Arte de louceiro: Tratado sobre o modo de fazer as louças de barro mais grossas
Part 9
[13] _Fausse-tire_, he a separaçaõ da abertura, que formaõ os ladrilhos, separando a fornalha do corpo do forno. 50.
[14] Entende-se aqui por tempêra aquelle pequeno calor, que se chega á louça 36 horas primeiro a esquentalla só para depois lhe chegar fogo forte.
[15] _Chasse_; grande fogo de chama, que se faz no fim do cozimento com feiches de lenha, ou madeira rachada. 53.
[16] _Gâchis_ especie de argamassa, ou mistura de huma porçaõ de gesso em pó com argamassa de cal, e arêa. 62.
[17] Com ladrilhos de duas côres só assentados com differentes posições, se podem formar muitas vistas agradaveis, o Author assevéra que se podem fazer até 86 variedades.
[18] _Voguer_ amassar á maõ.
[19] O forno dos oleiros Alemães he muito simples; he quadrilongo, de hum comprimento proporcionado a força de cada fabrica, da altura de hum homem pouco mais, ou menos. A parte superior tem a figura de hum ovo, ou he chata, e baixa compõe-se de terra gorda, e de palha picada para conservar o calor. O interior, se faz de tijolos, e com abobada, as paredes de huma parte, e outra devem ser fortes.
[20] Os oleiros Alemães para as suas obras communs se servem só do lithargirio, a que chamaõ _Glatte_, _Silberglatte_. Piza-se, passa-se por huma peneira, e liviga-se sobre huma pedra. Para que o lithargirio naõ corra muito, se lhe ajunta huma igual quantidade de area branca, e fina. Esta mistura se põe liquida ao dezejo de cada hum; lança-se huma quantidade sufficiente no vaso, que se quer envernizar, e que já está cozido, move-se e se despeja aquella quantidade, que sobra, e já naõ pega. Passado hum quarto de hora, já se póde levar o vaso para cozer o verniz. O vaso com o verniz deve estar no forno 16. ou 18. horas. Se o verniz, naõ foi bem livigado, fica desigual, e cheio de graõs.
[21] Querendo-se que o esmalte seja branco, misturaõ-se cinco partes de estanho com vinte de chumbo; fazem-se calcinar em hum vaso de barro no forno de calcinaçaõ. A fornalha se deve esquentar algumas horas antes de se lançar nella o chumbo, e a chama deve sempre dar sobre o chumbo, para isto deve ser o forno de reverbéro. Deve-se mover o metal com huma espatula de ferro até elle se reduzir em cinzas. Entaõ se lança o estanho, e se move do mesmo modo, até que este tambem se converta em cinzas. Augmenta-se o fogo, até que as cinzas estejaõ abrazadas; entaõ se diminue o fogo, e se deixaõ esfriar, movendo-as sempre com a espatula. Misturaõ-se estas cinzas com igual porçaõ de sal, e de area; põe-se tudo em hum vaso descoberto, e se põe nesta segunda calcinaçaõ todo o sal se evapora, a materia contida no vaso se abate, e o peso diminue; porém o sal só se ajunta para facilitar a fusaõ. Piza-se a materia calcinada em hum gral de ferro, e se liviga cuidadozamente em huma pedra, com huma quantidade de agua sufficiente, para a tornar de huma consistencia liquida. Cahindo sobre o verniz qualquer bocado de gordura, por pouca que seja, desmancha todo o trabalho, porque os metaes tornaõ a tomar sua primeira fórma, e o verniz desaparece de cima dos vasos, em que se tinha applicado. O pó, cahindo sobre o verniz, faz no esmalte huns pequenos buracos.
[22] O _quartz_, he huma pedra dura, côr de leite, meia transparente, e vitrificavel, que se acha em muitos lugares, especialmente nas minas. Ainda que o _quartz_ se vitrifica, quando se mistura com huma argilla vitrificavel, ou chumbo; com tudo por inadvertencia se inculcou esta substancia; he melhor substituir o spath, fusivel que se vitrifica mais facilmente.
[23] Frittar, he calcinar a materia do vidro, para separar della todos os corpos gordos, que dariaõ alguma côr suja ao vidro.
[24] Naõ ha aqui país algum, em que se naõ faça louça para o uso dos seus habitantes: ellas saõ mais, ou menos perfeitas segundo a qualidade dos barros; mas todas se fazem sobre os principios já explicados. Hum observador attento podera contribuir a aperfeiçoar esta arte no lugar, que habita, applicando-se a examinar as differentes qualidades de barro, suas composições, e suas misturas.
[25] As operações Chimicas naõ se podem fazer, senaõ em cadinhos cozidos para poderem resistir a acçaõ dos dissolventes Chimicos, e a hum calor muito forte. Os de argilla boa tem o inconveniente de quebrar, passando do quente para o frio. Foi preciso procurar-se misturas, que os fizessem soffrer estas variações, e ao mesmo tempo conter os metaes derretidos por hum grande espaço. Os melhores cadinhos vem de Hessa. Veja-se Arte de Porcelana.
Diz Mr. Pott que estes cadinhos se fazem com huma boa argilla refractaria, misturada com duas partes de area de mediana grossura, separando-se a mais fina por hum crivo. Esta mistura emmagrece o barro, e naõ o deixa encolher, nem rachar, nem fazer-se muito compacto, sendo cozido; A area deve ser de huma grossura mediana, sendo fina, os cadinhos se quebraõ. Mr. Pott diz mais que os cadinhos destinados para fundiçaõ de vidros, naõ devem levar area grossa, nem calháos, ou outras materias semelhantes, que saõ sujeitas a derreter-se. Para evitar isto, se ajunta a argilla o pó da mesma argilla cozida, e pizada grossa; a mistura se faz com partes iguaes, ou duas desta argilla cozida; duas, e meia, e ainda tres, e huma só da argilla nova, quanto melhor he esta tanta maior porçaõ admittem da outra cozida; e deste modo se fazem os grandes cadinhos para as fabricas de vidros. Mr. Pott fez hum grande numero de experiencias a este respeito: elle misturou a argilla com as caes metallicas, ossos calcinados, pedras calcares, talco, amianto, pedra pomes, esmeril, e muitos outros, e de todas estas experiencias naõ lhe resultou hum cadinho sem defeito em todas as vistas. Com tudo parece, que se poderiaõ fazer cadinhos melhores do que todos os conhecidos. Para isto se precisaria ter huma boa argilla bem refractaria, isenta de materias piritosas, e ainda de barros ferruginosos; este deveria ser lavado com cuidado para separar-lhe a area, e depois misturallo com duas, ou tres partes de argilla cozida, e pizada grosseiramente. Os cadinhos formados em moldes deveriaõ ser cozidos em hum fogo muito forte.
EXPLICAÇAÕ DAS FIGURAS.
_Estampa I._
_Figura 1._ _B_, tonel, em que está a agua, para cortar o barro, e o diluir, a estampa _A_, o barro _C_, que se corta, o instrumento _D_, que serve para cortar este barro.
_Figura 2._ _D_, instrumento, com que se corta o barro.
_Figura 3._ _H_, molde para fazer tijolos de seis faces _G_, _fig. 5_.
_Figura 4._ meza para moldar, _ab_, sustida pelos pés _ee_, _g_, _urquain_, que he huma pedra dura, sobre que se põem o molde _dd_, _e_, vaso cheio de agua, _f_, plano, _k_, obras postas humas sobre as outras, _h_, barro amassado para encher o molde, _i_, monte de area para se espalhar sobre o _urquain_.
_Figura 5._ _na vinheta_, monte de barro prestes para se trabalhar.
_Figura 6._ cutelo curvo para cercear os tijolos.
_Figuras 7. 8. e 9._ representaõ o forno, de que se servem quasi todos os oleiros, maiormente para cozer os tijolos.
_Figura 7._ representa o plano do forno ao nivel do terreno. _A_, entrada da fornalha. _AB_, onde se faz o fogo, como se mostra pelas mesmas letras _fig. 8_. _K_, _I_, separações dos ladrilhos, entre os quaes ha espaços vasios, para que o ar quente se communique ao forno. Esta separaçaõ, que divide a fornalha do interior do forno, se chama _la-fausse-tire_. _F_, hum vaõ, ou buraco da porta, chamado _tetin_. Por este lugar se entra no forno para lhe arranjar a louça: e em estando cheio, se fecha este _tetin_ com hum muro de tijolos, a que chamaõ _la Languete_, em baixo desta, ha duas portas, ou aberturas _L_, _fig. 8_. que se chama _creneaux_, ou, como dizem os Louceiros _carneaux_: por estas aberturas passa a fumaça para o tubo do chaminé _CD_, _fig. 8_. que representa a vista do forno pela longitude. _AB_, he a fornalha: _KL_, assoalho do forno. Vê-se acima do _K_, _la fausse-tire_. _A_, _E_, _M_, he a abobada do forno; em _LM_, está a _lingueta_, abaixo de _C_, os _creneaux_, e _CD_, tubo da chaminé para descarga da fumaça. Vê-se em _a_, os tijolos da fornalha postos em carreira, para sustentar os tijolos, de que se enche o forno.
_Figura 9._ he huma vista do mesmo forno transversal pela linha _GH_, da _fig. 7_. por baixo em _AB_, estaõ tijolos de assoalhar, ou vasilhas de commodidades, sobre que se arranjaõ as louças, com que se enche o forno.
_Figura 10._ _T_, caldeirinha quadrada, feita a maõ, e sobre a meza de aperfeiçoar.
_Figura 11._ alguidar, ou gamela commum de louça.
_Figura 12._ especie de fogareiro chamado _toupine_.
_Figura 13._ escalfador.
_Figura 14._ pequena cassarola.
_Figura 15._ roda dos oleiros vista em golpe.
_Figura 16._ roda dos Oleiros, vista de perfil.
_Fig. 17._ roda dos Oleiros, vista em plano _aa_, meio da roda _ff_, arvore da roda, que víra em huma peça de madeira, que se acha acima de _g_, a qual se conserva segura pela cruz _hh_, e as prisões _ii_, acima do meio _aa_, está o prato _bb_, em que anda a obra _cc_, que se trabalha. Os raios da roda se assignalaõ em _dd_, e as peças da roda volteadas em _ee_, _K_, as taboletas sobre que se põem as louças _n_, que se querem trabalhar sustentadas tambem como o assento _l_, que he inclinado pelos montantes _pp_. Avista-se pela parte de dentro as peças entalhadas, que servem de assento ao trabalhador.
_Figura 18._ _A_, trabalhador que faz hum vaso na roda de fazer louça fina.
_Figura 19._ hum mealheiro, que tambem bem chamaõ _cache-maille_.
_Figura 20._ _A_, _B_, _C_, _D_, _E_, serve para fazer ver como se fazem ao torno as vasilhas para as decentes commodidades, como estes potes se ajustaõ huns com os outros pelas bocas, como se fazem os potes de duas bocas _E_, _C_.
_Figura 21._ _A_, modo de fazer hum vaso com o calibre. O vaso está firme, o calibre he que víra.
_Figura 22._ _d_, cadinho com o molde _c_, sobre que o fazem.
_Estampa II._
_Figura 1._ 7. _tournassin_, ou _tournassir_, serve para aperfeiçoar o fundo dos potes, que se fizeraõ ao torno. Este instrumento he de ferro, que se tem de differentes tamanhos, e de diversas fórmas.
_Figura 2._ vaso de greda de Picardia, mais delgado, do que os jarros cobre-se por fóra do vime para se preservar. Os que receiaõ da agua, que se guardou em vasos de metal, mandaõ pôr em baixo hum registo, ou chave, de que se servem, como de huma fonte de cobre. Querendo-se que este fique proprio para clarificar a agua, põem-se-lhe placas de estanho, que descançaõ em aneis salientes pela parte de dentro, que o Oleiro faz em lugares assignalados pelas linhas de pontuaçaõ _a_, e _b_. He ainda melhor substituir as placas de estanho com testos de greda quasi semelhantes a de _M_, proporcionando o seu tamanho, ao diametro interior do vaso, e se põem area entre estes dous testos.
_Figura 3._ vaso grande de barro, chamado _pounes_, do qual se servem para salgar as carnes, para fazer as pequenas lexivias, e para conservar, nos jardins, agua, que se destina para os regamentos. Faz-se em hum torno _EFG_, que se assemelha a huma lanterna de moinho. _IKL_, he o seu eixo que se firma na terra, e _u_, faz andar á roda brandamente a lanterna _EF_, e a proporçaõ que vai virando se fórma o vaso, accrescentando rolos de barro huns sobre outros, que se une com huma peça, chamada _atelle_.
_Figura 4._ _na vinheta_, obreiro, que imprime na roda hum movimento circular com huma vara, ou páo _a_, chamado _tourneire_, este obreiro se assenta no assento inclinado _l_, e põem os pés nos entalhes _m_.
_Figura 5._ obreiro, que imprimindo muito movimento na sua roda, faz entre as suas maõs hum jarro.
_Figura 6._ garrafa, ou redoma de greda, cujo bojo se faz ao torno.
_Figura 7._ louças, que se seccaõ arranjadas no recebedor.
_Figura 8._ obreiro, que aperfeiçoa os potes na meza de os preparar.
_Figura 9._ monte de barro preto para o trabalho.
_Figura 10._ candieiro de barro, quasi totalmente feito ao torno.
_Figura 11._ _G_, vista de hum moinho, para moer o verniz.
_Figura 12._ _H_, mó do mesmo moinho.
_Figura 13._ _E_, tijolo de barro para cadinhos, volteado para ficarem fixas as fornalhas.
_Figura 14._ _G_, caixilho para moldar tijolos, o qual se faz de differentes tamanhos, e diversas figuras, como quadrados, e curvos.
_Figura 15._ fornete de cadinhos.
_Figura 16._ fornete de fusaõ, em que se deve animar o fogo com folles.
_Figura 17._ pequeno _athanor_, ou fornete de digestaõ. Tem em _d_, hum reservatorio de carvaõ, que faz poder-se conservar por muito tempo hum fogo brando, sem se precisar lançar-lhe continuamente o carvaõ.
_Estampa III._
Nesta Estampa se representa hum forno, de que usaõ muitos Oleiros, mui parecido com os fornos das louças finas.
_Figura 1._ mostra o exterior do forno. _A_, a boca da fornalha: deve-se descer por hum fosso para se lhe introduzir a lenha. _LM_, o _tetin_, ou abertura, pela qual se entra por baixo na camara para se pôrem os potes. A parede que fecha esta abertura, estando a camara cheia, naõ se dilata até o alto da abertura, por este lugar sahe a fumaça recebida no cabaz, e tubo. _N_, se sobe para a camara superior pela escada _P_, e a fumaça escapa pelas aberturas _K_. O _tetin_, para pôr a obra nesta camara, está no alto da escada _P_.
_Figura 3._ he a fornalha, em que se mette a lenha: sua boca he em _A_.
TABOA
_Das Materias, e Explicaçaõ dos termos proprios á Arte do Louceiro._
A.
Abertura, que se dirige ao forno para o encher, a qual se fecha com huma parede de ladrilhos, antes de se introduzir o fogo. _Pag._ 51. 130.
Acido vitriolico, se acha em muitas argillas §. 6.
Agua grossa, agua em que se mistura huma pouca de argilla, serve para pegar o verniz em pó nas obras de louça 144.
Alabastro, sorte de gesso empregado em Inglaterra na louça 231.
Alquifoux, mina donde se tira o chumbo, que he brilhante azulada mui pezada quebradiça, e abundante de enxofar 141.
Amassar a argilla 32.
Ambert, Cidade da baixa Auvergne.
Annel, _vid._ _Viret_.
Aparas, obras que se naõ tem levado ao forno 31.
Aperfeiçoar, concertar á maõ as obras que se fizeraõ ao torno, e pôr-lhe azas, e pés.
Apodrecer, _vid._ Invernar.
Arcueil, Cidade de França 27.
Area misturada com argilla 13. Seu uso na louça 17. 32. Fusivel, vitrificavel, e metalica 18. Para fazer tijolos 25. Serve para moldar 48.
Argamassar, amassar o barro, quer seja simples, quer se componha de muitas misturas juntas 4.
Argilla, barro gordo compacto ductil, amolessendo-se em agua 2. Ductibilidade da argilla 5. Sua dureza depois de cozida 7. Sua côr 11.
Argilla para as louças de Inglaterra 227. Para as louças brancas de Staffordshire 245.
Assento, taboa inclinada, que faz parte do torno do Louceiro, sobre que se assenta o trabalhador.
Ateille, pedaço de madeira, ou de ferro, que tem huma certa figura, e que se póde comparar com o que os pedreiros chamaõ calibre, para fazer as molduras 75. 95.
B.
Barro gordo _vid._ Argilla.
Barro de ladrilhos 12.
Barro de telhas _Ibid._
Barro de tijolos _Ibid._
Barro de cadinhos _Ibid._
Barro de pitos _Ibid._
Barro, bom barro 70.
Barro branco 196.
Batoques _vid._ Registros.
Beauvais, Cidade Episcopal da Picardia.
Bonnet les-Oules (Saint) Parroquial do Fores.
C.
Cadinho _vid._ Crizões.
Calcaria (pedra) pedra, que pela calcinaçaõ naõ se vitrifica totalmente, mas se converte em cal 13.
Calibre _vid._ Ateille.
Candieiro de barro 122.
Cassarolas, vasos de barro 118.
Castellet, Villa de Auvergne 319.
Champetieres, Villa de Auvergne 319.
Chumbo (mina de) dá-se impropriamente este nome a huma _cal de Chumbo_, que pela calcinaçaõ toma huma côr vermelha, chamada chumbo vermelho, zarcaõ, ou minium.
Coadores, vaso de barro 120.
Cortar o barro, he dividillo em talhadas, mas delgadas que forem possiveis 30.
Curto (barro) assim chamaõ os Oleiros a hum barro, que naõ sendo bem ductil, naõ se póde estender muito sem se quebrar.
Cutelo _vid._ Faca.
Creneaux, aberturas que se fazem no fornete, quer para dar huma communicaçaõ de ar quente, quer para sahir a fumaça 50. 134.
Crisoes, ou cadinhos (barro de) 185. Cadinhos de Picardia 298. Seu cozimento 312.
Crivo para passar o barro 71.
Cozimento da louça 24.
D.
Devonshire, Provincia Meridional de Inglaterra, onde ha muito bons Pórtos frequentadissimos. Exeter he a sua Capital.
Digestaõ (fornete de) 281.
E.
Ebauchoir, pequeno pedaço de madeira cortada de diversos modos, de que se servem os Escultores, para fazerem seu molde, ou em barro, ou em cera 127.
Escalfador, sorte de vaso 94.
Espinasse, Villa de Auvergne dependente da Paroquia de Marzac.
Esquentador 125.
Eutrope (Saint) Villa de Angomes.
F.
Faca de dous cabos para cortar o barro 30.
Faca curva para aparar os ladrilhos 45. _est. I._ _fig. 6._
Fargeau (Saint) Cidade de França no Gatinnes.
Fausse tire, separaçaõ que formaõ os tijolos, apartando o fogaõ do corpo do forno 50.
Fio de lataõ, instrumento para cortar o barro: he huma ponta de fio de arame guarnecida de hum punho em cada extremidade: faz-se a arbitrio, e se apropría conforme a posiçaõ que lhe querem dar 35.
Fogareiros, ou fornalhas portateis, quadradas 274.
Forno de cozer os tijolos 49. _est. I._ _fig. 7. 8. 9._
Forno do Louceiro 129. Outro forno 132. _est. III._ _fig. 1. 2. 3._ De Prá em Lionnes 163. De Franche ville 179. De Beauvais 187. De S. Fargeau 206. Do Condado de Northumberland, em Inglaterra 235. Do Condado de Stafford 256. Fornete de vento de Mr. Macquer 280. Forno dos Oleiros 313.
Fornalha, lugar do forno, em que se põem a lenha, ou carvaõ 286.
Fornalha de fusaõ 274. _est. II._ _fig. 16._ De calcinaçaõ para o esmalte 93.
Fornistas, trabalhadores que fazem fornetes, e cadinhos para os Chymicos 262.
Franche-Ville, Aldêa no Leonnes, em que se faz louça 171.
Fritar, calcinar a materia do vidro 100.
Fusaõ (fornalha de) fornalha principalmente destinada para a fusaõ dos metaes, em que se accende o fogo com folles 279.
G.
Gauchis, especie de argamassa, a que se mistura huma porçaõ de gesso em pó, com argamassa de cal, e de area, ou bitume 62.
Galmier (Saint) pequena Cidade do Forez.
Gaubino, assim chamaõ no Lionnes a huma argilla cinzenta, muito pura, da qual se faz huma louça fechadissima, e pouco propria para o fogo 176.
Gentilles, pequena Villa da Ilha de França.
Gesso _vid._ Alabastro.
Gimble, dá-se em alguns lugares este nome ao prato do torno que sustem a obra 75.
Gournay, Cidade de Normandia no paiz de Bray, celebre pelas suas manteigas, de que se faz huma grande venda em París.
Greda (louça de) saõ as que se aproximaõ mais a Porçolana 181.
Greda de Normandia 23. 182. de Bretanha 23. de Beauvais 23. de S. Fargeau 23. 194. de Flandres 23.
Gesso 231.
H.
Huma amassadura, o que se amassa de huma vez com os pés 32.
I.
Inglaterra (louça de) 218. Louça negra 240.
Invernar, he deixar o barra extrahido da mina em hum fosso, ou em montes ao ar, o que contribue para se alisar melhor 28.
Isigny, Cidade grande na baixa Normandia, com hum pequeno Porto 21.
Issoire, Cidade de França na baixa Auvergne 317.
Jonc _vid._ _Viret_.
Junien (Saint) pequena Villa da baixa Marcha.
K.
Kaolin, he huma argilla branca, que ainda cozida, conserva a sua alvura, a qual naõ he muito ductil, e frequentemente se acha misturada de differentes substancias, como a mica, espato etc. 321.
L.
Laboratorio assim se chama, o lugar do forno, em que se põem os cadinhos cucurbitas, e as differentes substancias que se querem pôr ao fogo 274.
Ladrilhos, modo de os fazer 30. Tijolos chamados ladrilhos 37. Caraolar _Ibid._ Triangulares, quadrangulares _Ibid._ Oitogonos 39. Hexagonos _Ibid._
Langueta, uniaõ de ladrilhos, que termina alguns fornos de louças, em baixo desta estaõ as aberturas, chamadas _creneaux_ 49. 52. 130.
Latier, ou Latter, escorias de ferro, que se desprendem nas fornalhas, e serve aos Louceiros para envernizarem as suas obras 211.
Latier, _en Laquet_, he esta escoria de ferro reduzida a pó.
Lithargirio, ou chumbo rubro _vid._ Chumbo.
Louça de S. Germain, Parroquia de Beauvois 183.
M.
Masso de ferro, proprio para socar o barro 71.
Malaise, Cidade no Lymoussin 320.
Manganesia, mina de ferro pobre, e refractaria de hum azul denegrido cheia de granitos 144.
Marcassita _vid._ Manganesia.
Marzac, Villa de Auvergne, onde se fabricaõ cadinhos para os ourives 317.
Meio, parte da roda do Louceiro de barro 75.
Mealheiro, vaso de barro commum, inteiramente fechado só com huma fenda por cima por onde se introduz dinheiro, e para o tirar se precisa quebrar este vaso 88.
Mica, especie de fragmentos talcosos, que se achaõ misturados com pedra, ou area 13.
Meza de moldar 41. _est. I._ _fig. 4._
Meza de madeira, em que se põem o barro amassado para se trabalhar 71. _est. I._ _fig. 5._
Mina de chumbo _vid._ Chumbo.
Minio _vid._ Chumbo.
Montmoreau _vid._ S. Eutrope.
Moufle, pequeno forno de barro cozido, que se põem nas fornalhas quadradas _vid._ Fornalhas portateis 277.
Molde, os Oleiros daõ este nome a hum caixilho de madeira, em que elles formaõ os _creneaux_: tambem ha concavo de gesso, que serve para formar com o barro differentes ornatos 38. _est. I._ _fig. 5._
Moldes para fazer os cadinhos 297.
Moldar os ladrilhos 37.
Moldes empregados nas Fabricas de louças de Inglaterra 251. 254.
Moinho para moer a pedra para as louças de Inglaterra 155.
N.
Nibelle, pequena Villa de Gatinnes 25.
Northumberland, Provincia de Inglaterra: louça deste París 219.
P.
Panellas, grandes vasos de barro, mas commummente de greda 216.
Pedra calcaria 43.
Pitos 32.
Plaina, peça de madeira para moldar as obras 41.
Prá en Forez, Aldêa do Lionnes, em que se fabríca Porçolana 157.
Prevalais, Parroquia de Bretanha 190.
Pyrites, substancia mineral que contém pouco metal, e muito enxofre, ou arsenico 13. Má liga para a louça 16.
Q.
Quartz, pedra dura côr de leite meia transparente, e vitrificavel 152.
Qualidades da boa louça 19.
R.
Regadores feitos de barro 123.
Registros, aberturas feitas em differentes lugares do forno, que se abrem, ou fechaõ com rolhas para diminuir, ou aumentar o fogo 275.
Rodas empregadas na fabrica de louça 74. Roda de ferro 75. _est. I._ _fig. 5._ Roda de madeira _vid._ Forno.
S.
Sal marinho, seu uso para as louças de Inglaterra 259.
Savignier, pequena Cidade da Picardia 183.
Sauxillanges, pequena Cidade de Auvergne, em que fazem crizoes para os ourives 317.
Serra, fio de lataõ, que serve de desprender as obras de cima do prato _vid._ Fio de lataõ.
Seccar as obras 44.
Staffordshire, Provincia de Inglaterra, em que se fazem louças brancas 244.
T.
Taboa da roda 76.
Talhas para ensaboar 89. Para brazas 121.
Tamiz para passar a pederneira 249.
Terra calcaria 13. Modo de a experimentar 14. 22.
Tetin _vid._ Abertura.
Toupiniers 321.
Torno, roda de madeira, que se faz virar com o pé, para formar sobre o prato as obras, que se querem fazer, como se faz na roda do Louceiro 80. _est. I._ _fig. 18._
Torno Inglez 250.
Tounassin, instrumento de ferro algum tanto cortante, a que se dá differentes figuras; serve para trabalhar por baixo dos vasos, que se despegaõ de cima dos pratos 11.
Tempera, lançar a agua sobre o barro para o amollecer 30.
Temperar, dar hum pequeno fogo as louças para acabar de seccar antes de se dar o grande fogo para as cozer 54.
Testos dos fogareiros, e escalfadores 94.
Tutes, especie de cadinho com pé como o de hum vidro de beber agua 309.
V.
Urquain, pedra dura compacta, ou taboaõ de madeira, sobre que se põem molde, para formar as louças, e grandes tijolos 41.