Chapter 9
A outra missiva tinha-a elle escripto no proprio dia da sua eleição, após o apuramento do escrutinio d'onde o seu nome sahira victorioso.
A carta dizia:
«Mulher adorada, devo-vos uma parte do meu triumpho. Sêde bemdita, pois haveis secundado os meus esforços, tendo a coragem de me sacrificardes os preconceitos da vossa raça, e a vossa posição.
Que hei de eu fazer para chegar até á altura do vosso amôr, que se affirma tão poderosamente»!
E mais adeante lia-se: «Que bello destino antevejo, para ti e para mim, deliciosa amante! Ninguem saberá que nos amâmos, ninguem advinhará o segredo da nossa paixão...
Amar-nos-hêmos, adorar-nos-hêmos por nós mesmos, e não em obdiencia a tôlas convenções sociaes, não por nos conformarmos com pequenas cousas ou interesses pueris!»
A leitura dos versos e da carta de Ronquerolle foi um martyrio para o infeliz marquez de la Tournelle.
Pela primeira vez na sua vida esse aristocrata de nascimento, esse espirito fraco, comprehendêra de quanta magia dispunha sua mulher.
E sentiu um duplo soffrimento reconhecendo, que nunca tivera nem podia ter aos olhos da marqueza esse prestigio secreto, admiravel, que faz as verdadeiras conquistas do amôr.
Muitas vezes Ronquerolle tinha aconselhado á sua amante que queimasse os seus versos e muito principalmente a sua longa carta de amôr.
Ella sempre o promettera fazer mas jámais tivera coragem para cumprir a sua promessa.
Essas lettras do amante eram para ella deliciosas recordações do inicio dos seus amôres, e sentia uma extranha voluptuosidade em relêl-as.
É tão agradavel conservar os objectos que hão acompanhado o nascer e o desenvolver d'uma paixão sincera!
As palavras escriptas pela pessôa amada, quer sejam receosas, prudentes, conselheiras ou loucas e irreflectidas; as pequenas lembranças ou recordações, um annel um lenço, um livro; uma simples flôr que secca mas que assim se conserva durante muitos annos, tudo, tudo, mesmo na sua pequenez e na sua apparente insignificancia, representa a mais eloquente testemunha do nosso amôr.
Ha quem conserve esses pequeninos nadas, que são tudo para quem amou, e que não trocaria essas recordações d'um dia, d'uma hora, ou d'um instante feliz na sua vida, por uma perola, um diamante, uma corôa, um reino.
M.me de la Tournelle não daria por um imperio aquelles dois papeis escriptos pelo seu amante.
Era supersticiosa a marqueza em tudo que dizia respeito a Ronquerolle. Pensava que se desapparecessem aquellas cartas, com ellas lhe fugiria Ronquerolle.
Dava a maior importancia a tudo que lhe dizia respeito; e o amante, pela sua parte, não a ligava menos a tudo que respeitasse ao seu idolo.
No fundo do precioso cofre admiravelmente cinzelado jaziam as duas cartas de Ronquerolle como um thezouro de alto preço.
O marquez, perante a horrivel realidade, sentiu renascer a calma no seu pensamento.
--Está bem! exclamou elle com resolução.
E tornou a collocar as duas cartas no cofre.
O pequenino e lindo movel tinha a fechadura arrancada.
Reparou o melhor que poude os estragos causados no cofre e foi pôl-o no mesmo logar onde o encontrára.
Não queria que sua mulher percebesse o que se passára e principalmente que elle tinha conhecimento da sua falta.
A partir d'essa noite fatal, o senhor de la Tournelle começou de apparentar uma grande tranquillidade em todas as suas palavras. Sorria com satisfação e mostrava grande prazer em offerecer aos seus creados pequenas lembranças.
Quem o visse pela primeira vez e quem com elle entretivesse duas horas de conversação, teria dito: Que homem tão feliz! E, no emtanto o desgraçado estava ferido de morte.
Durante um mez occupou-se em pôr os seus negocios em ordem. Todas as manhãs o seu secretario vinha trabalhar com elle.
Algumas dependencias de sua casa, que estavam em más condições foram arranjadas, alguns moveis foram renovados. As propriedades do marquez receberam a sua visita e por toda a parte elle deu ordens uteis.
A marqueza não sabia que pensar do procedimento de seu marido.
Parecia que se preparava para emprehender uma grande viagem por mares perigosos d'onde ignorava se voltaria, e que antes da sua partida tratava de assegurar a sorte dos entes que lhe eram caros.
E no emtanto o marquez não tinha no cerebro qualquer projecto definitivo.
Sentia que ia dar-se um acontecimento grave, um drama sem duvida. Mas qual?
Não teria podido dizêl-o.
--Devo provocar, pensava elle, esse sinistro e fatidico Ronquerolle? Devo cruzar o ferro, ou trocar uma bala com elle? Para quê? É uma loucura. Elle está no seu papel. Encontrou no seu caminho uma bella mulher a quem sorriu e que se lhe entregou... Eu é que deveria ter feito com que ella me amasse. Devo matal-a, a ella, á culpada, ou pôl-a fóra de minha casa? E seria eu menos desgraçado, após essas violencias? Não, não. O golpe está dado, a minha vida está envenenada e o meu destino traçado.
Não posso confiar a minha dôr a pessoa alguma sem me tornar ridiculo. Sou eu quem deve morrêr!
Ah! Se eu não a amasse!...
E o desgraçado sentia uma alegria amarga ao pensar na morte.
Era o seu unico refugio.
N'uma quinta-feira, pelas onze horas da noite, a marqueza sahiu segundo o seu costume, indo a uma «soirée» que dava a sua amiga, M.me de Fleurus.
Era nos fins de maio. A estação dos bailes e recepções estava a terminar. M.me de la Tournelle via decorrer os minutos com impaciencia, para voar para os braços de Ronquerolle.
Estava prestes a deixar os salões da sua amiga, quando esta se aproximou d'ella, e lhe fez signal de que precisava falar-lhe áparte, e immediatamente.
M.me de Fleurus estava pallida e a sua apressada respiração denotava grande emoção.
--Minha querida Carlota, disse-lhe ella; é preciso que voltes já a tua casa, e se me permittes, acompanhar-te-hei.
Um creado teu acaba de trazer aqui uma triste noticia. Teu marido encontra-se muito mal... Partamos depressa.
Por sua vez a marqueza se tornou pallida.
Suppoz logo que uma desgraça irreparavel acabava de se passar.
Quando as duas amigas chegaram ao palacio de Tournelle ia ali uma confusão enorme.
Á porta encontrava-se immensa gente e os creados, muito afflictos, corriam d'um lado para o outro falando e gesticulando.
Um commissario de policia, acompanhado do seu secretario e de muitos agentes descia pela escadaria principal.
Ao vêr a marqueza e madame de Fleurus, o commissario descobriu-se respeitosamente e ahi mesmo participou a M.me de la Tournelle o que se passára.
Varios tiros de revolver se tinham ouvido no palacete e um creado do marquez tinha ido procural-o a elle commissario. Com o mesmo creado entrára nos aposentos do sr. de Tournelle a quem encontrára morto sobre um tapete, no seu quarto de dormir. Tinha-se suicidado; não restava duvida.
Na manhã seguinte, Ronquerolle, que em vão esperára pela amante até ás 2 horas, ao pegar no «Figaro», deparou com estas linhas:
«Á ultima hora acabâmos de receber uma triste noticia:
«O sr. marquez Sergio de Tournelle acaba de fallecer. Tinha quarenta e cinco annos, era um leal defensor da causa da ordem, e um amigo dedicado dos principes da casa de França.
O sr. de Tournelle tinha sido, ao que parece, fortemente affectado pelo triumpho do partido republicano no seu circulo e pelo cheque soffrido nas ultimas eleições.
A sua morte é atiribuida á ruptura d'uma aneurisma. A marqueza está inconsolavel. Todos os representantes do partido conservador lhe enviam com os seus mais sinceros sentimentos de condolencia, as suas respeitosas homenagens.»
--Diabo! exclamou Ronquerolle, relendo ainda a noticia. Oxalá que esta desgraça não venha a recahir tambem sobre ella!
A morte do marquez de Tournelle fez grande ruido e foi vivamente commentada, menos por elle talvez, que por causa, da marqueza, que era uma das senhoras mais conhecidas de mundo parisiense.
Nenhum jornal falou em suicidio, e o infortunado marquez passou aos olhos do publico por ter succumbido á ruptura d'uma aneurisma, como o «Figaro», habilmente tinha noticiado. A policia conhecendo a verdade não guardou menos o segredo.
Os intimos d'alguma cousa desconfiaram, assim como os creados, mas precisavam da marqueza e calaram-se.
Ronquerolle soube pela marqueza de tudo o que se passára. Quando os dois amantes se encontraram após a catastrophe e depois dos funeraes do marquez, estavam inquietos e tremendo.
Abraçaram-se fechando os olhos, e conservaram-se assim algum tempo sem proferirem uma palavra.
--Saberia elle da nossa ligação? perguntou, por fim, Ronquerolle.
«Porque se matou elle?
«Teremos sido nós os culpados d'essa morte?
--Não, respondeu M.me de la Tournelle. Meu marido de cousa alguma suspeitou.
--Estás certa d'isso? interrompeu o deputado republicano.
--Sim, estou certa, replicou a bella Carlota.
Ronquerolle respirou mais á vontade.
Elle não explicava o suicidio do marquez senão pela descoberta da verdade.
M.me de Tournelle era sincera, nas suas affirmações.
Antes de se matar seu marido tinha-lhe escripto uma longa carta que ella encontrára sobre a sua meza de trabalho.
Essa carta não encerrava a menor reprehensão, qualquer allusão que a podesse ferir. Pelo contrario, era ella uma expressão do mais violento amôr.
O desespero que essa carta manifestava parecia ter por causa unica motivos politicos.
Lendo essa carta d'um homem que ao escrevêl-a resolvêra já fazer saltar os miolos, Ronquerolle demonstrára um sentimento de piedade.
--O desgraçado, exclamou elle, não estava á altura da sua missão. Comprehendeu-o, por fim, e a vida tornou-se-lhe um pesado fardo. Que descance em paz.
A marqueza nunca suppoz que seu marido tinha lido as cartas de Ronquerolle, e que se havia suicidado louco de desespero, comprehendendo que nunca seria amado por ella.
Atribuiu realmente aquelle suicidio, como outras pessoas que d'elle tiveram conhecimento, aos grandes aborrecimentos que lhe tinha causado a sua derrota politica.
Carlota de la Tournelle reconheceu um dia que o seu pequeno cofre estava partido, mas acreditou que a sua creada particular o tinha deixado cahir, e como encontrára dentro d'elle a poesia e a carta de Ronquerolle, que tanto amava, nunca lhe veiu á ideia que se passára em sua casa um grande drama, que determinára a morte d'um homem.
_Epilogo_
Um anno é decorrido. As rosas de maio perfumam os jardins. Na sociedade parisiense não se fala d'outra coisa, senão do casamento da marqueza de la Tournelle com o deputado Ronquerolle.
O bairro de Saint-Germain considéra como uma escandalosa união a d'uma mulher da sua sociedade com o joven tribuno republicano, o arrojado orador, o inimigo do throno e do altar.
Se bem que os novos esposos desejassem que o seu casamento fosse o menos conhecido possivel, todos os jornaes n'elle falaram.
A fama, a gloria, ia procurar Ronquerolle, mesmo quando elle desejaria occultar-se na sombra e que em volta do seu nome se fizesse o maior silencio.
Quando o bispo de Dijon teve conhecimento d'essa união nos seus labios brincou um sorriso singular.
Monsenhor acabava de almoçar, e saboreava uma chavena de café tomado a pequenos golos, no seu gabinete de trabalho.
O seu secretario estava perto d'elle acompanhando-o no saborear do fino Moka.
--Recordaes-vos, meu caro Duboeuf, disse o bispo, d'aquelle banquete que ha tres annos nos offereceu esse pobre marquez de la Tournelle? Nós ali estivemos os dois.
--Sim, monsenhor, bem me recordo, respondeu o vigario. A marqueza não assistiu a esse banquete politico.
--E porque não assistiu ao jantar a formosissima Carlota?
E o bispo de Dijon fazia esta pergunta com um ar trocista e malicioso e em voz quasi afflautada.
--O cidadão Ronquerolle, poderia talvez responder-vos monsenhor, retorquiu o padre, em voz baixa, acariciando o queixo com a mão esquerda e fazendo os olhos mais pequenos, n'um grande ar de espertalhão.
O prelado ficou um momento pensativo.
Depois enchendo um calice com finissimo licôr offereceu-o ao seu interlocutor e tomou um outro calice para si.
Os dois homens tocaram amigavelmente os copos, trocando uma saude, e levaram-os em seguida aos labios.
--Pobre marquez de la Tournelle! disse o bispo.
--Era um fraco de espirito, accrescentou o vigario. Deve pertencer-lhe o reino dos céus.
--E ella, a marqueza? disse o bispo piscando o olho esquerdo.
--Ella! replicou o travesso vigario, é uma deusa do Olympo, que desceu até nós.
Emquanto esta scena se passava no gabinete de trabalho do bispo de Dijon, uma outra scena não menos interessante se dava em Paris entre Ronquerolle e os seus tres amigos.
Tinham n'essa manhã almoçado juntos em casa do deputado republicano, e depois como o tempo estava lindo, a temperatura agradavel e o sol cheio de belleza e alegria, tinham ido passear ao jardim do Luxemburgo.
Haviam posto de parte a politica, e evocavam as recordações dos primeiros annos da sua mocidade na grande Paris.
Instinctivamente, como n'outros tempos, se dirigiram para o Café Tabourey, onde juntos tinham feito tantos projectos de gloria, de amôr e de ambição.
Lá estava ainda, esse café attrahente, esse cantinho parisiense tão propicio aos homens de lettras e aos poetas.
Reconheceram a sua meza preferida e a ella se instalaram.
Os mesmos freguezes liam os jornaes e as revistas. O aparador, ao centro da casa, lá estava, como sempre, carregado de garrafas com cerveja e de copos.
A menina Amelia Dufer, a filha do dono do estabelecimento estava um pouco mais nutrida.
Annunciava-se o seu casamento para breve e seu pae tratava de trespassar o café.
A sua fortuna estava feita, os filhos estavam empregados ou estabelecidos e elle precisava descançar. A edade assim lh'o exigia.
Ronquerolle e os seus amigos entregaram-se ás suas recordações. E cheios de melancholia reconheciam quanto é verdadeira a phrase do poeta:
«Ha lagrimas nos objectos que nos rodeiam.»
Ali encontravam a sua inquieta e desgraçada juventude, os dias da adversidade; quando eram desconhecidos, sem fortuna, sem auxilio, sem fama, tendo apenas por unica arma para as luctas da vida o seu indomavel orgulho. Que de noites de invernia elles tinham passado, ali, encostados áquella meza, sonhando com o futuro, escrevendo artigos, compondo versos, imaginando romances, escutando a voz de Ronquerolle, que muitas vezes a todos reanimava e que d'outras se desesperava sentindo-se tambem vencido pela adversidade. Como parecia que esse tempo já ia longe!
--Como estamos tristes e sombrios! disse Maupertuis. Sacudâmos os nervos, vamos.
«Bebamos um ponche em honra das bellas raparigas que nos saltavam ao pescoço e nos beijavam apaixonadamente nos nossos dias de miseria!
«Merecem bem que as recordêmos, essas loucas, mas lindas e alegres companheiras dos tempos que não voltam.»
Ronquerolle estava mais triste que os seus amigos.
Calava-se e absorvia-se n'um secreto pensamento.
Branche comprehendeu o motivo da sua profunda tristeza. Fez um signal rapido aos seus amigos e a conversação não proseguiu no caminho para onde a desviára Maupertuis.
Depois d'alguns minutos de silencio, Ronquerolle ergueu-se e disse para os seus amigos:
--Acompanhem-me.
E encaminhou-os para o cemiterio do Père-Lachaise, até junto do tumulo da infeliz Emilia.
O excellente rapaz não podia evocar os dias da sua primeira mocidade, sem pensar na pequenina e gentil creatura que tanto o tinha amado, que morrêra por elle.
Quando essa lembrança lhe invadia o cerebro, o coração soffria e Ronquerolle sentia uma dolorosa tristeza que o acabrunhava.
Avançou sósinho até ao tumulo da sua amante.
Os seus amigos conservaram-se respeitosamente a alguma distancia.
Ronquerolle curvou-se ante o marmore da lousa funeraria e descoberto ali se conservou algum tempo, como que petrificado.
--Pobre creança, exclamou elle com toda a sua alma, tu foste colhida pela morte ao principiares a viagem tormentosa da vida.
«A primeira dôr quebrou o teu debil coração; os rigôres do destino hão encontrado em ti uma presa facil.
«Como tu me adoraste!
«Ah! Tinhas razão quando no teu leito de agonia, me disseste que eu nunca te poderia esquecer.
«Tu foste a poesia e a flôr da minha juventude e viverás eternamente no meu pensamento.»
Depois tirando um lapis da algibeira escreveu estes versos sobre o marmore da lapide tumular:
Appareces-me sempre, oh candida Visão! E choro-te saudoso, oh minha Primavera! Se não soffrêra assim seria ingratidão. Furtar-te á morte, amôr, eu bem quizéra, Mas sempre viverás na minha adoração.
Muito tempo ainda decorreu.
Branche, Didier e Maupertuis, começaram a inquietar-se.
--É preciso arrancal-o d'aqui, disse Maupertuis; a dôr pode matal-o.
Branche aproximou-se e tomando o seu amigo por um braço, afastou-o d'ali. Ronquerolle deixou-se conduzir como uma creança. Pararam depois um instante nas immediações do Père-Lachaise e d'ali contemplaram Paris que se desenrolava deante d'elles.
--Vamos, disse Maupertuis, que era um homem de energia, desçâmos ao turbilhão, e esqueçâmos as miserias d'este mundo, proseguindo na nossa obra de justiça... A nós a fortuna e a gloria! A nós a vida!
Ronquerolle apertou a mão do seu companheiro de luctas e sorriu tristemente.
Depois os quatro amigos seguiram no seu caminho e desappareceram na immensa cidade, na grande capital.
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Em cada anno, pelo começo do mez de agôsto, se vê chegar ao lago de Côme um par que se instala n'uma deliciosa vivenda, em meio da verdura e de cascatas emolduradas de flôres. Dir-se-hia que se trata de dois namorados que fugiram de casa de seus paes, e que ali se occultam, para furtarem a sua alegria e o seu amôr a olhares indiscretos. Nunca dois entes mais sympathicos pela harmonia da sua mocidade, appareceram por aquelles logares. Quando elles passeiam ao longo do lago, volta-se a gente para os admirar na sua encantadora marcha.
Sente-se, advinha-se, o maravilhoso accordo das suas almas.
Uma aureola de voluptuosidade os envolve; e reconhece-se que hão conquistado a unica felicidade que existe na terra: Adoram-se! Saudae essas felizes creaturas!
É a marqueza de la Tournelle que passa pelo braço do seu adorado e apaixonado marido, o deputado Ronquerolle.
FIM
End of Project Gutenberg's Amôres d'um deputado, by Hippolyte Buffenoir