Chapter 8
5. Agora este Ápio não conheceu quase todos os reis daqueles macedônios que ele finge terem sido seus progenitores, que tiveram ainda muito corretamente afeto por nós; pois o terceiro daqueles Ptolomeus, o que era chamado Evergetes, quando havia obtido a posse de toda a Síria pela força, não ofertou por sua vitória seus sacrifícios de agradecimentos aos deuses egípcios, mas veio a Jerusalém, e de acordo com nossas leis ofereceu muitos sacrifícios a Deus, e dedicou-lhe igualmente presentes conforme era adequado por semelhante vitória; e quanto a Ptolomeu Filometer e sua esposa, Cleópatra, incumbiram o inteiro governo aos judeus, quando Onias e Dositheus, ambos judeus, nomes escarnecidos por Ápio, foram os generais do exército inteiro. Mas certamente, ao invés de acusá-los, ele deveria admirar suas ações, e dirigir agradecimentos por salvarem Alexandria, como cidadão que ele finge ser; pois quando aqueles alexandrinos foram fazer guerra com a rainha Cleópatra, e ficaram no perigo de serem totalmente destruídos, estes judeus trouxeram-lhes os termos do entendimento, e os resgataram das misérias de uma guerra civil. "Mas (diz Ápio) quando Onias, mais tarde, trouxe um pequeno exército sobre a cidade no tempo em que Thorruns, o embaixador romano, estava presente." Sim, e me arrisco a dizer que corretamente e muito justamente em assim fazer; pois aquele Ptolomeu que foi chamado Physco, sob a morte de seu irmão Filometer, veio para Cyrene e teria expulsado Cleópatra bem como também seus filhos para fora de seu reino, [reino esse] que talvez ele teria obtido para si muito injustamente. (5) Por isso então foi que Onias guerreou contra ele no relato de Cleópatra; ele [também] não trairia a confiança que a família real havia nele depositado em perigo. Consequentemente, Deus deu uma extraordinária confirmação de seu correto procedimento; pois quando Ptolomeu Physco (6) teve a presunção de lutar contra o exército de Onias, e havia capturado todos os judeus na cidade [de Alexandria], com suas crianças e esposas, os expôs nús e presos aos seus elefantes, que eles talvez seriam pisoteados e destruídos, e quando ele havia feito aqueles elefantes embriagados para este propósito, os eventos proveram o contrário de seus preparativos; pois estes elefantes deixaram os judeus que foram para eles expostos, e caíram violentamente sobre os amigos de Physco, e matou um grande número deles; além disso, depois este Ptolomeu viu um terrível espéctro, o qual o proibiu de ferir aqueles homens; sua própria concubina, a que ele mais amou (alguns a chamam de Ithaca, outros Irene) fez súplicas a ele, para que não perpetrasse uma tão grande maldade. Assim ele obedeceu seu pedido, e arrependeu-se do que já havia feito, ou do que fazia; onde isso é bem conhecido que os judeus alexandrinos com boa razão celebram este dia, considerando que eles haviam nisso sido concedido semelhante libertação evidente da parte de Deus. De qualquer forma, Ápio, o caluniador público dos homens, teve a presunção de acusar os judeus por fazerem esta guerra contra Physco, quando ele devia elogiá-los por isso. Este homem faz também menção de Cleópatra, a última rainha de Alexandria, e nôs ofende, porque ela foi mal agradecida conosco; enquanto que ele deveria tê-la reprovado, por ela entregar-se a toda espécie de injustiça e práticas maldosas, ambas em relação a suas relações íntimas e maridos que a haviam amado, e, realmente, em geral com relação a todos os romanos, e aqueles imperadores que foram seus benfeitores; e também assassinou a própria irmã no templo, quando ela nem havia lhe feito mal algum; além disso, assassinou o próprio irmão por particular traição, e ela destruiu os deuses do próprio país e os sepulcros de seus progenitores; e enquanto ela havia recebido seu reino do primeiro César, ela teve o descaramento de rebelar-se contra seu filho e sucessor (7) ; e mais, ela corrompeu Antônio com seus truques amorosos, e o tornou um inimigo do próprio país, e o fez traidor dos amigos, e [por estes meios] despojou-o de um tanto de sua autoridade real, e forçou outros em sua loucura a agirem maldosamente. Mas para quê acrescentar algo diante do principal adiante, quando ela largou Antônio em sua batalha marítima, apesar dele ser seu marido, e pai do seus filhos em comum, e o compeliu a abdicar de seu governo, com o exército para segui-la [ao Egito]? Quando o último de todos os Césares havia tomado Alexandria, ela consentiu naquela dose de crueldade, que declarou ter ainda alguma esperança de preservar seu romance, no caso dela conseguir matar os judeus, apesar disso ter sido por sua própria mão; a semelhante grau de barbaridade e perfídia ela alcançou. Pode alguém, portanto, pensar que nós não podemos nos vangloriar de algo, se, conforme Ápio diz, esta rainha, no período da fome, não distribuiu trigo entre nós? De qualquer forma, ela encontrou-se com a grande punição que ela merecia. Quanto a nós, judeus, recorremos ao grande César, que nos auxiliou a trazê-lo, e qual fidelidade nós demonstramos para com ele contra os egípcios; como também ao senado e seus decretos, e as cartas de Augusto César, através do qual nossos méritos [para com os romanos] estão provados. Ápio deveria ter olhado aquelas cartas, e em especial, ter examinado os testemunhos dados em nosso benefício, sob Alexandre e todos os Ptolomeus, e os decretos do senado e dos grandiosos imperadores. E se Germanicus não foi capaz de fazer uma distribuição de cereais a todos os habitantes de Alexandria, somente mostra quão árido tempo foi este, e quão grande carestia houve de cereais, nada tendendo para se acusar aos judeus; pois o que todos os imperadores pensaram dos judeus alexandrinos é bem conhecido, pois esta distribuição de trigo não foi de alguma forma suprimida aos judeus mais do que foi aos outros habitantes de Alexandria. Mas eles sempre estiveram desejosos de preservar o que os reis haviam anteriormente confiado aos cuidados deles, me referindo à supervisão do rio. Nem aqueles reis acreditaram serem eles inadequados para possuírem esta total supervisão do rio, sob todas as circunstâncias.
6. Mas além disso Ápio assim nos objeta: "Se os judeus (ele diz) são cidadãos de Alexandria, porquê eles não cultuam os mesmos deuses que os alexandrinos?", para o qual eu dou esta resposta: Posto que você seja dentre os próprios egípcios, porquê você põem a lutar um contra o outro, e tem implacáveis guerras a respeito de sua religião? Nesta avaliação nós não devemos chamar a todos os egípcios, nem realmente aos homens em geral, porque você gera [altercação?] sobre grande preocupação [dado a] animais de uma natureza totalmente contrária à dos homens, embora a natureza de todos os homens pareça ser uma e a mesma. Agora, se há tais diferenças na opinião dentre vós [mesmos], egípcios, porquê estão vocês surpresos que aqueles que vieram de outro país para Alexandria, e tinham leis provenientes de seu passado, [para] perseverar na observância destas leis [tenham outra opinião]? Mas ele ainda acusa-nos como sendo autores de sedição; tal acusação, se esta é somente uma, porquê ela não é lançada contra todos nós, visto que nós somos conhecidos [como] sendo todos de uma só mente. Além disso, aqueles que pesquisarem semelhantes assuntos logo descobrirá que os autores de sedição têm sido cidadãos de Alexandria como o é Ápio; pois enquanto os gregos e os macedônios eram possuidores danosos desta cidade, não havia sedição levantada contra nós, e nôs era permitido observar nossas antigas solenidades; mas quando o número de egípcios nela tornou-se considerável, o rítmo aumentou confuso, e então aqueles sediciosos revoltaram-se sempre mais e mais, enquanto nosso povo continuou sem se corromper. Estes egípcios, então, foram os autores daqueles aborrecimentos, que não tendo a constância dos macedônios nem a prudência dos gregos, cederam todos às perversas maneiras dos egípcios, e insistem em seu antigo ódio contra nós; pois o que é aqui tão presunçosamente declarado sobre nós relaciona-se a diferenças que há entre eles mesmos; enquanto muitos deles não têm obtido os privilégios de cidadãos em tempo justo, mas nomeiam aqueles que são bem conhecidos com o intuito de extenderem este privilégio a todos eles, desde que não sejam estrangeiros; pois não parece que algum dos reis tenha alguma vez anteriormente entregue aqueles privilégios de cidadãos aos egípcios, não mais do que os imperadores tenham feito mais recentemente. Enquanto isso, foi primeiramente Alexandre quem nos introduziu em sua cidade, [depois] os reis aumentaram estes nossos privilégios, e os romanos têm se agradado em preservá-los sempre invioláveis. Ademais, Ápio lança uma mancha sobre nós, por não termos erigido imagens aos nossos imperadores, como se aqueles imperadores já não soubessem disso antes, ou como se precisassem de Ápio para defendê-los; enquanto que ele deveria, de preferência, ter admirado a magnanimidade e modéstia dos romanos, que não obrigam aqueles que lhes estão sujeitos a transgredir as leis de seus próprios países, mas estão desejosos de receber as honras devidas a eles conforme aqueles lhes pagam estima perseverante com piedade e com suas próprias leis; pois eles não agradecem o povo por conferir-lhes honras quando são a isso compelidos pela violência. Consequentemente, desde que os gregos e algumas outras nações consideraram correto fazer imagens, e além disso, quando eles haviam pintado os retratos de seus parentes, esposas e filhos, exultaram de alegria; e houve alguns que tomaram pinturas para si de tais pessoas enquanto não era possível relacionar com eles; além disso, alguns tomaram as pinturas de tais serviçais por serem apreciadores disso; que maravilha, então, é esta, se tais, assim como estes, pareçam desejosos de pagar o mesmo respeito para com seus príncipes e amos? Mas então nosso legislador nos proibiu de fazer imagens, não pelo caminho da condenação antecipada, que a autoridade romana não deveria ser honrada, mas como [que] desprezando uma coisa que não era nem necessária nem útil, nem a Deus nem a homem. E ele os proibiu, como demonstraremos à frente, fazer estas imagens de qualquer parte da criação animal, e menos ainda do próprio Deus, que não é parte de tal criação animal. Apesar disso nosso legislador em lugar algum nos proibiu de pagar honras a pessoas ilustres, [mas] proveu [que] estas sejam de outra espécie, e inferior às que dirigimos a Deus; honras com as quais nós sinceramente testificamos nosso apreço por nossos imperadores, e ao povo romano; nós também ofertamos sacrifícios perpétuos a eles; nem somente lhes ofertamos todos os dias nas despesas comuns a todos os judeus, embora não ofertemos nenhuma outra forma de sacrifícios [que seja] fora dos usuais, não, nem por nossas próprias crianças, mesmo assim fazemos disso como uma peculiar honra aos imperadores, e para eles individualmente, enquanto não fazemos o mesmo a ninguém mais, quem quer que seja. E isso basta como resposta em geral a Ápio, em relação ao que ele diz dos judeus alexandrinos. 7. De qualquer forma, eu não posso apenas me admirar daqueles outros autores que fornecem a este homem semelhantes materiais; tenho eu em vista Possidonius e Apollonius, [o filho de] Molo, (8) os quais, enquanto acusam-nos de não cultuarmos os mesmos deuses que os outros adoram, pensam de si mesmos não serem culpados de impiedade quando eles contam mentiras [sobre] nós, e forjam absurdos e repreensíveis histórias sobre nosso templo; enquanto que é a coisa mais vergonhosa para homens livres forjar mentiras em qualquer ocasião, e muito mais por forjar tais a respeito do nosso templo, que era então o mais famoso de todo o mundo, e era por nós preservado tão sagrado; pois Ápio teve a impudência de inventar que "os judeus colocaram a cabeça de um asno em seu lugar sagrado"; e ele afirma que esta foi descoberta quando Antíoco Epifanes saqueou nosso templo, e encontrou aquela cabeça de asno feita de ouro, e que valia uma grande soma em dinheiro. Como primeira resposta, havendo tal coisa entre nós, um egípcio é quem de forma alguma teria o quê lançar contra nós, visto que um asno não é um animal mais desprezível que (9) e bodes e outras criaturas semelhantes, as quais entre eles são deuses. Mas além desta resposta, digo mais, como Ápio vem a nada entender disso, sendo não mais que um evidente mentiroso, para ser refutado por sua própria idéia como totalmente inacreditável? Pois nós, judeus, somos sempre governados pelas mesmas leis, nas quais nós constantemente perseveramos; e embora muitas desgraças tenham sobrevindo à nossa cidade, como ocorreram a outras, e embora Theos [Epifanes], e Pompeu, o grande, e Licínio Crasso, e por último, Tito César, nos conquistou em guerra, e obteve a posse do nosso templo; mesmo assim nenhum deles encontrou alguma coisa lá, nem realmente qualquer coisa exceto o que estava de acordo com a estrita devoção; embora o que eles encontraram nós não estejamos livres para revelar aos outros. Mas quanto a Antíoco [Epifanes], não teve uma razão para aquele saque que ele fez em nosso templo; ele somente foi lá quando quis dinheiro, sem declarar-se nosso inimigo, e nos atacou enquanto éramos seus aliados e amigos; e ele nada encontrou lá que fosse ridículo. Isso é atestado por muitos respeitados escritores; Políbio de Megalópoles, Estrabão da Capadócia, Nicolau de Damasco, Timagenes, Castor o cronista ***chronotoger*** , e Apollodorus; (10) todos dizem que foi pelo desejo de Antíoco por dinheiro que ele quebrou a aliança com os judeus, e roubou o templo deles quando este estava cheio de ouro e prata. Ápio devia ter tido respeito por tais fatos, a menos que ele mesmo tenha tido ou um coração de asno ou a falta de vergonha de um cão; da semelhança com o cão eu tenho em vista a adoração deles; pois não teve nenhuma outra razão para as mentiras que ele conta a nosso respeito. Quanto a nós, judeus, não associamos nem honra nem poder aos asnos, como o fazem os egípcios aos crocodilos e víboras, quando eles estimam os que são dominados pelo primeiro, ou mordidos pelo segundo, como sendo pessoas felizes e honradas por Deus. Asnos são os mesmos conosco como o são com os outros homens de bom senso, a saber, criaturas que levam a carga que colocamos sobre eles; mas se chegam aos nossos campos e comem nossos cereais, ou não executam o que lhes impomos, nós os batemos com muitas chicotadas, por ser essa a sua função, nos servir em nossos negócios agrícolas. Mas este nosso Ápio foi ou completamente inábil na composição de tais fraudulentos discursos ou, de qualquer forma, quando começou [um tanto melhor] , não foi hábil para perseverar no que se empenhou, visto que não teve sucesso naquelas acusações lançadas sobre nós.
8. Ele acrescenta outra fábula grega, com o objetivo de nos acusar. Na réplica a este, seria suficiente dizer que eles que presumem falar sobre a devoção divina devem não estar ignorantes desta simples verdade, que é uma menor impureza passar para dentro de templos, mais do que inventar calúnias maldosas de seus sacerdotes. Agora homens tais como ele, estão mais zelosos de justificar um rei sacrílego do que escreverem o que é justo e verdadeiro sobre nós e nosso templo; pois quando eles estão ansiosos de agradar Antíoco, e de esconder aquelas perfídias e sacrilégios das quais ele foi culpado, relacionadas à nossa nação, quando ele quis dinheiro, eles esforçam-se em nos colocar em desgraça, e contam mentiras até em relação ao futuro. Ápio ***become other men's prophet upon this occasion*** torna outros homens do profeta sobre esta ocasião, e diz que Antíoco encontrou em nosso templo "uma cama e um homem sobre ela, com uma pequena mesa diante dele, cheia de guloseimas, de [peixes do] mar, e caças silvestres; este homem ficou impressionado com aquelas guloseimas postas desta forma diante dele; ele imediatamente adorou o rei na sua chegada, como esperando que ele desse toda a assistência possível; ele se ajoelhou diante de seus pés, e lhe estendeu a mão direita, e suplicou ser libertado; e quando o rei ofereceu-se para sentar, e saber quem ele era, e porque ele residia ali, e o que pensava daquelas várias espécies de alimento que estavam postos a ele, o homem fez uma lamentável queixa, e com suspiros e lágrimas nos olhos, deu-lhe este relato do perigo em que estava; e disse que era um grego e viajando naquela província com o objetivo de conseguir seu sustento, ele foi agarrado pelos estrangeiros, subitamente, e trazido a este templo, e trancado nele, e não era visto por ninguém, mas era engordado por estes estranhos alimentos assim postos diante dele; e verdadeiramente no primeiro momento pareceu-lhe fonte de grande alegria; [mas,] depois de algum tempo, eles causaram-lhe uma suspeita, e enorme assombro, de qual seria seu propósito; por último ele indagou os serviçais que vinham a ele e foi por eles informado que isso era no intuito de cumprir uma lei dos judeus, que eles nunca deveriam contar, de que ele era assim nutrido; e que eles faziam o mesmo todo ano: costumam capturar um estrangeiro grego, e assim engordá-lo todo ano, e então conduzí-lo a uma certa floresta, e matá-lo, e o sacrificam com suas costumeiras solenidades, e comem de suas entranhas, e adotam um juramento neste sacrifício de um grego, de sempre serem inimigos dos gregos; e que então eles jogam as partes restantes do miserável infeliz em certo buraco." Ápio acrescenta adiante que "o homem afirmou que faltavam apenas poucos dias para ele ser morto, e implorou que Antíoco que, sem contar a reverência dele para com os deuses gregos, desapontaria as armadilhas dos judeus postos a favor deste sangue, e o libertaria destas misérias nas quais eles estava cercado." Agora esta é a mais trágica fábula tanto quanto é cheia de nada mais que crueldade e descaramento; mesmo assim isso não justifica Antíoco por seu empreendimento sacrílego, conforme aqueles que escreveram isso em sua defesa estão desejosos de supor; pois ele não poderia presumir de antemão que ele se encontraria com algo assim ao entrar no templo, mas o encontrou inesperadamente. Ele foi então uma pessoa ímpia, dado a prazeres ilegais, e não teve respeito por Deus em suas ações. Mas, [quanto a Ápio,] fez tudo o que seu extravagante amor à mentira lhe ditou, à medida que isso é mais fácil de descobrir por uma consideração de seus escritos; pois a diferença de nossas leis é reconhecida não somente com respeito aos gregos, mas elas são principalmente opostas aos egípcios, e a algumas nações também, pois enquanto isso assim recai naqueles homens de todos os países que chegam às vezes e residem temporariamente entre nós, como poderíamos nós tomarmos um juramento, e conspirarmos somente contra os gregos, e também pela efusão de seu sangue? Ou, como é possível todos os judeus obterem juntos destes sacrifícios, e as entranhas de algum homem ser suficiente para tantos milhares provar destas, como pretende Ápio? Ou, porque o rei nada transmitiu deste homem, quem era ele, seu nome (que não é declarado no livro de Ápio), com grande pompa ao retornar ao seu próprio país? Talvez ele próprio através disso teria sido estimado [como] pessoa religiosa, e um grande amigo dos gregos, e talvez através disso teria adquirido para si mesmo um grande auxílio de todos os homens que odiassem os judeus. Mas eu abandono este assunto; pois o modo adequado de refutar tolos não é por usar palavras vazias, mas por recorrer às suas próprias idéias contra eles. Agora, então, todos os que alguma vez observaram a construção do nosso templo, de que espécie este era, sabem suficientemente bem de que modo a pureza deste nunca era profanada; pois este tinha quatro pátios distintos (12) cercados com claustros ao redor, cada um do quais tinham por nossa lei um peculiar degrau de separação do resto. O primeiro pátio era permitido a todos, até mesmo estrangeiros, porém a nenhuma mulher era permitido, durante [o período da descida de] seus fluidos, entrar nele; todos os judeus entravam no segundo pátio, bem como suas esposas, quando estivessem livres de todas as suas impurezas; no terceiro pátio entravam os homens judeus, quando estavam limpos e purificados; no quarto entravam os sacerdotes, tendo seus trajes sacerdotais; mas ao mais sagrado lugar, ninguém entrava a não ser os sumo-sacerdotes, vestidos em seus trajes peculiares. Visto que há tão grandes cuidados usados nestes ofícios religiosos, que os sacerdotes são nomeados para ir ao templo apenas em certos momentos; pela manhã, na abertura da parte interna do templo, aqueles que estavam oficiando recebiam os sacrifícios, conforme eles faziam de novo à tarde, até as portas estarem trancadas. Finalmente, não era de acordo com a lei carregar qualquer vaso para dentro da casa sagrada; nem qualquer outra coisa é lá colocada, a não ser o altar [de incenso], a mesa [dos pães da apresentação], o incensário, e o castiçal, os quais estão todos descritos na lei; pois nada há lá além disso, nem quaisquer mistérios executados dos quais não se fale; nem há lá dentro qualquer banquete. O que eu disse até agora é publicamente conhecido, e sustentado pelo testemunho do povo inteiro, e suas atividades são bem manifestas; pois embora haja quatro pátios dos sacerdotes, cada um tem cerca de cinco mil homens deles, fazendo com que oficiem em somente certos dias; e quando findam aqueles dias, outros sacerdotes substituem na apresentação dos seus sacrifícios, e reunem-se ao meio dia, e recebem as chaves do templo, e os vasos ***by tale*** conforme o contado, sem qualquer coisa relacionada a alimento ou bebida sendo carregada para dentro do templo; pelo contrário, não nos é permitido oferecer semelhantes coisas no altar, excetuando o que é preparado para os sacrifícios.
9. O quê, então, podemos dizer de Ápio, senão que ele nada examinou concernente a estas coisas, enquanto ele apenas expressou inacreditáveis palavras sobre isso? Mas, é uma grande humilhação para um gramático não estar habilitado a escrever história de verdade. Agora, se ele conhecia a pureza do templo, ele a omitiu inteiramente; mas ele forja uma história sobre o sequestro de um grego, a cerca de inexprimível alimento, e a preparação das mais deliciosas iguarias; e simula que estrangeiros poderiam entrar num lugar ao qual o mais nobre dentre os judeus não tem permissão de entrar, a menos que sejam sacerdotes. Este, então, é o mais alto grau de impiedade, e uma voluntária mentira, com o intuito de iludir aqueles que não examinarão a fundo a verdade dos assuntos; enquanto tais indizíveis males têm sido produzidos por tais calúnias que são levantadas sobre nós, conforme são propagadas.