Contra Ápio

Chapter 7

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(19) Este número de arourae, ou acres egípcios, 3.000.000, cada aroura contendo uma quadra de 100 cúbitos egípcios, (sendo aproximadamente três quartos de um acre inglês {n. do trad. em port.: cada acre inglês é 0,4047 ha (hectare); portanto 3/4 de um acre inglês são c. 0.3036 ha}, e exatamente o dobro da área do pátio do tabernáculo judaico) conforme continha o país da Judéia, será aproximadamente um terço do inteiro número de arourae em toda a terra da Judéia, supondo que 160 milhas medidas de comprimento e 70 semelhantes milhas de largura (nota do tradutor em português: 5 Km e 600 metros de comprimento e 2 Km e 450 metros de largura); tal estimativa, em relação às suas partes férteis, quem sabe aqui Hecateus, então, não esteja muito longe da verdade. Os cinquenta furlongs (nota do tradutor em português: 10 Km, 58 metros e 5 centímetros) que compreendem a cidade de Jerusalém atualmente não está muito longe da verdade também, como o próprio Josefo a descreve, e quem, na "Guerra Judaica", Livro V. cap. 4. seção 3. faz sua muralha de trinta e três furlongs (n. do trad. em port.: 6 Km, 638 metros e 61 centímetros), além dos subúrbios e jardins; e além disso ele diz, Livro V. cap. 12. seção 2, que a muralha de Tito ao redor dela a pouca distância, depois de os jardins e subúrbios terem sido destruídos, não era menos que trinta e nove furlongs (n. do trad. em port.: 7 Km, 845 metros e 63 centímetros). Nem talvez era constante [o número] de habitantes, nos dias de Hecateus, muito mais que aqueles 120.000, porque alojamento era sempre para ser reservado ao vastíssimo número dos que vinham nos três grandes festivais; para nada ficar sem ser dito do provável aumento em seu número entre os dias de Hecateus e Josefo, que eram no mínimo trezentos anos. Mas veja um mais autêntico relato de algumas destas medidas em minha "Descrição dos Templos Judaicos". De qualquer forma, nós não esperamos que tais pagãos como Cherilus ou Hecateus ou qualquer daqueles citados por Josefo ou Eusébio, possam evitar cair em muitos erros na história judaica, enquanto mesmo assim eles confirmem fortemente a mesma história em geral, e são mais valiosas atestações para aqueles mais autênticos relatos que nós temos nas Escrituras e em Josefo concernente a eles.

(20) Um glorioso testemunho desta observância do sábado pelos judeus. Veja Livro XVI. cap. 2. seção 4, e cap. 6. seção 2; a "Vita", seção 54; e "Guerra Judaica", Livro IV. cap. 9. seção 12.

(21) Não sua lei, mas a supersticiosa interpretação de seus líderes o qual nem os Macabeus nem nosso abençoado Salvador alguma vez reconheceram.

(22) Lendo esta e outras seções deste livro, e algumas partes do próximo, alguém talvez facilmente percebe que nosso usualmente calmo e cândido autor, Josefo, ficou também grandemente ofendido com as impudentes calúnias de Mâneton e outros amargos inimigos dos judeus, com quem ele teve agora negócios, e foi através disso traído em maior calor e paixão do que o normal e que, por consequência, ele não dá ouvidos à razão com sua justiça e imparcialidade; ele parece às vezes partir da brevidade e honestidade de um confiável historiador, o qual é seu grande caráter, e cede à prolixidade e ao colorido de um advogado e queixoso; concordemente eu confesso que sempre leio estas sessões com menos satisfação do que o resto de seus escritos, apesar de acreditar completamente nas acusações lançadas aos judeus, as quais aqui ele esforça-se a refutar e expor, onde foi inteiramente infundado e desarrazoado.

(23) Este é um valiosíssimo testemunho de Mâneton, de que as leis de Osarsiph, ou Moisés, não haviam sido feitas em concordância, mas, em oposição, aos costumes egípcios. Veja a nota em Antig. Livro III. cap. 8. seção 9.

(24) Pelo caminho da ironia, eu suponho.

(25) Aqui vemos que Josefo estimou uma geração entre José e Moisés sendo entre quarenta e dois e quarenta e três anos; o qual, se tomado a partir da tenra infância, [fica] bem conforme a duração da vida humana daqueles tempos. Veja Antheat. Rec. Part II. pág. 966, 1019, 1020.

(26) Que é o sentido de Hierosyla em grego, não em hebraico.

Fim do Livro I

Livro II.

1. No livro anterior, muito honrado Epafroditus, demonstrei nossa antiguidade e confirmei a verdade do que eu havia dito, proveniente dos escritos fenícios, caldeus e egípcios. Ademais, apresentei muitos dos escritores gregos como testemunhas disso. Também refutei Mâneton e Cheremon, e certos outros dos nossos inimigos. Então começarei agora (1) a rebater os autores restantes que escreveram algo contra nós; embora eu confesso ter tido uma dúvida sobre Ápio (2) , o gramático, se convinha aborrecer-me em refutá-lo ou não; pois alguns de seus escritos contêm muito das mesmas acusações que os outros haviam lançado contra nós, [com] algumas coisas [que] ele adicionou [que] são frias e despreziveis, e a maior parte do que ele diz é obsceno, e, para falar não mais do que a simples verdade, isso mostra ser ele uma pessoa extremamente ignorante, e o que ele reuniu aparenta o trabalho de um homem de muito baixa moral, e de alguém não melhor que um charlatão, em toda sua vida. Todavia, por haver uma tão grande quantidade de homens muito tolos, que preferem ser capturados por tais discursos do que pelo que é escrito com cuidadosa atenção, e têm prazer em acusar outros homens, e não suportam escutar glorificá-los, eu penso que isso seja necessário para não permitir que este homem vá embora sem exame, que teria escrito semelhante acusação contra nós, como se ele nos induzisse a fazer uma réplica em [uma sessão de] corte aberta. Pois eu também tenho observado que muitos ficam satisfeitíssimos quando observam um homem que primeiro começa a acusar um outro, para ele mesmo ficar exposto ao desprezo por relatar vícios [que] ele mesmo tem sido culpado. De qualquer forma, não é coisa muito fácil avançar sobre o discurso deste homem nem entender plenamente o que ele intenciona; mesmo assim faz ele parecer, em meio a uma grande confusão e desordem em suas mentiras, para gerar, em primeiro lugar, semelhantes coisas conforme lembra o que nós já temos examinado, e relacionar com a partida de nossos antepassados para fora do Egito; e em segundo lugar, ele acusa aqueles judeus que habitam a Alexandria; à medida que, em terceiro lugar, ele mistura com tais coisas acusações concernente às purificações sagradas, com os outros ritos legais usados no templo.

2. Agora, ainda que eu não possa somente pensar que já tenho demonstrado, e mais abundantemente do que o necessário, que nossos pais não eram originalmente egípcios, nem foram expulsos daquele lugar, tampouco o relato das doenças corporais ou qualquer outras calamidades desta sorte; ainda tomarei notícia brevemente do que Ápio adicionou a este assunto; pois em seu terceiro livro, o qual relacionado aos assuntos do Egito, ele fala-nos:

"Eu tenho ouvido dos antigos homens do Egito, que Moisés era de Heliópolis, e que ele pensou em obrigar-se a seguir os costumes de seus antepassados, e ofereceu suas súplicas a céu aberto, em direção à cidade fortificada; mas que ele reduziu todos eles a serem dirigidos ao nascer do sol, o que era agradável à situação de Heliópolis; que ele também colocou pilastras em lugar dos gnomons (3) , sob a qual foi representada uma cavidade como a de um bote, e a sombra que caiu do seu topo caiu sob aquela cavidade, que isso talvez moveu-se em círculo sobre o semelhante percurso como o próprio sol movia-se sobre o outro." Esta é a maravilhosa descrição que temos para entregar deste gramático. Mas que esta é uma falsidade fica bem claro, e pode ser sustentado com poucas palavras para provar, apenas é manifestado dos trabalhos de Moisés; pois quando ele levantou o primeiro tabernáculo a Deus, ele mesmo não deu ordem alguma para qualquer espécie de representação a ser feita nele, nem ordenou que aqueles que vieram depois dele tivessem de fazer coisa semelhante a isso. Além disso, quando numa época posterior Salomão construiu seu templo em Jerusalém, ele preveniu a todos de semelhantes decorativos inúteis como [os que] Ápio aqui inventou. Ele diz à frente como ele esteve "ouvindo dos homens da antiguidade, que Moisés era de Heliópolis." Claro que era, porque sendo ele mesmo um homem jovem, acreditou naqueles que, por sua grande idade, ficaram inteirados e conversaram com ele. Agora este gramático, como ele foi, não poderia certamente [nem] contar o que houve no país do poeta Homero, nem mais do que poderia [a respeito] do país de Pitágoras, que viveu comparativamente há pouco tempo atrás; apesar disso, ele, desta forma, facilmente determina a época de Moisés, que precedeu estes [dois] um vasto número de anos, conforme dependeu do que lhes contaram os antigos homens, que mostra quão notório mentiroso ele foi. Mas então, conforme esta cronológica determinação do tempo, de quando ele diz que trouxeram o povo leproso, os cegos e os coxos para fora do Egito, veja quão bem este nosso acuradíssimo gramático concorda com aqueles que escreveram antes dele! Mâneton diz que os judeus saíram do Egito no reinado de Tethmosis, trezentos e noventa e três anos antes de Danaus fugir para Argos; Lysimachus diz que isso foi sob o rei Bocchoris, que está há mil e setecentos anos atrás; Molo e alguns outros determinaram isso conforme agradavam a si mesmos; mas este nosso Ápio, como se merecesse ser acreditado ao invés deles, determinou que isso ocorreu exatamente na sétima olimpíada, e o primeiro ano daquela olimpíada; o mesmíssimo ano em que ele diz que Cártago foi construída pelos fenícios. A razão dele acrescentar a construção de Cártago, para ser claro, na ordem (como ele pensou), para reforçar sua afirmação, dando assim um caráter de cronologia. Mas ele não estava ciente de que este caráter refuta sua afirmação; pois se nós talvez dermos crédito aos relatos fenícios em relação ao tempo da vinda da primeira colônia para Cártago, eles relatam que Hirão, seu rei, reinou cerca de cento e cinquenta anos antes da construção de Cártago; com respeito ao testemunho que eu anteriormente apresentei naqueles registros fenícios, como também que este Hirão foi um amigo de Salomão quando este estava construindo o templo de Jerusalém, e lhe deu grande assistência na construção daquele templo; enquanto Salomão construiu aquele templo seiscentos e doze anos depois dos judeus terem vindo do Egito. Do número dos que foram expulsos do Egito, ele planejou dar o mesmíssimo número de Lysimachus, e diz que eles eram em cento e dez mil. Então ele determina uma maravilhosa e plausível ocasião para o nome do Sabbath; pois ele diz que "quando os judeus haviam viajado uns seis dias de jornada, eles tiveram ínguas em suas virilhas; e por isso eles descansaram no sétimo dia, conseguindo chegar a salvo naquele país que é agora chamado Judéia; que então eles preservaram o idioma dos egípcios, e chamaram aquele dia o Sabbath, pois aquela enfermidade das ínguas em suas virilhas era chamada Sabbatosis pelos egípcios." E um homem não o escarneceria agora como brincadeira desse sujeito, ou melhor, odiá-lo por seu descaramento em nos escrever assim? Somos obrigados, isto é o que parece, [crer nessa] falsidade para concordar que todos aqueles cento e dez mil homens tiveram [ao mesmo tempo] esta íngua. Mas, por certo, se aqueles homens tivessem sido cegos e coxos, e tivessem toda espécie de doenças sobre si, como Ápio diz que eles tinham, eles não poderiam ter viajado um único dia de jornada; mas se todos eles tivessem estado habilitados para viajar sobre o enorme deserto, e, além disso, para lutar e conquistar aqueles que se lhes opunham, eles todos não teriam tido ínguas em suas virilhas após o sexto dia; pois de forma alguma semelhante doença ocorreu naturalmente e da pobreza daqueles que viajavam; além do mais, quando havia tantos quantos miríades (many ten thousands) juntos num acapamento, eles constantemente marcharam um fixado espaço [de tempo] de um dia. Nem é de todo provável que semelhante coisa aconteceria por acaso; isso seria um extraordinário absurdo para se supor. De qualquer forma, nosso admirável autor Ápio contou-nos antes que "eles vieram para a Judéia no tempo de seis dias"; e novamente, que "Moisés caminhou para cima duma montanha que fica entre o Egito e a Arábia, que era chamada Sinai, e ficou escondido lá por quarenta dias, e que quando ele desceu daquele lugar, deu leis para os judeus". Mas então, como foi possível para eles demorarem-se quarenta dias num lugar desértico onde não havia água, e ao mesmo tempo atravessar o país inteiro entre aquele e a Judéia em seis dias? E quanto a tradução gramatical da palavra Sabbath, ou contém um exemplo de seu grande descaramento ou bruta ignorância; pois as palavras Sabbo e Sabbath são amplamente diferentes uma da outra; pois a palavra Sabbath no idioma judaico denota descanso de toda sorte de trabalho; mas a palavra Sabbo, como ele afirma, denota entre os egípcios a enfermidade de uma íngua na virilha.

3. É isso o que o desconhecido relato do egípcio Ápio dá-nos concernente aos judeus partirem para fora do Egito, e isso não é mais que uma invenção dele mesmo. Mas porque deveríamos nos maravilhar nas mentiras que ele conta sobre nossos antepassados (dele afirmar que eles sejam originalmente egípcios), quando ele mente até sobre si mesmo? Pois embora ele tenha nascido num oásis no Egito, ele pretende ser, como um homem talvez diga, o homem superior a todos os egípcios; ele ainda renega seu real país e progenitores, e pretende falsamente ter nascido em Alexandria, não pode negar a (4) ***pravity*** de sua família; pois veja você como justamente ele chama aqueles egípcios a quem ele odeia, e esforça-se a acusar. Pois [se] ele não tivesse considerado "egípcios" [como] sendo um título de grande reprovação, ele não teria evitado o nome de um egípcio para si; como nós sabemos, alguns alardeiam de seus próprios países méritos próprios pela denominação [que] adquirem através disso, assim como lança-se injustamente afirmações e reprovações por isso. Conforme os egípcios reclamam ser da nossa parentela, eles fazem isso em algum desses relatos descritos; eu penso [que seja] ou conforme eles avaliam a si próprios com base nisso, e pretendem sustentar aquele parentesco conosco; ou senão eles retirariam de sobre nós sermos participantes de sua própria infâmia. Mas Ápio, este fino indivíduo, aparenta levantar uma questão desta reprovável denominação contra nós, [de que nós, originalmente éramos egípcios], no objetivo de prover isso aos alexandrinos, como um prêmio pelo favorecimento [que] eles lhe deram, tornando-o um companheiro de cidadania com eles; ele também está informado da hostilidade dos alexandrinos sustentada contra nós para com aqueles judeus que são da mesma cidadania, e assim propôs a si mesmo acusá-los, embora ele, através disso, seja obrigado a incluir todos os outros egípcios também; enquanto em ambos os casos ele não seja mais que um mentiroso insolente.

4. Porém, permita-nos verificar que grandes e gravíssimos crimes são aqueles os quais Ápio declara sobre os judeus alexandrinos. "Eles vieram (ele diz) da Síria, e habitaram próximo do mar tempestuoso, e ficaram na vizinhança das intensas ondas". Agora se o lugar de habitação inclui alguma coisa que seja reprovável, este homem reprova não seu verdadeiro país de origem, [o Egito], mas aquele que ele pretende que seja seu próprio país, Alexandria; pois todos concordam que a parte da cidade que está próxima do mar é a melhor parte dentre todas para habitação. Agora, se os judeus adquiriram aquela parte da cidade pela força, e a têm mantido até agora sem impedimento, isso é um sinal de seu valor; mas na realidade ela foi dada pelo próprio Alexandre, que deu a eles aquele lugar por sua habitação, quando obtiveram privilégios iguais aos dos macedônios. Também imagino, o que Ápio teria dito, [de] ter sua habitação sido em Necropolis? E não estado firmemente estabelecido pelo palácio [conforme é]; nem teria sua nação tido a denominação de macedônios dada a eles até este mesmíssimo dia [como têm eles]. Tem este homem agora lido as cartas do rei Alexandre, ou aquelas de Ptolomeu, filho de Lagus, ou conhece os escritos dos reis sucessores, ou aquela coluna que está ainda está de pé em Alexandria, e contém os privilégios que o grande [Júlio] César concedeu aos judeus; eu digo, [se] este homem teve conhecimento destes registros, e ainda teve a impudência de escrever contradizendo a isso, ele mostrou-se um homem muito malvado; mas se ele nada sabia destes registros, ele mostrou ser um homem muito ignorante. E além disso, quando mentiras aparecem para maravilhar-se [de] como os judeus poderiam ser chamados alexandrinos, esta é como [que] outra instância de sua ignorância; pois todos aqueles [que], à medida que são chamados para formarem colônias, embora estejam sempre tão distantes daquele outro de origem, recebe seus nomes daqueles que os trouxe para a nova habitação. E que ocasião há para se falar dos outros, quando aqueles judeus dentre nós que habitam Antioquia são chamados antióquios, porque Seleucus, o fundador daquela cidade deu-lhes os privilégios de suas propriedades? Depois da mesma maneira se fez àqueles judeus que habitam Éfeso, e as outras cidades da Jônia, desfrutam o mesmo nome com aqueles que haviam originalmente nascido lá, concedido pelos sucessivos príncipes. Além disso, a bondade e humanidade dos romanos tem sido tão grande que tem sido dada permissão para quase todos os outros tomarem o nome dos romanos para si; eu quero dizer não apenas homens particulares, porém nações inteiras também; pois aqueles antigamente denominados iberi, tirrheni e sabini são agora chamados romani. E se Ápio rejeita este modo de se obter o privilégio de uma cidade de Alexandria, que abstenha-se de chamar a si mesmo de alexandrino de agora em diante; pois de outra forma, como poderia ele que nasceu não menos que no coração do Egito ser um alexandrino, se este meio de obter semelhante privilégio (do qual ele nos teria privado) fosse alguma vez anulado? Embora realmente aqueles romanos, que são agora os senhores da terra habitada, têm proibido os egípcios [de] terem os privilégios de alguma cidade, seja qual for; enquanto este fino indivíduo, está ele mesmo desejoso de participar em semelhante privilégio à medida [que] proíbe fazer uso disso, esforçando-se por calúnias a privar disso aqueles que a receberam de forma justa. Pois então Alexandre não buscou alguns de nossa nação para Alexandria, pois ele desejava habitantes para esta cidade dele, naquelas construções [que] ele havia concedido com tão grandes esforços; mas este foi dado ao nosso povo como gratificação, pois ele, em diligente exame, encontrou-os todos sendo homens de virtude e fidelidade para com ele; pois, como diz Hecateus concernente a nós, Alexandre honrou nossa nação em tal grau que, "pela retidão e fidelidade da qual os judeus exibiram para com ele, permitiu-os possuir o país da Samaria livre de tributo. De igual pensamento também era Ptolomeu, o filho de Lagus, relativo àqueles judeus que residem em Alexandria." Pois ele confiou a fortaleza do Egito em suas mãos, acreditando [que] eles a guardariam fiel e valentemente para ele; e quando ficou desejoso de obter o governo de Cyrene e as outras cidades da Líbia para si mesmo, enviou um destacamento de judeus para lá habitarem-nas. E quanto ao seu sucessor, Ptolomeu, que foi chamado Filadelphus, não somente enviou todos aqueles da nossa nação livrar quem fora prisioneiro sob ele, mas frequentemente deu dinheiro [para seu resgate]. E, aquele que foi seu mais grandioso ato, tendo um grande desejo de conhecer nossas leis e adquirir os livros de nossas sagradas escrituras, ele concordemente pediu que tais homens talvez lhe enviassem algum intérprete de nossa lei; e, com o intuito de tê-los bem compilados, comissionou estes cuidados não à quaisquer pessoas, mas incumbiu Demetrius Phalereus, Andreas e Aristeas; o primeiro, Demetrius, o mais instruído de sua época, e os outros, do mesmo modo incumbidos do cuidado de seu corpo; deveriam estar atentos com este assunto: nem ele teria certamente sido tão desejoso do conhecimento de nossa lei e a filosofia da nossa nação, tendo ele desprezado os homens que faziam uso dela, ou ele não havia tido eles em grande admiração.