Chapter 6
A SULAMENSE
--Sou trigueira mas formosa, Moças de Jerusalem! Senão vêde o pavilhão Que arma em campo Salomão, Se ha coisa mais preciosa, E por fóra a côr que tem; Vêde as barracas dos moiros, Por dentro tantos thesoiros, Por fóra negras tambem.
Não vos dê pois isso pena, Ter assim a côr morena: Minha mãi mandou-me pôr, Por culpa de meus irmãos, De guarda á vinha, o calor Queimou-me o rosto e as mãos: E eu, a vinha, é escusado Dizer-vos que nem eu tinha Senão agora o cuidado De estar a guardar a vinha.
Ah! para que banda vás Com o gado, meus amores! E pela folga onde estás! Bem vês os outros pastores, E a gente não adivinha. Eu não hei-de andar atraz D'esses rebanhos sósinha.
SALOMÃO
--Ah rainha das mulheres! Olha como tu te enganas, Que medo tens das cabanas, Que medo tens dos rebanhos, Que medo tens dos estranhos? Não te dê isso cuidado, Anda por onde quizeres Tambem guardando o teu gado. Em te vendo, mesmo só, Toda a gente se desvia, Como da cavallaria Dos carros de Pharaó.
CORO
--Dás no rosto certo ar D'aquella graça da rola, Que até encanta, arrebata.
A garganta pódes pôl-a Ao pé do melhor collar.
2.º CORO
--Um te havemos de nós dar De oiro, ás pintinhas de prata, Que é lindo, e has-de gostar.
A SULAMENSE
Já não sei pelo que aguardo Que estando el-rei a jantar Lhe não entorno por cima Esta redoma de nardo Que é um balsamo de estima.
Mas ha outro mais perfeito, E com o qual me perfumo: Eu a myrrha que costumo Trazer aqui em meu peito, É mesmo aquelle a quem amo. Nunca apanhei outro ramo Nem outro alcanfor colhi Nas hortas dos arredores Da cidade de Engaddi.
SALOMÃO
--Como és bella, minha amante! Terá a pomba esse olhar? Outro não ha semelhante.
A SULAMENSE
--E quem mais bello e galante Mais formoso, meus amores! E mais de se cubiçar?
SALOMÃO
--Vês, o nosso leito é este, Armado todo de flôres: E olha o tecto é de cypreste, Portas de cedro, tambem; Aqui não entra ninguem.
A SULAMENSE
--Sou a rosa de Sarão, A açucena do val.
SALOMÃO
--Amada do coração, Entre as mais és tal e qual Uma açucena entre espinhos.
A SULAMENSE
--E entre os mais o meu amado A que ha-de ser comparado? Vês tu no bosque a maceira? És assim d'essa maneira. Por lograr os teus carinhos E boa sombra ha já muito Que eu andava a suspirar: Com effeito sombra e fructo Nada deixa a desejar.
Elle deu-me do melhor Que tinha na sua adega; Mostrando-me assim primeiro Como faz quem tem amor. Trazei-me flôres de cheiro, Que estou como tonta e cega... Algum pomo, que esmoreço... Já um braço me elle passa Pelos hombros e me abraça Pela cinta... desfalleço... Ah desfalleço d'amor!
SALOMÃO
--Pela corça e o veado, Moças de Jerusalem! Não a acordeis, cuidado! Deixar dormir o meu bem, Um somno bem socegado.
II
ENTREVISTA
A SULAMENSE
--Quem é que eu oiço bradando? Oiço uma voz e por força Que é a voz d'elle esta voz: Ah! lá vem além saltando Montes e valles, nem corça Nem veado é mais veloz.
Eil-o detraz da parede Além já da outra banda E o que elle faz, como elle anda A vêr no vallado todo E na cancella se ha modo De me pôr olho: ora vêde.
SALOMÃO
--Oh minha amada! depressa Vem vêr o campo, anda, vem: Mettida em casa, meu bem! Que demora tua é essa?
Foi o inverno passando, Até que a chuva acabou: Veio a herva rebentando, Revestiu a terra toda, Chegou o tempo da poda, Ouviu-se a rola arrulhando, O figo vem já inchando E a vinha está já em flôr: Pelo que estás esperando?
Quando has-de tu, meu amor! Andar então passeando? Ouve lá que estamos sós, E aqui não ha quem nos oiça: Vês esta fresta? é um gosto Até pela pedra ensossa Vêr assomar o teu rosto, Ouvir essa linda voz.
A SULAMENSE
--Toda em flôr, como está bella! Mas lá o ter flôr que monta? Se as boas das raposinhas A tomam á sua conta, Depois a uva que é d'ella? Bons laços se lhe hão-de armar, Que ellas dão cabo das vinhas Se ninguem as apanhar.
Tu és meu; e eu tambem Sou tua, de mais ninguem. Nós somos como um casal De corcinhas, com effeito; Andamos sempre a vêr qual Guarda ao outro mais respeito E lhe ha-de ser mais leal. Logo ali de manhãsinha, Ou pela fresca, á tardinha, Quando a corça e o veado Volta aos valles de Belher, Cá ficas sendo esperado: Não te esqueça, haja cuidado, Vê lá o que has-de fazer.
III
SONHO
A SULAMENSE
--Não sei bem que sonho tive Esta noite, que acordei Sobresaltada, e que estive Ainda apalpando a cama Á busca de quem me ama E a quem ama; não achei: Levantei-me, rodeei A cidade toda em roda, Corri a cidade toda, Busquei tudo, não achei. Na rua pergunto á ronda: O meu amante que é d'elle? Não ha ninguem que responda. Vou andando; a poucos passos Vi vir um vulto: é aquelle. Chega e digo-lhe depois De o apertar nos meus braços: Quem se ama como nós dois, Só em mudando de estado É que vive descançado. Anda d'ahi, vamos pois Ao quarto mesmo onde dorme Minha mãi que me gerou (Que eu tua ainda não sou, Nem tu és meu, meu amigo!) A pedir a nossos paes A sua benção, conforme Costumam fazer os mais, E é já um costume antigo.
SALOMÃO
--Pela corça e o veado, Moças de Jerusalem! Não a acordeis, cuidado, Deixai dormir o meu bem Um somno bem socegado.
IV
NOIVADO
CORO
--Oh que mulher tão perfeita A que vem além andando! Vem espalhando um perfume E é tão airosa a andar! Parece quando se deita Incenso e myrrha no lume Que se vai desenrolando Aquella nuvem no ar.
2.º CORO
--Realmente é de invejar; Mas haja alguem que se afoite... Sessenta homens armados Dos mais desembaraçados Manda Salomão ficar De vigia toda a noite.
CORO
--É tudo á satisfação E gosto de Salomão. O andor onde elle sai, De tudo de que é composto, Cedro do Libano, olhai, É a coisa mais barata: Pernas e braços de prata, De oiro o mais fino o encosto; Onde põe os pés velludo: Não fallando em diamantes E pedras as mais brilhantes Que lá isso excede a tudo.
2.º CORO
--Além vem já Salomão: Lá vem elle já coroado Com a corôa do noivado Que a mãi lhe poz na cabeça Pela sua propria mão. Hoje é o dia fallado: Moços, moças de Sião! Assomai-vos já depressa.
SALOMÃO
--Que enlevo, que formosura! A pomba não tem de certo No olhar tanta doçura: E fóra o que anda encoberto.
O cabello, em quantidade E tamanho, é singular; E não me lembra senão Das cabras de Galaad Que lhes rola pelo chão Em ellas indo a andar.
Os dentes, em tu abrindo A tua boca, que lindo! Nem um rebanho d'ovelhas Todas brancas e parelhas Quando, em sendo tosquiadas, Veem saindo do banho D'uma em uma, enfileiradas, E atraz d'ellas, cada uma Seus dois gemeos d'um tamanho, Sem ser maninha nenhuma.
Pois a bocca é comparada A uma fita encarnada. A voz ouvil-a é um gosto: Parte a romã pelo meio Verás as rosas do rosto; E fóra no que eu receio Fallar que me não é dado.
O pescoço, pensa a gente, Em o vendo de collares, Que é a torre exactamente De David, n'esses ares, De baluartes, e toda, Lá cima, escudos á roda.
Os peitos é um casal De corcinhas, que o seu pasto São açucenas do val: Nada mais timido e casto. E deitam um cheiro á goma, Da myrrha mais do incenso, A ponto que ás vezes penso Que elles são duas collinas Por onde aquellas resinas Espalham aquelle aroma.
És formosa sem senão, Amada do coração! E que fazias tu lá Pelo Libano, pombinha! Deixa o Libano, anda cá. Vaes ser coroada rainha No mais alto d'Amaná Ou d'Hermão ou de Sanir, Onde ha leões e onde ha Leopardos... deves vir.
Trespassou-me o coração O teu olhar; o cabello Prendeu-me como um grilhão. O teu peito, basta vêl-o, Para embebedar d'amor. E só o cheiro que exhala O teu corpo, não ha flôr, Não ha rosa, não ha cravo Capaz de cheirar melhor.
A tua bocca é um favo De doçura quando falla; A tua lingua, uma sopa De leite e mel; essa roupa Cheira a incenso, regala.
Não ha nada comparado: Agua a mais pura e suave De fonte fechada á chave, Não é mais suave e pura. Esse rosto, essa figura... E só o bem que tu cheiras! Não me parece senão Um jardim todo plantado De romeiras e maceiras, Canfora, nardo, assim como Açafrão, canna de cheiro Aloes, myrrha e cinnamomo: O que ha no Libano em fim; Não ha fruta nem aroma, Que se ahi não cheire e coma. És a fonte d'um jardim Toda pureza e frescura: Torno d'agua que rebenta Inda mais viva e mais pura Lá no Libano, e ninguem Lhe tem mão nem aguenta A força com que ella vem.
Fizesse já sul e norte No meu jardim, de tal sorte Que alegretes e pomares Andasse tudo nos ares.
A SULAMENSE
--É natural que tu comas Da fruta do teu jardim.
SALOMÃO
--E que duvida que sim? Vamos primeiro aos aromas; O mel em favo depois E mais o vinho e o leite. Hoje é dia de banquete, Amigos do coração! É comer-lhe por quem sois E beber-lhe até mais não.
V
SURPREZA
A SULAMENSE
Estava a dormir... que importa? Velava o meu coração. Oiço o meu amado á porta:
--Ah formosa sem senão, Minha pomba, minha amada! Trago a cabeça molhada, E os anneis do meu cabello Todos escorrendo orvalho, Estou mais frio que um gelo.
--Dá-me isto agora um trabalho... Despi-me, lavei os pés, Estou na cama deitada, E é uma pena, bem vês, Vestir-me agora outra vez, Andar inda levantada.
Vai elle empurra o postigo, E eu assusto-me de modo Que, na verdade vos digo, Tremia-me o corpo todo.
Salto da cama exhalando Um cheiro delicioso: Eu tinha-me estado untando Com um oleo precioso E inda as mãos me iam pingando.
Abro a porta, eis senão quando Elle foge de repente...
Eu só de lhe ouvir a falla Fui ás nuvens de contente. E em paga de tudo, abala; Bradei-lhe, não me acudiu, Vou por essas ruas fóra Á busca d'elle, até'gora: Parece que o chão se abriu...
Encontro a ronda, espancou-me; Um dos da guarda á entrada Da cidade, esse, roubou-me A capa onde ia embrulhada.
Peço-vos isto por bem, Moças de Jerusalem! Contai tudo ao meu amado, Que elle é por amor de quem Estou n'este triste estado.
CORO
--O teu amado... responde, Formosura sem igual! Ha tantos onde escolher Que é necessario um signal. Qual é o signal por onde Havemos de o conhecer?
--Eu vos digo: o meu amado, D'aquellas côres no mundo, Estou que não ha segundo; É muito branco e córado. A cabeça é um thesoiro Do que ha de mais principal; Que a sabedoria vale Mais do que a prata e o oiro.
De negro que é o cabello, Vêr um corvo, é mesmo vêl-o.
Os olhos, aquelle olhar, Ha n'elles uma doçura, Que não sei a que os compare; Só sendo a um casalinho De pombas, que estão no ninho, Todas pureza e candura.
As suas faces rosadas, Rescendem como um canteiro D'aquellas plantas de cheiro De que fazem as pomadas.
A bocca, digo a verdade, Que a açucena mais pura Cheia da myrrha melhor Não apresenta a doçura, Pureza e suavidade Das fallas do meu amor.
Aquelles dedos, vereis, São uns canudos de anneis!
O ventre d'elle é assim Como um cofre de marfim. As pernas, de musculosas, São columnas magestosas E de marmore inteiriço Em bases de oiro maciço. É o Libano em altura, É como um cedro na matta A sua bella figura.
É tão suave, tão pura A sua voz, que arrebata.
Todo elle é singular E todo de cubiçar. Eil-o ahi retratado, Moças de Jerusalem! E não só o meu amado; O meu amante tambem.
CORO
--Ah rainha das mulheres! Se sabes para que banda Elle iria o teu amigo, Anda d'ahi, vamos, anda: Nós imos todas comtigo Á busca d'elle se queres.
A SULAMENSE
--Elle parece-me a mim Que ha-de andar no seu jardim, A apanhar açucenas, Que é do que elle gosta apenas.
SALOMÃO
--Oh que formosa, meu bem! Não ha cidade afamada, Nem Thirsa ou Jerusalem, Mais bella que a minha amada.
Mettes mais respeito andando, Que um exercito avançando.
Os olhos faiscam fogo. Tira de mim essa vista, Que ao depois fugi eu logo Porque não ha quem resista.
O cabello, em quantidade E tamanho, é singular! E não me lembra senão Das cabras de Galaad, Que o arrastam pelo chão, Em ellas indo a andar. Os dentes, em tu abrindo A tua bocca, que lindo! Nem um rebanho d'ovelhas, Todas brancas e parelhas, Ao vir sahindo do banho D'uma em uma, e cada uma Seus dois gemeos d'um tamanho, Sem ser maninha nenhuma. As faces não ha de certo Assim casca de romã De cor tão linda e tão sã. E fóra o que anda encoberto.
És tão formosa, vê lá, Que as rainhas são sessenta, As concubinas oitenta, Donzellas, quem é que as dá Todas contadas? ninguem. Pois e de quantas possuo, A minha pomba, o meu bem, A minha mimosa, és tu. E o mesmo dizia já Lá em casa tua mãi, Com tantas filhas que tem.
Quando chegaste, as donzellas, Concubinas e em summa As rainhas, todas ellas Sem excepção de nenhuma, Gritaram todas á uma: Viva a rainha das bellas!
VI
PASSEIO
CORO
--Que linda mulher aquella! Nem a aurora lhe ganha. A lua não é tão bella Nem a luz do sol tamanha; Mette mais vista só ella Que um exercito em campanha.
A SULAMENSE
--Nunca tive um susto igual! Ia á horta das nogueiras, Ia passear ao valle, Vêr se tinha flôr a vinha E já romãs as romeiras; Mas a multidão que vinha Atraz de mim era tal Que não vi nada, e tão cedo Apanho tamanho medo.
CORO
--Oh não fujas, anda cá, Sulamense! deixa vêr Belleza como não ha No mundo nem póde haver.
SALOMÃO
--Arrebata na verdade, Mas como um canto de guerra, Porque ao mesmo tempo aterra Este ar e magestade.
O teu andar, que nobreza! E tem o pé uma graça Assim calçado, princeza!
Os joelhos, que perfeitos! Não ha ourives que faça Eixos de oiro mais bem feitos. Umbigo, qual é a taça, D'estas taças pequeninas Por onde a gente costuma Beber bebidas mais finas, Tão redondinha? Nenhuma.
É o ventre de tal modo Casto e fecundo, que apenas Um monte de trigo, todo Rodeado de açucenas Me parece haver no mundo Assim tão casto e fecundo.
O teu seio é um casal De corcinhas, que o seu pasto São açucenas do val: Nada mais timido e casto!
Lembra-me o pescoço a mim, Uma torre de marfim E os olhos, esses então Os dois lagos de Hesebão.
Vês a torre que apparece Lá no Libano, e que diz Para Damasco? parece Na lindeza esse nariz.
A cabeça vêl-a toda Por cima das mais, é bello, Como a serra do Carmelo, Toda collinas á roda.
O cabello é tal e qual Um grande manto real!
É tudo uma perfeição, Amada do coração!
Vêr-te é vêr uma parreira Armada n'uma palmeira; E lá em cima os teus peitos, No tamanho e no feitio, Dois cachos d'uvas perfeitos Que a parreira produziu. E eu disse d'esta maneira: Dois cachos d'uvas tão bellos Hei-de ir lá cima colhel-os; Que bem se vê que a doçura Corresponde á formosura; E que a tua bocca é pura E a respiração é sã Como o cheiro da maçã Quando se apanha madura.
--Como é suave e me encanta O que me estás a dizer! A voz da tua garganta Embebeda como o vinho, D'esse que a doçura é tanta Que se costuma beber Aos sôrvos, devagarinho.
És só meu e eu tambem Sou tua, de mais ninguem. Anda com a tua amada Morar para o campo, amor! Iremos de madrugada, Logo ao romper da manhã, Em se a gente levantando, Vêr se a vinha já tem flôr, Se está em flôr a romã E se a fruta vai vingando. Alli é que eu hei-de então Abrir-te o meu coração.
Estamos na primavera, A mandrágora já cheira, E em minha casa, estar lá, É como estar n'uma horta: Mesmo ao pé da nossa porta Temos quanta fruta ha. E o teu quinhão, meu amado! Assim do anno passado Como da que vem agora, Esse está sempre guardado.
Ouvisse-te eu n'esta hora Chamar mãi á minha mãi! Como se tu com effeito Fosses criado ao seu peito Assim como eu fui tambem: Então já eu te beijava Ás claras e te abraçava Sem vergonha de ninguem.
Vamos aonde ella dorme, A pedir a nossos paes A sua benção, conforme Costumam fazer os mais, E depois seja o que fôr É só mandar, meu amor!
Verás como te hei-de dar D'um vinho delicioso E d'um licor precioso, De romã, que has de gostar. ......................... Um braço já me elle passa Pelos hombros... e me abraça Pela cinta... o meu amado! --Deixai-a dormir, cuidado, Moças de Jerusalem! Deixai dormir o meu bem Um somno bem socegado. ......................
Messines.
* * * * *
Ouviste-me não sei quê Trincolejar n'algibeira, Acudiste mui lampeira, Que me amavas. Já se vê.
Tens amado mais de mil, Não era agora o primeiro. Mas pensas que era dinheiro? É a pedra e o fuzil.
Messines.
FIM
* * * * *
INDICE
A poesia 1 A uma carta anonyma 4 Duas rosas 5 A uma mulher 8 A D. Candida Nazareth 11 Amor 14 A donzella e o musgo 17 Ultimo adeus 23 Rosas 26 Rosa e rosas 28 A Hermann 30 Presentimento 33 Marina 36 I--Apparição 36 II--Saudade 39 III--Eternidade 41 IV--... 21 de setembro 42 N'um album 46 Beijo na face 49 Thuribulo suspenso inda fluctuo 53 Luz d'intima influencia 55 Resposta 58 Pois se o homem, se anjo e nume 59 Flôr e borboleta 62 Remoinho 64 Amores, amores 71 Fabula 73 Boas noites 74 Gaspar 76 Deixa que ao romper d'alva o cravo abrindo 77 Carta 79 Dá-me esse jasmim de cera 85 Margarida 87 No leito nupcial 90 A minha mãi 93 Beatriz 94 Innocencia 97 A Escriptura Sagrada 101 A um Nuno 104 A *** 105 Luz da fé 107 Resposta 112 Meu casto lirio 113 Ventura 116 Arida palma 117 A uns olhos azues 119 Heresta 121 Fragmento 129 Se ao enlaçal-a no peito 145 Nunca me ha-de esquecer 146 Dinheiro 147 Duvida 150 Caturras 154 Foi-se-me pouco a pouco amortecendo 160 Mãi e filho 170 Toca a capello, vou vêl-o 173 Amas, pobre animal! e tens tu pena? 174 Não! 175 Na folha d'um romance 181 Lagrima celeste 182 Descalça! 185 Adeus! 187 A Victoria Colonna 190 N'um convento 191 Sonho 193 Á vista d'um retrato 196 A lua 198 Joven captiva 200 Mulher! quando nos braços 203 Um beijo 205 Francisca de Rimini 207 Paixão 212 Escreve 214 Malmequer 219 Virginia 221 Primeiro psalmo de David 227 Segundo psalmo de David 229 Cantico dos Canticos de Salomão 231 I--Chegada 231 II--Entrevista 239 III--Sonho 242 IV--Noivado 244 V--Surpreza 251 VI--Passeio 259 Ouviste-me não sei quê 266