Chapter 2
O que apelidamos grande homem é sempre alguém que tem a ventura de transfigurar a fraqueza individual, compondo-a com as forças infinitas da humanidade; e não sei de quem, como ele, entre nós, naquele tempo, tanto se identificasse com o sentimento coletivo, revivente, estimulando-o e aformoseando-o.
Se prolongássemos a pálida resenha histórica anteriormente delineada, veríamos que aquele decênio de 1860-1870, em que tivemos até o diversivo espetaculoso de uma guerra externa, foi, entre todos, o mais decisivo para os nossos destinos. E quando chegássemos ao ministério do Visconde do Rio Branco, que lhe prolongou as novas tendências renascidas até 1875 e, virtualmente, até quase a estes dias, constituindo-se o mais longo e fecundo dos governos parciais do império, não nos maravilharíamos que o lúcido estadista houvesse de ser, a um tempo, demolidor e reconstrutor: de um lado, dirigindo o primeiro assalto contra a escravidão; entalhando, fundo, a ortodoxia católica e eliminando a justiça reacionária do código russo de 1841; de outro lado, normalizando as atividades; aviventando o desenvolvimento econômico; nivelando-nos à ciência contemporânea com a reforma das escolas; golpeando o deserto com as estradas de ferro de penetração e dando à unificação de nossas idéias, tão enfraquecida pelo espalharem-se em território vastíssimo, a base prática dos telégrafos, que irradiaram pelas províncias, enfeixando-se no Rio de Janeiro, onde, em 1874, o primeiro cabo submarino, atravessando o Atlântico, nos permitiu contar os mesmos minutos que a civilização.
Porém, desviar-nos-íamos sobremaneira firmando o travamento complicado, que prende às fantasias, tão na aparência subjetivas, de um poeta essas admiráveis transformações, que se lhe figuram tão estranhas ou contrapostas.
Nem direi de sua influência na plêiada de moços, seus contemporâneos, que ele transfigurou e dirigiu, libertando-a das prosaicas epopéias caboclas de Magalhães, ou Porto Alegre, do cândido erotismo do Amor e medo, ou do esplêndido romantismo exótico de Álvares de Azevedo e seus epígonos.
Prefiro, adstrito à observação pessoal, apontar-vos o seu influxo na minha geração, que está envelhecendo, já pelos anos, já porque nenhuma mocidade foi, como ela, tão brutalmente jogada de uma academia para os planos de fogo das trincheiras, sofrendo as conseqüências das loucuras de alguns velhos.
Falo por mim. Eu fui um obscuro e pertinaz estudante de matemática. Quer dizer: precisamente quando mais adorável se nos mostra o quadro desta vida, e o seu vigor desponta da mesma ansiedade de viver, tive que contemplar o universo vazio e parado - apagadas todas as luzes, extintos todos os ruídos, desaparecidas todas as cousas, desaparecida a própria matéria - de sorte que nessa abstração, a aproximar-nos do caos, permaneçam, como atrativos únicos, a forma, nos seus aspectos irredutíveis, e o número e sinais completamente inexpressivos. Pois bem; folheando, há pouco, os meus velhos cadernos de cálculo transcendente, onde se traçam as integrais secas e recurvas ao modo de caricaturas malfeitas, de esfinges, e onde o infinito, tão arrebatador no seu significado imaginoso, ou metafísico, se desenha, secamente, com um oito deitado, um número que se abate, desenhando, de uma maneira visível, a fraqueza da nossa inteligência, a girar e a regirar numa tortura de encarcerada, pelas voltas sem princípio e sem fim daquele triste símbolo decaído - deletreando aquelas páginas, salteiam-me singularíssimas surpresas.
Aqui, num breve espaço em branco, na trama dos riscos de uma cousa que se chama equações binômias, e nunca mais vemos na vida prática, fulgura, iluminando a folha toda:
República! vôo ousado Do homem feito condor…
além, enleada de sigmas, de alfas e de gamas cabalísticos, divisa-se
A catapulta humana - a voz de Mirabeau!
mais longe, seguindo um ramo de parábola, no seu arremesso eterno para o infinito, estira-se
O trilho que Colombo abriu nas águas Como um íris no pélago profundo!
Assim nos andávamos nós naqueles bons tempos: pela positividade em fora, e a tatear no sonho…
É que Castro Alves não era apenas o batedor avantajado dos pensamentos de seu tempo. Há no seu gênio muita cousa do gênio obscuro da nossa raça.
Aos que lhe denunciam nos versos a autoridade preponderante de Victor Hugo esquece-lhes sempre que ela existiu sobretudo por uma identidade de estímulos. Não foi o velho genial quem nos ensinou a metáfora, o estiramento das hipérboles, o vulcanismo da imagem e todos os exageros da palavra a espelharem, entre nós, uma impulsividade e um desencadeamento de paixões que são essencialmente nativos.
Somos uma raça em ser. Estamos ainda na instabilidade característica das combinações incompletas.
E nesses desequilíbrios inevitáveis, o que desponta na nossa palavra - irresistivelmente ampliada - parece-me, às vezes, ser o instinto, ou a intuição subconsciente, de uma grandeza futura incomparável.
Eu poderia recitar-vos um sem-conto de trovas sertanejas, onde as metáforas e as alegorias, e até as antíteses, se acumulam, alguma vez belíssimas, e detonam e fulguram, sempre a delatarem uma amplificação, o eterno aspirar por um engrandecimento e uma afetividade indefinidamente avassaladora e crescente.
E não já nas quadras, em que os bardos roceiros têm o estimulante dos desafios recíprocos, senão na trivialidade do falar comum, exprimindo os atos mais vulgares, desde o nosso caipira, que, ao procurar em qualquer cômodo exíguo um objeto, nos diz, num largo gesto, que está campeando, como se o rodeassem os sem-fins dos horizontes vastos; até ao cabra destabocado do norte, que, ao relatar o incidente costumeiro da dispersão de uma ponta de gado na caatinga, brada, estrepitosamente, que o boiadão estourou num despotismo ribombando no mundo…
A par disto, o refluxo natural das apatias, inventando-se a modinha para embalar a tristeza e a preguiça dos matutos. Não vo-las descreverei, redizendo-me. Fora enlearmo-nos todos, sem efeito compensador, na trama inextricável das raízes gregas dos presuntuosos neologismos etnológicos. Exponho-vos o que coligi de observações diretas. Por uma felicidade rara, calcei, há muito, umas velozes “botas de sete léguas” que me tornaram arredio das cidades, perdido, esquivo e errante no meio dos nossos simples patrícios ignorados. Conheço-os de perto. Vi-os na quietitude de suas vidas primitivas. Vi-os na batalha. Atravessei com eles belos dias de lutas heroicas e sem glória nas campanhas formidáveis e obscuras do deserto. E sempre os vi num oscilar enorme, entre as suas tendências discordes, exageradas todas.
E quando releio o lírico suavíssimo da Volta da Primavera, da Adormecida, desse surpreendente poema de duas páginas, O Hóspede, e dos Murmúrios da tarde, ou do Gondoleiro do Amor - que é o próprio vidente arrebatado da Ode ao Dous de Julho, das décimas que imortalizaram Pedro Ivo, da Deusa Incruenta, ou do Coup d'étrier, e vou, de um salto, das páginas por onde os versos vão derivando, docemente,
como as plantas que arrasta a correnteza,
para as rimas furiosas, que se entrebatem e estalam e estrepitam
com o estampido estupendo das queimadas!
estou em que Castro Alves foi também altamente representativo da nossa raça.
Por isso mesmo não teve medida, consoante nos ensinaria qualquer crítico reportado e sabedor…
E não podia tê-la, porque nunca se isolou de seu meio. De ordinário, quando se trata da vida exterior de Castro Alves, episodiam-se, longamente, os seus triunfos nos salões, ou nos teatros da época, onde lhe prefulgia a beleza varonil realçada pela glória nascente. Ou então a rivalidade boêmia com aquele extraordinário Tobias Barreto , que, sendo mestiço, se tornaria mais brasileiro do que o poeta baiano se a sua veemente alma tropical não resfriasse sob as duchas enregeladas de quatro ou cinco filosofias da Alemanha.
E agitam-se, a propósito, algumas anedotas inexpressivas e graciosas, em que es entrouxam as saias de Eugênia Câmara e a túnica da mulher de Putifar. Não nos percamos por aí.
Há outras mais acomodadas ao nosso intento. Conta-no-las o Dr. Regueira Costa - que para felicidade minha acertei de encontrar numa das escalas desta carreira errante, quando passei em Recife, e cujo belíssimo coração é todo ele um relicário guardando a memória saudosa do poeta, de quem foi extremosíssimo amigo . A ele ouvi eu que Castro Alves não engenhava o melhor de suas apóstrofes revolucionárias na placidez de um gabinete de trabalho. Agia com todo o ardor de que é capaz um propagandista . Assim, foi o presidente de uma das primeiras sociedades abolicionistas que houve no Brasil, reunindo, em 1866, na cidade do Recife, em torno do programa libertador, a maioria dos estudantes da Faculdade de Direito, onde se destacavam Augusto Guimarães, Plínio de Lima e um predestinado, Rui Barbosa.
As décimas fulminantes nem sempre as concebia no cauteloso encerro de certos demiurgos, que abalam tronos, desconjuntam sólios, aluem instituições, viram sociedades pelo avesso, alarmam a polícia e põem o Universo em polvorosa, manipulando os raios de seus pontos de admiração e o sombrio cariz de suas tempestades de sílabas, muito pacificamente engrimponados num tamborete alto, de bruços na secretária bem arrumada. Saltaram-lhe, muita vez, de improviso, num ângulo de esquina, num centro de praça, num camarote de teatro, ou no balcão de uma janela repentinamente aberta, enquadrando-lhe de improviso a formosa figura de girondino diante da multidão revolta e fascinada. E na grande maioria se perderam. Apaziguado o tumulto, os que lhas haviam escutado e aplaudido mal conservavam raros versos, os mais impressionantes, longamente esparsos com estilhas de granadas.
Observe-se, contudo, esta circunstância: recolhiam-se e rememoravam-se os mais vivos, digamos melhor, os mais gongóricos, ou “condoreiros”, vibrados com ímpeto tal que os estampasse para sempre na própria rudeza do espírito popular. Assim, no final de uma conferência republicana que houve, por volta de 1867, na capital de Pernambuco, quando o povo se espalhava, desparzido a patas de cavalo, o poeta procurou sobrestar as cargas policiais vibrando rimas violentas, que principiavam:
A praça, a praça é do povo
Como o céu é do condor!
Vede como aí o revolucionário sacrificou o lírico. Tais versos fá-los-ia um qualquer improvisador sertanejo, qualquer dos nossos caipiras, ou piraquara do litoral, ou capixaba espírito-santense, ou tabaréu baiano, ou guasca largado do Rio Grande, com o só excluir-se daquele condor, que nenhum deles viu, nem verá.
Entretanto, embora não se encontrem nos livros do poeta, ficaram.
Porque a ele não lhe bastava o haver deslocado para a sua pátria os elevados pensamentos políticos do tempo; senão que os apresentava com um fino tato de propagandista, por maneira a gravá-los, incisivamente, para sempre, na alma da multidão.
E aquele abnegar-se a si próprio, aquele abdicar de si todas as vantagens de um cômodo isolamento para ir sofrer de perto o contágio da índole ainda revolta, ou desequilibrada, da sua raça; aquele tornar-se, porque assim o digamos, intérprete, entre os maiores ideais de toda a cultura humana e a consciência nascente de seu país - contribuíram, notavelmente, a que se criasse a nota exagerativa dos versos formadores de seu maior renome, apagando-se, ou empalidecendo, a maioria de outras criações, porventura mais valiosas, de um lirismo admirável.
É que somos, ainda, sobre todos os outros, o povo das esplêndidas frases golpeantes, das imagens e dos símbolos.
Não indaguemos se isto é um bem ou um mal. Talvez um mal.
Há um lance de grave substância, em que se irmanam o espírito apercebido das maiores generalizações e o senso mais comum e terra-a-terra. Nele se dão os braços o filósofo complicado e o burguês simplesmente cauteloso e solerte: Augusto Comte e Simão de Nântua. É o que nos diz que, nesta vida, em qualquer dos rumos percorridos, quer nas pesquisas da ciência, quer na contemplação artística, quer nos inumeráveis aspectos da ordem prática, devemos submeter a nossa imaginação à nossa observação, porém de modo que esta não anule aquela: isto é, que os fatos, reunidos pela ciência, não se agreguem numa pesada e árida erudição, e só nos tenham a valia que se derive de suas leis; que os modelos ou objetos do nosso descortino artístico não se submetam em tanto extremo à ordem material que nos extingam o sentimento profundo da natureza, apequenando-nos num raso realismo; e que as exigências utilitárias da vida prática, o ansiar pelo sucesso, a nobre vontade de vencer com os recursos que crescem, a subir, desde a riqueza até ao talento, não rematem fechando-nos o coração e exsicando-nos o espírito, deixando-no-los sem as fontes inspiradoras da afetividade e das nossas fantasias.
Nem místicos, nem empíricos…
Ora, das palavras anteriores pode inferir-se o conceito de que nos andamos ainda muito abeirados do misticismo, fora da mediana norteadora entre a existência especulativa e a existência ativa. A emoção espontânea ainda nos suplanta o juízo refletido. Somos uma raça romântica. Mas romântica no melhor sentido desta palavra proteiforme, que é definida de mil modos e ajusta-se às incontáveis nuanças do sentir humano, de sorte a passar-se dos lenços encharcados de lágrimas, de não sei quantos deliquescentes prantivos, para a ironia lampejante das páginas de Henrique Heine.
Romântica no significado heróico de uma crença exagerada em nossas faculdades criadoras, a despontar da consciência instintiva de nosso gênio, que nos arrebata sobre as barreiras da razão teórica, fazendo que falsifiquemos a realidade para torná-la maior, glorificando-a.
E, sendo assim, o que seria um mal, como forma definitiva do caráter, pode ser um bem na fase transitória que estamos ultimando.
Porque desta guiza nasceram e se embalaram nos primeiros dias todas as nações estáveis, com uma missão definida no destino geral da humanidade.
O romantismo, no sentido superiormente filosófico, traduzindo as máximas temeridades dos espíritos no afeiçoarem o próprio mundo exterior a um vasto subjetivismo - nasceu na Alemanha. Ora, a Alemanha é hoje o modelo impecável de uma nação prática e fecunda, utilitária e mais que todas aparelhada de lúcido discernimento dos melhores recursos que nos oferece a ordem objetiva: o seu comércio bate nesta hora nos mares o primado tradicional do comércio inglês; e a sua indústria, desde a rude indústria das minas à indústria química e às maravilhas da eletricidade, abriu à força, arrombando-as, as portas de todos os mercados.
Pois bem, esta Alemanha, que nos assusta mais com as suas usinas que com as suas casernas, nasceu de um sonho.
Há na história um homem que reduz Bismarck: é Fichte.
O rígido e ríspido chanceler, irrompendo, retardatário, nestes dias; com o seu tremendo tradicionalismo feudal e as suas fórmulas governamentais curtas, secas e rijas como pranchadas; e a sua irritante glorificação da força física; e a sua pasmosa curteza intelectual, tão restrita que nunca logrou resolver um só dos árduos problemas que se lhe antolharam sem o confiar à fortuna traiçoeira das batalhas - era diminuto demais para construir um povo.
Acima da unidade política germânica, desenhada, a tira-linhas e a régua, nas cartas do estado-maior prussiano, existe uma cousa mais alta - a unidade moral da Alemanha. E esta, certo, não a encontrareis nas sangueiras de Sadowa e de Sedan. Vem de mais longe. Desponta toda ela de uma expressão dúbia, cheia de mistérios, que se chamou “idealismo transcendente”, e era a elaboração imaginosa e estranha de uma filosofia natural sem a natureza, a harmonia do consciente e do inconsciente, o desatar-se indefinido dos espíritos ante a emoção vaga e maravilhosa do Infinito…
Por aqueles tempos aparecia um homem a propagar um exagero que negacearia o riso ao mais rombo crítico de agora: a soberania absoluta da arte. Era Frederico Schlegel. Para ele, a inspiração romântica era sem termos: nada poderia existir acima da fantasia arbitrária do poeta.
E foi à luz desse idealizar incomparável que se eliminou o pernicioso cosmopolitismo de um país até aquela quadra sem fisionomia, feito um acervo incoerente de ducados - orientando-se a correntes tradicionalistas e erigindo-se, com o patriotismo, um espírito nacional.
Não vo-lo direi como. Nem há quem no-lo explique bem.
Na própria matéria, tão mais simples, tão passiva às nossas experiências, tão a toda hora sujeita aos nossos arbítrios, por maneira que até no bronze podemos estampar para sempre um pouco da nossa alma, ou um traço imperecível dos nossos erros, na própria matéria nos sobressalteia o mistério. O mais frio, o mais arguto, o químico mais pertinaz, ao cabo de cinqüenta anos de laboratório, entre reativos e retortas, não nos explica o que ele chama força catalítica; nem nos diz por que motivo vários corpos, que permanecem sempre indiferentes uns aos outros, por mais que se misturem e sobre eles reajam todos os agentes físicos mais demorados e fixos - só se combinam, de pancada, explodindo, à passagem instantânea de um simples raio de luz…
Assim vai passando, talvez, pelas camadas humanas a irradiação miraculosa da alma dos poetas; assim passou, talvez, pelas camadas profundas da nossa gens complexa a idealização transfiguradora do nosso extraordinário sonhador.
Senhores. Temos mudado muito. Partiu-se nos últimos tempos o sequestro secular, que nos tornava apenas espectadores da civilização. A nossa política exterior conjugou-se com a internacional. O descortino dilatado de um estadista, depois de engrandecer-nos no espaço, engrandeceu-nos no tempo. Na última conferência de Haia o Velho Mundo escutou, surpreendido, uma palavra de excepcional altitude.
Pense que seremos em breve uma componente nova entre as forças cansadas da humanidade.
E, se isto suceder, se não for uma miragem esta visão do futuro; se chegarem, de fato, os novos tempos que se anunciam, em que nos tornaremos mais solidários com a evolução geral, dando-lhe o melhor da nossa afetividade originária e a fortaleza vivificante do nosso idealismo nativo - então a modestíssima “herma”, alevantada ao mais intrépido dos nossos pioneiros do ideal, germinará estátuas: há de avultar, maior, no rejuvenescimento da nossa terra, como avulta nas vossas almas de moços a figura escultural do poeta, que deveis admirar sempre, como hoje o admirais, quaisquer que sejam os vossos desapontamentos futuros inevitáveis, ou os rigorismos da vossa existência prática, porque esta admiração exige se conservem despertos todos os alentos que, em geral, se nos vão a pouco e pouco amortecendo no fundo do nosso espírito trabalhado; e é quase um meio de enganar-se o tempo e manter-se, longamente, a mocidade.
Notas
Categoria:1907 Categoria:Pré-Modernismo Categoria:Euclides da Cunha