A Queda d'um Anjo: Romance

Part 13

Chapter 13 2,734 words Public domain Markdown

D. Thomazia demorara-se a mudar de touca, de cazebeque e botinhas. Entrou na sala com o garbo de lisboeta, e disse a D. Theodora:

--Eu desejo saber com quem tenho a honra de fallar.

--Então a senhora é que é a viuva?

--Eu é que sou a viuva do tenente de infanteria 13, João da Silva Gonçalves. Dar-se-ha caso que v. ex.^a seja uma prima que meu marido tinha na provincia do Minho?

--Não sou quem a senhora pensa.

--Então tem a bondade de dizer...

--Pois a senhora é que é a tal pessoa?...--tornou Theodora, já menos raivosa, que espantada do depravado gosto do marido.

--Que pessoa? não sei de quem v. ex.^a falla.

--A amasia de meu marido...

--Amasia de seu marido!... Cruzes!... a senhora veiu enganada... Eu sou uma viuva honrada; chamo-me Thomazia Leonor. Quem é o marido da senhora?! Isto tem graça!...

--Meu marido é o deputado Calisto Eloy.

--Ah!--exclamou Thomazia--Então v. ex.^a é esposa do sr. morgado...

--Já me conhece?!...--disse sorrindo ferozmente Theodora.

--Agora tenho a honra de a conhecer; mas eu não sou a pessoa que v. ex.^a procura. Bem vê que sou uma mulher de edade, e por desgraça estou aqui n'esta casa da prima do sr. morgado como dispenseira, e aia da fidalga.

--E que é da tal fidalga?

--Anda a viajar pela Europa.

--Onde é a Europa?--perguntou D. Theodora colerica.

--A Europa é este mundo por onde anda a gente, minha senhora--respondeu promptamente a viuva.

--Mas é longe onde está a tal prima de meu marido?

--Muito longe: elles já embarcaram ha seis dias... Deus sabe onde elles estão agora.

--Pois foram os dois?--bradou Theodora, sacudindo murros fechados.

--Foram sim, minha senhora.

--E quando voltam?

--Quem sabe!... Os fidalgos não disseram nada: póde ser que passem alguns mezes lá por fóra.

--Raios os partam!--vociferou Theodora.

--Deus os defenda!--emendou Thomazia--Pois v. ex.^a deseja tanto mal a seu marido, que é um anjo, e a sua prima, que é um serafim!...

--A minha prima?!--ululou a morgada.

--Sim, minha senhora; pois tão prima é ella do marido de v. ex.^a como sua.

--Ella o que é, sabe que mais? é uma desavergonhada, e tudo que aqui está é meu, foi comprado com o meu dinheiro.

--Seria--disse Thomazia algum tanto enfadada--seria, mas eu não tenho nada com isso, minha senhora. A sr.^a D. Iphigenia Ponce de Leão entregou-me a sua casa, quando foi viajar: hei de entregar-lh'a como a recebi; e v. ex.^a lá se avenha com seu marido, quando elle voltar. D. Theodora Figueirôa, empuchada por impulsos dos nervos, corria de angulo para angulo o salão. De uma vez, olhou por entre duas portadas mal fechadas para o interior de outra sala, e exclamou:

--Olhe, meu tio! olhe que riqueza aqui vae!

Deu um pontapé nas portadas, e entrou, bradando:

--O meu dinheiro! o meu dinheiro!...

Era ali o sumptuoso gabinete de leitura e musica de D. Iphigenia. Ornavam as paredes dois retratos a corpo inteiro: Calisto Eloy com a farda de fidalgo cavalleiro; e Iphigenia trajada de amazona.

--Olha o meu marido!--clamou Theodora--aquella é a tal mulher? perguntou á espantada Thomazia.

--Aquella é a sr.^a D. Iphigenia.

--Vou rasgar aquelle diabo!--berrou a morgada, puchando uma cadeira para trepar.

--Isso alto lá, minha senhora!--acudiu irada a dispenseira--V. ex.^a não estraga coisa nenhuma. E, se continua n'esse disparate, eu mando chamar o cabo da rua para a pôr lá fóra.

--Pôr-me a mim lá fóra?! bradou Theodora!

--Sim, minha senhora, que isto não são termos. Nem me parece senhora! cá em Lisboa acções d'estas só as praticam as peixeiras.

Paulo foi ao pé da sobrinha, e disse-lhe:

--Theodora, vamos. A mulher tem razão, porque é criada da casa e tem de dar contas.

--Não sou criada; sou aia da fidalga--corregiu a viuva, offendida nas dragonas do seu defunto tenente.

--Aia, ou o diabo que é--tornou Paulo--Vem d'ahi, sobrinha--e tirou-a pelo braço, em quanto ella assestava os punhos fechados ao retrato de Iphigenia.

Á saida d'aquella casa, D. Theodora, a consorte fiel, a mulher que fez eclypse nas virtudes conjugaes do Indostão, sentiu quebrar-se o ultimo cabello que a prendia á historia das esposas exemplares.

N'aquella hora funesta, lembrou-se com saudades do primo Lopo de Gamboa.

O patife vencêra!

XXXV

*A felicidade infernal do crime*

Recebeu Calisto Eloy em Paris a minudenciosa narrativa dos factos acontecidos, e escondeu de Iphigenia a carta de D. Thomazia.

Foi tamanha sua vergonha e odio, que d'alli escreveu a Lopo de Gamboa, reagradecendo-lhe o aviso que lhe dera do infame projecto de Theodora; e, lhe asseverava que, depois de tão incrivel e original desaforo, se considerava viuvo, e nunca mais diante de seus olhos consentiria similhante furia. Ajuntava que, na volta para Portugal, ia requerer divorcio, e separação dos casaes, se a esse tempo Theodora se não houvesse recolhido á sua casa de Travanca, sem tocar no minimo dos valores pertencentes ao casal da Agra de Freimas.

Tirante o que, n'esta carta, dizia respeito ao aviso enviado para Lisboa, Lopo leu declamatoriamenle as ameaças de Calisto, e os epithetos injuriosos com que elle castigava a petulancia da mulher. Ao tempo d'esta leitura, superflua já era tão rija catapulta para derrubar a virtude de Theodora.

Quasi impassivelmente recebeu ella os insultos. Cuidou logo em transferir-se para o seu solar, e repartiu entre o velho Paulo e seu primo Lopo, o cuidado da administração dos seus abastosos vinculos. Ora, o primo Lopo, afim de esmerar-se na tarefa que lhe era confiada, mudou a sua residencia para casa da prima, e cuidou de restituir áquelle solar a antiga magestade dos defuntos Figueirôas. Para isto, lhe transmittiu sua prima aquelle caixote das peças, que para alli estavam amuadas, desde que o governador da India voltára com ellas d'além-mar, provavelmente adquiridas com tanta honestidade como agora iam ser esbanjadas.

Graças ás modistas de Penafiel, e, mais ainda, ás meninas da estalagem, D. Theodora Figueirôa affeiçoou-se ao merinaque, e ao feitio e estofo do vestido e paletó. O primo Lopo dizia-lhe, algumas vezes, que ella, em companhia de Calisto, era um diamante bruto; e se n'isto havia encarecimento, até certo ponto o bacharel maravilhava-se do influxo que o trajar exercitava nas fórmas de sua prima. A cintura adelgaçou-se; apequenou-se-lhe o pé; alargaram-se-lhe os encontros; amaciou-se-lhe a cutis; branquearam-se-lhe os braços; escampou-se-lhe a fronte com o riçado dos cabellos; toda ella adquiriu no andar certo requebro e donaire que lhe ia tão ao natural como se tivesse sido educada por salas e adextrada em flexuras da dança! A mulher, com effeito, é um mysterio! Estas methamorphoses aos quarenta annos só podem fazer-se e estudar-se a espelho, cujo aço tem composição dos laboratorios d'aquelle imaginoso chefe dos rebeldes, que Deus despenhou do empyreo, sem todavia o esbulhar dos dons da intelligencia!

E, por sobre tudo isto, para que ninguem duvide da intervenção diabolica n'este caso, Theodora vivia contente, esquecida, feliz!

XXXVI

*Saldo de contas conjugal*

Chegou a Paris a boa nova, desacompanhada de pormenores deshonrosos. Dizia apenas o feitor do morgado que a fidalga se retirara para Travanca, deixando tudo que encontrára, e levando tudo que trouxera. Lopo de Gamboa industriára o feitor na direcção que havia de dar á carta. Faltou-lhe apurar o desvergonhamento ao extremo de continuar correspondencia com o marido de sua prima.

Calisto desandou para Lisboa, prevenindo Thomazia que occultasse de Iphigenia a indecorosa scena que sua mulher fizera.

Na volta de Paris, o morgado aposentou-se no palacete da brazileira. O passeio á Europa limpou-lhe do espirito as teias: é bom desempoeirar os olhos com a viração salutar dos ares de França e Italia. Lisboa pareceu a Calisto Eloy terra pequena de mais para sacrificios tamanhos. Emancipou o coração, e obedeceu-lhe.

Assistiu ainda o deputado a algumas sessões parlamentares. Floreou os seus discursos com as recordações do progresso industrial no estrangeiro. Enlevou-se nas delicias de França, e não andou por muito longe da phrase arrobada do dr. Liborio de Meirelles na apologia dos esplendores estranhos, e lamentações das miserias da patria.

Providenciou sobre negocios de sua casa, para que os recursos lhe não minguassem nas pompas do seu viver em Lisboa, e começou um doce viver, não mareado de minimo dissabor. Renasceu-lhe no espirito, já livre dos sobresaltos do coração, o amor á leitura de livros modernos, em que se lhe deparavam luzes e idéas, que elle, a furto, conseguia entrever nas litteraturas antigas. Avermelhava-se-lhe o rosto, quando lia o seu discurso ácerca do luxo, e o outro mais tôlo sobre Lucrecia Borgia do theatro lyrico. A sciencia moderna flagellava-o. Tinha elle escripto nos dois primeiros mezes alguns quadernos de papel, no proposito de dar á estampa um livro contra o luxo. Releu com pejo a sua obra, e ordenou a um criado que queimasse o manuscripto. O criado não o queimou. Escondeu-o sem máo intento; e alguma vez saberá o mundo litterario como aquelles papeis vieram á minha mão, e ainda me são deleite e licção de sã linguagem e sãs doutrinas.

Decorreram alguns mezes sem successo que dê capitulo d'algum interesse. Fechado o triennio da legislatura, Calisto Eloy foi agraciado com o titulo de barão da Agra de Freimas, e carta do conselho. Sondou o animo de alguns influentes eleitoraes de Miranda para reeleger-se pelo seu circulo. Disseram-lhe que o mestre-escola lhe hostilisava a candidatura, emparceirado com o boticario. Comprou o barão dois habitos de Christo que fez entregar, com os respectivos diplomas, aos dois influentes. Na volta do correio foi-lhe assegurada a eleição, que, de mais a mais, o governo apoiava.

Por esta occasião, Braz Lobato, religada a amizade antiga, escreveu ao fidalgo uma carta em que, pouco menos de brutalmente, reproduzia os boatos correntes ácerca do procedimento da sr.^a D. Theodora com o seu primo Lopo de Gamboa.

O barão experimentou um mal-estar de especie nova, que se desvaneceu a pouco e pouco, e só mui levemente se repetiu no dia seguinte. Eu creio que o homem aprendêra em Paris dois consolativos versos de Molière:

_Quel mal cela fait-il? la jambe en devient elle Plus tortue, après tout, et la taille moins belle_?

Averiguei quanto em mim coube o viver interno de Iphigenia e do primo. Convinha-me descobrir amarguras lá dentro, para tirar d'ellas o symptoma da expiação. Não descobri coisa alguma, que não fosse invejavel. O mais que se me deixou vêr de novidade foram duas creanças loiras, lindas, alvas de neve, e amimadas entre Iphigenia e Calisto como dois penhores de felicidade infinita.

Como ali cairam dos pombaes do céo aquellas duas avesinhas, que saltitavam dos braços de um para o colo do outro, não sei. Eu digo ao leitor o que as mães de recem-nascidos dizem aos filhos mais velhos: «vieram de França n'uma condecinha.»

Ouvi rosnar que no sollar de Travanca tambem appareceu um ropolhudo menino, que pelos modos, tambem veiu n'um cêsto de alguma parte. Se não fossem estas remessas prodigiosas de creanças, acabavam duas illustrissimas familias sem posteridade. A natureza é muito engenhosa.

O barão esperava que a mulher morresse, para legitimar os seus meninos, um dos quaes se chamava Mem de Barbuda como seu decimo setimo avô, e o outro Egas de Barbuda como seu decimo oitavo avô.

A baroneza, que, digamol-o depressa, não regeitou o titulo do marido, esperava que o marido se anniquillasse na perdição dos seus costumes, para tambem legitimar o seu Bernabé. Chamava-se Bernabé aquelle gordo menino, gordo que não parecia fructo outoniço de arvore já tão esgravinhada e resêca! O amor é tão engenhoso como a natureza.

*Conclusão*

Deixal-o ser feliz: deixal-o. Calisto Eloy, aquelle santo homem lá das serras o anjo do fragmento paradisico do Portugal velho, caíu.

Caiu o anjo, e ficou simplesmente o homem, homem como quasi todos os outros, e com mais algumas vantagens que o commum dos homens.

Dinheiro a rôdo!

Uma prima que o presa muito!

Dois meninos que se lhe cavalgam no costado!

Saude de ferro!

E barão!

Conjectura muita gente que elle é desgraçado, apezar da prima, do baronato, dos meninos, do dinheiro e da saude.

Eu, como já disse, não sei realmente se lá no recesso dos arcanos domesticos ha borrascas.

Na qualidade de anjo, Calisto, sem duvida, seria mais feliz; mas, na qualidade de homem a que o reduziram as paixões, lá se vae concertando menos mal com a sua vida.

Eu, como romancista, lamento que elle não viva muitissimo apoquentado, para poder tirar a limpo a sã moralidade d'este conto.

Fica sendo, portanto, esta coisa uma novella que não ha de levar ao céo numero d'almas mais vantajoso que o do anno passado.

FIM

*INDICE*

Dedicatoria I--O heroe do conto II--Dois candidatos III--O demonio parlamentar descobre o anjo IV--Asneiras da erudição V--Estreia parlamentar de Calisto VI--Virtuosas parvoiçadas VII--Figura, vestido, e outras coisas do homem VIII--Faz rir o parlamento IX--O doutor do Porto X--O coração do homem XI--Santas ousadias! XII--O anjo custodio XIII--Regeneração XIV--Tentação! Amor! Poesia! XV--Ecce iterum Crispinus XVI--Quantum mutatus! XVII--In Liborium XVIII--Vae cair o anjo! XIX--Ó mulheres! XX--Proh dolor! XXI--O mordomo das tres virtudes cardeaes XXII--Outro abysmo XXIII--Tenta o seu anjo da guarda salval-o mediante uma carta da esposa XXIV--A mulher fatal XXV--Perdido! XXVI--E ella amava-o! XXVII--A saudade e a sciencia em dialogo XXVIII--Ingratidão de um deputado XXIX--O demonio em Caçarelhos XXX--Como ella o amava! XXXI--Vence o demonio! choram os anjos! XXXII--A virtude de Theodora em paroxismos XXXIII--Escandalos XXXIV--Perdida! XXXV--A felicidade infernal do crime XXXVI--Saldo de contas conjugal Conclusão

*NOTAS*

[1] _Bebes bem_ e _vives mal_. Fr. Luiz de Sousa confirma este caso, algures, na _Vida do arcebispo de Braga_.

[2] _Nós e nosso rei somos livres, etc_.

[3] L. II, Epist. II, v. 51.

[4] O bom vinho alegra o coração do homem.

[5] Marinho escreveu no periodo da usurpação dos Filippes.

[6] Duarte Nunes de Leão ainda via os cavalleiros de bronze cujos cavallos deram o nome ao chafariz. Historiando o reinado de D. Fernando, e a invasão de castelhanos em Lisboa, escreve a pag. 205 e seguintes, da primeira parte da chronica dos reis:

«...E ardeu toda a rua nova, e a freguezia da Madanella e de S. Gião e toda a judaria com a melhor parte da cidade. E para memoria daquelle grande incendio, tomarão h[~u]as fermosas portas da alfandega da cidade para levarem a Castella quando se fossem. E assi quiserão levar h[~u]s cavalleiros de bronze, mui bem feitos, [~q] stavã no chafariz, a que ficou o nome dos cavallos por cuja bocca sahia aquella grossa agua. Mas os cidadãos prevenirão nisso, e os guardarão [~q] lh'os não tomassem, por ser cousa publica, e [~q] sendo levado o terião por affronta. Estes cavallos que... por aquella differença [~q] os antigos tiverão sobre elles os houveram de conservar os governadores da cidade, nestes dias proximos, como poucos curiosos de antiguidades, mandaram sem proposito tirar, donde tantos tempos estiveram.»

[7] Prudencia em tudo.

[8] Sede prudentes como as serpentes, e simplices como as pombas. _S. Matt._ c. x. v. 16.

[9] Coroemo-nos de rosas em quanto ellas não fenecem.

[10] Gloria aos vencidos.

[11] O orador forrageou os elegantes dizeres, que vão sublinhados, na feracissima seara de um livro do sr. dr. A. Ayres do Gouveia Osorio, intitulado: «_A reforma das prisões_.»

[12] Esta chave de oiro do peregrino discurso foi tambem roubada dos thesouros do sr. dr. Ayres de Gouveia, ministro da justiça. Pag. 150, 2.^o vol. da _Reforma das prisões_.

[13] Não sejas por demasia justo.

[14] Palavras e phrases sublinhadas são plagiatos. O dr. Liborio tinha vasta leitura da _Reforma das Cadeias_ do insigne escriptor, A. Ayres de Gouveia, ministro da justiça, ao fazer d'esta nota (20 de março de 1865, meia-noite).

[15] Já se disse que os primores sublinhados são despejadamente forrageados no livro do sr. dr. Ayres de Gouveia.

[16] _A Reforma das Cadeias_, part. I, pag. 26.

[17] _Ibid._, pag. 17.

[18] Antonio Ribeiro dos Santos, 1.^o vol., p. 186.--_A. Alexis_

[19] É egual o sentir do padre Manuel Bernardes. Diz assim: «Adverte que as varias disposições e accidentes que tocam ao nosso corpo, pegam o seu modo tambem ao espirito... Diversa feição e actualidade tem o espirito de quem vae montado em um formoso cavallo, e o do que vae em um despresivel jumento. Se o teu vestido fôr pobre e roto, repara que o espirito recebe d'aqui alguma disposição differente da que tem quando o vestido é novo e asseado: e assim nas mais cousas. (Luz e Calor. _Silva de varios dictames espirituaes_.)

[20] Se fores a Roma, vive á moda de Roma.

[21] Creio que os grandes effeitos d'esta narrativa foram detidamente estudados e calculados pelo caminho.

End of Project Gutenberg's A Queda d'um Anjo, by Camilo Castelo Branco