembro de 1860, na presença de D. Pedro V e de seus irmãos D. Luís e D. João.

XIII.--Quarta feira, 22 de outubro de 1862, na presença do Principe Humberto, depois Rei de Italia, que foi hospede da nossa Universidade.

XIV.--Quarta feira, 9 de dezembro de 1863, na presença de El-rei D. Luís e de sua esposa D. Maria Pia.

XV.--Quarta feira, 21 de junho de 1865, na presença de D. Isabel Cristina, Princesa Imperial do Brasil e de seu esposo o Conde de Eu.

XVI.--Sabado, 4 de julho de 1868, na presença do Infante D. Augusto.

XVII.--Segunda feira, 4 de março de 1872, na presença de D. Pedro II, Imperador do Brasil.

XVIII.--Quarta feira, 14 de maio de 1875, na presença de El-rei D. Fernando, do Infante D. Augusto e da Condessa de Edla.

XIX.--Terça feira, 24 de dezembro de 1889, na presença dos Imperadores do Brasil.

XX.--Sabado, 25 de julho de 1892, na presença de El-rei D. Carlos, D. Amelia e do Principe D. Luís Filipe.

* * * * *

Finalmente, no dia 28 de março de 1912 procedeu-se a nova e ultima abertura do ataude da Rainha Santa.

Como decorreu este acto di-lo uma das testemunhas que a ele assistiram e que fielmente fez reproduzir na _Gazeta de Coimbra_ de 30 de março de 1912.

Como o número do jornal que publicou esta notícia foi rapidamente esgotado, embora a tiragem fosse muito aumentada, entendemos por bem reproduzir aqui o texto desse artigo:

«Noticiámos ha dias a trasladação do túmulo com o corpo da Rainha Santa Isabel, do côro de cima do extinto convento de Santa Clara, onde estava indevidamente desde Novembro de 1860. Foi na quarta feira, 28 deste mês e ano, que as freiras claristas, a pretexto de irem no dia seguinte o rei D. Pedro V com seus irmãos D. Luís e D. João àquele mosteiro beijar a mão da Santa Rainha, e mais comodamente o poderem fazer no côro do convento de que na tribuna do altar-mór, trasladaram o caixão com o corpo, e não mais o deixaram voltar para o seu sítio.

«Entretanto é indiscutível que muito melhor se acha na bela tribuna, revestida de talha dourada, prepositadameníe feita para êle sobre o altar-mór, onde esteve exposto à veneração dos fieis durante 146 anos, desde a tarde de 5 de Julho de 1696, em que foi para ali transportado em soleníssima procissão pelos Bispos da Guarda, Lamego, Portalegre, Vizeu, Leiria e Miranda, sob a presidencia do Bispo-conde D. Fr. Alvaro de S. Boaventura, que oito dias antes, a 26 de Junho, havia sagrado a nova Igreja de Santa Clara.

«Hoje damos aos nossos prezados leitores uma outra noticia, ainda respeitante ao mesmo assunto.

«Espalhou-se, ha tempos em Coimbra, com bastante insistencia, o boato de que o túmulo da Rainha Santa havia sido violado; e embora se verificasse, quando ha dias se fez a trasladação, que os selos que o fechavam permaneciam intactos, é certo que recrudesceu depois disto o rumor de que o caixão transportado do côro para a Capela-mór se encontrava vazio. Em face de tal boato, tornava-se necessária a verificação, abrindo-se o túmulo com devidas formalidades, antes da aposição de novos selos.

«Foi êste acto que se realizou anteontem, quinta-feira, 28 do corrente, pelas 9 horas da manhã.

«Achavam-se presentes apenas os srs.: conego José Dias d'Andrade, representando o sr. Bispo Conde; Antonio Augusto Gonçalves, presidente da Camara Municipal e director do museu Machado de Castro; dr. Joaquim Mendes dos Remedios, reitor da Universidade; dr. Antonio José Gonçalves Guimarães, professor da faculdade de sciencias: dr. Antonio Garcia Ribeiro de Vasconcelos, presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel; Francisco José da Costa, tesoureiro da mesma; Antonio Viana, fiel do museu Machado de Castro.

«Principiou por ser presente um envólucro, devidamente lacrado e selado, no qual externamente se lia a declaração de que continha as chaves do caixão da Rainha Santa, que ali foram encerradas e seladas a 23 de julho de 1892, em seguida ao acto de ser fechado o tumulo, depois da visita que a ele fizeram naquele dia o rei, rainha e principe. Verificado que os sêlos estavam intactos, foi aberto o invólucro, e apareceram duas chaves, uma de prata e outra de ferro, ligadas por uma cadeia de prata.

«Depois abriu-se o túmulo de prata, e tirou-se dele o caixão de madeira, forrado de rico brocado de seda e ouro, e com quatro belas fechaduras. Todos verificaram cuidadosamente que não acusava sinal algum de arrombamento; e em seguida, abertas as fechaduras e retirada a tampa, apareceu uma ostentosa colcha de brocado, igual ao que veste por dentro e por fora o caixão, sendo guarnecida de galão de ouro, e forrada de seda carmezim. Levantada esta cobertura, apareceu outra perfeitamente igual à primeira, e por baixo dela um veu transparente, através do qual se via nitidamente a mão da Santa Padroeira, e o habito de seda cinzenta que vestia o corpo. Cobrindo-lhe a cabeça havia um veu espesso de seda branca, sobre outro de fino linho, que lhe desciam até ao peito.

«Levantaram-se sucessivamente todos estes véus, e observou-se minuciosamente a mão direita, o rosto e os dois pés, que estão descalsos e em perfeito estado de conservação. Não se levou mais longe o exame, por ser desnecessario.

«A mão da santa e virtuosíssima Esposa de D. Dinís foi beijada com piedoso fervor por aqueles dos presentes que tiveram essa devoção.

«Terminado o acto de verificação foi fechado o caixão e encerrado no tumulo de prata, com aposição de seis sêlos. Depois selaram-se novamente as chaves, e lavrou-se o respectivo auto.

«E assim ficou perfeitamente demonstrada a absoluta falsidade dos boatos que correram, e a que muita gente parecia dar crédito.»

CAPITULO VI

A Igreja de Santa Clara

Esta Igreja fica situada numa vistosa colina fronteira á cidade, estando precedida dum espaçoso pátio quadrilongo, do qual se disfruta um dos mais belos e ricos panoramas de Coimbra. Á entrada deste pátio encontra-se ainda hoje uma forte corrente de ferro que servia para dar o direito de defesa aos criminosos perseguidos.

O templo, que é de magnifica construção e de uma só nave, é fabricado no estilo romano; os retábulos dos seus altares são dignos de ser admirados, revelando-se neles a perfeição e gosto artistico que presidiu á sua execução.

Ao fundo da Igreja, e aos lados da grade do côro, estão dois túmulos de pedra artisticamente ornados, tendo nos tampos figuras de mulheres jacentes. O do lado do Evangelho encerra os ossos da Infanta D. Isabel, filha de D. Afonso IV, falecida com pouco mais de 2 anos e o do lado da Epistola supõe-se conter os restos de D. Maria, filha de D. Pedro I e de D. Constança.

Estes dois túmulos vieram tambem do velho convento de Santa Clara logo após a mudança da comunidade.

Dentro do côro da Igreja, em lugar menos proprio por falta de luz, conserva-se ainda hoje o tumulo de pedra onde primitivamente esteve depositado o corpa da Rainha Santa, túmulo este que, segundo as melhores opiniões, ela mandara fabricar em vida. As suas faces laterais são guarnecidas de várias imagens e de onze estatuetas de freiras metidas em nichos de gracioso desenho.

Sobre este túmulo vê-se estendida a figura da Rainha Santa envolta no hábito de freira clarista, sobraçando o bordão de peregrina, uma bolsa e um livro de orações.

A cabeça da imagem, primorosamente esculturada, repousa num largo almofadão a coberto dum elegante baldaquino, sendo este ladeado por dois anjos em atitude de turificarem a Rainha Santa.

Tanto este côro como o que lhe fica superior, eram adornados com riquíssimos altares de boa talha, muitos quadros de subido valor e bastantes imagens por quem as religiosas nutriam a mais piedosa devoção.

Muitos destes preciosos objectos estão depositados no Museu Machado Castro, de Coimbra.

Voltando á Igreja, onde se admira a preciosa estatua da Rainha Santa, essa delicada jóia que Teixeira Lopes delineou em momentos de feliz inspiração e perante a qual instintivamente se teem curvado tantos milhares de pessoas de todas as classes sociais, chamamos a atenção do leitor para os quadros que adornam a Capela-mór da Igreja, quasi todos referentes à vida da Rainha Santa, e recomendamos-lhe especialmente a sua visita ao Museu de alfaias religiosas que a Confraria instituiu junto da Igreja e aonde se encontram algumas preciosidades de raro valor artístico. Êsse museu, que fica situado ao lado direito da Capela-mór, é precedido dum espaçoso corredor que serve de _Galeria_ dos Irmãos Benemeritos. Ao fundo, noutra sala mais espaçosa, estão guardados os objectos de maior valor pertencentes á Confraria, figurando entre êles alguns que eram do uso da Rainha Santa. Neste precioso museu está exposto um colar de pedras preciosas com que a Rainha Santa costumava adornar as donzelas pobres no dia do seu casamento, guardando-se tambem ali algumas peças do seu vestuario e a roupa com que foi amortalhada. Todos estes objectos devem merecer uma particular atenção ao visitante de Santa Clara.

A respectiva Confraria é digna dos maiores louvores pela dedicação e zelo que tem mostrado na conservação deste Museu, procurando enriquecê-lo cada vez mais com a adquisição dos objectos que digam respeito á Rainha Santa. Ultimamente foi ali exposto o _Breve Original_, obtido por El-rei D. João III da Curia romana, e pelo qual é extensivo a toda a nação o culto de Santa Isabel. Este documento, muito bem conservado ainda, é digno de particular atenção pelo fino desenho dos seus ornatos e caracteres.

O claustro de Santa Clara, situado ao lado esquerdo da Igreja, é tambem digno de ser visitado. As suas magestosas proporções, as arcadas, e as graciosas varandas que o circundam, formam um conjunto agradavel ao nosso sentimento, transportando-nos á vida dum mundo superior, em tudo mais perfeito e harmonioso.

O nosso espirito banha-se duma clarividente realidade que nos enebria, que nos consola e seduz. Na paz daquelas arcadas contemplamos o mundo despido de lutas inglorias, de ódios e malquerenças, e a nossa imaginação, livre das contrariedades e dos sobresaltos fomentados pela vida presente, embala-se no doce arroio das avesinhas que saltitam pelas arvores floridas quasi obrigando os nossos labios a murmurar com elas:

Bemdito seja o Senhor!

* * * * *

O vasto e grandioso edificio de Santa Clara, onde durante alguns séculos se abrigaram muitas senhoras da mais pura linhagem e onde se praticaram tantos actos de piedosa devoção, serve hoje de quartel ao regimento de Infantaria 35.

A parte que serviu para hospedaria do Mosteiro e que está situada do lado Sul, é hoje ocupada por um grupo do regimento de Artilharia.

* * * * *

As festas com que Coimbra rende o seu culto á Rainha Santa são das mais importantes e fervorosas que se realizam em Portugal. Nos anos em que são levadas a efeito, a cidade veste-se das melhores galas para receber a sua excelsa Padroeira e todos os conimbricenses, num amplexo de verdadeiro regosijo e satisfação, cooperam no brilhantismo desses festejos esforçando-se para lhe dar o maior luzimento possível.

A grandiosa procissão em que é conduzida a Imagem da Rainha Santa, compõe-se de inumeras confrarias e centenas de crianças vestidas de anjo, fazendo o trajecto de Santa Clara para Santa Cruz por entre milhares e milhares de pessoas que de todos os pontos do país vêem para assistir a tão emocionante como grandioso espectaculo. As festas da Rainha Santa, que se prolongam durante 5 dias, costumam atrair a Coimbra perto de 60:000 pessoas, não se registando nunca qualquer desacato que possa ofuscar o brilho e a imponencia dessas tão piedosas como emocionantes manifestações.

Com a procissão da Rainha Santa dá-se até um facto que nos apraz registar: quando a preciosa Imagem de Santa Isabel dá entrada na cidade, e ao ter de atravessar por entre a multidão que a aguarda desde a Ponte até Santa Cruz, não ha joelho que deixe de se dobrar ante a magestade da sua figura! Todo aquele mar humano, que se apinha em tão longo trajecto, se curva respeitosamente perante a doce Imagem da Rainha Santa, vendo-se muitos olhos marejados de lágrimas devido á comoção que todos experimentam.

É que aquela Imagem é o refúgio de todos os crentes. Nela estão concentradas as preces dos que sofrem, os rogos dos infelizes. E se o povo português nutre por Ela a mais terna devoção, o povo de Coimbra, que a elegeu sua medianeira junto de Deus, não esquece nunca a sua benéfica acção em prol dos desprotegidos, tributando-lhe um amor puríssimo e uma veneração a mais sublimada! Continue Ela a amercear-se do seu povo junto de Deus e oxalá a sua poderosa influencia consiga tornar felizes na terra aqueles que lhe solicitam a sua protecção no Ceu.

FIM.

Notas

[1] _D. Isabel de Aragão_, Coimbra, 1894.

[2] _Gazeta de Coimbra_, de 20 de março de 1912.

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