Chapter 22
Foi quando pai Wimeyer entrou, e ao divisar o Silveira, os seus olhitos claros chisparam num guloso raio de alegria. Vinha invariávelmente todo de negro, e sempre rosado, gordote, apesar de bastante mais avelhentado. E logo, com o seu ar didático e afável, adiantando-se:
--Oh, o nosso bom e simpático português por cá! Finalmente... Já me tardava. Quanto gôsto eu tenho!
O Silveira teve um mudo calafrio de terror; e, num aberto desvanecimento, D. Catalina para o marido:
--Diz que gosta imenso de Buenos-Aires.
--Promete radicar-se na Argentina,--acrescentou Irene.
E dogmaticamente o dr. Justus:
--É o que deve fazer! Em estando mais vinculado aqui, verá como se sente bem. A Argentina é um país cativante, remunerador. Tem o meu exemplo.
--E então que pode encontrar por'í uma linda noiva...--lisonjeira interveio uma das arcáicas bisarmas do sofá, em pancaditas suaves de regalo sôbre o ventre.
--Encontra com certeza!--a mãe Wimeyer sublinhou, num risinho inteligente.
--E em todo o caso--tornou com dulcerosa intimativa o dr. Justus--as nossas prometidas lições que não esqueçam.
--Quando vossa excelência quiser...--balbuciou o Silveira com esfôrço, ante a estopante ameaça empalidecendo.
--Não creia que a ideia inicial seja minha. Não. Tem até graça... sugeriu-ma um vélho compatriota seu, filho da India, o dr. Gomes, que eu em Lisboa conheci casualmente. Que homem talentoso, raro, profundo, subtil! Era uma figura estranha e insinuante, com os seus agudos olhos de vidente, as suas atitudes estáticas de _fakir_, a sua cútis de bronze oxidado, a sua longa barba messiânica. Habitávamos a mesma pensão, e aí sôbre coisas da alma e do espírito nós caturrávamos longamente. E vai êle então, que era um tuberculoso irremissível, ao morrer legou-me um precioso manuscrito garatujado de números, fórmulas, símbolos e chavetas complicadas, que era a embrionária génese do seu plano. Uma teoria genial! Tenho que pô-la a claro.
--Pois sim...--atalhou benevolente a mãe Wimeyer,--porêm, deves compreender que o sr. Silveira terá coisas mais agradáveis que o interessem. Na sua idade...
--Ainda um rapaz...--protectora reforçou a dama suave do regalo.
--Há tempo p'ra tudo. Não é certo?
--Como não?--maquinalmente o Silveira aquiesceu.
E como neste momento uma das grossas figuras do sofá se erguesse para sair, êle despediu-se tambêm, com a promessa de voltar pronto, e deu-se pressa em alcançar a rua. Ansiava por ver-se a salvo... dali bem longe. Ia na resoluta disposição de tam cedo não voltar. Desta aziaga mansão de desencanto e horror concorriam simultâneamente a distanciá-lo--a birra pedagógica do pai e o engrossamento prosaico da filha.
Chegado ao hotel, o Silveira encontrou um cartão do conde Améglio, com duas linhas amáveis reclamando a sua presença.--Pedia-lhe que passasse pelo local da sua exposição, _calle_ Viamonte, e iriam depois a casa os dois tomar chá, com a condessa.--A primeira impressão foi de encantado alvorôço. Num sugestivo instante, o seu insatisfeito apetite evocou, reviu e enroscou-se à deliciosa imagem da irlandesa, fazendo-lhe saltar nos nervos chispas lúbricas de desejo. Porêm, ao mesmo tempo quáse, chamavam-no ao telefone. Era Jorge Saavedra que lhe anunciava o regresso, dêle e da família, do campo, rogando-lhe por igual que aparecesse, se, antes, êle mesmo não fôsse visitá-lo.--Finalmente... Ainda bem!--Nova e mais deliciosa impressão lhe fez correr, pelos sentidos em alarme, a grata e inesperada notícia.--Sim! porque a volta dos Saavedras significava que teria vindo tambêm Maria Mercedes. E êle morria por tornar a vê-la... oh, a esta de preferência a tudo o mais! Era um vivo e complicado demónio que, pela fórma mais adorávelmente despótica, se lhe instalára na vontade e lhe monopolizára a existência. Pois êle poderia lá viver sem ela, ali, próximos e familiares os dois dentro da mesma cidade, sob o mesmo azul carinhoso, no mesmo ambiente perturbador, ao mesmo contacto amigo! E, depois, tinha contas que ajustar com ela... Havia uma deprimente situação que liquidar entre os seus brios varonis e essa criatura enigmática e divina. Assim duplamente lho impunham o seu coração machucado e o seu amor-próprio ferido.
Na tarde seguinte, querendo iniciar a sua galante digressão pelo mais fácil, tomou o Silveira um auto e rodou para Viamonte, onde entrou num pequenino salão térreo, decorado com ricos móveis Renascença, pelas paredes verdoengas um profuso mostruário de telas de preço, porêm de gente deplorávelmente vazio. Na desconfortante solidão daquela fracassada armadilha artística apenas, lenta e merencóreamente, se movia o dono da casa,--uma baça figura loira, de olhos claros de porcelana, barbicha em ponta e lunetas, e o cabotino Améglio, astutamente cingido ao crítico de arte de _La Nación_, a quem com loquaz intimativa, num atropelado desbarato de grossos gestos e frases feitas, buscava alarvemente encaminhar a atenção e subornar o critério. E depois que êste partiu, o mesmo conde, agora absolutamente só com o Silveira, e no íntimo vèxado por aquela evidenciação patente do seu rotundo insucesso, contudo assumia atitudes de importância, e num desvanecido ar superior, os olhos negligentes na face cínica, passando a mão pelo cabelo, atribuía, fátuo e altaneiro, o facto a um mesquinho concurso de causas bem inferiores ao seu alto propósito. E enumerava com desdêm,--o pouco adiantado da estação, a crise, a incultura geral, o retraímento invejoso dos artistas, a hostilidade surda da imprensa.
Passado pouco tempo, e ninguem havendo a atender, os dois retiraram e dirigiram-se ao pensionato pelintra que os Di Paoli ocupavam, na Praça do Congresso. Aí, das paredes roçadas e encardidas, quáse totalmente nuas, apenas agora pendiam, destacando sôbre uma medíocre miuçalha industrial, uma pequena paìsagem de realce e o bárbaro retrato da condessa. Esta acolheu o Silveira naturalmente, com um risinho afável mas sem calor, sem a mínima demonstração expansiva, com uma frieza exasperante, fechada outra vez naquela expressão calma, alheada e infantil que a bordo, era para o insofrido galã o maior encanto e o melhor estímulo. Falaram ligeiramente sôbre uma quantidade de coisas indiferentes e banais, o Silveira fez o pitoresco relato da sua estada no campo; e por fim, como o diálogo voltasse naturalmente a recair sôbre a digressão artística do conde e o seu resultado económico, êste num abandôno de familiar confiança, manifestou ao amigo,--que, devia dizer-lhe com franqueza, as coisas não lhe corriam nada bem... Estava por completo desalentado, não tinha vendido nada! Parecia-lhe aquilo um país de pedantes e impostores.--E numa autorevelação inconsciente:--Tudo puro charlatanismo. _Parada_, _parada_, conforme êles diziam... porêm no fundo nada de quantioso, de firme, de sólido. Queria êle saber?... Êsse belo Corot que êle ali havia visto, mandára-o, a pedido do milionário Spantuzzi, o célebre coleccionador, a casa dêle, para o estudar devagar, para se inteirar melhor, para ver...--Cruzava indignado os braços.--Isto havia dois meses. O tempo fôra passando... Era pr'a considerá-lo vendido, não era verdade?... Pois que agora lhe devolvera o quadro, com uma carta muito sêca, dizendo que afinal Corot não era dos pintores da sua predilecção, e que já tinha três, e que por isso resolvera não comprar...
Abria numa irritação os braços, e sacudindo a cabeça com dignidade e erguendo-se, acremente:
--E tudo o mais assim! Há três meses, apenas, em Buenos-Aires e já gastei quinze mil francos. E lucros nenhuns... Um pavor! Em má hora vim aqui... Que tremenda desilusão! Vou retirar breve seguramente.
Deplorando-o com sinceridade o Silveira, e num instintivo terror aproximando a sua sorte da do conde, tentava confortá-lo. Porêm, súbito, êste, aplacado, risonho e com afável singeleza, a mão interesseira estendida à parede:
--O seu quadrito ali está... P'ra onde quere que lho mande?
O Silveira estremeceu. Nem êle se lembrava já... E contudo hão havia meio, agora, de furtar-se decorosamente àquela polida insinuação, que para o seu carácter valia uma intimação formal. Que enormidade iria êle cobrar-lhe? Alguns dois ou três mil pêsos, estava a ver... Um rombo muito sofrível no seu já tam reduzido capital, um saque não previsto que lhe desequilibrava o orçamento. E é que não havia remédio!... Numa retracção íntima de terror, êle increpava-se duramente pela sua imbecilidade, dava ao diabo o azarento acaso dêste conhecimento... Porêm, breve, a sua proverbial imprevisão a fazer-lhe bailar no espírito aquela suculenta miragem das abóboras e dos melões do lote n.^o 13. Providencial compensação! Que importava o resto?... Ele poderia bem, já agora, ajudar êste pobre diabo e burlar-se da condessa... que a sua brilhante e áurea desforra estava certa, depois. Questão de tempo... deixar correr!
E com marcada sobranceria, ao despedir-se, recomendou então ao conde, sem discutir o preço, que lhe mandasse o quadrito ao hotel, com a conta, no dia seguinte.
Queria ainda naquela tarde encontrar-se com Jorge. Baldado empenho porêm, pelo momento; pois que, tendo chegado ao hotel e telefonado sucessivamente para casa dêle, para o _Circulo de Armas_, para o _Jockey-Club_ e para o _Plaza_, de parte nenhuma lhe davam notícia dêle nem sabiam dizer-lhe onde porventura se poderia encontrar.--Estaria p'r'aí talvez na sessão _vermouth_ dalgum teatro barato. Mas qual?... Fôssem lá saber!--Ficaria o encontro então para a noite, sôbre o jantar. Disposto pacientemente a esperar, o Silveira correu a coluna de anúncios dos espectáculos, na _Prensa_ e viu que naquela noite havia no _Palace Théâtre_ uma função em benefício de _La Caja Dotal de Obreras_, pia instituìção patrocinada pelas damas da primeira sociedade. Lá estaria certo o rapaz. E possívelmente Maria Mercedes...
Alentado por êste desejo e enardecido por esta esperança, logo que acabou de comer, o Silveira saíu. Mal havia dado porêm, confiado e quente, os primeiros passos, e logo à esquina da _cuadra_ seguinte, ei-lo que se defronta súbito com Luísa... a qual buscou simular um encontro de acaso, mas que, tímida e inexorável, mais uma vez o estava dali espiando, seguramente.
O Silveira teve um claro sacudimento de arrelia, e brusco e hostíl, plantado com dureza frente à sua adorável e simples amiguita, fitando-a com império:
--Que fazes tu aqui!? que quere isto dizer?...--E como a atónita rapariga se mantivesse muda, numa compungida atitude de assombro, os olhos baixos, a fria prega dos lábios transida de amargura, êle na mesma clara dureza tomou:--Não são horas e mais que horas de recolheres a casa? Como vais agora entrar?
Luísa ergueu para o seu áspero censor os grandes olhos, repassados de piedade, e após uns segundos de embaraço, naturalmente:
--_Yo cambié de domicilio_.
--O quê!? Deixaste essa bôa casa de Tucumán? Que fizeste tu por lá?
--_Yo nada, señor_.
--Puseram-te na rua?
Ao golpe achincalhante da interpelação, a pobre Luísa fez-se branca, torceu-se numa contorsão aflitiva, e logo, reagindo, a protestar com suavidade, as mãos trémulas em magoada cruz sôbre o peito:
--_Nada tienen que reprocharme alli, se lo juro! Al contrario, las buenas madres eran bien amigas mias_.
--Nesse caso, então?...
Nova pausa, de eloqùente silêncio agora, e logo ela, còrando, a segredar docemente:
--_Es que yo no podia pasar asi todas las noches, sin verlo_...
--Com efeito!--exclamou o Silveira, numa fatuìdade sorridente.
--_La culpa es toda suya, ya vé_...
Insensível porêm o Silveira à voluntária e total abdicação desta alma:
--De sorte que te encontras agora aqui assim à tuna, sem uma ocupação, sem família, sem casa nem abrigo?
--_Yo no le pido nada_.
--Pois, meu rico amor, se vinhas co'a idéa de entreter a noite comigo, perdeste o teu tempo.--E como a desconfortada rapariga o envolvesse numa fundente expressão de carinho e ensaiasse um tímido gesto suplicante:--Não! não! Vou com pressa. Tenho um compromisso. Palavra!
--_Que compromiso mayor que el nuestro?_
--És tôla!
E no mesmo instante o Silveira, duro sempre e insensível, jogado ao ímpeto do seu cobarde egoísmo, voltou costas e seguiu caminho, deixando a sua amantesita infeliz pregada e fria como uma estátua, os lábios lívidos, tolhida de dôr e de vergonha, imobilizada de pasmo e de tristeza.
Cortando logo para Corrientes, o arreliado Silveira caminhava rápido e, a intervalos, voltava-se, a inquirir se porventura, e a despeito da sua formal negativa, êle não seria seguido. Enfastiou-o de-véras o episódio. Incendeu-o num furor pueril, que lhe punha asas nos pés, a insistência piégas da rapariga.--Tam longe êle estava agora de semelhante coisa!--Três dias havia que não sabia dela, buscando insensivelmente furtar-se e fechar impunemente o ciclo de mais esta fugaz aventura com o sêlo cómodo do olvido.--Por que era uma maçada, no fim de contas, a peganhice infantil dessa seresma! Bôa rapariga, não havia dúvida... Mas tambêm as môças que êle, na sua terra, tivera a sorte de arrastar a uma torpêza igual, eram bôas como esta... e mais dóceis, mais razoáveis. Sabiam medir distâncias, compreendiam a situação. A breve trecho, eram elas as primeiras a anular-se... voltavam ao que eram e não o importunavam mais, conformavam-se sem lamúrias e deixavam-no em descanso. Ao passo que agora esta carraça... Em má hora lhe tinha acudido!--E a biltraria recôndita do seu ânimo fortalecia-se. Erguia a cabeça com jubiloso arreganho e caminhava mais apressado. Porêm a espaços, não obstante, se num claro de grata recordação a sua alma evocava a cândida imagem de Luísa, crescia-lhe súbito no íntimo uma onda de condoída ternura, que o envolvia, que o abrandava, que o fazia arrepender-se e parar no caminho. E êle revia então, em todo o seu incondicional abandôno, em tôda a sua rústica simpleza, essa esplêndida flôr do campo, a tinta ardente da sua epiderme, o alçapão de desejos que era a sua bôca, o lume de paixão espirrante dos seus olhos cheios de fogo... e pensava.--Talvez que esta sentisse mais e melhor que as outras... Valeria mais que tôdas!
Esta quáse palpável evidência perturbava-o. Já perdia a noção exacta do rumo que levava. Entrou no vestíbulo do _Royal_, tomando-o por o _Palace Théâtre_; e por êste passou desgarradamente, uma e duas vezes, antes de reconhecê-lo. Pesava-lhe na alma essa obsidiante luta interior entre o apiedado alarme da sua consciência e a farta repulsão do seu desejo........ ...........................................................................
NOTA FINAL
Abel Botelho, o artista ilustre que às letras do seu país legou tantas páginas de inspiração e de beleza, não teve tempo de concluir o romance _Amor Crioulo_, escrito longe da sua terra e da sua gente mas sempre com a imaginação e os olhos postos na Pátria distante. A morte colheu-o de súbito, paralisando para sempre a mão augusta que tam activamente lidou e a lúcida inteligência que nunca se fatigou de combater, durante meio século de esfôrço permanente e fecundo, para atingir um ideal de perfeição suprema.
Analista subtil do coração humano, psicólogo, moralista pelo castigo áspero do sarcasmo, Abel Botelho desceu a profundidades poucas vezes exploradas antes dêle, tentando imprimir uma utilidade social à sua arte. A vasta obra que nos deixou e em que a sua alta personalidade se perpetuará, tem de ser tomada como uma lição, mesmo nos seus aspectos de mais cru realismo e na sua mais cruel expressão--que fazem dela um flagrante documento da época e do meio em que foi elaborada. Vista em conjunto--que é como deve ser julgada pelos espíritos imparciais--há-de necessáriamente reconhecer-se-lhe um mérito estético e moral.
Os derradeiros capítulos que compôs, com tanta ternura e tanto relêvo artístico, foram estes do _Amor Crioulo_, que os seus Editores hoje lançam aos alaridos da publicidade para que nada se perca de tudo quanto o romancista excelso produziu. O livro ficou incompleto. Todas as pacientes buscas encetadas, para se encontrar a parte final, em Lisboa, onde Abel Botelho tinha a sua casa, e em Buenos-Ayres, onde êle era o representante diplomático do Governo da Rèpública Portuguesa, foram infrutíferas. A doença inesperada interrompêra, certamente, o trabalho do escritor insigne, que a morte não tardaria a eliminar da comédia da existência. A acção do romance estava em pleno desenvolvimento quando o braço do seu autor caíu desfalecido. Adivinha-se, no entanto, o desfecho do _Amor Crioulo_ pela leitura dos coloridos, nervosos e movimentados episódios em que a sua tessitura se desenha vigorosamente e o conflito sentimental se estabelece.
Publicando-o tal como lhes foi entregue, os Editores contribuem com novos e valiosos subsídios para o estudo e para a crítica da individualidade de Abel Botelho que, na moderna literatura nacional, se afirmou com nobre superioridade. A Escola realista entre nós poucas figuras mais elevadas possue. Abel Botelho era um pintor por vastas massas, dispondo duma paleta muito rica, um minucioso observador da vida que à sua volta desenrolava maravilhosos scenários e que êle reproduzia com surpreendente fidelidade e um justo conhecimento dos tons e dos valores.
Foi, em todo o caso, lamentável que não terminasse êste volume póstumo--porventura aquele em que pôs mais devotado carinho, mais emoção, mais orgulho de raça, e que, mesmo fragmentado, o denuncia como uma entidade representativa. Nem ao menos pôde corrigir as provas em que os escritores da sua rara estírpe dão sempre os últimos retoques de graça, de harmonia, de equilíbrio e de luz. A elevada honra dessa tarefa foi-me confiada a mim, procurando eu desempenhá-la o melhor que me foi possível e suprindo pela vontade de acertar o que me falta em competência. Qualquer êrro que no texto apareça terá, portanto, de me ser imputado, e não ao escritor modelar que tanto dignificou a sua nacionalidade nos luminosos domínios do pensamento e da arte.
Pôrto, 28 de julho de 1919.
João Grave.
*Lista de erros corrigidos*
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
+----------+------------------------+-------------------------+ | | Original | Correcção | +----------+------------------------+-------------------------+ |#pág. 9| sna | sua | |#pág. 43| _Commitee_ | _Committee_ | |#pág. 118| familiaridadecativante | familiaridade cativante | |#pág. 118| eru dição | erudição | |#pág. 124| àtropelada | atropelada | |#pág. 214| cortornos | contornos | |#pág. 249| estê | êste | |#pág. 253| próprior | próprio | |#pág. 337| Silveíra | Silveira | |#pág. 377| sóbre | sôbre | +----------+------------------------+-------------------------+
A pontuação em alguns casos foi substituída (pontos por vírgulas e dois pontos por ponto&vígula, e vice-versa), conforme se verificava errada a sua utilização.