Chapter 11
34. Lysimachus e Molo * , e alguns outros escritores, (sofistas desprovidos de habilidades como são, e enganadores de homens jovens), acusam-nos como odiosos a toda humanidade. Agora não entendo a causa de uma inquisição nas leis de outras nações; pois o costume de nosso país é cumprir nossas próprias leis, mas não lançar acusações contra as leis dos outros. E realmente nosso legislador nos proibiu expressamente escarnecer e insultar aqueles que são estimados deuses por outros povos? ***???erro?*** Na conta do mesmo nome de Deus relacionado a eles. Porém visto que nossos antagonistas pensam derrotar-nos sob a comparação da religião deles e a nossa, isso não é possível continuar aqui em silêncio, especialmente porque o que direi para refutar estes homens não será agora dito pela primeira vez, mas já tem sido dito por muitos, e [por pessoas] de enorme reputação; pois são os que têm sido admirados entre os gregos pelo conhecimento, que não tiveram enorme culpa entre os mais famosos poetas, e mais celebrados legisladores, por originalmente expandirem as noções do inteiro povo concernente aos deuses? ***???erro?*** Tal como estes [deuses], que talvez sejam numerosos, conforme eles pensam tê-los; que eles são gerados um pelo outro, e que depois de todas as espécies de criações que você possa imaginar. Eles também os distinguem em suas situações e modos de viver conforme eles distinguiriam várias espécies de animais; conforme alguns estão sobre a terra; outros no mar; e os antepassados ***ancientest*** deles estão todos amarrados no inferno; e àqueles a quem eles têm dirigido ao céu, eles colocam estes acima de alguém, que em título é seu pai, mas em suas ações um tirano e amo; de onde vem a transmitir que sua esposa, e irmão, e filha (filha da qual ele trouxe adiante de sua própria cabeça) fizeram uma conspiração contra ele para agarrá-lo e confiná-lo ***made a conspiracy against him to seize upon him and confine hint *** , conforme ele mesmo antes havia agarrado e confinado seu próprio pai. Nota: Há aqui uma pequena correção: antes aparece como "Lysimachus" e "Molo", e neste ponto como "Lysimachi e Molones" ***
35. E os homens prudentes têm pensado corretamente que estas noções mereceram severas repreensões; eles também zombam deles por estipularem que devamos acreditar que alguns dos deuses são jovens sem barba, e outros deles são velhos, e tendo concordemente barba; que alguns deles tendem ao comércio; que um deus seja ferreiro, e uma deusa é uma tecelã; que um deus é um guerreiro, e luta entre homens; que alguns destes são harpistas, ou deleitam-se em [serem] arqueiros; e além disso, aquelas mútuas sedições levantadas entre eles, e que eles disputam a cerca dos homens, e isso em tão alto grau, que eles não somente deitam mãos uns nos outros, mas são feridos pelos homens, e lamentam, e sofrem do mesmo modo suas aflições. Mas o que é [mais] grosseiro de tudo no assunto da lascívia, são aqueles ilimitados apetites sexuais de quase todos eles, e suas aventuras amorosas; como pode ser outra [coisa] que não uma suposição absurda ***absurd supposal*** , especialmente quando também se refere aos deuses machos, e as deusas fêmeas? Ademais, o principal dos seus deuses, e seu próprio pai originador, negligenciou aquelas deusas que ele havia iludido e gerou [com elas] criança, e sofreu delas captura e prisão, ou afogamento no mar. Ele é também tão limitado pelo destino, que não pôde salvar sua própria descendência, nem pôde sofrer suas mortes sem derramar lágrimas. Estas são realmente magníficas coisas! de acordo com o que se segue. Adultérios verdadeiramente são tão impudentemente vistos nos céus pelos deuses, que alguns deles confessam invejar aqueles foram encontrados exatamente [neste] ato. E por quê eles não fariam assim, quando o mais velho deles, e que também é seu rei, não foi capaz de refrear a si mesmo na violência do seu desejo, mentindo à esposa, por tanto tempo à medida que eles puderam pegá-lo em seu dormitório? Já alguns dos deuses são serviçais dos homens, e desejam as vezes serem construtores com o intuito de um prêmio, e as vezes desejam ser pastores; enquanto outros deles, como malfeitores, são presos em uma cadeia de latão ***are bound in a prison of brass*** . E que pessoa lúcida não ficaria irritado com tais estórias, censurando aqueles que as inventam, e condenando a grande estupidez daqueles que as admitem por verdade? Além disso, há outros que têm promovido uma certa covardia e medo, como também loucura e fraude, e quaisquer outras das odiosas paixões, na natureza e forma dos deuses, e têm persuadido cidades inteiras a oferecer sacrifícios para melhorar a espécie deles; no que eles ficam completamente forçados a estimar alguns deuses como dadores de boas coisas, e chamam outros deles de evitadores do mal. Eles também esforçam-se a movê-los, como se fossem desprezíveis homens, por presentes e ofertas, como [que] olhando para nada além de receber um grande dano deles, a menos que lhes paguem tais salários.
36. Portanto merece nossa investigação qual seria a causa deste injusto tratamento, e daquelas infâmias sobre a Divindade. E sinceramente suponho [que] derive do imperfeito conhecimento inicial [que] os legisladores tiveram da verdadeira natureza de Deus; nem explicaram ao povo tanto quanto entenderam disso; nem assentaram as outras partes de sua política de colonização de acordo com isso, mas omitiram isso como uma coisa de pouquíssima importância, e deram permissão tanto aos poetas para introduzirem quais deuses lhes agradavam e aqueles assuntos de toda espécie de paixões, quanto aos oradores para adquirirem decretos políticos do povo para admissão daqueles deuses estrangeiros [para os considerarem como] deles próprios. Os pintores e os fabricantes gregos de estátuas também, tiveram nisso grande poder, como cada um deles poderia criar uma figura [própria para um deus]; um ser feito de argila, e o outro pelo trabalho de uma pintura vazia na semelhança de um ser. Mas aqueles artistas que foram principalmente admirados, fizeram constante uso de marfim e ouro como materiais para suas novas estátuas, [através do qual sucede que alguns templos estão completamente abandonados, enquanto outros estão em grande estima, e adornados com todos os ritos e toda espécie de purificação]. Além disso, os primeiros deuses, que prosperaram em honras feitas a eles estão agora bem velhos [enquanto aqueles que floresceram depois deles estão em sua posição como num segundo lugar, que posso falar o mais honrado deles que eu saiba]; além disso há alguns outros deuses que são novamente introduzidos, e novamente adorados [como nós, por meio da digressão, como já dissemos, e já tiveram seus locais de adoração abandonados]; e quanto aos seus templos, alguns deles já foram abandonados, e outros são reconstruídos, de acordo com o bel-prazer dos homens; enquanto que eles devem ter sua opinião a respeito de Deus, e aquela adoração que lhe é devida, sempre e imutavelmente a mesma.
37. Mas agora, este Apollonius Molo foi um daqueles homens imbecis e arrogantes. De qualquer forma, nada do que eu disse era desconhecido àqueles que eram verdadeiros filósofos entre os gregos, nem estavam eles ignorantes quanto àquelas frígidas pretensões de alegoria [que têm sido alegadas quanto a tais coisas]; por conta deles justamente os desprezarem, apesar de concordarem conosco quanto às noções verdadeiras e dignas sobre Deus; de onde Platão não teria admitido em seus escritos políticos qualquer um dos outros poetas, e dispensa até o próprio Homero, com uma grinalda em sua cabeça, e com essências espalhadas sobre si, e isso porque ele não destruiria as corretas noções de Deus com suas fábulas. Pelo contrário, nesse ponto Platão imitou essencialmente nosso legislador, o qual impôs aos seus cidadãos terem o principal respeito para com este mandamento: "Que cada um deles devem aprender suas leis cuidadosamente." Ele também ordenou que eles não deveriam permitir a mistura de estrangeiros com seu próprio povo despropositadamente; e cuidou de que a própria nação se mantivesse pura, e isso consiste somente em que perseverem em suas próprias leis. Apollonius Molo de forma alguma considera isso quando ele faz uma seção de sua acusação contra nós, de que não admitimos aqueles que têm noções diferentes sobre Deus, nem teremos companhia com aqueles que escolhem para si observar uma forma diferente de viver, apesar deste não ser um método peculiar a nós, mas comum a todos os homens; não apenas entre os gregos comuns, mas igualmente entre aqueles gregos de grande reputação entre eles. Ademais, os lacedemônios continuam em seu modo de expulsar estrangeiros, e realmente não abandonariam o próprio povo para viajarem para fora, suspeitando que aquelas duas coisas introduziriam uma dissolução de suas próprias leis; quem sabe talvez haja alguma razão para censurar a rígida severidade dos lacedemônios, pois eles entregaram o privilégio de sua cidade não a estrangeiros, nem realmente dariam descanso a eles para permanecer entre eles; enquanto que nós, apesar de não acreditarmos [que seja] adequado imitar outras instituições, mesmo assim admitimos de bom grado aqueles que desejarem participar da nossa, que, penso eu, talvez conte como uma sincera indicação de nossa humanidade, e também ao mesmo tempo, de nossa magnanimidade.
38. Mas não mais direi sobre os lacedemônios. Em relação aos atenienses, que se vangloriam em terem feito sua cidade pública a todos os homens, o qual seu comportamento não foi conhecido por Apollonius, enquanto eles puniam aqueles que falavam uma palavra contrária às leis relacionadas aos deuses, sem qualquer piedade; pois que outra causa fez Sócrates ser condenado à morte por eles? Pois certamente ele nem traiu sua cidade aos inimigos, nem foi culpado de qualquer sacrilégio em relação a qualquer de seus templos; mas em razão do seguinte, ele prestou certos juramentos novos (26) e aceitou também fiança, ou, como dizem alguns, somente por zombaria, que um certo demônio acostumado a fazer sinais para ele [que ele não deveria fazer]. Por estas razões ele foi condenado a beber veneno, e suicidar-se. Seu acusador também queixou que ele corrompeu a juventude, por induzí-los a desprezar a política estabelecida e as leis de sua cidade; e desta forma foi Sócrates, o cidadão de Atenas, punido. Houve também Anaxágoras, que, embora fosse de Clazômenas, foi em uns poucos sufrágios, condenado à morte, por ter dito que o sol, que os atenienses acreditavam que fosse um deus, era uma esfera de fogo. Eles também fizeram esta pública proclamação: "Dariam um talento a qualquer um que matasse Diágoras de Melos", porque foi relatado dele de que escarneceu os mistérios deles. Protágoras também, que se acredita ter escrito de uma forma que não era próprio para com a verdade acerca dos deuses, pelos atenienses, teria sido preso e morto, se não tivesse fugido imediatamente. Nem precisamos nos espantar de que eles assim trataram tais importantes homens, quando eles não poupavam nem mesmo mulheres; pois eles muito posteriormente mataram certa sacerdotisa, porque ela foi acusada por alguém por ter introduzido o povo no culto a deuses estrangeiros, tendo sido proibido por suas leis de se fazer isso; e uma punição capital havia sido decretada para semelhantes [coisas] como introduzir um deus estrangeiro; sendo manifesto que os que fazem uso de uma tal lei não acreditam que aqueles de outras nações sejam deuses verdadeiros, de outra forma eles mesmos não teriam cobiçado a vantagem de terem mais deuses do que já tinham (otherwise they had not envied themselves the advantage of more gods than they already had) . E esta foi a feliz administração dos assuntos dos atenienses! Agora em relação aos citas, eles têm prazer na morte dos homens, e diferem porém, pouco, das feras selvagens; mesmo assim eles acreditam ser sábio a observância de suas instituições. Também Anacharsis, uma pessoa altamente admirada entre os gregos por sua inteligência, quando retornou a eles, o mataram por parecer que voltou repleto de costumes gregos. Alguém talvez encontre também muitos entre os persas que foram punidos pela mesma [coisa]. E para ser franco, Apollonius esteve grandemente satisfeito com as leis dos persas, e foi um admirador deles, porque os gregos deleitaram-se na superioridade de sua coragem, e tinham a mesma opinião sobre os deuses que eles tinham. Este último foi exemplificado nos templos que eles queimaram, e sua coragem na chegada, e quase escravizando inteiramente os gregos. De qualquer forma Apollonius imitou todas as instituições persas, e por sua demonstração [de] violência às esposas de outros homens, e castrando seus próprios filhos. Já entre nós é crime capital alguém abusar desta forma até de um animal irracional; e conforme é entre nós, nenhum medo de nossos governantes, nem o desejo de seguir o que outras nações têm em tão grande estima, seria capaz de nos fazer retroceder de nossas próprias leis; nem temos nós exercido nossa coragem em levantar guerras para aumentar nossa riqueza, mas somente para a observância de nossas leis; e quando nós, com paciência, sofremos outros prejuízos, mesmo assim quando quaisquer pessoas nos compelissem a infrigir nossas leis, então escolheríamos ir à guerra, apesar de perseguir isso estar além de nossa habilidade, sofrendo enormes calamidades suportando muito fortemente. E, realmente, que razão poderia haver de querermos imitar as leis de outras nações, enquanto vemos que eles não cumprem suas próprias legislações? (27) E porque os lacedemônios não pensam em abolir aquela forma de governo em que privam-se eles de associarem-se com quaisquer outros, como também seu desprezo pelo matrimônio? E porque os Eleans e tebanos não aboliram aquele desnatural e vergonhoso desejo sexual, que os faz deitarem-se com machos? Pois eles não mostrarão um suficiente sinal de seu arrependimento do que antes acreditaram ser excelente, e muito vantajoso em suas práticas, a menos que evitem, daqui em diante, todas aquelas ações; além disso, tais coisas estão inseridas no corpo de suas leis, e tiveram antigamente um tal poder entre os gregos, que eles associam estas práticas sodômicas aos próprios deuses, como uma parte de seu bom caráter; e realmente isso estava de acordo com a mesma maneira que os deuses casavam-se com suas próprias filhas. Isto os gregos inventam como uma apologia a seus absurdos e desnaturais prazeres.
39. Me omito a falar concernente [a] punições, e de como nas muitas formas de escapar delas a maior parte dos legisladores, por ordenarem que, por adultérios, multas em dinheiro devem ser permitidos a malfeitores, e por corromperem [virgens] (28) eles precisam somente casarem-se com elas, como também o que os excusa de talvez isentarem-se dos fatos, se qualquer pessoa empreender investigá-los; pois entre a maioria das outras nações é uma arte estudada, [de] como os homens podem transgredir suas leis; mas coisa semelhante não é permitida entre nós; pois apesar de sermos desprovidos de nossas riquezas, cidades, ou outras vantagens que tenhamos, nossas leis continuam imortais; nem pode qualquer judeu ir tão longe de seu próprio país, nem estar tão aftrighted ***nor be so aftrighted*** sob rigoroso amo, que não seja mais aftrighted na lei do que a ele ***as not to be more aftrighted at the law than at him*** . Se, então, esta for a disposição [a que] nós estamos sujeitos, com reverência para com a excelência de nossas leis, permitam nossos inimigos fazerem-nos esta concessão, de que nossas leis sejam tão excelentes. E se apesar do que eles imaginam, que de qualquer forma nós tão firmemente aderiríamos a ela, mesmo sendo, não obstante, leis ruins, quais penalidades, portanto, eles merecem experimentar por não observarem suas próprias leis, as quais eles estimam tão excepcionalmente superiores? Apesar de que, então, por longo tempo é considerado como sendo o verdadeiro critério em todos os casos, eu faria que um recomendação da excelência de nossas leis, e da crença a nós comunicada relativo a Deus. Pois como tem havido um longo tempo para esta comparação, se qualquer um quiser apenas comparar esta duração com a duração das leis feitas por outros legisladores, ele encontrará nosso legislador tendo sido dentre todos o mais antigo.
40. Nós já demonstramos que nossas leis têm sido do mesmo modo como tem sempre inspirado admiração dentre todos os outros homens; além disso, os mais antigos filósofos, apesar de aparentar observarem as leis de seus próprios países, mesmo assim eles, em suas ações, e suas doutrinas filosóficas, seguiram nosso legislador, e instruiram os homens a viverem com poucos recursos, e a terem amigável comunicação um com o outro. Além disso, também, a multidão da própria humanidade tem tido uma grande inclinação há muito tempo para seguir nossas observâncias religiosas; pois não há cidade alguma dos gregos, nem [de] qualquer dos bárbaros, nem [de] qualquer nação seja qual for, onde nosso costume de descansar no sétimo dia não tenha chegado, e pelo qual nosso jejum e o acender de lâmpadas, e muitas de nossas proibições como para com nossa comida, não sejam observadas; eles também esforçam-se em imitar nossa mútua concordância uns com os outros, e a bondosa distribuição de nossas mercadorias, e nossa diligência em nosso comércio, e nossa firme atitude sob aflição, na estima de nossas leis; e, o que é aqui matéria de enorme admiração, nossa lei não tem engodo para ser atraente aos homens, mas prevalece por sua própria força; e assim como o próprio Deus atravessa o mundo inteiro, assim nossa lei passou através do mundo inteiro também. Tanto que se qualquer pessoa desejar apenas ponderar em seu próprio país, e [e] sua própria família, ele terá razão para dar crédito ao que digo. Então, isso é apenas justo, entre condenar toda a humanidade por ceder ao desejo de uma maldosa disposição, quando eles têm sido tão desejosos de imitarem leis que são em si mesmas, para eles, diferentes e más, ao invés de seguirem suas próprias leis que são de um natureza superior, ou senão nossos acusadores devem largar seu ódio contra nós. Nem somos nós culpados de qualquer comportamento invejoso dirigido a eles, quando honramos nosso próprio legislador, e cremos que ele, por sua autoridade profética, ensinou-nos concernente a Deus. Pois apesar de nós mesmos não estarmos aptos a entender a excelência de nossas próprias leis, mesmo assim a grande multidão daqueles que desejam imitá-las, [já] nos justifica na grande avaliação [que fazemos] delas.
41. Mas em relação às [distintas] leis políticas pelas quais nós somos governados, eu os comuniquei acuradamente em meus livros das Antiguidades; e somente os mencionei agora, não mais que o necessário ao meu presente propósito, sem propor-me a seja repreender as leis de outras nações, ou fazer um encômio das nossas; apenas no objetivo de condenar aqueles que têm escrito sobre nós injustamente, e num insolente fingimento de disfarçar a verdade. E agora acredito ter completado suficientemente o que me propus na escrita destes livros. Pois enquanto que nossos acusadores pretendem que nossa nação é um povo de origem muito recente, demonstrei que eles são extremamente antigos; pois apresentei como testemunhas disso muitos antigos escritores, que fizeram menção de nós em seus livros, enquanto eles haviam dito que de forma alguma tais escritores haviam feito isso. Ademais, eles haviam dito que nós nos originamos do Egito, enquanto eu provei que viemos de outro país para o Egito; enquanto eles contaram mentiras a nosso respeito, como se tivessemos sido expulsos daquele lugar por conta das enfermidades de nossos corpos, ficou evidente o contrário, de que retornamos para o nosso país por escolha própria, e com sadios e fortes corpos. Aqueles acusadores censuram nosso legislador como odioso indivíduo; enquanto que Deus, em tempos antigos revelou testemunho de sua virtuosa conduta; e desde aquela declaração de Deus, o próprio tempo revelou haver nascido testemunhas para a mesma coisa.
42. Em relação às próprias leis, mais palavras são desnecessárias, pois elas são visíveis em sua natureza, e mostram não ensinar impiedade, mas a verdadeira piedade no mundo. Elas não fazem os homens odiarem-se uns aos outros, mas encorajam o povo a comunicar o que há uns aos outros familiarmente; elas são inimigas da injustiça, elas cuidam da retidão, banem a vida pomposa e indolente, e instruem os homens a se contentarem com o que têm, e para serem laboriosos em suas ocupações; elas proibem os homens de fazerem guerra pelo desejo de ter mais, mas fazem os homens corajosos na defesa das leis; elas são inexoráveis na punição de malfeitores; não admitem sofisma de palavras, mas estão sempre baseadas nas próprias ações, ações que nós sempre propomos como claras demonstrações do que está contido somente nos escritos; onde ouso dizer que tornamo-nos os instrutores dos outros homens, em enorme número de assuntos, e somente daquela mais excelente natureza; pois o que é mais excelente que inviolável piedade? O que é mais justo que submissão às leis? E o que é mais vantajoso do que mútuo amor e concórdia? E isso somos em tão alto grau que de forma alguma nos dividimos por calamidades, nem para tornarmo-nos injuriosos e sediciosos na prosperidade; mas para desprezar a morte quando estamos em guerra, e na paz para nos aplicarmos em nossas ocupações rotineiras, ou para o trato de nossa lavoura ***tillage of the ground*** ; enquanto nós, em todas as coisas e de todos os modos estamos satisfeitos [de que] Deus seja o nosso inspetor e governante de nossas ações. Se estes preceitos tivessem ou sido escritos antes, ou mais exatamente cumpridos por quaisquer outros antes de nós, teríamos lhes dirigido agradecimentos como discípulos devem aos seus mestres; mas se for visível que temos feitos uso delas mais que quaisquer outros homens, e se demonstramos que a invenção original delas é nossa, deixemos os Ápios e Molons, com todo o resto daqueles que deleitam-se em mentiras e acusações, permanecerem refutados; mas permita [que] este e o precedente livro sejam dedicados a ti, Epaphroditus, que [a] habilidade tão grande de um verdadeiro amigo ***who art so great a lover of truth*** , e por estes meios àqueles que têm estado de tal maneira desejosos de estarem informados dos assuntos de nossa nação.
Notas marginais do Livro II, "Da Antiguidade do Povo Judeu", ou "Contra Ápio":
(1) A primeira parte deste segundo livro é escrita contra as calúnias de Ápio, e então, mais brevemente, contra semelhantes calúnias de Apollonius Molo. Mas depois que Josefo termina de apresentar algumas réplicas mais detalhadas àqueles adversários dos judeus, dá-nos uma grande e excelente descrição e vindicação daquela teocracia que foi estabelecida para a nação judaica por Moisés, seu grande legislador.
(2) Chamado por Tibério "Cymbalum Mundi", "O tambor do Mundo".
(3) Este aparenta ter sido o primeiro relógio solar que foi feito no Egito, e foi um pouco antes do tempo em que Acaz fez seu [primeiro] relógio solar na Judéia, cerca de 755 EC, no primeiro ano da sétima olimpíada, conforme nós veremos agora. Veja 2 Reis 20:11; Isaías 38:8.
(4) Cemitério para corpos mortos, eu suponho.
(5) Aqui começa um grande defeito na cópia grega; mas a antiga versão latina supri completamente este defeito.
(6) O erro que aqui está geralmente se crê ter sido cometido por nosso Josefo em relação à liberdade dos judeus estando no reinado de Ptolomeu Physco, o sétimo daqueles Ptolomeus, o qual tem sido universalmente suposto ter ocorrido sob Ptolomeu Philopater, o quarto deles, não é mais que um grosseiro erro dos [copistas] posteriores, e não de Josefo, conforme eu provei completamente no "Authentic. Rec." Parte I. p. 200-201, para o qual remeto o leito inquiridor.
(7) Filho da irmâ e filho adotivo.