# Chronica de el-rei D. Pedro I

## Part 9

Book page: https://www.cyberlibrary.org/pt/books/chronica-de-el-rei-d-pedro-i-16633/index.md

A el-rei Dom Henrique prouve d'isto, e tornou-se para Burgos, e alli ordenou côrtes, nas quaes foram juntos os maiores do reino; e certos da vinda que el-rei Dom Pedro queria fazer, lhe foi promettida ajuda para despeza da guerra, e offerecidos os corpos a seu serviço, como bem podia vêr. E el-rei, em tanto, mandava por gentes que lhe cada dia vinha, com que partia grandemente, e lhe fazia muita honra. E porque dos feitos d'estes reis ambos, mais não adveiu em tempo de el-rei Dom Pedro de Portugal, cessaremos de mais dizer d'elles, e em quanto elles juntam suas gentes para a batalha que depois ouvireis, contaremos nós outras cousas, segundo requer a ordenança d'esta obra. Mas antes que as digamos, ouvi isto que achamos escripto, a saber, que féria quinta, vinte e dois dias do mez de outubro d'esta presente era de Cesar de mil e quatrocentos e quatro annos, foi feito um movimento no céo, desde a meia noite para adiante, o qual foi por esta guisa: correram todas as estrellas do levante para o poente, e depois que todas foram juntas, começaram de correr umas cá e outras lá; dês-ahi deixaram-se estalar do céo tantas e tão espessas, que, depois que foram baixas no ar, pareciam grandes fogueiras, e que o céo e o ar ardia, e que a terra queria arder; e o céo parecia partido por muitas partes alli onde estrellas não estavam; e não havia homem que isto visse, que não fosse fortemente espantado; e era tamanho o medo, que quantos isto viam todos cuidavam de serem mortos, durando isto por mui grande espaço. E isto escrevemos por não haverdes por nova cousa quando outra tal acontecer, dês-ahi por relembrança das maravilhas que Deus faz.

*CAPITULO XLII*

_Como el-rei de Portugal enviou seus embaixadores a casa do principe de Galles, por se desculpar do que el-rei Dom Pedro dizia_.

A grão melancolia que levou el-rei Dom Pedro de Castella do mau gasalhado que em Portugal achara, lhe fez que ás vezes não podia, em falando, que o não desse a entender com sanha, e algumas horas, estando com o principe, presente muitos, fazia queixume do mau acolhimento que achara em seu tio el-rei de Portugal, esperando d'elle receber o contrario, dizendo que o não havia tanto pelo seu, como das infantes suas filhas, as quaes lhe devera de agasalhar e receber em sua encommenda: e fallando em ello muito largamente, mostrava com isto geitos e semblante que de o vingar tinha grão desejo.

E foi isto assim falado, e por taes palavras, que não minguou quem o escrevesse a el-rei de Portugal, o qual, conhecendo sua preversa condição, e prevendo o que advir podia, ordenou de se enviar desculpar presente o principe, mostrando que a culpa não fôra em elle, assim em seu recebimento, como em agasalhar suas filhas; e mandou allá o bispo de Evora, e Gomez Lourenço do Avelal, os quaes chegaram a Gasconha, onde el-rei e o principe por então estavam.

Elles alli, ordenou o principe o dia e hora para dizerem sua embaixada, a qual, proposta ante elle, sendo el-rei presente, começaram de contar pelo miudo tudo o que em Portugal diziam alguns de que se ei-rei Dom Pedro agravava, fazendo queixume de el-rei seu tio, e que elles eram alli vindos para o mostrarem sem culpa, como a sua mercê bem podia vêr.

El-rei de Castella respondeu a isto dizendo, que assim era como elles diziam, que elle se sentia por mui agravado d'elle, pelo não receber em seu reino e lhe dar acolhimento como era razão, sendo seu tio, irmão de sua madre, e que mór melancolia havia não dar gasalhado ás infantes suas filhas, que da aspereza que contra elle mostrara, porque se as el-rei seu tio tomara e lh'as tivera em sua terra guardadas, com alguns haveres que elle levava, onde era certo que estariam seguras, que elle ficara desempachado d'ellas, e então tornara a recobrar seu reino. Dizendo que muitos se alçaram contra elle, que o não fizeram se o viram presente, mas pelo empacho que tinha, das filhas, que lhe conviera de fugir com ellas, não tendo logar seguro onde as deixasse; porque áquelle tempo que as deixar quizera em algum castello de sua terra, em nenhum havia tanta fiusa por que ousasse de o fazer.

Sobre isto correram tantas palavras entre el-rei Dom Pedro e os embaixadores, até que pediram por mercê, ao principe, que fizesse pergunta a el-rei, se áquelle tempo que elle escrevera a seu tio que era em seu reino, se lhe fizera saber por sua carta que lhe queria deixar suas filhas e o thesouro que comsigo trazia, segundo elle arrazoava presente elle. E o principe lh'o perguntou então, e elle disse que não ementara nenhuma cousa das filhas, nem do haver que levava comsigo.

--Pois, disse o principe, nem vosso tio não era adivinho do que vós tinheis na vontade.

Então fizeram recontamento ao principe das ajudas que de Portugal recebera, assim por mar como por terra, e como todos os senhores e fidalgos, que allá foram, vieram d'elle e dos seus mui mal contentes e escandalisados, e que esta fôra uma das razões por que o el-rei seu tio não quizera ter em sua terra, por se não levantarem, entre uns e os outros, bandos, e arruidos, e mortes.

Arrazoaram tanto até que se enfadaram, e o principe, conhecendo de razão, disse que o não havia por culpado como antes; e na parte da nau e haveres, que lhe el-rei de Portugal enviava dizer que em Inglaterra eram retidos contra razão, que elle os faria logo desembargar, como seu amigo que era e queria ser. E assim o fez de feito, que em breves dias foram despachados.

*CAPITULO XLIII*

_Como Dom João, filho de el-rei Dom Pedro de Portugal, foi feito mestre de Aviz_.

Vós ouvistes, no primeiro capitulo d'esta historia, como depois da morte de Dona Ignez, ei-rei sendo infante, nunca mais quiz casar, nem depois que reinou quiz receber mulher, mas houve um filho de uma dona, a que chamaram Dom João. D'este moço deu el-rei cargo a Dom Nuno Freire, mestre de Christus, que o criava e tinha em seu poder, e que criando-o elle assim, sendo em idade até sete annos, veiu-se a finar o mestre de Aviz, Dom Martim do Avelal.

O mestre de Christus, como isto soube, foi-se logo a el-rei Dom Pedro, que então pousava na Chamusca, e pediu-lhe aquelle mestrado para o dito seu filho, que levava em sua companha, e el-rei foi mui ledo do requerimento, e muito mais ledo de lh'o outorgar.

Então tomou o moço o mestre nos braços, e tendo-o em elles, lhe cingiu el-rei a espada e o armou cavalleiro, e beijou-o na boca, lançando-lhe a benção, dizendo que Deus o accrescentasse de bem em melhor, e lhe desse tanta honra em feitos de cavallaria, como déra a seus avós: a qual benção foi em elle bem cumprida, como adiante ouvireis.

E disse então el-rei contra o mestre:

--Tenha este moço isto por agora, cá sei que mais alto ha de montar, se este é o meu filho João de que me a mim algumas vezes falaram, como quer que eu queira antes que se cumprisse no infante Dom João, meu filho, que n'elle; cá a mim disseram que eu tenho um filho João, que ha de montar muito alto, e por que o reino de Portugal ha de haver mui grande honra. E porque eu não sei qual d'estes Joões ha de ser, nem o podem saber em certo, eu azarei como sempre acompanhem ambos estes meus filhos, pois que ambos são de um nome, e escolha Deus um d'elles para isto, qual sua mercê fôr. Como quer que muito me suspeita a vontade que este ha de ser, e outro nenhum não, porque eu sonhava uma noite o mais estranho sonho que vós vistes: a mim parecia, em dormindo, que eu via todo Portugal arder em fogo, de guisa que todo o reino parecia uma fogueira, e estando assim espantado vendo tal cousa, vinha este meu filho João, com uma vara na mão, e com ella apagava aquelle fogo todo. E eu contei isto a alguns que razão teem de entender em taes cousas, e disseram-me que não podia ser, salvo que alguns grandes feitos lhe haviam de sair de entre as mãos.

Ora, assim adveiu depois, como dizemos, que, isto feito, tornou-se o mestre de Christus para a villa, e mandou seu recado aos commendadores da ordem de Aviz, que viessem logo alli, por haver de falar com elles cousas que eram de serviço de Deus e prol de sua ordem (e isto fazia o dito mestre porquanto a ordem de Aviz e a de Christus são ambas da ordem de São Bento), os quaes, por suas cartas e requerimento, vieram logo áquelle logar.

O mestre falou então com o commendador-mór, e com Fernão Soares, e Vasco Peres, todo o que era vontade de el-rei, dês-ahi entrou com elles em cabido, segundo costume de sua ordem, e o commendador propoz ao mestre, em nome seu e dos commendadores, dizendo que elle bem sabia como seu senhor, o mestre de Aviz Dom Martim do Avelal, era finado, e que elles não tinham mestre que os houvesse de reger como cumpria a serviço de Deus, segundo sua ordem mandava, nem entendiam de eleger outro, senão aquelle que lhes elle desse; e que pois elle era de sua regra e o fazer podia, que lhe pediam por mercê, que por serviço de Deus e bem da dita ordem, lhes desse mestre que os houvesse de reger segundo sua regra mandava.

O mestre respondeu que diziam mui bem, como bons cavalleiros e bem sisudos, e porque elle era tido de fazer e requerer toda causa que fosse serviço de Deus e prol de sua ordem, que porém queria tomar cargo de lhes dar mestre que os houvesse de reger segundo sua regra mandava, e que para ser seu mestre lhes dava Dom João, filho de el-rei Dom Pedro, que elle criava, que entendia que era tal senhor que os regeria como cumpria a serviço de Deus e prol de sua ordem.

O commendador-mór, e os outros disseram então, que lhe tinham em grande mercê de lhes dar tão honrado senhor por seu mestre: e logo o dito Dom João foi chamado, e foram-lhe tirados os vestidos seculares, e lançado o habito da ordem de Aviz, e como lhe foi vestido, o commendador-mór e os outros lhe beijaram o mão por seu mestre e senhor. E isto assim feito, foi elle levado para a ordem de Aviz, de onde era mestre, e alli se criou alguns annos, até que começou de florescer em manhas, e bondades, e autos de cavallaria, segundo a historia adiante dirá, contando cada umas em seu logar.

E se alguns quizerem dizer que os poucos annos de sua idade e não legitima nascença embargavam de não poder ser mestre, a taes se responde que o Papa dispensou com elle, que posto que provido fosse antes do tempo, e nado de não legitimo matrimonio, que seus bons costumes e honroso proveito que d'elle vinha á ordem, corrigia tudo isto, e que o confirmava em elle.

*CAPITULO XLIV*

_Como foi trasladada Dona Ignez para o mosteiro de Alcobaça, e da morte d'el-rei Dom Pedro_.

Porque semelhante amor, qual el-rei Dom Pedro houve a Dona Ignez, raramente é achado em alguma pessoa, porém disseram os antigos que nenhum é tão verdadeiramente achado, como aquelle cuja morte não tira da memoria o grande espaço do tempo. E se algum disser que muitos foram já, que tanto e mais que elle amaram, assim como Adriana, e Dido, e outras que não nomeamos, segundo se lê em suas epistolas, responde-se que não falamos em amores compostos, os quaes alguns autores abastados de eloquencia, e florescentes em bem ditar, ordenaram segundo lhes prouve, dizendo em nome de taes pessoas razões que nunca nenhuma d'ellas cuidou; mas falamos d'aquelles amores que se contam e lêem nas historias, que seu fundamento teem sobre verdade.

Esse verdadeiro amor houve el-rei Dom Pedro a Dona Ignez, como se d'ella namorou sendo casado e ainda infante, de guisa que, pero d'ella no começo perdesse vista e fala, sendo alongado, como ouvistes, que é o principal azo de se perder o amor, nunca cessava de lhe enviar recados, como em seu logar tendes ouvido. Quanto depois trabalhou pela haver, e o que fez por sua morte, e quaes justiças n'aquelles que em ella foram culpados, indo contra seu juramento, bem é testemunho do que nós dizemos.

E sendo lembrado de lhe honrar seus ossos, pois lhe já mais fazer não podia, mandou fazer um moimento de alva pedra, todo mui subtilmente obrado, pondo elevada sobre a campa de cima a imagem d'ella, com corôa na cabeça, como se fôra rainha. E este moimento mandou pôr no mosteiro de Alcobaça, não á entrada, onde jazem os reis, mas dentro na egreja, á mão direita, a cerca da capella-mór.

E fez trazer o seu corpo do mosteiro de Santa Clara de Coimbra, onde jazia, o mais honradamente que se fazer pode, cá ella vinha em umas andas, muito bem corrigidas para tal tempo, as quaes traziam grandes cavalleiros, acompanhadas de grandes fidalgos, e muita outra gente, e donas, e donzellas e muita clerezia.

Pelo caminho estavam muitos homens com cirios nas mãos, de tal guisa ordenados, que sempre o seu corpo foi, por todo o caminho, por entre cirios accesos; e assim chegaram até ao dito mosteiro, que eram d'alli dezesete leguas, onde com muitas missas e grão solemnidade foi posto seu corpo n'aquelle moimento. E foi esta a mais honrada trasladação que até áquelle tempo em Portugal fôra vista.

Semelhavelmente mandou el-rei fazer outro tal moimento, e tambem obrado, para si, e fêl-o pôr a cerca do seu d'ella, para quando acontecesse de morrer o deitarem n'elle.

E estando el-rei em Estremoz, adoeceu de sua postremeira dôr, e jazendo doente, lembrou-se como, depois da morte de Alvaro Gonçalves e Pero Coelho, elle fôra certo que Diogo Lopes Pacheco não fôra em culpa da morte de Dona Ignez, e perdoou-lhe todo queixume que d'elle havia, e mandou que lhe entregassem todos seus bens: e assim o fez depois el-rei Dom Fernando, seu filho, que lh'os mandou entregar todos, e lhe alçou a sentença, que el-rei seu padre contra elle passára, quanto com direito poude.

E mandou el-rei em seu testamento, que lhe tivessem em cada um anno, para sempre, no dito mosteiro, seis capellães que cantassem por elle cada dia uma missa officiada, e sairem sobre ella com cruz e agua benta. E el-rei Dom Fernando, seu filho, por se isto melhor cumprir, e se cantarem as ditas missas, deu depois ao dito mosteiro, em doação por sempre, o logar que chamam as Paredes, termo de Leiria, com todas as rendas e senhorio que n'elle havia.

E deixou el-rei Dom Pedro, em seu testamento, certos legados, a saber: á infante Dona Beatriz, sua filha, para casamento, cem mil libras; e ao infante Dom João, seu filho, vinte mil libras; e ao infante Dom Diniz, outras vinte mil; e assim a outras pessoas.

E morreu el-rei Dom Pedro uma segunda-feira de madrugada, dezoito dias de janeiro da era de mil e quatrocentos e cinco annos, havendo dez annos e sete mezes e vinte dias, que reinava, e quarenta e sete annos e nove mezes e oito dias de sua idade. E mandou-se levar áquelle mosteiro que dissemos, e lançar em seu moimento, que está junto com o de Dona Ignez.

E porquanto o infante Dom Fernando, seu primogenito filho, não era então ahi, foi el-rei detido e não levado logo, até que o infante veiu; e á quarta-feira foi posto no moimento.

E diziam as gentes, que taes dez annos nunca houve em Portugal, como estes que reinára el-rei Dom Pedro.

* * * * *

Fim da Chronica de El-rei D. Pedro I

*INDEX*

Duas palavras

Chronica do Senhor Rei D. Pedro I, oitavo Rei de Portugal, Prologo

Capitulo I--Do reinado de el-rei Dom Pedro, oitavo rei de Portugal, e das condições que n'elle havia.

Capitulo II--Como el-rei de Castella mandou pelo corpo da rainha Dona Maria, sua madre, e da carta que enviou a el-rei de Portugal, seu tio.

Capitulo III--Das cartas que o papa, e el-rei de Aragão enviaram a el-rei de Portugal sobre a morte de el-rei, seu padre.

Capitulo IV--Da maneira que el-rei Dom Pedro tinha nos desembargos de sua casa.

Capitulo V--De algumas cousas que el-rei Dom Pedro ordenou por bem de justiça e prol de seu povo.

Capitulo VI--Como el-rei mandou degolar dois seus criados, porque roubaram um judeu e o mataram.

Capitulo VII--Como el-rei quizera metter um bispo a tormento, porque dormia com uma mulher casada.

Capitulo VIII--Como el-rei mandou capar um seu escudeiro, porque dormiu com uma mulher casada.

Capitulo IX--Como el-rei mandou queimar a mulher de Affonso André, e de outras justiças que mandou fazer.

Capitulo X--Como el-rei mandava matar o almirante; e da carta que lhe enviou o duque e commum de Genova, rogando por elle.

Capitulo XI--Das moedas que el-rei Dom Pedro fez, e da valia do oiro e da prata n'aquelle tempo.

Capitulo XII--Da maneira que os reis tinham para fazer thesouros, e accrescentar n'elles.

Capitulo XIII--Por que guisa el-rei Dom Pedro de Castella começou de juntar thesouro.

Capitulo XIV--Como el-rei fez conde e armou cavalleiro João Affonso Tello, e da grão festa que lhe fez.

Capitulo XV--Das avenças que el-rei de Castella e el-rei Dom Pedro de Portugal firmaram entre si, e como lhe el-rei de Portugal prometteu de fazer ajuda contra Aragão.

Capitulo XVI--De algumas pessoas que el-rei Dom Pedro de Castella mandou matar, e como casou com a rainha Dona Branca e a deixou.

Capitulo XVII--Como se começou o desvairo entre el-rei Dom Pedro de Castella e o conde Dom Henrique, seu irmão, o qual foi aso porque se o conde foi fóra do reino.

Capitulo XVIII--Como e por qual aso se começou a guerra entre Castella e Aragão.

Capitulo XIX--Como el-rei de Castella entrou por Aragão e das cousas que fez n'este anno.

Capitulo XX--Como el-rei Dom Pedro fez matar o mestre de São Thiago Dom Fradarique, seu irmão, no alcaçar de Sevilha.

Capitulo XXI--Como el-rei partiu de Sevilha por tomar Dom Tello, seu irmão, para o matar; e como matou o infante Dom João, seu primo.

Capitulo XXII--Como foi quebrada a tregua de um anno que havia entre os reis, e como el-rei Dom Pedro juntou armada por fazer guerra a Aragão.

Capitulo XXIII--Como veiu o cardeal de Bolonha para fazer paz entre el-rei de Castella e el-rei de Aragão, e os não poude pôr de accordo.

Capitulo XXIV--Como el-rei de Castella enviou pedir ajuda de galés a el-rei de Portugal, e como partiu com sua frota por fazer guerra a Aragão.

Capitulo XXV--Como se partiu o almirante de Portugal com as dez galés, e como el-rei Dom Pedro desarmou a frota; e de outras cousas.

Capitulo XXVI--Como o cardeal de Bolonha quizera tratar paz entre os reis e não poude, e como as gentes d'el-rei Dom Pedro pelejaram com o conde e o desbarataram.

Capitulo XXVII--Como el-rei Dom Pedro de Portugal disse por Dona Ignez que fora sua mulher recebida, e da maneira que em ello teve.

Capitulo XXVIII--Do testemunho que alguns deram no casamento de Dona Ignez, e das razões que sobre ello propoz o conde Dom João Affonso.

Capitulo XXIX--Razões contra isto, de alguns que ahi estavam, duvidando muito n'este casamento.

Capitulo XXX--Como os reis de Portugal e de Castella fizeram entre si avença, que entregassem, um ao outro, alguns que andavam seguros em seus reinos.

Capitulo XXXI--Como Diogo Lopes Pacheco escapou de ser preso, e foram entregues os outros, e logo mortos cruelmente.

Capitulo XXXII--De algumas cousas que el-rei Dom Pedro de Castella mandou fazer, e como fez paz com el-rei de Aragão entrando em seu reino.

Capitulo XXXIII--De algumas entradas que el-rei este anno fez no reino de Granada, e como el-rei Vermelho se veiu pôr em seu poder, cuidando de ser seguro, e el-rei o mandou matar.

Capitulo XXXIV--Das avenças que el-rei de Castella fez com el-rei de Aragão, entrando em seu reino, e como as depois não quiz guardar.

Capitulo XXXV--Como el-rei Dom Pedro entrou outra vez em Aragão, com sua frota de naus e galés, e das cousas que alli fez.

Capitulo XXXVI--Como o conde Dom Henrique entrou por Castella com muitas companhas, e foi alçado por rei; e como el-rei Dom Pedro mandou desamparar todos os logares que em Aragão tinha filhados.

Capitulo XXXVII--Como el-rei Dom Pedro de Castella enviava uma sua filha a Portugal, e como elle partiu de Sevilha com temor que houve dos da cidade.

Capitulo XXXVIII--De como el-rei Dom Pedro de Castella fez saber a seu tio que era em seu reino, e como se el-rei escusou de o vêr, e lhe fazer ajuda.

Capitulo XXXIX--Como el-rei de Castella partiu de Coruche, e se foi de Portugal; e quaes enviaram em sua companha.

Capitulo XL--Como el-rei Dom Pedro chegou a Galliza, e matou o arcebispo de São Thiago, e se foi para Inglaterra.

Capitulo XLI--Como el-rei Dom Henrique chegou a Sevilha, e da alliança que fez com el-rei de Portugal.

Capitulo XLII--Como el-rei de Portugal enviou seus embaixadores a casa do principe de Galles, por se desculpar do que el-rei Dom Pedro dizia.

Capitulo XLIII--Como Dom João, filho de el-rei Dom Pedro de Portugal, foi feito mestre de Aviz.

Capitulo XLIV--Como foi trasladada Dona Ignez para o mosteiro de Alcobaça, e da morte d'el-rei Dom Pedro.

End of Project Gutenberg's Chronica de el-rei D. Pedro I, by Fernão Lopes

