Contra Ápio

Chapter 4

Chapter 43,489 wordsPublic domain (Wikisource)

22. Mas agora é apropriado satisfazer a investigação daqueles que desacreditam os registros dos bárbaros, e pensam que somente os gregos são dignos de confiança, e para apresentar muitos daqueles gregos que foram informados de nossa nação, e colocá-los em evidência assim como as ocasiões em que fizeram menção a nosso respeito em seus escritos. Pitágoras, de Samos, viveu em tempos bem antigos, e foi estimado [como] indivíduo superior a todos os filósofos em conhecimento e piedade dirigida a deus. Agora, ele não somente conheceu nossas doutrinas, mas foi em grandiosíssima medida seguidor e admirador delas. Não há nenhum escrito que seja realmente dele (15), mas muitos são os que têm escrito sua história, no que Hermippus é o mais celebrado, que foi um indivíduo muito investigador em toda espécie de história. Ora, este Hermippus, em seu quinto livro, relativo a Pitágoras,, fala assim: "Este Pitágoras, na morte de um de seus associados, cujo nome era Califon, um Crotonlate por nascimento, afirmou que a alma deste homem *conversou* com ele noite e dia, e impôs-lhe não passar sobre um lugar onde um asno tivesse caído morto; como também não beber igualmente de águas a medida que causassem sede novamente; e abster-se de toda sorte de repreensões." Depois disso ele acrescenta assim: "Isso ele fez e disse em imitação das doutrinas dos judeus e trácios, que ele transferiu para sua própria filosofia." Pois isto é muito verdadeiramente afirmado por este Pitágoras, que ele adotou uma grande quantidade de leis dos judeus em sua própria filosofia. Nem foi nossa nação desconhecida do passado de várias das cidades gregas, e de fato foi [contada] digna de imitação por algumas delas. Isso é declarado por Teofrastus, em seus escritos concernente a leis; pois ele diz que "as leis dos tírios proíbe aos homens jurarem estranhas maldições." Entre os quais ele enumera algumas outras, e particularmente aquela chamada Corban, juramento que pode ser encontrado somente entre os judeus, e afirma que um homem talvez chame "Uma coisa devotada a Deus". Nem ficou realmente Heródoto de Halicarnasso sem conhecimento de nossa nação, porém menciona isso depois do seu próprio modo, quando ele diz assim, no segundo livro relativo aos colquidas. Suas palavras são estas: "Os únicos povos que fazem circuncisão em seus membros originalmente são os colquidas, os egípcios e os etíopes; mas os fenícios e aqueles sírios que estão na Palestina confessam que aprenderam isso dos egípcios. E aqueles sírios que vivem ao redor dos rios Thermodon e Parthenius, e seus vizinhos, os macrones, dizem que receberam isso dos colquidas; estes são, pois, os únicos povos que praticam a circuncisão entre a humanidade, e mostram terem feito absolutamente a mesma coisa com os egípcios. Mas não sou capaz de dizer quem recebeu de quem, entre egípcios e etíopes." Isto, portanto, é o que diz Heródoto, que "os sírios que estão na Palestina que são circuncidados." Mas não há habitantes da Palestina que sejam circuncidados exceto os judeus; então foi necessário a ele conhecê-los, o que o habilitou a falar tanto [a respeito] deles. Cherilus também, ainda um antigo escritor, e poeta, (16) fez menção de nossa nação, e informa-nos que veio a assistir o rei Xerxes, em sua expedição contra a Grécia. Pois em sua enumeração de todas aquelas nações, após todas as outras nos acrescenta entre o restante, quando diz: "Deixei por último um povo, maravilhoso de se contemplar; pois eles falam o idioma fenício com suas muitas expressões; residem nas montanhas Solymean, próximo a um amplo lago; suas cabeças estavam cobertas de fuligem; eles tinham rasgos em torno de si; suas cabeças e faces eram como cabeças de cavalo sujas também, que haviam sido insensibilizadas na fumaça." Eu penso que seja evidente para todos, que Cherilus fala sobre nós, porque as montanhas Solymean estão em nosso país, onde habitamos, como também é o lago chamado Asfaltite; pois ele é mais amplo e largo que qualquer outro que esteja na Síria; e desta forma faz Cherilus menção de nós. Mas não somente a baixa espécie dos gregos, mas aqueles que são tidos em grande admiração por sua aprimorada filosofia entre eles, não somente conheceram os judeus, mas quando eles se esclareceram sobre algo a respeito deles, admiraram-se também, isso é fácil de alguém saber. Pois Clearchus, que foi aluno de Aristóteles, e não inferior enter todos os peripatéticos, em seu primeiro livro concernente ao sono, diz que "Aristóteles, seu mestre, relatou que acompanhou um judeu," e põem a própria palestra de Aristóteles com ele. O relato é este, como escrito por ele: "Uma grande parte do que disse esse judeu, seria demais para colocar aqui; mas inclui tanto o maravilhoso como a filosofia, o que não seja talvez fora de propósito aqui registrar sobre isso. "Ora, prá ser sincero contigo, Hyperochides, eu devo aqui te relatar maravilhas, e parecerá os nossos próprios sonhos." Por isso Hyperochides respondeu modestamente, e disse, "por esta forte razão é que todos nós somos muito ansiosos de ouvir o que vossa arte vem a dizer." Então replicou Aristóteles, "por esta causa este será o melhor caminho para imitar aquele governo dos Retóricos, que requer de nós primeiro dar um relato do homem, e de qual nação ele era, que assim nós talvez não iremos contradizer as instruções de nosso mestre." Então disse Hyperochides, "vá em frente, se isso te agrada." "Este homem, portanto", [continuou Aristóteles,] "foi por nascimento um judeu, e veio da Celesíria; estes judeus são derivados dos filósofos indianos; eles são chamados pelos indianos, Calami, e pelos sírios, Judaei, e tomam seu nome do país que habitam, que é chamada Judea; mas o nome de sua cidade é muito complicada, pois eles a chamam Jerusalém. Ora, este homem, quando foi muito hospitaleiramente tratado, desceu de seu país para os lugares próximos do mar, e tornou-se um grego, não somente em sua linguagem, mas em seu espírito também; a tal ponto que quando aconteceu de nós mesmos irmos à Ásia, aos mesmos lugares de onde ele veio, ele conversou conosco, e com outras filosóficas personalidades, e testou nossa habilidade filosófica; e como ele havia vivido com muito conhecimento humano, comunicou-nos mais informação do que havía recebido de nós." Este é o relato de Aristóteles sobre o assunto, conforme nos deu relato Clearchus; Aristóteles discursou também particularmente da grande e maravilhosa bravura deste judeu em sua dieta, e [da sua] forma continente de viver_ aqueles que talvez se agradem de informar-se mais sobre ele, [leiam] do próprio livro de Clearchus; pois evito [estar] colocando mais do que é suficiente ao meu propósito. Agora Clearchus disse isso em meio à seu desvio de rumo, pois seu principal objetivo era de outra natureza. Porém, Hecateus de Abdera, que foi tanto filósofo como alguém muito útil ***very useful ill*** na vida ativa, foi contemporâneo do rei Alexandre em sua juventude, e mais tarde de Ptolomeu, filho de Lago; ele não escreveu sobre os assuntos judaicos somente por escrever, mas assentou um livro inteiro concernente aos próprios judeus; livro do qual eu estarei discorrendo umas poucas coisas, do qual eu tenho estado tratando pelo modo da epítome. Em primeiro lugar, demonstrarei o tempo em que este Hecateus viveu; pois ele menciona a luta que houve entre Ptolomeu e Demétrius em Gaza, que este combate ocorreu no nono ano depois da morte de Alexandre, e na centuagésima décima sétima olimpíada, conforme afirma Castor em sua história. Pois quando ele registra esta olimpíada, ele diz mais adiante, que "nesta olimpíada Ptolomeu, o filho de Lago, golpeou na batalha, em Gaza, Demétrius, o filho de Antígonus, que era chamado Poliorcetes." Ora, é aceito por todos que Alexandre morreu na centuagésima décima quarta olimpíada; então é evidente que nossa nação floresceu neste tempo, e no tempo de Alexandre. Novamente, Hecateus diz no mesmo sentido, como segue: "Ptolomeu tomou posse dos lugares na Síria depois desta batalha em Gaza; e muitos, quando ouviram a respeito da moderação e humanidade de Ptolomeu, dirigiram-se ao Egito, e foram querendo ajudá-lo em seus assuntos; um dos quais (diz Hecateus) era Hezekiah (17), o sumo-sacerdote dos judeus; um homem de aproximadamente sessenta e seis anos de idade, e de grande dignidade entre seu próprio povo. Ele foi um homem de grande percepção, e tinha a capacidade de falar de modo muito comovente, e muito hábil no gerenciamento dos assuntos, se algum outro homem foi assim alguma vez; embora, como ele diz, todos os sacerdotes dos judeus tomassem dízimos dos produtos da terra, e administrássem os assuntos públicos, e fossem em número não mais que mil e quinhentos no máximo." Hecateus menciona este Hezekiah num segundo momento, e diz, que "como ele possuía uma enorme dignidade, e tornou-se familiar conosco, tomou certos daqueles que estavam com ele, e explicou-lhes todas as circunstâncias de seu povo; pois ele tinha todos [os locais de] habitação e regimes assentados por escrito. Além disso", declara Hecateus novamente, " do quanto respeito temos por nossas leis, e que determinamos sofrer qualquer coisa antes de transgredi-las, pois acreditamos que é correto fazer assim." Em seguida ele adiciona que "ainda que eles estejam em má reputação entre seus vizinhos, e entre todos aqueles que venham a eles, e tenham sido frequentemente tratados injuriosamente pelos reis e governantes da Pérsia, mesmo assim não se pode dissuadi-los de agirem conforme eles acreditam ser o melhor; mas que quando eles são desnudados em seu julgamento, e têm tormentos infligidos contra eles, e são levados às mais terríveis sortes de mortes, encontram-se, depois, de extraordinária maneira, além de todo povo, e não escolhem renunciar a religião de seus antepassados." Hecateus também produz não poucas demonstrações da resoluta obstinação nas leis deles, quando ele fala assim: "Alexandre foi uma vez em Babilônia, e tinha a intenção de refazer o templo de Belus, que estava caído na decadência, e neste sentido, ele mandou todos os seus soldados, em geral, trazer terra para lá. Mas os judeus, e somente eles, não queriam obedecer aquela ordem; pelo contrário, eles experimentaram chicotadas e grandes sofrimentos do qual eles receberam em razão desse assunto, até que o rei os perdoou, e permitiu-lhes viver em sossego." Ele acrescenta adiante que "quando os macedônios vieram a eles naquele país, e demoliram os antigos templos e os altares, eles os auxiliaram em demoli-los todos (18), mas [por não os ajudarem ao reconstruí-los], eles também foram submetidos a sofrimento, ou, às vezes, obtinham perdão." Ele adiciona mais a frente que "aqueles homens merecem ser admirados neste registro." Ele também fala dos poderosos de nossa nação, e diz que "os persas anteriormente levaram [mais de] dez mil de nosso povo para Babilônia, como também que [não menos de] dez mil foram removidos, depois da morte de Alexandre, para o Egito e Fenícia, pela sedição que houve na Síria." A mesma pessoa tomou nota em sua história, de quão grande é o país que habitamos, e da mesma forma de sua excelente característica, e diz, que "a terra em que os judeus habitam contém três milhões de arourae (19) e é geralmente o mais excelente e mais frutífero solo; nem é a Judéia de poucas dimensões." O mesmo homem descreve também nossa própria cidade, Jerusalém, como a [de] mais excelente estrutura, e muito ampla, e habitada desde os mais antigos tempos. Ele também discorre da multidão de homens nela, e da construção de nosso templo, da maneira que se segue: "Há muitos lugares fortificados e aldeias (diz ele) no país da Judéia; mas há uma forte cidade, [de] aproximadamente cinquenta furlongs de circunferência, que é habitada por cento e vinte mil homens, ou quase isso; eles chamam-na Jerusalém. Há no meio da cidade uma muralha de pedra, cujo comprimento é [de] quinhentos pés, e cem cúbitos de largura, com dois claustros; onde há um altar quadrado, não feito de pedra entalhada, mas composto de rochas brancas reunidas juntas, tendo cada lado vinte cúbitos de comprimento, e dez cúbitos de altura. Por isso o edifício é resistente, onde há um altar e um candelabro/castiçal, ambos de ouro, e do peso de dois talentos: sobre estes há uma luz que nunca é extinguida, seja dia ou noite. Não há imagem, nem coisa alguma, nem qualquer contribuição; nada é plantado lá, nem um bosque, nem qualquer coisa de sorte alguma. Os sacerdotes permanecem aí tanto os dias quanto as noites, executando certas purificações, e não bebendo a mínima gota de vinho enquanto estão no templo." Além disso, ele atesta que nós judeus viajamos como auxiliares junto com o rei Alexandre, e depois dele com seus sucessores. Adicionarei adiante o que ele diz ter aprendido quando ele próprio foi com o mesmo exército, concernente às ações de um homem que era um judeu. Suas palavras são estas: "Como eu mesmo estava indo ao Mar Vermelho, lá seguimos um homem, cujo nome era Mosollam; ele era um cavaleiro judeu que nos guiava; era uma pessoa de grande coragem, de vigoroso corpo, e por todos considerado (?) o mais hábil arqueiro que havia tanto entre gregos como bárbaros. Ora, este homem, como o povo estava passando em grande número no caminho, e um certo adivinho estava observando um augúrio por um pássaro, e ordenando [que] todos ficassem imóveis, exigiu deles seriedade (***staid***). Consequentemente o adivinho mostrou-lhes o pássaro do qual ele tomaria seu augúrio, e disse-lhes que se o pássaro ***staid*** onde ele estava, todos eles deveriam ficar tranquilos; mas se ele fosse para cima, e voasse adiante, eles deveriam ir adiante; mas se ele voasse para trás, ele teriam que se retirar. Mosollam não replicou, mas puxou seu arco, e atirou no pássaro, e abateu-o, matando-o; e como o adivinho e os outros ficaram furiosos, e rogaram-lhe maldições, ele replicou-lhes: "Porquê vocês estão doidos/nervosos a medida que tomam este pássaro infeliz em suas mãos? Pois como pode este pássaro dar-nos alguma informação verdadeira concernente à nossa marcha, quando não pôde prever como salvar a si mesmo? Pois se estava ele habilitado para conhecer de antemão o futuro, não teria vindo para este lugar, mas teria fugido, a fim de que Mosollam, o judeu, não atirasse nele, e o matasse." Basta o testemunho de Hecateu dado acima; quem tiver o desejo de conhecer-lhe mais, pode-se facilmente obter um livro dele. De qualquer forma não pensarei demasiadamente por mim para de acordo com Agatharchides, como tendo feito menção de nós, judeus, apesar do estilo de escárnio de nossa simplicidade, como ele supõem que seja; pois quando ele estava discursando sobre os assuntos de Stratonice, "como ela veio da Macedônia à Síria, e deixou seu marido Demétrius, enquanto ainda Seleuco não a desposara, como o esperado, mas durante o tempo dele levantar um exército em Babilônia, estourou uma sedição em Antioquia; e como, depois disso, o rei voltou, e sob a conquista de Antioquia, ela fugiu para Selêucia, e a tinha em seu poder para ***sail*** imediatamente para longe, ela ainda obedeceu um sonho que impediu-a de fazer isso, e assim foi capturada e levada à morte." Quando Agatharchides contou esta história, e zombou de Stratonice por sua superstição, ele deu como exemplo do que era relatado concernente a nós, e assim escreve: "Há um povo chamado judeu, e habitam numa cidade mais poderosa do que todas a outras, que os habitantes chamam Jerusalém, e estão acostumados a descansar em todo o sétimo dia (20), tempo do qual eles não fazem uso de suas armas, nem se metem em administrar, nem tomam em consideração assunto algum da vida, mas estendem suas mãos em seus lugares sagrados, e oram até anoitecer. Num momento assim veio a acontecer que, quando Ptolomeu, filho de Lago, veio contra esta cidade com seu exército, aqueles homens, em observância destes costumes malucos, ao invés de protegerem a cidade, sofreram a submissão de seu próprio país a um duro senhor; e sua lei foi claramente provada ser governada [por] uma ridícula prática. (21) Este incidente ensina a todos os outros homens, exceto aos judeus, [a serem] indiferentes a semelhantes sonhos em relação a como estes foram, e a não ir atrás do gosto sem valor de sugestões comunicadas como lei, quando, em semelhante incerteza das motivações humanas, eles estão em tal fracasso quanto a o que eles fariam." Agora o nosso procedimento torna visível uma coisa ridícula em Agatharchides, mas mostrar-se-á de acordo com tal qual considerar isso sem prejudicar uma grande coisa, e quanto a merecer uns grandiosos encômios; penso eu, quando certos homens constantemente preferem a observância de suas leis, e sua religião dirigida a Deus, antes da preservação de si mesmos e seu país.

23. Visto que alguns escritores têm omitido a menção de nossa nação, não por nada conhecerem a nosso respeito, mas por invejarem-nos, ou por algumas outras injustificáveis razões, eu penso poder demonstrar por detalhados exemplos; pois Hieronymus, que escreveu a História dos [sucessores de Alexandre], viveu no mesmo tempo em que Hecateus, e foi um amigo de Antigonus, e presidente ***(?)*** da Síria. Visto que é fato que Hecateus escreveu um livro inteiro a nosso respeito, enquanto Hieronymus nunca nos menciona em sua história, embora ele tenha crescido muito próximo do lugar em que vivemos. Desta forma diferem um do outro as inclinações dos homens; enquanto um acredita [que] nós merecemos ser cuidadosamente lembrados, o segundo, de má disposição, apaixonadamente cega a opinião dos outros tão inteiramente, que estes não poderiam discernir a verdade. ?***Presidente? ***** E agora certamente o precedente relato dos egípcios, caldeus, fenícios, junto com tantos escritores gregos, será o suficiente para provar a nossa antiguidade. Ademais, além daqueles supramencionados, Theophilus, e Theodotus, e Mnaseas, e Aristophanes, e Hermogenes, Euhemerus também, e Conon, e Zopyrion, e possivelmente muitos outros, (pois eu não pousei [os olhos] sobre todos os livros dos gregos) fizeram distinta menção de nós. Isto é verdade, muitos dos homens anteriormente mencionados fizeram grandes erros sobre a verdade relativa a nossa nação nos tempos antigos, pois eles não leram compenetradamente nossos livros sagrados; mas todos eles têm dado seu testemunho de nossa antiguidade, relacionado com que estou agora tratando. De qualquer forma, Demetrius Phalereus, e o idoso Philo, com Eupolemus, não erraram grandemente a verdade a nosso respeito; seus pequenos enganos devem ser-lhes perdoados; pois não estava em suas possibilidades entenderem nossos escritos com perfeita exatidão.

24. Há ainda uma particularidade ficando [para] trás do que eu primeiramente propus falar: demonstrar que aquelas calúnias e acusações que alguns têm lançado sobre nossa nação são mentiras, fazendo uso do testemunho daqueles próprios escritores contra eles mesmos; e que em geral esta própria contradição tem ocorrido a muitos outros autores em razão de sua disposição maldosa para com algum povo, concluo eu, não é desconhecido daqueles que têm lido histórias com suficiente atenção; pois alguns destes têm se esforçado a destruir a nobreza de certas nações, e de algumas das mais gloriosas cidades, e têm lançado acusações contra certas formas de governo. Desta forma tem Theopompus insultado a cidade de Atenas; Policrates, que é lacedemônio, conforme protegeu/dignificou ***hat*** os escritos de Tripoliticus (pois ele não é Theopompus, conforme é suposto por alguns) fez pela cidade de Tebas. Timeils também insultou excessivamente os anteriores povos e também outros; e esse hostil tratamento eles usam principalmente quando têm uma competição com homens de enorme reputação; alguns outros por inveja e maldade, e outros, supondo que por estes ridículos falatórios seus talvez se acredite serem eles dignos de serem lembrados; e realmente suas esperanças não falham, estimados pela parcela imbecil da espécie humana, mas homens de julgamento equilibrado sempre os condenam pela grande malignidade [destes].

25. Já os egípcios foram os primeiros a lançarem acusações contra nós; no intuito de agradar esta nação, alguns outros tomaram para si perverter a verdade, enquanto nenhum deles próprios ///contam/// que nossos antepassados foram do Egito para outro país, conforme os fatos ocorreram, nem dão um relato verdadeiro da nossa partida desde então. E realmente os egípcios usam muitas ocasiões para nos odiar e invejar: em primeiro lugar, por nossos ancestrais terem obtido o domínio sobre seu país? E quando eles foram livrados deles, e foram ao seu próprio país novamente, viveram em prosperidade. Em segundo lugar, a diferença de nossa religião para com a deles ocasionou grande inimizade entre nós, enquanto nosso modo de devoção divina fizemos como que excessivamente, até que suas leis fixaram[-se], como faz a natureza de Deus exceder aquela brutalidade bestial; pois a maioria deles concordam, através de todos o país, em estimar tais animais como deuses, embora difiram um do outro nas peculiaridades da devoção que eles distintamente lhes prestam. E certamente estes homens são de mentes inúteis e ridículas, que desta forma estão acostumados desde o princípio a terem tais noções erradas sobre seus deuses, e não poderiam pensar em imitar aquela decente forma de devoção divina que nós fazemos uso; de qualquer forma, quando eles observaram nossas instituições aprovadas por muitos outros, não puderam somente invejar-nos naquele relato; pois alguns deles têm procedido por aquele caminho da tolice e mesquinhez em sua conduta, sem hesitar em contradizer seus próprios antigos registros, e além disso, para se contradizerem também em seus escritos, e foram desta forma enganados ainda por suas paixões a medida que não discerniram isso.