Contra Ápio

Chapter 5

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26. E agora voltarei meu discurso para um de seus principais escritores, que fiz anteriormente curto uso dele como uma testemunha de nossa antiguidade; me refiro a Mâneton. (22) Ele prometeu interpretar a história egípcia dos seus sagrados escritos, e descontou isso: que "nosso povo tinha vindo ao Egito, vários dez mil em número, e dominaram seus habitantes"; e quando ele havia mais à frente confessado que "nós, mais tarde, viajamos deste país, e nos estabelecemos naquele país agora chamado Judéia, e ali construímos Jerusalém e seu templo." Desta forma ele seguiu em alto grau seus antigos registros; mas depois disso ele se permite, na intenção de parecer ter escrito rumores e relatos deixados de fora sobre os judeus, introduz narrações inverossímeis, como se nós tivéssemos a multidão egípcia, que tinha a lepra e outras doenças, por terem se misturado conosco , como ele diz que eles eram, e que eles foram condenados a fugirem juntos para fora do Egito; pois ele menciona Amenophis, um nome fictício de rei, apesar de que ele não se atreve a explicar o número de anos de seu reinado, que ele já havia feito cuidadosamente conforme os outros reis mencionados por ele; então ele relaciona certas histórias fabulosas com este rei, como se, de alguma maneira, tivesse esquecido como ele já havia relatado que a partida dos pastores para Jerusalém tinha sido quinhentos e dezoito anos antes; pois Tethmosis era rei quando eles partiram de lá. Ora, desde estes dias, os reinados dos reis intermediários, de acordo com Mâneton, atingem trezentos e noventa e três anos, como ele mesmo diz, até os dois irmãos, Sethos e Hermeus; um daqueles, Sethos, foi chamado por aquele outro nome, Egyptus, e o outro, Hermeus, como Danaus. Ele também diz que Sethos ***assassinou??? foi assassinado por??? *** outro fora do Egito, e reinou cinquenta e nove anos, assim também seu primogênito, Ramsés, reinou depois dele por sessenta e seis anos. Quando Mâneton, então, tinha desta forma reconhecido que nossos antepassados haviam saído do Egito muito tempo antes, ele introduz seu fictício rei Amenophis, e diz assim: " Este rei era ansioso de tornar-se expectador dos deuses, como havia Orus, um de seus antecessores naquele reino, desejado o mesmo antes dele; ele também comunicou que desejava que seus homônimo Amenophis, que foi o filho de Papis, e um que pareceu participar da natureza divina, ambos em relação à inteligência e ao conhecimento do futuro." Mâneton adiciona, de que forma este homônimo de seu relato que [para ser] possível ver os deuses, ele [deveria] limpar o país inteiro dos leprosos e pessoas com quaisquer outras impurezas; o qual o rei ficou grato com esta condição, e foi mandar para fora do Egito todos aqueles que tinham algum defeito em seus corpos; e que seu número era de oitenta mil, que ele enviou para aquelas pedreiras que estão a leste do Nilo, para que eles lá trabalhassem, e fossem separados do resto dos Egípcios." Ele diz além disso que " havia alguns dos sábios sacerdotes que estavam contaminados com a lepra; mas que apesar disso Amenophis, homem prudente e profeta, ficou receoso que os deuses ficassem furiosos com ele e (??como rei??), se para lá aparecesse ter havido violência [contra] eles; também adiciona isso mais à frente, [sem sua sagacidade quanto ao futuro], que certo povo viria dar assistência àqueles infelizes contaminados, e conquistariam o Egito, e o teriam em sua posse treze anos; que, de qualquer forma, ele não se atreveria a contar o rei estas coisas, mas que ele deixaria um escrito para trás sobre todos aqueles assuntos, e então se suicidaria, o qual faria o rei inconsolável." Depois, escreveu desta forma literalmente: "Depois [que] aqueles que foram enviados para trabalhar na pedreira continuaram naquele miserável estado por um longo tempo, o rei desejou que ele fosse separado à cidade de Avaris, que havia sido, então, deixada aos pastores, como sua habitação e proteção; o qual ele quis garantir-lhes. Já esta cidade, de acordo com a antiga teologia, foi a cidade Typho. Mas quando aqueles homens foram recebê-la, e encontraram o lugar pronto a revoltar-se, eles mesmos nomearam um governante dos sacerdotes de Heliópolis, cujo nome era Osarsiph, e todos lhe juraram que seriam obedientes em todas as coisas. Ele então, em primeiro lugar, fez sua lei para eles, "De que eles obrigatoriamente nunca cultuariam os deuses egípcios, nem se absteriam de qualquer um daqueles sagrados animais que eles tinham em altíssima estima, mas matariam e destruiríam todos eles; que eles [não] uniriam-se com ninguém, exceto dentre aqueles que eram seus confederados. Quando ele tinha feito leis como estas, e muitas mais conforme eram essencialmente contrários aos costumes egípcios, (23) ordenou que eles aproveitassem a multidão de mãos que eles tinham na construção de muralhas sobre sua cidade, e fez [que] se preparassem para uma guerra com o rei Amenophis, enquanto ele mesmo fez [que se] tomasse dentre suas amizades os outros sacerdotes, e aqueles que eram poluídos com eles, e enviou embaixadores àqueles pastores que haviam sido conduzidos para fora do território por Tefilmosis para a cidade chamada Jerusalém; através do qual ele informou-os de seus próprios assuntos, e do estado daqueles outros que haviam sido tratados em semelhante maneira ignominiosa, e desejou que eles viessem com o consentimento de apoiá-lo nesta guerra contra o Egito. Ele também prometeu que ele, em primeiro lugar, os traria de volta à sua antiga cidade e país Avaris, e proveria um abundante sustento à sua multidão; que ele protegeria-os e lutaria por eles quando a ocasião exigisse, e facilmente reduziria o país sob seu domínio. Aqueles pastores ficaram todos muito contentes com esta menssagem, e vieram todos juntos com entusiasmo, sendo em número duzentos mil homens; e rapidamente eles vieram para Avaris. Amenophis, o rei do Egito, sendo informado da invasão deles, ficou em grande confusão, enquanto [se] questionava o que Amenophis, filho de Papis, teria lhe prognosticado; e, antes de tudo, ele reuniu a multidão dos Egípcios, e tomou conselho com seus líderes, e enviou dos seus sagrados animais para ele, especialmente daqueles que eram dos mais cultuados em seus templos, e deu uma detalhada ordem particularmente aos sacerdotes, que eles escondessem as imagens de seus deuses com o maior cuidado. Ele também enviou seu filho Sethos, que era também chamado Ramesses, de seu pai Rhampses, estando porém aos cinco anos de idade, para um amigo. Então ele passou com o resto dos Egípcios, sendo em trezentos mil dos melhores guerreiros que encontrou dentre eles, contra o inimigo. Ainda não lutou com eles; mas pensando que seria para lutar contra os deuses, ele retornou e veio para Memphis, onde ele tomou Ápis e outros sagrados animais que ele havia enviado ***parece faltar uma palavra neste ponto no text em inglês*** por ele, e imediatamente marchou para a Etiópia, junto com todo seu exército e uma multidão de egípcios. Em razão de o rei da Etiópia estar sob uma obrigação para com ele, lhe prestou contas, e cuidou de toda a multidão que estava com ele, enquanto o país supriu tudo que era necessário de alimento aos homens. Ele também dirigiu cidades e vilas para este exílio, que deveriam ser deste seu início durante aqueles inevitáveis trinta anos determinados. Ademais ele levantou um acampamento para seu exército etíope, como uma defesa ao rei Amenophis, sobre as fronteiras do Egito. E este era o estado das coisas na Etiópia. Mas o povo de Jerusalém, quando eles vieram junto com os egípcios poluídos, trataram os homens de tal bárbara maneira, que aqueles que viram como eles subjugaram o supramencionado país, e a horrível maldade da qual eles foram culpados, acreditaram ser esta a coisa mais terrível. Pois eles não somente incendiaram as cidades e vilarejos, mas não ainda satisfeitos, se tornaram culpados de sacrilégio, destruindo as imagens dos deuses, e assaram aqueles sagrados animais que eram cultuados, e forçaram os sacerdotes e profetas serem os executores e assassinos daqueles animais, e então os expulsaram nús para fora do país. Isto foi também informado àquele sacerdote, que havia decretado seu regime e suas leis, que havia nascido em Heliópolis, de nome Osarsiph, de Osíris, que era o deus de Heliópolis,; mas quando ele ficou sobre todo aquele povo, seu nome foi mudado, e foi chamado de Moisés."

27. Isto é o que os egípcios relatam sobre os judeus, com muito mais, que eu omití a fim de ser breve. Mas Mâneton vai adiante: "depois disso, Amenophis retornou da Etiópia com um grande exército, como também fez seu filho Ahampses com outro exército, e ambos se lançaram na batalha contra os pastores e o povo poluído, e os golpearam, e mataram muitos deles, e os perseguiram até os limites da Síria." Estes e semelhantes relatos estão escritos por Mâneton. Mas eu demonstrarei que ele faz zombaria, e conta enormes mentiras, depois eu farei uma distinção que exporá o que eu digo sobre ele; pois este Mâneton concordou e confessou que esta nação não era originariamente egípcia, mas que eles haviam vindo de outro país, e subjugaram o Egito, e então viajaram novamente para fora dele. Mas que aqueles egípcios que eram assim doentes em seus corpos não se misturaram conosco posteriormente, e que Moisés que trouxe o povo para fora não estava unido àquele grupo, mas viveu muitas gerações antes, eu me esforçarei em demonstrar nos próprios escritos de Mâneton.

28. Agora, nesta invenção, em primeiro lugar, Mâneton supõem algo que não é mais que ridículo; pois ele diz que "o rei Amenophis desejou ver os deuses." Que deuses, eu pergunto, ele desejou ver? Se ele tem em vista os deuses que suas leis ordenam que sejam adorados, o boi, o bode, o crocodilo, e o babuíno, ele já os via! Mas se eram os deuses celestes, como ele poderia vê-los, e o que ocasionaria este seu desejo? Para ser claro? Isso era porque outro rei antes dele já os tinha visto. Ele havia então sido informado que espécie de deuses eles eram, e depois, de qual maneira eles haviam sido vistos, de modo tal que ele não precisou de qualquer novo artifício para obter esta visão. De qualquer forma, o profeta por meio de quem o rei pensou em planejar seu propósito era um homem sábio. Se assim [era], como ele não veio a saber que semelhante desejo [do rei] era impossível de se executar? Pois o evento não se sucedeu. E que pretensão seria supor que os deuses não seriam vistos em razão do povo mutilado em seus corpos, ou dos leprosos? Pois os deuses não ficam furiosos pela imperfeição dos corpos, mas pelas práticas maldosas; e conforme aos oitenta mil leprosos, e aqueles em estado doentio também, como é possível terem eles se reunido em um dia? Além disso, como veio o rei sem obedecer o profeta? Pois esta era a imposição, que aqueles que fossem mutilados deveriam ser expulsos para fora do Egito, enquanto o rei somente enviou-os para trabalhar nas pedreiras, como se ele estivesse mais na necessidade de operários do que pensando em limpar seu país. Ele diz adiante que "este profeta matou-se, como que prevendo a cólera dos deuses, e aqueles eventos que viriam sobre o Egito posteriormente"; e que ele "deixou sua predição para o rei por escrito". Como este profeta não anteviu sua própria morte antes de tudo? E além disso, como pôde ele não contradizer imediatamente o rei em seu desejo de ver os deuses? Como ele desarrazoadamente ***/*** temeu julgamentos que não haviam ocorrido em toda sua vida? Ou, que terrível coisa ele poderia sofrer, fora o medo que o fez afobadamente suicidar-se? Mas agora observemos a coisa mais imbecil dentre todas: O rei, embora tendo sido informado daquelas coisas, e apavorado de medo do que estava por vir, ainda assim não expulsou aquelas pessoas mutiladas para fora do país, quando isso lhe tinha sido prognosticado (que era para ele limpar o Egito deles). Mas, como diz Mâneton, "ele então, sob pedido deles, deu-lhes aquela cidade para habitar, que anteriormente havia pertencido aos pastores, e foi chamada Aváris; para onde, então eles estavam indo em grupo," ele diz, "eles escolheram um daqueles que haviam sido anteriormente sacerdote de Heliópolis; e seu sacerdote primeiro ordenou que eles não deveriam nem cultuar os deuses nem absterem-se daqueles animais que eram adorados pelos egípcios, mas deveriam matá-los e comê-los todos, e não se associassem com ninguém, exceto aqueles que haviam conspirado com eles; e ele amarrou a multidão por juramentos para certificar-se de que continuariam naquelas leis; e quando ele havia construído uma muralha sobre Aváris, fez guerra contra o rei." Mâneton adiciona também que "este sacerdote enviou para Jerusalém convites, para que viessem auxiliá-lo, e prometeu dar-lhes Aváris; porque ela havia pertencido aos antepassados deles que vieram de Jerusalém, e que quando eles vieram, imediatamente fizeram guerra contra o rei, e possuíram o Egito inteiro." Ele diz também que "os egípcios vieram com um exército de duzentos mil homens, e que Amenophis, rei do Egito, não pensando que deveria lutar com os deuses, fugiu imediatamente para a Etiópia, e levou Ápis e alguns outros dos seu animais sagrados aos sacerdotes, e ordenou que tomassem o cuidado de preservá-los." Ele diz mais, que "o povo de Jerusalém veio sobre os egípcios, e aniquilou suas cidades, incendiou seus templos, assassinou seus cavaleiros, e resumidamente, não abstiveram-se de espécie alguma de crueldade ou barbaridade; e aquele sacerdote que assentou seu regime e suas leis," ele diz, "era por nascimento de Heliópolis, e seu nome era Osarsiph, de Osíris, o deus de Heliópolis, mas ele mudou seu nome, e chamou a sí mesmo Moisés." Então ele diz que "no décimo terceiro ano Amenophis, de acordo com o fatal tempo da duração de seus infortúnios, veio sobre eles da Etiópia com um grande exército, lançando-se na batalha contra os pastores e o povo poluído, submetendo-os em batalha, e assassinando um enorme número deles, e perseguindo-os [até] tão distante quanto os limites da Síria."

29. Ora, Mâneton não reflete sobre a improbabilidade de sua mentira; pois o povo leproso, e a multidão que estava com eles, embora talvez em tempos passados tivessem estado encolerizados com o rei, e com aqueles que os haviam tratado tão duramente, e isso concordando com a predição do profeta; certamente, quando vieram para fora das minas, e haviam recebido do rei uma cidade, e um país, eles teriam se tornado brandos com ele. De qualquer forma, [se] eles tiveram sempre muito ódio dele em particular, eles talvez teriam proposto um plano particularmente contra ele, mas dificilmente teriam feito guerra a todos os egípcios;(???) eu penso desta explicação do grande parentensco [que] eles eram tão numerosos deve ter havido entre eles(???). Pelo contrário, se eles tivessem resolvido lutar com os homens, não teriam o atrevimento suficiente para lutar contra seus deuses; nem teriam ordenado leis tão contrárias àquelas de seu próprio país e daqueles por quem eles mesmos tinham sido criados. Ainda [assim] somos gratos a Mâneton, que não jogou a culpa sobre aqueles que vieram de Jerusalém, mas diz que os próprios egípcios foram os mais culpados, e que foram seus próprios sacerdotes que planejaram aquelas coisas, e fez a multidão tomar seus juramentos para assim fazerem. Mas como é absurdo supor que ninguém, amigo ou parente, daquele povo prevaleceria naquela revolta, nem experimentariam os perigos da guerra com eles, enquanto aquele povo contaminado era forçado a viajar para Jerusalém, e trazer seus auxiliares de lá! Que amizade, eu pergunto, ou que relação houve anteriormente entre eles que exigiu esta assistência? Pelo contrário, aquele povo eram inimigos, e muito diferentes entre si em seus costumes. Eles dizem, de fato, que eles obedeceram imediatamente, sob glorificações a eles porque conquistariam o Egito; como se eles próprios não conhecessem muito bem [a] que país haviam sido dirigidos à força. Visto que aqueles homens estavam em necessidade, ou viviam miseravelmente, quem sabe eles talvez tomassem para si tão arriscado empreendimento; mas como residiam em uma cidade feliz, e possuíam um grande e muito melhor país que o próprio Egito, como veio isso sobre eles, por inimigos, mutilados em seus corpos, a quem em nada alteraria suas próprias relações, correrem semelhantes perigos em auxiliá-los? Pois eles não poderiam prever que o rei fugiria deles; ao contrário, ele mesmo ***???diz???*** que "o filho de Amenophis tinha trezentos mil homens consigo, e reuniu-os em Pelusium." Agora, para ser claro, aqueles que vieram não poderiam ser ignorantes disso; mas quanto ao arrependimento e fuga do rei, como eles poderiam supor tal coisa? Ele então diz que "aqueles que vieram de Jerusalém, e fizeram esta invasão, tomaram os celeiros do Egito sob sua posse, e perpetraram muitas das mais horríveis ações ali." E por isso ele os acusa, como ele mesmo de qualquer forma não os introduz como inimigos, ou apesar [disso] ele talvez acuse tais como foram convidados de outro lugar para assim fazer, quando os próprios egípcios naturais haviam feito as mesmas coisas antes de sua vinda, e haviam feito juramentos para assim fazer. De qualquer modo, "Amenophis, algum tempo depois, veio sobre eles, e conquistou-os em batalha, e matou seus inimigos, e dirigiu-os adiante, tão distante quanto a Síria." Como se o Egito fosse tão facilmente tomado por um povo que viesse de algum lugar, de onde quer que fosse, e aqueles que os tivessem conquistado pela guerra, quando eles foram informados que Amenophis vivia, nem fortificassem as estradas da Etiópia ao Egito, embora tivessem grandes vantagens em isso fazerem, nem obter outras forças prontas para sua defesa! Porém ele seguiu-os através do deserto arenoso, e matou-os [até] tão distante quanto a Síria; enquanto esta é ainda [outra] besteira, [como se fosse] uma coisa fácil, passar um exército por aquele país, mesmo sem batalha.

30. Nossa nação, então, de acordo com Mâneton, não derivou do Egito, nem foi alguns dos egípcios misturados conosco. Pois se supôs que muitos dos leprosos e destemperados [do] povo foi morto nas minas, visto que lá haviam ficado um longo tempo, e em tão rudes condições; muitos outros devem ter sido mortos nas batalhas que ocorreram depois, e mais ainda na última batalha e fuga depois disso.

31. Agora resta meu debate com Mâneton sobre Moisés. Ora, os egípcios admitem ter sido ele uma maravilhosa e divina pessoa; além disso eles mesmos, de bom grado fazem declaração a respeito dele, se bem que da mais injuriosa e inacreditável maneira, e pretendem que ele foi de Heliópolis, e um dos sacerdotes daquele lugar, e foi expulso dentre o resto, por conta de sua lepra; embora tenha sido demonstrado por seus escritos que ele viveu quinhentos e dezoito anos antes [disso], e então trouxe nossos antepassados para fora do Egito para o país que é agora habitado por nós. Mas agora, que ele não ficou sujeito em seu corpo por qualquer semelhante calamidade, é evidente do que ele mesmo conta para nós; pois ele proibiu aqueles que tinham lepra de nem continuar na cidade tampouco habitar uma vila, mas ordenou que eles, por si, deveriam ir com suas roupas rasgadas; e declara que [aqueles que] tanto tocá-los como viver sob o mesmo telhado com eles deveriam ser considerados impuros; e mais do que isso, que se algum desses fosse curado de sua doença, e se restabelecesse ao seu natural estado novamente, [Moisés] fixa a eles certas purificações, e lavagens com ***water spring*** água corrente, raspando todo seu cabelo, e impoem que eles devem ofertar muitos sacrifícios, e aqueles gêneros específicos, e então ***at length*** para ser admitido dentro da cidade santa; se ele tinha estado sob a mesma calamidade seria esperado que, pelo contrário, ele teria tomado cuidado de tais pessoas antecipadamente, e os teria tratado de uma maneira agradável, à medida [que] se comoveria por aqueles que tinha um infortúnio semelhante ao dele mesmo. Nem foi somente isso [o que] aquele povo leproso para quem ele fez aquelas leis, mas também àqueles que estavam mutilados na menor parte de seu corpo, que por isso não lhes era permitido por ele oficiarem como sacerdotes; mais que isso, embora algum sacerdote, já admitido, acontecesse de uma tal calamidade vir sobre ele mais tarde, ele ordenou que lhe fosse privada esta honra de oficiar. Como se pode então supor que Moisés ordenasse semelhantes leis contra ele mesmo, para sua própria reprovação e dano, como as que ele ordenou-lhes? Nem é realmente outra noção de Mâneton como inteiramente provável, onde ele relata a troca de seu nome, e diz que "ele era anteriormente chamado Osarsiph"; e este um nome de nenhuma maneira aceitável para o outro, enquanto seu verdadeiro nome era Moisés, e significa "uma pessoa que se preservou tirada da água", pois os egípcios chamam água de "Moil". Penso então que tenho feito suficientemente evidente que Mâneton, enquanto seguiu seus antigos registros, não falhou muito com a verdade histórica; mas [falhou] quando ele recorreu a histórias fantasiosas, sem qualquer autor identificado, ou [que] ele mesmo também forjou, sem qualquer chance [de terem ocorrido], ou que ele deu crédito a alguns homens que falaram de acordo com sua disposição maldosa para conosco. 32. E agora, como fiz a Mâneton, questionarei do que Cheremon diz. Pois ele também, quando pretendeu escrever a história egípcia, pôs o mesmo nome a este rei que Mâneton criou, Amenophis, como também o de seu filho Ramesses, e então segue desta forma: "A deusa Isis apareceu a Amenophis em seu sono, e culpou-o por seu templo ter sido demolido na guerra. Mas Fritiphantes, o escriba sagrado, disse-lhe que no caso dele descontaminar o Egito dos homens que tinham impurezas sobre si, não deveria inquietar-se com tais assustadoras aparições. Este Amenophis concordemente selecionou duzentos e cinquenta mil daqueles que estavam doentes desta forma, e os expulsou para fora do Egito. Moisés e José eram escribas, e José era um escriba sagrado; seus nomes eram originalmente egípcios; o de Moisés havia sido Tisithen, e o de José, Peteseph. Estes dois vieram para Pelusium, e [se achegaram] aos trezentos e oitenta mil que haviam sido expulsos de lá por Amenophis, não estando ele desejoso de transportá-los para dentro do Egito; estes escribas fizeram uma aliança de amizade com eles, e fizeram com eles uma expedição contra o Egito. Amenophis não pode sustentar o ataque deles, mas fugiu para a Etiópia, deixando esposa com filho para trás, escondidos em certas cavernas, levando consigo um filho, cujo nome era Messene, e , quando ele havia crescido como homem de estado, perseguiu os judeus até a Síria, sendo aproximadamente duzentos mil, e então recebeu seu pai Amenophis vindo da Etiópia."