Cartilha Maternal

Chapter 5

Chapter 53,754 wordsPublic domain (Wikisource)

Para nós o til não tinha applicação ao n. Interpretando os latinos e imitando os gregos o melhor seria carregar, accentuar simplesmente, com algum signal particular ou o mesmo agudo, n, l e até r, t, p, c. Vamos á practica.

Deveis ter tido occasião de ensinar ao discipulo o que é, e de que serve o accento agudo e circumflexo; senão, explicai-lhe, apresentando-lhe, como um novo accento embora de diversa forma, o h.

—Que é isto?—O accento agá.

—De que serve?—De carregar vogal ou consoante.

—Que vale n, l, p carregado?—N', nh'; l', lh'; p', pf...

—Mas lê-se pf...?—Lê-se só f...

—E que vale o c carregado?—x... e algumas vezes, q'.

{|style="margin:0 auto" | |- |style="font-size:175%; padding:0; vertical-align:top" | {|style="width:100%" | |- |style="width:20%" | |style="width:60%; padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |y |style="width:20%; font-size:57%; padding-left:0.5em; text-align:right" |= i |} cy te

mys rio

sy tri

py lam

sy     bys

cys     crys

ly     ty no

ty     sy ba |}

{|style="margin:0 auto" | |- |style="font-size:175%; padding:0; vertical-align:top" | {|style="width:100%" | |- |style="width:20%" | |style="width:60%; padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |h |style="width:20%; font-size:57%; padding-left:0.5em; text-align:right" |= |} har     ho

ho     hom

hos     ver

sym thi

rheu tis

ca rrhal

nha     nham

nha     nhum

nho     nhã

nha     nhir

nha     nham

nha     nhão

nho     a nha

nha     ha

lho     es lhos

-lhe     jo lhos

lha     o lhas

a lha     lha

lhos     lham

lha     lhar

lho     lhi

lha     o lhi {|style="width:100%" | |- |style="width:20%" | |style="width:60%; padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |ph |style="width:20%; font-size:57%; padding-left:0.5em; text-align:right" |= f |} phta     pha

pho     pho

pho     phra

phe

tri pha

po phi

phar cia

phos ros {|style="width:100%" | |- |style="width:20%; font-size:57%; padding-right:0.5em" |= ~~~z |style="width:60%; padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |ch |style="width:20%" | |} chá     cho

chão     cha riz

cha     che

chei     chão

= k     Chris

chris

chi ta

cha ti |}

Ensaiado o nosso discipulo em todas as minusculas por sua ordem, resta apresentar-lhe as maiusculas. Bastava metade, pela similhança de

{|style="margin:0 auto" | |- | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |C |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |I |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |J |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |K |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |O |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |P |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |S |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |U |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |V |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |X |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |Y |style="padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |Z |- |style="padding-right:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |com |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |c |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |i |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |j |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |k |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |o |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |p |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |s |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |u |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |v |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |x |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |y |style="padding-left:0.5em; text-align:center; vertical-align:top" |z. |}

Mas uma cartilha sem alfabeto, sería um escandalo. Evitemol-o.

O alfabeto é um cahos.

Se olhais ao som, e quereis tomar por base o ouvido, achais as vogaes misturadas com as consoantes: se olhais á pronuncia, e quereis tomar por base os orgãos da palavra, achais gutturaes e labiaes, consoantes de valor extremo e opposto no meio d'aquella babel.

A velha divisão de vogaes e consoantes não tem melhor fundamento. Consoantes são as que se lêem com as soantes? Nesse caso a divisão natural sería soantes e consoantes. Mas nem as vogaes são unicamente soantes, nem são unicamente as soantes.

A inflexão x... soa. Os caracteres que a representam são soantes.

Ainda soa mais a inflexão rr...; e nessa ha mais do que som, ha tom, voz. Prolongai-a e, melhor, parai com a lingua, continuando o mesmo fôlego, ouvireis um tom apreciavel na escala, que até se pode tomar por tónica d'uma oitava: é a voz que o repique da lingua está abafando e embaraçando.

Porque toda a voz é essencialmente musical: a mais frouxamente proferida, em se prolongando, afina ou desafina com a nota d'um instrumento.

Não ha differença essencial entre a palavra e o canto; e com razão chamaram vogaes (ou vocaes) as letras que representam os principaes elementos da palavra.

Mas, por isso, chamar consoantes a todas as outras, envolve impropriedade. Todos os sons soam; dizer que as vozes soam, não é bastante: as vozes cantam. E alem de impropriedade, é uma syntese exagerada.

Porque na palavra ha vozes, ha tons, ha sons e ha simples modificações sem tom nem som, que se percebem na palavra como se percebe na nota da rabeca a unha ou o arco. Nem a unha nem as sedas do arco são elementos fonicos: fazem soar de certo modo, sem que por si soem. Ora a estes quatro elementos da palavra, que formam como uma escala:

{| style="margin:0 auto" | |- | style="text-align:right" | I | Cantantes ou vocaes; |- | style="text-align:right" | II | Toantes (rr... j... z... v...); |- | style="text-align:right" | III | Soantes (x... c... f...); |- | style="text-align:right" | IV | Mudos (bqd, gl, lh, etc.): |- |}

correspondem naturalmente quatro especies de letras susceptiveis das mesmas denominações segundo os seus valores.

Assim pois ha letras soantes e mudas, toantes e mudas; etc. X é toante (z...), soante (ç..., x...) e simultaneamente muda e soante (qç...).

Estas denominações e classificações tem utilidade, porque envolvem anályse, dão um conhecimento mais perfeito da palavra e da escrita, e proporcionam em muitos casos á doutrina do mestre uma precisão e clareza, que a distincção geral de vogaes e consoantes mal pode permittir.

Mas se se quizesse apenas essa distincção, era dividir as letras em vogaes e invogaes.

Ora contando as vozes ou elementos cantantes da nossa lingua, que se representam em mais do dôbro de maneiras, achamos dezesete. Ajuntando os quatro elementos toantes, os tres soantes e os doze mudos (todos tambem representados em muito maior número de caracteres) temos os trinta e seis elementos a que nos referiamos a pag. 53.

Mas voltando ao alfabeto, não recommendamos que o façam aprender de cór senão a discipulos que nutram a lisonjeira esperança de chegar um dia a folhear diccionarios, que é do que serve.

Em todo o caso ahi o tendes, á escolha, minusculo e maiusculo entremeado para confronto, e separado. Ainda nos parecia melhor, isto é, menos indigesto, encorporado em palavras, onde ao pé da maiuscula apparecesse a minuscula, e ao lado os nomes que nós damos ás letras.

Desses nomes ides ver alguns escritos dum modo mais sobrio ou mais usual mas equivalente; pois, por exemplo, lendo zêz como se costuma ler zaz, no fim soa x... que é o mesmo valor, embora mais exacto, que pretendiamos indicar no nome zêxe. Igualmente lendo á portugueza cêqes, soam tres inflexões, ç... q... x..., que são os valores do c simples, e accentuado de h. Nós tambem lemos zig-zag, dando ao g o valor guttural: porque não havemos de escrever semelhantemente gêg, para significar os dois valores desta toante e muda? Quizemos dar de barato aos partidarios dos nomes volumosos; agora permittam-nos essas modificações accidentaes.

Mas ao c tinhamos chamado cêqe: chamando-lhe agora cêqes, ha uma differença essencial. A razão é, como vêdes, para abranger no nome o novo valor que lhe trouxe o h. Assim vão tambem accrescentados os nomes de p, l, n: e dessa alteração convem dar conta e explicação ao alumno; se é que não preferis considerar nh, lh, ph, ch como formas elementares, chamando-lhes nhê, lhê, phê grego, xêq; o que é rasoavel mas pouco conforme ao que entre nós se entende por alfabeto.

E agora vem a proposito fallarmos de dh, que a pag. 23 incluímos nas formas compostas, e todavia não apparece na última lição. Dh é uma juncção casual, á similhança de nh por exemplo em inhabil inherente que se lê inábil inerente. As palavras que principiam por h, compostas de ad e in, affectam estas excepções ao nh, e aquella forma dh, não havendo em rigor nem uma nem outra cousa. Como porem mal se pode fallar ao alumno em preposições, e não deixava de convir praticamente considerar a cousa como parece, a isso nos dispunhamos, cedendo depois á verdade theorica.

Os quadros alfabeticos assim talhados, pelas cinco vogaes, em outras tantas regras ou linhas, estão indicando as porções em que se ha-de estudar o alfabeto. De alguma cousa havia de servir a posição alfabetica das vogaes. O alfabeto é uma ordem puramente material; o seu estudo, aborrecido; e não ha necessidade de molestar o alumno. Quantos terão renunciado á gloria de saber ler, pelo fastio invencivel dessa enfiada de nomes barbaros e desconnexos? É verdade que no princípio, que é quando o costumam ensinar, a essa desconnexão ajunta-se a absoluta ausencia de sentido; mas em todo o tempo a memoria se esquiva a encadear semelhante salsada.

Se acceitais a nossa nomenclatura, alternai com o discipulo as vezes necessarias, ou fazei repetir alternadamente os discipulos, accumulando de dia para dia os nomes decorados:

{|style="margin:0 auto" | |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |á, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |bê, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |cêqes, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |dê; |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |é, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |fê, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |jêg, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |agá, |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |í, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |jê, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |kê grego, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |lêlh, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |metíl, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |nênhetíl; |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |ó, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |pêf, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |qê, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |rêr, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |sezêz, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |tê; |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |ú, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |vê, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |qce-cezêz, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |i grego, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |zêz. |}

Adoptai esses nomes, que são verdadeiros e methodicos: não vos preoccupeis com o costume. O cozinheiro ri-se de ouvir chamar ao sal chlorureto de soda; os chimicos deixam-no rir.

Mas antes do alfabeto damos uma lição de esdruxulos, em que não deixa de convir ensaiar o discipulo.

Nós temos, em relação á syllaba dominante, tres generos de palavras, que são:

Agudas: onde se carrega na última (ou unica) syllaba: dá, arroz, fareis.

Inteiras: onde se carrega na penultima: dado, arrozes, farieis.

Esdruxulas: onde se carrega na antepenultima: esdruxulo, penultima, última, pallida, etc.

Os francezes não teem estas melodiosas palavras. Os hespanhoes teem-nas, e com razão accentuam sempre a vogal dominante. Nós que em materia de accentos só não poupamos o h, continuamos a escrever ultima, publica, replica, e o leitor que tire pelo sentido.

Mais uma razão para darmos uma lição de esdruxulos ao principiante, que tem o sentido distrahido na decifração de caracteres, alguns tão duvidosos.

Como acima alludimos aos elementos da lingua, e é por elles que se hão de classificar as letras, ahi os damos seguindo nos toantes e soantes a ordem fónica em escala descendente, e quanto aos mudos a ordem fysiologica dos labios para a garganta. Para exercicio especialmente das maiusculas damos uma lenda vertida do francez.

{|cellspacing=0 cellpadding=0 style="line-height:1em; margin:0 auto" | |- |style="padding:0; vertical-align:top" | {|style="" | |- |style="padding-right:0.5em" rowspan="5" |Vozes |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="5" |File:Brace segment, left, end-top.svg File:Brace segment, left, mid-top.svg File:Brace segment, left, mid-bot.svg File:Brace segment, left, end-bot.svg | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |á, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ã, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |â | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="5" |File:Brace segment, right, end-top.svg File:Brace segment, right, mid-top.svg File:Brace segment, right, mid-bot.svg File:Brace segment, right, end-bot.svg |style="padding-left:0.5em" rowspan="5" |Voz |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |è, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |é, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ẽ, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ê, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |e grave |- | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |í, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ĩ, | |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |i     » |- | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ó, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |õ, |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ô |- | |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ú, |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em; vertical-align:top" |ũ, | |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |u     » |}

|- |style="padding-right:0.5em" rowspan="24" |Inflexões |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="24" |File:Brace segment, left, end-top.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, mid-top.svg File:Brace segment, left, mid-bot.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, end-bot.svg |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="4" |Toantes |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="4" |File:Brace segment, left, end-top.svg File:Brace segment, left, mid.svg File:Brace segment, left, end-bot.svg |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |rr |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="4" |File:Brace segment, right, end-top.svg File:Brace segment, right, mid.svg File:Brace segment, right, end-bot.svg |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="4" |Voz e |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="4" |File:Brace segment, left, end-top.svg File:Brace segment, left, mid.svg File:Brace segment, left, end-bot.svg |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |repique de lingua. |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |j |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |lingua no ceo da bôca. |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |z |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |dentes cerrados. |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |v |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |labio inferior pegado aos dentes de cima. |- |style="vertical-align:top" |  |- |style="padding-right:0.5em" rowspan="3" |Soantes |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="3" |File:Brace segment, left, half-top.svg File:Brace segment, left, half-bot.svg |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |x |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="3" |File:Brace segment, right, half-top.svg File:Brace segment, right, half-bot.svg |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="3" |Fôlego e |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="3" |File:Brace segment, left, half-top.svg File:Brace segment, left, half-bot.svg |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |lingua no ceo da bôca. |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |c |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |dentes cerrados. |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |f |style="padding-left:0.5em; vertical-align:top" |labio inferior pegado aos dentes de cima. |- |style="vertical-align:top" |  |- |style="padding-right:0.5em" rowspan="15" |Mudas |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="15" |File:Brace segment, left, end-top.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, mid-top.svg File:Brace segment, left, mid-bot.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, span.svg File:Brace segment, left, end-bot.svg |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |m |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="3" |File:Brace segment, right, half-top.svg File:Brace segment, right, half-bot.svg |style="padding-left:0.5em" rowspan="3" colspan="3" |Labios pegados. |- |style="vertical-align:top" |b |- |style="vertical-align:top" |p |- |style="vertical-align:top" |  |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |d |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="2" |File:Brace segment, right, half-top.svg File:Brace segment, right, half-bot.svg |style="padding-left:0.5em" rowspan="2" colspan="3" |Lingua nos dentes. |- |style="vertical-align:top" |t |- |style="vertical-align:top" |  |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |r' |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="5" |File:Brace segment, right, end-top.svg File:Brace segment, right, mid-top.svg File:Brace segment, right, mid-bot.svg File:Brace segment, right, end-bot.svg |style="padding-left:0.5em" rowspan="5" colspan="3" |Lingua no ceo da bôca. |- |style="vertical-align:top" |l |- |style="vertical-align:top" |lh |- |style="vertical-align:top" |n |- |style="vertical-align:top" |nh |- |style="vertical-align:top" |  |- |style="padding-right:0.5em; vertical-align:top" |g' |style="padding-right:0.5em; padding-left:0.5em" rowspan="2" |File:Brace segment, right, half-top.svg File:Brace segment, right, half-bot.svg |style="padding-left:0.5em" rowspan="2" colspan="3" |Lingua contrahida na garganta. |- |style="vertical-align:top" |q |}

{|style="margin:0 auto" | | style="font-size:175%" | Pa vras es xu |}

{|style="margin:0 auto" | | style="font-size:175%" | Pa ro, dú da, nú ro, hós de, o lo, pres mo, sa do, mé co, pol ra, la ma, pa do, cé bre, lam da, ti do, ca ra, má la, pa cho, pe go, bar ro, cáus co, úl mo. Ki me , lam gos, alfan gas, le phos. Con cipulo, ev gelico. |}

{|style="margin:0 auto" | | style="font-size:175%" | Al be

aA bB cC dD

eE fF gG hH

iI jJ kK lL mM nN

oO pP qQ rR sS tT

uU vV xX yY zZ

———————

a b c d

e f g h

i j k l m n

o p q r s t

u v x y z

———————

A B C D

E F G H

I J K L M N

O P Q R S T

U V X Y Z

|}

{|style="margin:0 auto" | | style="font-size:175%" | Hym de A

An va um di Em pe ni Nos a do De Na ré, Em com nhi De São Jo O Deus-Me no, O Bom-Je . Eis se quan Vê num sil do An pi do A pi do E es a do Um rou nol, Que u ser te De o de luz Res de te Co a do sol, E pe tran , Co di man , Ti a hi , Ti en ta . Je , do do Do des ça Do pa ri , Sai do ca nho, Co a ssa , Que o en to; Fo a ser te; E de re te O po si , Sal e con te, Rom num can Tão re bra , Ou an pran Tão so ça , Tão re ssa De gra dão, Du a gri , U ex são, U ve men , U ex ssão, U ca cia, Que co vi O co ção! Je ca nha, No seu pa o; E a a si Con nu do No seu gor o, Em quan o vi : De vez em quan Lá lhe pa va Á di tei , E mal pou va Não a xa Nem re ti , Que re bra De me di ! A foi in E o foi se do. De tal ma ra Que noi e di Nu pal ra, Que ha a per o Don mo va No Se Em pe ni , (E já cer ) E lá es va A po a Can do o hym Ter e su ve Do seu a Ao Sal dor!

|}

O leitor póde reparar em chamarmos ás vogaes simplesmente á, é, í, ó, ú; e depois darmos ás invogaes nomes compostos de todos os seus valores. A razão daquella excepção é não podermos sujeitar as vogaes ao mesmo systema de denominações; para o que basta ver que o e tem oito valores:

Tantos elementos vocaes não se prestam a nome. E que regras podiamos nós estabelecer a respeito de cada um delles?

Mas accresce que o estylo da lingua leva o principiante a achar a oscillação da vogal mais facilmente que, entre os valores da invogal differentes e até heterogeneos, aquelle que convem.

E já que fallamos em regras, haveis de notar que a pag. 81, o s figura nas duas últimas linhas dum modo não comprehendido no diálogo. Completai as regras explicando como o s tambem tem o primeiro valor entre vogal e invogal, e nas palavras compostas como girasol, resalva, etc., em occasião opportuna.

A pag. 31, e ainda mais provavelmente a pag. 91 haveis de extranhar a orthografia, em que damos a ler ao discipulo pai—põi, dispõis.

A respeito de põi e dispõis, o i está indicado nos verbos. Todos escrevem taes, atais; dedaes, dais; leaes, leais (verbo); não ha pois razão de analogia para escrever caes, saes (verbos), em logar de cais, sais; nem põe, dispões em logar de põi, dispõis, que é tambem mais conforme á etymologia.