Chapter 2
Embora estas condições sejam justas, razoáveis, adequadas e suficientes, e a mulher conceda sem exigir rigorosamente os direitos exagerados que só o casamento lhe fornece, ela perde a uma certa extensão a sua honra, porque o casamento é a base da sociedade civil; e levará uma vida infeliz, já que a natureza humana é tão constituída que prestamos atenção na opinião alheia que está totalmente fora de proporção em respeito ao seu valor. Por outro lado, se a mulher não cede, ela corre o risco de se casar a um homem que ela não gosta, ou de se desgastar como uma solteirona; já que o período durante o qual ela tem uma chance de decidir sua vida é bastante curto.
Não adianta argumentar contra a poligamia; deve-se tomar como fato que ela existe em todo lugar, e a única questão que permanece é como deveria ser regulada. Onde estão, no entanto, os verdadeiros monogâmicos? Todos nós vivemos, de certa forma, por um tempo, e a maioria de nós, sempre, no estado da poligamia.
E sendo assim, já que todo homem precisa de muitas mulheres, não há nada mais justo que permitir a ele, de qualquer modo, de tomar para si a tarefa de se tornar um provedor para várias mulheres. Isso reduzirá as mulheres para a sua natural e verdadeira posição como seres subordinados; e a dama - aquele monstro da civilização europeia e fruto da estupidez germano-cristã - desaparecerá do mundo, deixando apenas as mulheres, mas não mais as infelizes, que agora lotam toda a Europa. * * * *
Está na natureza da mulher obedecer e isso pode ser observado pelo fato de que qualquer mulher que seja colocada numa posição que não seja natural de independência completa, imediatamente se apegará a algum homem, pelo qual ela se permite ser guiada e controlada. É porque ela precisa de um senhor e mestre. Se é jovem, será um amante; se é mais velha, um padre.
Notas originais
en:Of Women