As donatarias d'Alemquer Historia das Rainhas de Portugal e da sua casa e estado

Part 9

Chapter 91,534 wordsPublic domain

[25] D. Leonor de Lencastre foi dotada pelo duque de Vizeu, D. Diogo, seu irmão, com a villa de Lagos e seu castello, direitos e rendas; mais tarde recebeu de seu marido a doação de Alemquer e d’outras villas, que el-rei D. Manuel lhe confirmou em 24 de março de 1496. Vid. as _Notas e documentos_.

[26] Em 1495 imprimiu-se a _Vita Christi_; em 1505, os _Autos dos Apostolos_; em 1515, o _Boosco deleytoso_; e em 1518, o _Espelho de Christiania_.

[27] Jaz sepultada no convento de Santa Izabel de Toledo.

[28] O principe D. Miguel nasceu em Saragoça a 24 de agosto de 1498, e jaz sepultado na mesma cidade.

[29] Vasco da Gama regressou da sua viagem em 29 de julho ou de agosto de 1499.

[30] Depois ordenou-se que seu filho Braz d’Albuquerque tomasse em sua honra o nome de Affonso. Foi este o auctor dos _Commentarios d’Affonso d’Albuquerque_.

[31] Veja-se _Notas e documentos_.

[32] A rainha D. Maria, segunda esposa de D. Manuel, nasceu em Cordova, aos 29 de junho de 1482 e recebeu-se por procuração com o rei de Portugal a 24 de agosto de 1500 e por palavra de presente na epocha acima mencionada. Como não chegou a sobreviver a sua cunhada D. Leonor de Lencastre nunca possuiu a Casa das Rainhas, tendo por mercê especial de seu marido a cidade de Vizeu e a villa de Montemór-o-Novo. (vid. _Historia Genealogica_, tomo 3.ᵒ, cap. V, pag. 229). Além d’estas terras, teve tambem o padroado da egreja de S. Pedro de Lordosa, varias tenças e a villa de Torres Vedras, que, como se verá nos _documentos_, não pertenceu á esposa de D. João II, como por lapso dissemos a paginas 6.

[33] O sr. Luciano Cordeiro o demonstrou cabalmente no seu livro _A Segunda Duqueza_; bem como destroe a lenda dos amores de D. João III com a madrasta. Louvores sejam dados ao illustre escriptor.

[34] D. Leonor d’Austria nasceu em Louvain a 15 de novembro de 1498.

[35] Veja-se a excellente obra do conde de Villa Franca, _D. João I e a alliança ingleza_, pag. 281.

A infanta D. Maria foi uma das mais sabias e virtuosas princezas do seu tempo, e um dos mais brilhantes vultos da Renascença em Portugal. Nas _Notas e documentos_ publicamos uns ligeiros traços biographicos d’esta senhora; bem como o soneto com que Camões celebrou a sua morte.

[36] Está sepultada no Escurial.

[37] Vid. D. José Barbosa, _Catalogo das rainhas de Portugal_. O casamento já se tinha realisado por procuração no Toro, a 11 de janeiro do mesmo anno. _Historia Genealogica_, livro 4.ᵒ, cap. 15.ᵒ, pag. 55.

[38] _Lusiadas_, canto IV, est. 95.

[39] El-Rei D. Manuel teve da rainha D. Maria, sua segunda mulher, além de outros filhos, o infante D. Duarte que nasceu em Lisboa, aos 7 de septembro de 1515 e casou em Villa Viçosa (terça feira, 24 de abril de 1537) com D. Izabel de Bragança filha do duque D. Jayme e de D. Leonor de Mendóça, recebendo n’essa occasião o titulo de duque de Guimarães; d’este matrimonio houveram duas filhas: D. Catharina e D. Maria, que desposou o principe de Parma, Rainuncio. D. Catharina foi desde tenra edade destinada para mulher de seu primo o duque D. João I, realisando-se o consorcio aos 8 de dezembro de 1563. O seu filho primogenito foi D. Theodosio, mais tarde segundo do nome e pae d’el-rei D. João IV. D. Catharina falleceu a 15 de novembro de 1614, respeitada dos soberanos de todas as nações, tratada como egual pelas testas coroadas, recebendo o tratamento _d’Alteza_ e preparando o futuro poderoso da Casa de Bragança. Vid. _Hist. do Inf. D. Duarte_, do sr. José Ramos Coelho, tomo I, _Le Portugal et la maison de Bragança_, por A. A. Teixeira de Vasconcellos e _Historia Geneal. da Casa Real_, de D. Antonio C. de Souza, tomo 6.ᵒ.

[40] Sr. José Ramos Coelho, pag. 46 da obra citada.

[41] Torre do Tombo, collecção de S. Vicente, volumes XX, fl. 204. Vid. _Notas e documentos_.

[42] A princeza D. Izabel, filha de D. Pedro II e de D. Maria Francisca Izabel de Saboya, nasceu em Lisboa a 6 de janeiro de 1669; sendo jurada herdeira da corôa, nas côrtes de 27 de janeiro de 1674. Esteve justo o seu casamento com o duque de Saboya, Victor Amadeu, seu primo; o qual recusou este enlace, allegando motivos de doença. Dizem a princeza se apaixonara de tal modo que repudiou os dois pretendentes que lhe solicitavam a mão: o grão-duque da Toscana e o duque de Parma; vindo a fallecer, solteira, aos 21 de outubro de 1690.

[43] Serviram de procuradores de Portugal, o duque de Cadaval, o marquez de Niza, o marquez de Marialva, o Marquez de Gouvêa, o conde de Miranda e o secretario d’Estado, Pedro Vieira da Silva.

[44] «Foy El-Rey D. Pedro de estatura agigantada, cor trigueira, olhos grandes, nariz aquilino, bocca grossa, & cabello preto. Teve forças extraordinarias, do que fazia provas admiraveis. Excedeo a todos os do seu tempo na sciencia de andar a cavallo & correr touros (sic). Era incançavel na frequencia com que ouvia aõs seus Vassallos, para o que não havia horas, nem tempo reservado.» (D. José Barbosa, _Elogio dos Reis de Portugal_, pag. 200).

[45] D. Maria Sophia de Neuburgo está sepultada em S. Vicente de Fóra.

[46] Na batalha de Matapan a 19 de julho de 1717 se distinguiram os nossos almirantes, conde do Rio Grande e conde de S. Vicente.

[47] Tradições de familia que não vem a proposito aqui relatar, nos tornam devedores á memoria de D. João V.

[48] Este senhor do Cadaval era D. João de Castro que foi casado com D. Leonor da Cunha, depois esposa do grande João das Regras. Do matrimonio do duque D. Fernando com D. Joanna de Castro, nasceram nove filhos; dos quaes um (D. Antonio) não sobreviveu. Entre os que vingaram, conta-se D. Alvaro que teve o tratamento de _Senhor_ e casou com D. Filippa de Mello, herdeira da casa dos condes d’Olivença. D. Alvaro é o progenitor dos duques de Cadaval.

[49] Acha-se publicado do tomo 5.ᵒ das _Provas da Historia genealogica da Casa Real_, pag. 141. No mesmo tomo estão publicados os seguintes tractados de casamentos:—d’el-rei D. Affonso VI com a rainha D. Maria Francisca (pag. 10); de D. Pedro II com a rainha D. Maria Sophia de Neubourg (pag. 73).

[50] Era então embaixador de Portugal em Madrid Antonio Guedes Pereira.

[51] Veja o tractado do casamento de D. José publicado no tomo 5.ᵒ das _Provas da Historia genealogica da Casa Real_, pag. 316; e no _Fasto de Hymeneo, ou Historia Panegyrica dos desposorios dos Fidellissimos Reys de Portugal, nossos Senhores, D. Joseph I e D. Maria Anna Victoria de Bourbon_, por Fr. Joseph da Natividade, pregador geral da ordem dos Pregadores, na provincia de Portugal; pag. 18.

[52] Sebastião José de Carvalho e Mello nasceu em Lisboa, na casa da rua Formosa, a 13 de maio de 1699 e foi filho de Manuel de Carvalho e Atayde, commendador na Ordem de Christo, Capitão de Cavallaria da côrte, senhor da Quinta da Granja, e de D. Thereza Luisa de Mendonça, filha de João d’Almada e Mello, commissario geral de cavallaria na Beira, alcaide-mór de Palmella, senhor e administrador do morgado dos Olivaes e do Souto d’El-Rei. Foi seu padrinho, seu avô paterno, Sebastião de Carvalho e Mello, Capitão de Cavallos, senhor dos morgados de Sernancelhe e da Quinta da Granja, padroeiro da egreja de N. Senhora das Mercês, onde jaz sepultado, tendo vivido 110 annos. Era, portanto, o marquez de Pombal fidalgo pelo lado paterno e materno, pertencendo á fidalguia de provincia (a não titular, que não tinha nenhum cargo superior na côrte), a que, ao tempo, pertenciam tambem a maior parte das familias que hoje formam a aristocracia portugueza. O titulo de conde d’Oeiras foi-lhe conferido em 15 de julho de 1759 e o de marquez de Pombal a 16 de septembro de 1769.

[53] El-Rei D. José tinha nascido a 6 de junho de 1714, e o conde d’Obidos a 20 de julho de 1699, tendo por consequencia mais quinze annos que o monarcha. Esta differença explica a phrase do fidalgo, quando Sebastião de Carvalho lhe veio pedir a sua protecção: _pois o menino é chocalheiro_?!

[54] O original d’este documento encontra-se na torre do Tombo, liv. 5.ᵒ de D. Affonso IV, de afforamentos, doações etc., pag. 46 verso.

[55] Diz-se geralmente que foi D. Affonso V quem concedeu o ducado de Bragança a seu tio o conde de Barcellos; é falsa, porém, tal affirmativa. A doação data de 1442, durante a regencia de D. Pedro, embora a carta só fosse requerida mezes depois do desastre d’Alfarrobeira.

[56] O duque de Coimbra, D. Jorge, foi o progenitor da casa d’Aveiro, recebendo seu filho, D. João, o titulo de duque d’aquella localidade.

INDICE

PAGINAS

Prefacio e advertencia VII a XV

A Casa das Rainhas 1

D. Dulce 9

D. Sancha 13

D. Beatriz de Gusmão 17

Santa Izabel 23

D. Constança 27

D. Leonor Telles 31

D. Filippa 39

D. Izabel de Lencastre 43

D. Leonor d’Aragão 49

D. Izabel de Lencastre 55

D. Leonor de Lencastre 63

D. Leonor d’Austria 69

D. Catharina d’Austria 81

O interregno dos Filippes 89

D. Luiza de Gusmão 95

D. Maria Francisca Izabel de Saboya 105

D. Maria Sophia de Neuburg 118

D. Marianna d’Austria 124

D. Marianna Victoria de Bourbon 135

Notas e documentos 147 a 175