Contra Ápio

Chapter 12

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(8) Chamado mais apropriadamente Molo, ou Apollonius Molo, como mais à frente; pois Apollonius, filho de Molo, foi outra pessoa, conforme Estrabão informa-nos.

(9) "Furones" em latim, qual animal isso denota não se sabe até o momento.

(10) Esta grande piedade que estes seis autores pagãos, aqui mencionados por terem descrito a famosa profanação do templo judaico por Antíoco Epifanes, teriam sido totalmente perdidos; digo de seus escritos à medida que continham aquela descrição; de qualquer forma é claro [que] Josefo os perscruta todos os existentes em seu tempo.

(11) É extraordinário que Josefo aqui, e, penso eu, em nenhum outro lugar, avalia quatro distintos pátios do templo; aquele dos gentios, o das mulheres de Israel, o dos homens de Israel, e o dos sacerdotes; como também o pátio das mulheres permitidas dos homens, (eu suponho somente dos maridos daquelas esposas que estavam lá) enquanto o pátio dos homens não admitia lá qualquer mulher.

(12) Judéia, no grego, por um grosseiro erro das cópias.

(13) Sete, no grego, por um grosseiro erro das cópias. Veja "Guerra", Bl. V. cap. 5. seç.4.

(14) Duzentos no grego, contrário aos vinte em "Guerra", Bl. VII. cap. 5. seç. 3.

(15) Esta notória desgraça pertencente peculiarmente ao povo do Egito, sempre desde os tempos dos antigos profetas dos judeus conhecida tanto na seç. 4 agora mesmo, e aqui, pode ser confirmada pelo testemunho de Isidorus, um egípcio de Pelusium, "Epist." lib. I Ep. 489. E este é um extraordinário cumprimento da antiga predição de Deus por Ezequiel 29:14, 15, de que os egípcios se tornariam "um reino humilde, o mais rebaixado dos reinos", e que "nunca mais se exaltaria entre as nações". (Nota do tradutor em português: provavelmente a versão "King James")

(16) A verdade do que adiante aparece pela presente observação de Josefo, que aqueles egípcios nunca tiveram, em todas as eras passadas desde Sesóstris, nem sequer um dia de liberdade, não estiveram livre do poder despótico sob qualquer dos monarcas até aquele dia. E tudo isso pode ser verificado igualmente verdadeiro nas épocas posteriores ***And all this bas been found equally true in the latter ages*** , sob os romanos, sarracenos, mamelucos, e turcos, dos dias de Josefo até tempos atrás.

(17) Esta linguagem, [a de] que Moisés "se persuadiu" de que ele estava de acordo com a vontade de Deus, pode significar não mais que, pelo própria continuidade de idéias em outro lugar, ele "mesmo [estava] completamente satisfeito" de que assim isso foi, a saber, pelas muitas revelações [que] recebera de Deus, e os numerosos milagres [que] Deus o havia habilitado a realizar, conforme ele, tanto nos mesmos dois livros "Contra Ápio", e em seu "Antiguidades", mais clara e frequentemente assegura-nos. Isto é evidente das muitas passagens posteriores, onde ele afirma que Moisés não foi impostor nem enganador, e onde ele assegura que a constituição governamental de Moisés não foi outra além da teocracia; e onde ele diz [que] eles estão na esperança de libertação de suas aflições por orarem a Deus, e que além disso estava relacionado em parte com este espírito profético de Moisés que os judeus aguardavam uma ressureição da morte. Veja um uso quase estranho de palavras semelhantes, "para persuadir a Deus", "Antiguidades" Bl. VI cap. 5. seç. 6.

(18) Que Moisés esteve realmente, o que os legisladores gentios pretendiam estar, sob direção Divina; nem faz ainda aparentar que essas pretenções à direção sobrenatural, quer sendo legisladores ou oráculos, eram meras ilusões dos homens sem quaisquer cunhos demoníacos, nem Josefo os toma como assim sendo; enquanto os antigos e contemporâneos autores [em relação a Josefo] ainda os criam [como] sendo sobrenaturais.

(19) Esta inteira longa passagem está corrigida pelo Dr. Hudson proveniente da citação de Eusébio, "Prep. Evang." VIII. 8, que está aqui não muito diferente do presente MSS. de Josefo.

(20) Esta mesma expressão, de que "Moisés decretou [que] o governo judaico fosse uma teocracia", pode ser ilustrado por aquela expressão paralela em "Antiguidades", Bl. III. cap. 8. seç. 9, em que "Moisés legou isso para Deus estar presente em seus sacrifícios quando estivesse satisfeito; e quando ele contentar-se, ausentar-se." Ambas expressões soam ásperas em ouvidos de judeus e cristãos, como para muitas outras que Josefo usa para com os gentios; mas apesar delas não terem sido muito impróprias para ele, quando ele adiante pensou ser adequado favorecer ele mesmo, tanto em suas "Antiguidades", como nestes seus livros "Contra Ápio", todos escritos para o uso dos gregos e romanos, para suas noções e linguagens, e isto em grande parte como sempre verdade [que] recebeu *** but still they were not very improper in him, when he all along thought fit to accommodate himself, both in his Antiquities, and in these his books against Apion, all written for the use of the Greeks and Romans, to their notions and language, and this as far as ever truth would give him leave.*** Apesar de ser bem considerável também, que ele nunca usa semelhantes expressões em seus livros em "Guerra", escrito originalmente para os judeus além do Eufrates, e em sua linguagem, em todos esses casos. De qualquer forma Josefo, de modo direto, supoem, a instituição judaica, ser uma instituição Divina, e realmente não outra que uma real teocracia.

(21) Esta excelente descrição dos atributos Divinos, e que Deus não é um ser totalmente conhecido em sua essência, como também algumas outras claras expressões sobre a ressurreição da morte, e o estado das almas falecidas, etc., neste trabalho posterior de Josefo, vejo mais como as exaltadas idéias dos essênios, ou particularmente cristãos ebionitas, do que aquelas de um mero judeu ou fariseu. A seguinte longa descrição também das leis de Moisés, parece-me uma demonstração de respeito às superiores interpretações e aprimoramentos das leis mosaicas, derivadas de Jesus Cristo, do que da literatura limitada deles dentro do Velho Testamento, de onde sozinho Josefo lhes tomou quando escreveu seu "Antiguidades"; nem, como penso, pode alguma daquelas leis, apesar de excelente em seu gênero, ser agora apropriadamente encontrada entre as cópias do pentateuco judaico, ou em Filo, ou no próprio Josefo, antes dele tornar-se um Nazareno ou cristão ebionita; nem até entre todas as leis do próprio cristianismo católico. Eu peço, então, ao leitor instruído, considerar se alguns destes aperfeiçoamentos ou interpretações talvez não sejam peculiares aos essênios entre os judeus, ou particularmente aos Nazarenos ou ebionitas entre os cristãos, apesar de termos, de fato, somente descrições incompletas daqueles Nazarenos ou ebionitas cristãos a nós transmitidas.

(22) Podemos aqui notar como foi uma coisa conhecida entre judeus e gentios, neste e muitos outros exemplos, que os sacrifícios eram ainda acompanhados de orações; de onde mais provavelmente vem aquelas frases do "sacrifício de oração", "sacrifício de louvor", "sacrifício de agradecimento". De qualquer forma, aquelas antigas formas usadas em sacrifícios estão agora geralmente perdidas, para o não pequeno prejuízo da verdadeira religião. Isto é aqui por demais extraordinário, que embora o templo em Jerusalém foi construído [como] o único lugar onde a inteira nação dos judeus ofertavam seus sacrifícios, mesmo assim não há menção dos próprios "sacrifícios" na forma de devoção, mas de "orações" somente, na sua longa e famosa dedicação, 1Reis cap.8 ; 2Crônicas cap.6. Veja também muitas passagens citadas na "Constituições Apostólicas", VII. 37, e "Sobre a Guerra", e mais em Bl. VII. cap. 5. seç. 6.

(23) Este texto não se encontra em nossas presentes cópias do Velho Testamento.

(24) Pode não ser incorreto colocar a seguir um excelente testemunho do grande filósofo Cícero, em relação à preferência das "leis para a filosofia": Eu desejo", diz ele, "corajosamente declarar minha opinião, apesar do mundo inteiro nela ofender-se. Eu prefiro só este pequeno livro das Doze Tábuas do que todos os volumes dos filósofos. Eu julgo este não somente de mais peso como também muito mais útil." - Oratória

(25) "Nós temos observado nossos tempos de descanso, e espécies de alimento a nós permitido [durante nossas aflições]".

(26) Veja o que aqueles novos juramentos eram nas notas do Dr. Hudson, a saber, jurar por um carvalho, por um bode, por um cachorro, como também por um ganso, conforme diz Philostratus e outros. Estes estranhos juramentos eram também proibidos pelos Tírios, Bl. I. seç. 22, conforme aqui nota Spanheim.

(27) Porque aqui Josefo culparia alguns legisladores gentios, por eles permitirem tão facilmente um acordo por simples fornicação, como uma obrigação de casar-se com a virgem que foi corrompida, é difícil dizer, visto que ele mesmo havia realmente nos informado que esta era uma lei dos judeus, "Antiguidades", Bl. IV. cap. 8. seç. 23, como esta é também uma lei do cristianismo; veja Declaração Horeb, p. 61. Estou quase pronto a suspeitar que nós leriamos aqui, e que corrompendo casamentos, ou as esposas de outros maridos, seja o crime pelo qual estes gentios maldosamente permitiam este acordo em dinheiro.

(28) Ou "por corromper as esposas de outros homens a mesma concessão."

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