Chapter 10
«Bello ermo! Eu hei de amar-te emquanto esta alma Aspirando o futuro além da vida E um halito dos céus, gemer atada Á columna do exilio, a que se chama Em lingua vil e mentirosa o mundo. Eu hei de amar-te, oh valle, como um filho Dos sonhos meus. A imagem do deserto Guardal-a-ei no coração, bem junto Com minha fé, meu unico thesouro.» _Poesias_, pag. 50 e 51.
[20] _Poesias_, pag. 112.
[21] _Poesias_, pag. 27.
[22] _Poesias_, pag. 20.
[23] _Poesias_, pag. 4.
[24] _Poesias_, pag. 31.
[25] _Poesias_, pag. 61.
[26] _Poesias_, pag. 49.
[27] _Poesias_, pag. 81, 85 e 86.
[28] _Poesias_, pag. 89 e seg.
[29] _A Tempestade_, é o titulo, bem caracteristico, da poesia em que o exprimiu.
[30] _Poesias_, pag. 92 e 93.
[31] _Poesias_, pag. 111.
[32] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. VII, (Lisboa, 1859).
[33] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. III.
[34] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. VIII.
[35] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. XI.
[36] _Opusculos_, tom. V, 3.ª ed., pag. 294.
[37] _Opusculos_, tom. IX, pag. 278.
[38] _Opusculos_, tom. III, 2.ª edição, pag. 70.
[39] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 376.
[40] _O Bobo_, pag. 31 e 14.
[41] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. XII.
[42] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. IX a XII.
[43] _Historia de Portugal_, 3.ª ed., tom. II, pag. 93 e 94.
[44] _Historia de Portugal_, tom. II, pag. 137 e 138.
[45] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 61.
[46] George Bernard Shaw.
[47] _Opusculos_, tom. III, pag. 65 e 66, 2.ª edição.
[48] _Opusculos_, tom. II, pag. 217 e seg., 2.ª edição, Lisboa, 1880.
[49] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 73 e 76.
[50] Vid. o prologo da _Historia da Origem e do Estabelecimento da Inquisição em Portugal_.
[51] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 262.
[52] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 243.
[53] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 219.
[54] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 227.
[55] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 70.
[56] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 152.
[57] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 137.
[58] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 78.
[59] _Historia de Portugal_, tom. III, pag. 223 e seg., 8.ª edição.
[60] _Opusculos_, tom. II, _Mousinho da Silveira_.
[61] _Opusculos_, tom. III, pag. 111.
[62] _Opusculos_, tom. III, pag. 113 e seg.
[63] _Opusculos_, tom. III, pag. 121 e 122.
[64] _Reporter_, n.º 178, 28 de junho de 1888. Cartas de Alexandre Herculano a Oliveira Martins.
[65] Stuart Mill viveu de 1806 a 1873, antecedendo portanto Alexandre Herculano quatro annos no nascimento e na morte.
[66] _Mes Mémoires._ Trad. fr.; Paris, 1874. Pag. 221 e seg.
[67] Alexandre Herculano. _Opusculos_, tom. I, pag. XV. 4.ª edição. Lisboa, 1897.
[68] Vid. _Poesias_.
[69] É singular e significativa certa frieza que transparece no elogio, quando José Estevão apreciou a pouca fortuna de Alexandre Herculano no parlamento. Dizia o tribuno na _Revolução de Setembro_, em um pequeno artigo que o meu erudito conterraneo Sr. Marques Gomes transcreve no seu _José Estevão, Apontamentos para a sua Biographia_:
«Coube a palavra ao Sr. Alexandre Herculano, litterato conhecido e deputado debutante. O discurso d'este senhor foi modelo em dicção, mesquinho na intenção e falho nos meios. Este senhor deputado, tendo-se declarado opposicionista, não proferiu uma palavra de censura contra o ministerio, e querendo inculpar as administrações da Revolução mostrou que nem sempre os bons desejos supprem a escassez de recursos. O senhor deputado é um talento, e póde vir a ser um bom orador applicando os encantos da sua dicção aos termos logicos das questões.»
Ora José Estevão era de uma generosidade e largueza d'animo com os adversarios verdadeira e superiormente nobre. Se escreveu com semelhante leveza de Alexandre Herculano foi porque em consciencia a tinha por merecida, e nunca por qualquer sombra de mesquinhez partidaria ou pessoal, de que de todo e sempre se achou isento. E desconheceu-o, ou melhor, talvez o conhecesse mal n'aquelle tempo, porque a diversidade de temperamento tornava embaraçosa e lenta a mutua comprehensão dos caracteres, que de resto veio a mostrar-se. É sabido como esses dois homens acabaram por se estimar profundamente, como o exigia a conformidade da grandeza moral de um e outro.
[70] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 57 e seg.
[71] Ernest Howard Crosby.
[72] _Opusculos_, tom. II, 2.ª edição, pag. 141 e 142.
[73] A carta em que propunha a Bertrand a edição da _Historia de Portugal_ é sobre esse ponto sufficientemente elucidativa. Encontram-se publicadas pelo Sr. Dr. José Pessanha as suas passagens principaes, no _Boletim da Real Associação dos Archeologos Portuguezes_, em o numero especial com que recentemente aquella aggremiação commemorou o centenario de Alexandre Herculano. Todas as condições commerciaes da empreza confiava á experiencia e probidade do editor; nem sequer se importava de as determinar; e gracejava da propria incapacidade para semelhante ajuste e para materias do negocio em geral.
[74] _Monge de Cistér_, tom. I, pag. 122.
[75] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 9.
[76] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 170.
[77] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 331.
[78] _Monge de Cistér_, tom. II, pag. 246 e 247.
[79] _Opusculos_, tom. IV, 2.ª edição, pag. 102.
[80] _Monge de Cistér_, tom. XI, pag. 377.
[81] _Historia de Portugal_, tom. IV, pag. 5 e 6.
[82] _O Bobo_, pag. 261.
[83] Graças ainda á generosidade do Sr. Marques Gomes, foi-me possivel lêr a representação das pessoas d'Aveiro pedindo ao governo que a Alexandre Herculano se facultassem todos os meios de continuar a _Historia de Portugal_. A representação está publicada no _Campeão do Vouga_, n.º 536, de 16 de julho de 1857. Conheci a maior parte dos homens que a assignaram. São tudo o que em Aveiro havia de superior pela intelligencia e situação social; e encontro alli, a par dos liberaes mais exaltados, os nomes de catholicos severos e intransigentes, legitimistas ferrenhos, cabralistas, padres e seculares de todas as classes.
Diz-me mais o Sr. Marques Gomes que a representação foi promovida por José Estevão, o que de resto logo suspeitei porque não falta alli a assignatura de nem um só dos amigos mais dedicados do tribuno, dos que cegamente o seguiam. Mas, se duvidas houvesse a tal respeito, estavam tiradas em a nota que o Sr. Marques Gomes encontrou nos apontamentos de seu pae, o dr. Francisco Thomé Marques Gomes. Este apontou o dia em que assignou a representação, e accrescenta que o fez a pedido de José Estevão.
[84] Vid. toda a _Prefação_ da 3.ª edição da _Historia de Portugal_.
[85] _O Bobo_, pag. 89 e 92.
[86] _O Bobo_, pag. 254.
[87] _Opusculos_, tom. III, pag. 30 a 32 da 2.ª ed.
[88] _Opusculos_, tom. III, pag. 83 e 84 da 2.ª ed.
[89] _Opusculos_, tom. III, pag. 63.
[90] _Opusculos_, tom. I, pag. IX a XII da 4.ª ed.
INDICE
INDICE
Pag.
PROLOGO VII _Fascinação do Ermo_ 1 O poeta e a solidão 3 Paganismo 15 Caracter religioso 17 Pessimismo 19 _Apparições e Espectros_ 27 A patria e a tradição 28 O romance historico 32 O historiador 44 Sentimento da justiça 54 A liberdade e a historia 57 Tolerancia religiosa 60 Espectros do despotismo 63 O povo 70 A burguezia 72 As liberdades municipaes 74 Resgate das servidões 82 Concepção da grandeza do povo 84 A gloria 86 O jurisconsulto 91 O socialismo e a historia 94 _Escudos de Fortaleza_ 111 Religião 112 Alexandre Herculano e José Estevão 114 Christianismo 119 Symbolismo religioso 122 Caracter ethnico 129 Liberdade 130 O moralista 139 Sinceridade 149 Humorismo 158 O apostolo 162 Orgulho 165 Humildade 168 Sympathia e ternura 172 O stoicismo de Alexandre Herculano 179
DO MESMO AUCTOR
_Vozes do meu lar_, 1 vol. _Na Paz do Senhor_, romance, 1 vol. _Reino da Saudade_, romance, 1 vol. _Via Redemptora_, 1 vol. _Apostolos da Terra_, 1 vol. _Sonho de Perfeição_, romance, 1 vol. _S. Francisco d'Assis_, 1 vol. _José Estevão_, 1 vol. _S. Francisco d'Assis_, 1 vol. _José Estevão_, 1 vol.
End of Project Gutenberg's Alexandre Herculano, by Jaime de Magalhães Lima