A Reforma

Part 27

Chapter 273,503 wordsPublic domain

ULRICO ZWINGLIO: nascido em 1 de Jan. de 1484, em Wildhaus, no condado de Toggenburgo; discipulo de Henrique Wolflin (Lupulus) em Berne; de Thomaz Wyttenbach, em Basiléa. 1499, discipulo de Joaquim Vadianus em Vienna; 1506, mestre de artes; 1506-16, pastor em Glarus; 1516-18, prégador em Santa Maria, Einsiedeln.

(Diebold de Geroldseck e o abbade Conrado de Rechenberg).

1518.—Zwinglio contra a indulgencia prégada por Bernardino Sampson (Guardião do convento franciscano de Milão.)

1519.—1 de Jan., Zwinglio prega o seu primeiro sermão em Zurich; sermões sobre o Evangelho da S. Matheus, os Actos e as Epistolas de Paulo; sermões reformistas, expondo uma clara distincção entre o christianismo biblico e o romanista; Estudo humanista da Escriptura (Epistolas Paulinas).

EM FRANÇA, propaganda das doutrinas reformadas por Guilherme Briçonnet, bispo de Meaux desde 1521. Juntamente com Le Fébre e Farel.

1521.—Cornelio Hoën, jurisconsulto allemão, escreve _De Eucharistia_ (a Ceia do Senhor puramente symbolica); a doutrina é introduzida em Wittenberg e em Zurich por João Rhodius, presidente da Casa dos Irmãos, em Utrecht.

1522.—16 de Abr. Zwinglio: _Von Erkiesen und Fryheit der Spysen_; Ago.: _Apologeticus Archeteles_, ao bispo de Constança.

A theologia zwingliana torna-se gradualmente a mais forte nos Paizes Baixos.

1523.—29 de Jan. Discussão em Zurich, entre Zwinglio e João Faber, vigario geral do bispo; as 67 theses de Zwinglio.

26 de Out., Discussão em Zurich ácerca do culto das imagens e da missa.

17 de Nov., Instrucção do Concilio de Zurich aos pastores e prégadores.

1524.—Perfeita reforma esclesiastica em Zurich; os quadros das egrejas são arreados; os conventos dos frades são encerrados.

Victoria da Reforma em Berne (Berchtholdt Haller. Nic. Manuel), Appenzell, Solothurn; a Liga Romanista e os Cantões Florestaes de Lucerna.

1525.—A missa é abolida em Zurich; o culto publico muito simples e na lingua allemã; a Ceia do Senhor _sub utraque_.

O commentario de Zwinglio, e a primeira parte da traducção da Biblia de Zurich (primeira edição completa em 1531).

Zwinglio expôe detalhadamente o que pensa ácerca da Ceia do Senhor.

(Carlstadt torna publica, no sul da Allemanha, a sua theoria da Ceia de Senhor, δεικτικῶς: Este meu Corpo, é o Corpo, etc.)

Zwinglio a Matheus Alber em Reutlingen, 16 de Nov. de 1524, _Menducatio spiritualis_; depois no seu commentario.

_Contra_ Zwinglio: Bugenhagen.

_A favor_ de Zwinglio: Œcolampadius.

O Syngramma Suevicum, 1525, (em Hall), por Brenz, Schrepf, Griebler, etc., e mais tarde Calvino.

Luthero contra Calvino—(1) no seu prefacio á traducção de Agricola do Syngramma Suevicum; (2) em 1527 «Que a Palavra» etc.

Principios ecclesiasticos e politicos de Zwinglio; a sua reforma politica na Suissa; liga politica dos cantões florestaes catholicos romanos para conservarem a sua supremacia.

1526.—Os cantões catholicos romanos atacam os evangelicos.

Maio: Polemica em Baden (Eck e Œcolampadius).

1528.—Victoria da Reforma em St. Gall (Joaquim Vadianus, João Kessler).

1529.—A Reforma vence em Basiléa (Œcolampadius, Capito, Hedio).

Liga de cinco cantões florestaes com a Casa de Hapsburgo.

24 de Jun., Paz de Cappel; os cantões florestaes abandonam a Liga de Hapsburgo e reconhecem a libertade de consciencia.

Separação entre os protestantes lutheranos e os do sul da Allemanha; Luthero oppõe-se a uma resistencia armada; Zwinglio planeia a abolição do papado e do imperio medieval; Philippe de Hesse diligenceia promover a união.

1-4 de Out.—Conferencia religiosa em Marburgo (Luthero, Melanchthon, Zwinglio, Œcolampadius, Justo Jonas, Osiander, Brenz, etc.); 4 de Out., união em quatorze artigos, divisão no quinquagesimo—O Sacramento da Ceia. _Zwinglio_: «Não ha na terra homens com quem eu mais gostosamente me identificaria do que os de Wittenberg.» _Luthero_: «Vós tendes um Espirito differente do nosso.»

16 de Out., Luthero no convento de Schwabach; 30 de Nov. em Schmalkald; a Saxonia separa-se dos outros estados do sul da Allemanha.

Os cantões catholicos romanos não observam as clausulas da paz.

1531.—15 de Maio, em Aarau nega-se provisões aos cantões florestaes com a reprovação de Zwinglio.

11 de Out., Batalha de Cappel; _Zwinglio é assassinado_; Segunda Paz de Cappel.

Henrique Bullinger, successor de Zwinglio.

_Reforma promovida por Calvino na Suissa franceza._

_Guilherme Farel_ (nasc. em 1489, no Delphinado; desde 1526, reformador em Berne; em 1530, em Neufchatel; fall. em 1565, em Genebra); _Pedro Viret_ (nasceu em 1511, em Orbe; 1531-59, em Lausanne; desde 1561, em Nismes e Lyons; fall. em 1571); desde 1534, faz-se em Genebra propaganda da Reforma.

1536.—JOÃO CALVINO em Genebra; nasc. em 10 de jul. de 1509, em Noyon; estudou em Orleans e em Paris; 1533, abraçou a Reforma em Paris; em Basiléa; 1536, =Instituto Christianæ Religionis=; depois em Ferrara; rigorosa disciplina ecclesiastica; em 1538, pela pascoa, é expulso de Genebra e ratira-se para Strasburgo; chamado novamente a Genebra em 1541; fall. em 27 de Maio de 1564.

_Systema ecclesiastico adoptado por Calvino em Genebra._—Culto: oração e prégação. Organisação presbyterianna. Jan. de 1542: _Ordonnances ecclésiastiques de l’église de Genève._ Pastores, doutores, presbyteros e diaconos. Disciplina da Egreja.

_A Reforma em França_, 1559-98

_Francisco I_, Humanista, importando-se pouco com a religião, fez da Reforma arma politica; sua irmã Margarida, rainha de Navarra (fall. em 1549) protege os reformadores; severa perseguição dos protestantes francezes, não obstante a alliança com os principes protestantes allemães e o pedido feito a Melanchthon para ir residir em França, em 1565.

Henrique II: Antonio de Navarra e sua mulher Joanna d’Albret põem-se á testa do protestantismo em França.

1559-25.—29 do maio, Primeiro synodo reformado em Paris, organizado por Antonio Chandieu, pastor parisiense; Confissão Gauleza.

1561.—Set.: Conferencia religiosa em Poissy, Theodora Beza.

1562.—Jan.: Os protestantes alcançam o direito de se reunirem para o culto fóra das cidades; Francisco de Guise massacra a congregação protestante de Vassy.

1562-63.—A guerra huguenote. Morte de Antonio de Navarra; Francisco de Guise é alvejado perto de Orleans.

1567-68 e 1569-70. Guerras huguenotes.

1572.—24 de ago., massacre de Paris na vespera de S. Bartholomeu; assassinio de Coligny e de 50:000 huguenotes.

1574-76.—Guerra huguenote; a Santa Liga dos Guises.

1588.—Assassinio de Henrique e Luiz de Guise.

1589.—Henrique é morto por um fanatico da Liga, J. Clement, em 1 de ago.

1593.—_Henrique IV faz-se catholico romano._

1598.—EDICTO DE NANTES: liberdade de consciencia; é permittido o culto publico; todos os privilegios civis; cidades de refugio para os huguenotes.

1620-28.—Revoltas huguenotes.

1620.—Tomada da Rochella.

Edicto de Nismes. São garantidos aos huguenotes direitos ecclesiasticos.

1552.—_Os 42 Artigos._

1554.—O cardeal Reginaldo Pole, legado pontificio; 1555-58, Sanguinolentas perseguições no reínado de Maria; 1556, 21 de maio, Cranmer é queimado em Oxford.

_A Rainha Isabel restabelece a Reforma_

1559.—Junho: Acta da Uniformidade, Matheus Parker, arcebispo de Canterbury.

Revisão e readopção do livro de Oração Commum.

1562.—23 de jan., _Os 39 Artigos_: Doutrina calvinista da Predestinação, Doutrina calvinista da Ceia do Senhor.

1567.—Os puritanos são excluidos da Egreja. Puritanismo; Reforma espiritual mediante a collectividade evangelica, acceitação, em Inglaterra, da doutrina do sacerdocio espiritual de todos os crentes, e consequente guerra ás capas de asperges e outros paramentos ecclesiasticos.

1570.—Thomaz Cartwright é expulso de Cambridge.

1582.—Roberto Browne, capellão do duque do Norfolk; separação da Egreja e do Estado; cada congregação fórma uma egreja independente.

Movimentos Revolucionarios

_Os Mysticos_

A Nova Prophecia, o Espiritualismo, o Millenearismo, uma Congregação dos perfeitamente santos, opposição ao baptismo de creanças.

Primeiro periodo até 1535.

1521.—Os Prophetas (de Zwickau) em Wittenberg: Nicolau Storch, Marcos Thomé, ou Stübner, Martinho Celiarius.

André Bodenstein de Carlstadt: 1504, professor em Wittenberg; 1520, em Copenhague, 1522, tumultos por causa das imagens e dos paramentos; 1523-24, em Orlamünde; excommungado depois no sul da Allemanha, na Frisilandia Oriental, na Suissa; fallecido em 1541, em Basiléa.

1523.—Conrado Grebel, Felix Manz, e Stumpf. em Zurich, contra Zwinglio.

1524.—Alterações da ordem em Stockholmo; Melchior Hoffmann.

1525.—Thomaz Münzer em Mülhausen; executado em Maio de 1525.

Tratado: _Wider das geistlose sanftlebende Fleisch ze Wittenberg_, 1522.

Janeiro: Levantamento dos anabaptistas; Jürg Blaurock, monge proveniente de Chur.

Severa perseguição dos anabaptistas (Hanz morre afogado em Zurich, em 1527; Balth. Hubmater é queimado em Vienna, em 1528; Hetzer é decapitado em Constancia em 1529).

_Melchior Hoffmann_: nasc. em Hall, na Suabia; 1523, em Livonia; 1527, em Holstein; 1529, em Strasburgo; de ahi foi para a Frisilandia, onde se aggregou aos baptistas; depois nos Paizes Baixos; 1533, em Strasburgo; fall. em 1540. (_Ordinanz Gottes_): um estricto millenario do genero mais espiritual; propaga entre os baptistas as idéas millenarias.

_Gaspar Schwenkfeld_: nasc. em 1490, em Ossing, perto de Liegnitz; ao serviço do duque de Liegnitz; 1525, julgou ter descoberto uma interpretação das palavras da instituição da Ceia «Quod ipse panis fractus est corpori esurienti, nempe cibus, hoc est corpus menm, cibus videlicet esurientium animarum;» de onde proveiu a sua doutrina ácerca de Christo, A Palavra Escondida (_De cursu Verbi Dei, origine fidei et ratione justificationis_, 1527); da Pessoa de Christo (não feito homem, mas gerado pela natureza divina: da sua carne divina); 1528, expulso da Silesia; em Strasburgo, Spira, Ulm, Perseguido desde 1539 pelos theologos lutheranos; em muitas controversias; fall. em 1561, em Ulm; discipulos seus na Silesia; na Pennsylvania desde 1730.

1533.—_O Reino de Christo_ em Münster.

Bernardo Rothmann, superintendente evangelico em Münster, ajunta-se aos anabaptistas; Henrique Roll e os prégadores de Wassenberg, provenientes de Jülich.

No verão; Melchioritas in Münster.

Nov.: Jan. Matthiesen.

1534.—Quaresma: Tumulto, destruição das imagens e dos conventos.

Vespera da Pascoa: Queda de Matthiesen; João de Leyden colloca-se á frente dos anabaptistas (Theocracia com communidade de bens e de esposas).

1535.—Vespera de S. João: tomada de Münster.

1536.—22 de Jan. João de Leyden, Knipperdolling e Krechting são executados.

1534.—David Joris: nasc. em 1501, em Delft; associa-se aos anabaptistas; promove reformas entre elles; a sua influencia nos Paizes Baixos e na Frisilandia Oriental. 1542, o seu _Wunderbuch_; 1544, em Basiléa; uma especulação mystico-espiritualista com tendencia racionalista.

_Os Mennonitas_

Menno Simonis: nasc. em 1496, em Witmarsum; 1524, padre; 1536, deixou de exercer as suas funcções, desgostoso com a perseguição dos anabaptistas de Münster, baptisado por um apostolo de Jan Matthiesen; reformou e organisou as congregações anabaptistas na Hollanda e na Frisilandia; fall. em Oldesloe; fez cessar o enthusiasmo fanatico, e deu maior incremento á tendencia para o Donatismo.

Os seus discipulos, os mennonitas, tolerados em 1572, nos Paizes Baixos, por Guilherme de Orange, encontravam-se tambem em Emden, Hamburgo, Danzig, Elbing, no Palatinado e na Moravia; moderaram o espirito anabaptista primitivo; rejeitaram todos os dogmas; prohibiram os juramentos e a guerra; appellaram para a letra da Escriptura.

Egreja Anglicana

Inglaterra, 1547-1600, sob Henrique VIII: João Frith, Guilherme Tindal.

1534.—Acta do Parlamento ácerca da supremacia real; o Rei «o unico chefe supremo, sobre a terra, da Egreja ingleza»; á frente do partido evangelico, Thomaz Cranmer (1533, arcebispo de Canterbury) e Thomaz Cromwell; Traducção da Biblia, em 1538.

1539.—28 de jul., Transubstanciação; negação do calix aos leigos; celibato clerical; missas pelos defuntos; confissão auricular.

A Reforma de Henrique VIII foi um acto do rei, e significava apenas uma revolta contra o systema medieval, sendo o papa substituido pelo rei.

Isolamento da Egreja da Inglaterra; cortadas todas as relações com o papado; sem communicação alguma com as Egrejas Reformadas.

1547.—Sob o governo de Somerset, Lord Protector: Pedro Martyr Vermigli (nasc. em 1500, em Florença; 1542, em Strasburgo; fall. em 1562, em Zurich) e Bernardo Ochino (nasc. em 1487) levado para Oxford; Martinho Bucer e Paulo Fagio, para Cambridge.

O Livro das Homilias.

1548.—O Livro da Oração Commum; revisto em 1552.

_A Escocia_

1558.—Os Lords da Congregação; o Evangelho Puro, o Livro de Oração Commum do Rei Eduardo.

1560.—Assembléa dos Estados em Edinburgo; _A Confissão Escoceza_; o Primeiro Livro de Disciplina; é approvado o governo presbyteriano pelas Assembléas Geraes, pelos Synodos e pelas Sessões das egrejas; Superintendentes.

_João Knox_: nasc. em 1505, em Haddington; desde 1546, prégador em St.º André; 1547-49, nas galés; 1553-59, em Frankfort e Genebra; 1559 a 1572 (data do fallecimento) em Edinburgo.

1572.—Convenção de Leith; Bispos privados de exercerem as funcções episcopaes: os Tulchanos.

1576.—Os inspectores nomeados pela Assembléa.

1578.—Segundo Livro de Disciplina.

1580.—A instituição dos presbyterios.

A Egreja Catholica Romana

11 de Março de 1513 a 1 de Dez. de 1521.—Leão X.

1517.—O Concilio de Latrão concede ao papa os dizimos de todos os bens ecclesiasticos.

Indulgencia (a quinta entre 1500 e 1517) para a construcção de S. Pedro, e para as despezas particulares do papa.

São concedidas á Allemanha tres commissões de indulgencias, uma d’ellas arrendada ao arcebispo de Mayença (canonisado em 1514) sendo seu agente o dominicano João Tetzel (fallecido em 1519).

Thomaz Vio de Gaeta (Cardeal Caetano): «A Egreja Catholica é a escrava do papa»; assevera a infallibilidade papal no mais amplo sentido.

1519.—As côrtes de Aragão pedem tres Breves a Leão X (que nunca lhe foram enviadas) para restringir a Inquisição. Pedidos similhantes, tambem infructiferos, feitos pelos estados de Aragão, Castella e Catalunha, a Carlos V em 1516.

_Os theologos romanistas no primeiro periodo da Reforma._

João Eck, professor de theologia em Ingolstadt desde 1510; nasc. em 1486, na aldeia de Eck; fall. em 1543.

Jeronymo Emser, prégador palaciano do duque Jorge da Saxonia, fall. em 1527.

João Cochlæus (Dobeneck), deão de Francfort sobre o Maine, Canonicus em Mayença e Breslau; fall. em 1552; _Commentaria de actis et scriptis M. Lutheri_ (1517-46), 1549, _Historiæ Hussitarum_.

João Faber, 1518, Vigario Geral em Constancia (Costnitz); 1529, Preboste de Ofen; 1530, Bispo de Vienna, fall. em 1561; 1523, _Malleus hæreticorum_.

1521.—Henrique VIII de Inglaterra: _Assertatio VII. Sacramentorum contra Lutherum_ (Defensor da Fé.)

15 de Abril, Decreto da Sorbonne, condemnando as doutrinas de Luthero.

8 de Maio, Edito de Carlos V. (fundado no edito de Worms) contra a propaganda das doutrinas reformadas nos Paizes Baixos.

(1522, é encerrado, sobre o fundamento de heresia, o convento dos Agostinhos de Antuerpia).

1522-23.—14 de Set. O papa Adriano VI (tutor de Carlos V, bispo de Utrecht) instruido na sciencia antiga; aspiração por uma reforma do clero mediante a hierarquia.

Em Hespanha, desde 1520 circulação dos escriptos de Luthero, em traducções hespanholas feitas em Antuerpia.

1523.—João de Avila o «apostolo de Andaluzia», é perseguido por ter adoptado as doutrinas lutheranas.

1523-34.—26 de Set. O papa Clemente VII (Julio Medici) filho natural de Julião de Medico.

1524.—O cardeal Campeggio, legado do papa na Dieta de Nürnberg.

Liga, em Regensburgo, dos Estados Catholicos Romanos do Sul da Allemanha (Fernando de Austria, os duques da Baviera e os bispos do sul da Allemanha) Condições: Uma reforma ecclesiastica dentro de certo limites, e uma alliança com o poder civil; não se permitindo, porém, que continuem a ser prégadas as novas doutrinas.

1524.—Pedro Caraffa, bispo de Theate (Papa Paulo IV) institue a Ordem dos Theatini para impedir o avanço da Reforma.

1526.—Maio 29: Liga em Cognac contra Carlos V (o papa, Francisco I, Veneza e Milão).

1527.—Processo da Sorbonne contra Jacques le Fêvre (fall. em 1537, durante uma viagem para Strasburgo), sob a protecção de Margarida de Navarra.

1527.—Maio 6, Carlos de Bourbon ataca Roma; o papa encerrado em St. Angelo até 6 de Junho. Carlos V, senhor de quasi todos os Estados da Egreja, propõe o limitar-se o poder temporal do papa. O papa appella para Inglaterra e para França; um exercito francez equipado á custa da Inglaterra, marcha em seu auxilio.

1528.—Jun. 29: Paz entre o Imperador e o papa em Barcelona; o papa recupera os Estados da Egreja e Florença; exterminio da heresia.

1530.—Congregações reformadas em _Hespanha_. Em Sevilha: Rodrigo de Valero, Joh. Egidio, Ponce de la Fuente. Em Valladolid, 1555, Agostinho Cazalla.

Francisco Enzinas traduz o Novo Testamento; em 1556, nova traducção por João Perez.

Filippe II e a Inquisição condemnam essas obras.

_Italia._—A Reforma allemã desperta a vida religiosa e a theologia agostinha; Contarini, Reginaldo Pole, Joh. de Merone, (arcebispo de Modena). _Pedro Paulo Vergerius_ (abraçou a Reforma em 1548; fall. em 1565).

Reforma em Ferrara (Renée casa em 1527, com Hercules II); em Veneza; em Napoles (João Valdez, fall. em 1540; e Bernardo Ochino); em Lucca (Pedro Martyr).

1534-49.—O papa Paulo III (Farnese); Vergerius, seu legado na Allemanha.

1536.—Paulo III manda reunir em Mantua o Concilio havia longo tempo promettido; 1537, addiado; mandado reunir em Vicenza; novamente addiado.

1542.—Antonio Paleario (queimado em 1570), _Del beneficio di Gesu Christo crocifisso verso i Christiani_.

1540.—27 de Set., COMPANHIA DE JESUS constituida por Paulo III; _D. Ignacio de Loyola_ nasc. em 1491, no castello de Loyola, situado na provincia de Vasconça; ferido em 1521, em Pamplona; lendas de santos; estudos em Barcelona; desde 1528 em Paris. Em 1534, com seis companheiros (Francisco Xavier, Jacques Lainez, Pedro Lefebre, etc.), fez os votos monasticos, accrescentando um outro, o de absoluta obediencia ao papa. Loyola fall. em 1556; Lainez em 1561.

«Para zelar os interesses da hierarquia catholica romana contra o protestantismo tanto dentro como fóra da Egreja.»

A obra missionaria de Francisco Xavier no Oriente da Asia.

A moral da Sociedade; casuistica.

Os seus dogmas: a superstição systematica.

1542.—O cardeal Caraffa aconselha o restabelecimento da Inquisição para acabar com o protestantismo na Italia.

1545.—Abertura do _Concilio de Trento_; Primeiro periodo, 11 de mar. de 1547, em Trento; 21 de abr. de 1547 a 13 de set. de 1549, em Bolonha. Segundo periodo, 1 de maio de 1551 a 28 de abr. de 1552, em Trento. Terceiro periodo, 13 de jan. de 1562 a 4 de dez. de 1563 (25 sessões). Doutrinas romanistas consolidadas mediante esse concilio.

1564.—_Professio Fidei Tridentinae_: 1566, _Catechismus Romanus_ (Leonardo Marini, Egidio Foscarari, Muzio Calini).

1548.—Filippe Nery funda o Oratorio.

1550-64.—Julio III (del Monte).

1551.—Fundação do Collegium Romanum Jesuita.

1552.—Fundação do Collegium Germanicum.

1555-59.—Paulo IV (Caraffa) protesta contra a Paz de Augsburgo; Inquisição.

1559-65.—Pio IV (Medici) deixa-se guiar por seu sobrinho, o cardeal Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, fall. em 1584.

1564.—_Index librorum prohibitorum._

1566-72.—Pio V, zeloso dominicano.

1567.—Bulla de excommunhão contra 79 proposições agostinianas de Miguel Baius (fall. em 1589). Chanceller da Universidade de Louvain.

1568.—_Breviarium._

1570.—_Misssale Romanum._

1572-85.—Gregorio XIII; carta congratulatoria a Carlos IX, ácerca do massacre de S. Bartholomeu; _Te Deum_ em Roma, em honra do acontecimento.

1582.—Reforma do Calendario.

1582-1610.—Missões jesuitas na China.

1585-90.—Sixto V: Bibliotheca do Vaticano.

1588.—Annales Eccl., de Baronio.

1590.—Edição infallivel da Vulgata.

1592-1605.—Clemente VII.

1592.—Nova edição da vulgata (a chamada edição de Sixto V).

_Os Paizes Baixos_

1559.—Margarida de Parma; Granvella, bispo de Arras.

São creadas 14 novas dioceses. Inquisição.

1562.—_Confessio Belgica_; Guido de Brès, Adriano de Savaria, H. Modetus, G. Wingen; revista por Francisco Junio, em 1571.

1566.—Compromisso em favor dos protestantes.

Tumultos por causa da imagens e das reliquias.

1568-78.—O duque de Alba.

Concilio de Sangue; Perseguição de protestantes; são mortos 18:000; Egmont e Horn em 1568.

1572.—Tomada de Brill pelos mendigos do mar; Guilherme de Orange.

1576.—8 de Nov., Tratado de Ghent.

1579.—23 de jan., União de Utrecht, firmada pelas provincias do norte. 26 de julho, Declaração de independencia.

1584.—10 de julho, Assassinio de Guilherme de Orange; succede-lhe Mauricio de Orange.

Fundação de Universidades—Leyden, em 1575; Franecker, em 1585; Gröningen, em 1612; Utrecht, em 1638; Harderwyk, em 1648.

Theologia Protestante

FILIPPE MELANCHTHON (nasc. em 16 de Fev. de 1497, em Bretten); 1509-12, em Heidelberg; 1512-14, em Tübingen; 1514, mestre de artes; 1514-18, lecciona em Tübingen; 1518, professor de grego em Wittenberg; 29 de Ago. Conferencia introductora, _De corrigendis adolescentiæ studiis_; 19 de Set. de 1519. Bacharel em Theologia; fall. em 19 de Abr. de 1560. =Loci communes rerum Theologicarum, seu hypotyposes Theologicæ=, 1521; tres edições em 1521; a edição de 1525 modifica a predestinação absoluta; a edição de 1535 reconstrue a sua theologia; edição de 1543, Synergismo.

ZWINGLIO: _Commentarius de vera et falsa religione_, 1525; _Fidei ratio ad Carolun Imperatorem_, 3 de Jul. de 1530; _Sermonis de providentia Dei Anamnemo_; 1530; _Christianæ Fidei expositio_, 1531.

(a) _Theologos Lutheranos_

Jorge Spalatim: nasc. em 1484, em Spalt, na diocese de Eichstädt; 1514, capellão de Frederico, o Sabio; 1525, superintendente em Altenburgo; fall. em 1545.

Justo Jonas: nasc. em 1493, em Nordhausen; 1521, Preboste e professor em Wittenberg; 1544-46, em Halle; 1551, superintendente em Eisfeld; fall, em 1555.

Nicolau de Amsdorf: nasc. em 1483; desde 1502, em Wittenberg; 1524, em Magdeburgo; 1528, em Goslar; 1542-46, bispo de Naumburgo; depois de 1550, em Eisenach; fall. em 1565.

João Bugenhagen: nasc. em 1485; desde 1521, em Wittenberg; 1523, pastor, 1536, superintendente geral.

Gaspar Cruciger: 1528-48, fallecendo, em professor, em Wittenberg.

Frederico Myconius, franciscano em Annaberg, e depois pastor em Weimar; 1524, prégador da côrte em Gotha; fall. em 1546.

Paulo Speratus: 1521, em Vienna, depois em Iglau; 1523, em Wittenberg (1524, «Chegou-nos a Salvação»): 1524, em Königsberg; 1529-51, bispo da Pomerania, em Marienwerder.

João Brenz, nasc. em 1499: 1520, prégador romanista em Heidelberg, 1522-46, prégador lutherano em Hall, na Suabia; desde 1553, preboste em Stuttgart; fall. em 11 de Setem. de 1570.

(_b_) _Os Theologos Zwinglianos_

João Œcolampadius, nasc. em 1488; 1515, pastor em Basiléa; 1519, em Augsburgo; 1522 professor e prégador em Basiléa; fall. em 24 de Nov. de 1531.

Leão Judæus: 1523, cura de S. Pedro, em Zurich; nasc. em 1482; fall. em 1542.

Oswaldo Myconius (Geisshüsler) nasc. em 1483, em Lucerna; fall. em 1532; 14 de Out. de 1552, os Antistites em Basiléa.

Conrado Pellican (Kürsner): nasc. em 1478; 1493, franciscano; desde 1502, Lector no convento dos Franciscanos de Basiléa; 1527, em Zurich, como professor de hebreu; fall. em 1556.

(c) _Theologos intermediarios_

Urbano Rhegius: nasc. em 1496, em Argau sobre o Bodensee; 1512, professor em Ingolstadt; 1519, padre em Constança; 1520-22, prégador em Augsburgo; desde 1530, reformador em Brunswick, ao serviço do duque Ernesto; fall. em Celle, em 23 de Maio de 1541.