A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 63
[2] cap. 3.1. II Chr. 8.11.
[3] João 10.23. Act. 3.11.
[4] II Chr. 4.11.
[5] II Chr. 2.14 e 4.16. Exo. 31.3 e 36.1.
[6] II Reis 25.17. II Chr. 3.15 e 4.12. Jer. 52.21.
[7] II Chr. 3.16 e 4.13. Jer. 52.23.
[8] II Chr. 3.17. cap. 6.3.
[9] II Reis 25.13. II Chr. 4.2. Jer. 52.17.
[10] II Chr. 4.3. II Chr. 4.4, 5.
[11] Jer. 52.20.
[12] II Chr. 4.5.
[13] II Chr. 4.6.
[14] ver. 17, 18.
[15] Exo. 27.3. II Chr. 4.16.
[16] II Chr. 4.17. Gen. 33.17. Jos. 3.15.
[17] Exo. 37.25, etc. e 37.10, etc. e 25.30. Lev. 24.5, 8.
[18] II Sam. 8.11. II Chr. 5.1.
_Dedicação do templo._
[Antes de Christo 1004]
8 Então [1] congregou Salomão os anciãos de Israel, e todos os Cabeças das tribus, os principes dos paes, d’entre os filhos de Israel, ao rei Salomão em Jerusalem; para fazerem subir a arca do concerto do Senhor da cidade de David, que _é_ Sião.
2 E todos os homens de Israel se congregaram na festa, ao rei Salomão, no [2] mez de Ethanim, que _é_ o setimo mez.
3 E vieram todos os anciãos de Israel: e os sacerdotes alçaram [3] a arca.
4 E trouxeram a arca do Senhor para cima, e o tabernaculo da [4] congregação, juntamente com todos os vasos sagrados que havia no tabernaculo; assim os trouxeram para cima os sacerdotes e os levitas.
5 E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel, que se congregara a elle, _estava_ com elle diante da arca, sacrificando [5] ovelhas e vaccas, que se não podiam contar nem numerar pela multidão.
6 Assim trouxeram [6] os sacerdotes a arca do concerto do Senhor ao seu logar, ao oraculo da casa, ao _logar_ sanctissimo, _até_ debaixo das azas dos cherubins.
7 Porque os cherubins estendiam _ambas_ as azas sobre o logar da arca: e cobriam os cherubins a arca e os seus varaes por cima.
8 E os varaes sobresairam _tanto_, [7] que as pontas dos varaes se viam desde o sanctuario diante do oraculo, porém de fóra se não viam: e ficaram ali até _ao dia d’_hoje.
9 Na arca nada _havia_, senão só [8] as duas taboas de pedra, que Moysés ali pozera junto a Horeb, quando o Senhor contratou com os filhos de Israel, saindo elles da terra do Egypto.
10 E succedeu que, saindo os sacerdotes do sanctuario, uma nuvem encheu [9] a casa do Senhor.
11 E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a gloria do Senhor enchera a casa do Senhor.
_Salomão falla ao povo._
12 Então [10] disse Salomão: O Senhor disse que habitaria nas trevas.
13 Certamente [11] te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação.
14 Então virou o rei o seu rosto, e abençoou [12] toda a congregação de Israel: e toda a congregação de Israel estava em pé.
15 E disse: Bemdito [13] _seja_ o Senhor, o Deus de Israel, que fallou [14] pela sua bocca a David meu pae, e pela sua mão _o_ cumpriu, dizendo:
16 Desde [15] o dia em que eu tirei o meu povo Israel do Egypto, não escolhi cidade _alguma_ de todas as tribus de Israel, para edificar alguma casa para ali estabelecer o meu nome: porém escolhi a David, para que presidisse sobre o meu povo Israel.
17 Tambem David, [16] meu pae, propozera em seu coração o edificar casa ao nome do Senhor, o Deus de Israel.
18 Porém o Senhor disse [17] a David, meu pae: Porquanto propozeste no teu coração o edificar casa ao meu nome bem fizeste em o propôr no teu coração.
19 Todavia [18] tu não edificarás esta casa: porém teu filho, que sair de teus lombos, edificará esta casa ao meu nome.
20 Assim confirmou o Senhor a sua palavra que tinha dito: porque me levantei em logar de David, meu pae, e me assentei no throno de Israel, como tem [19] dito o Senhor; e edifiquei uma casa ao nome do Senhor, o Deus d’Israel.
21 E constitui ali logar para a arca em que _está_ [20] o concerto do Senhor, o qual fez com nossos paes, quando os tirou da terra do Egypto.
_Salomão ora a Deus._
22 E poz-se Salomão diante do altar [21] do Senhor, em frente de toda a congregação d’Israel: e estendeu as suas mãos para os céus,
23 E disse: Ó Senhor Deus de Israel, não _ha_ Deus [22] como tu, em cima nos céus nem em baixo na terra: que guardas o concerto e a beneficencia a teus servos que andam com todo o seu coração diante de ti.
24 Que guardaste a teu servo David, meu pae, o que lhe disseras: porque com a tua bocca o disseste, e com a tua mão o cumpriste, como _n’_este dia _se vê_.
25 Agora pois, ó Senhor Deus d’Israel, guarda a teu servo David, meu pae, o que lhe fallaste, dizendo: Não te faltará [23] successor diante de mim, que se assente no throno d’Israel: sómente que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste diante de mim.
26 Agora [24] tambem, ó Deus d’Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo David, meu pae.
27 Mas, na verdade, [25] habitaria Deus na terra? eis que os céus, e até o céu dos céus, [26] te não comprehenderiam, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.
28 Volve-te pois para a oração de teu servo, e para a sua supplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti.
29 Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa, sobre este logar, do qual disseste: O meu nome estará [27] ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer n’este logar.
30 Ouve pois a supplica [28] do teu servo, e do teu povo Israel, que orarem n’este logar; tambem ouve tu no logar da tua habitação nos céus; ouve tambem, e perdôa.
31 Quando alguem peccar contra o seu proximo, e pozerem sobre [29] elle juramento de maldição, para o ajuramentarem a si mesmo, e vier juramento de maldição diante do teu altar n’esta casa,
32 Ouve tu então nos céus, e obra, e julga a teus servos, condemnando ao injusto, [30] fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça, e justificando ao justo, rendendo-lhe segundo a sua justiça.
33 Quando [31] o teu povo Israel fôr ferido diante do inimigo, por ter peccado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem e supplicarem a ti n’esta casa,
34 Ouve tu então nos céus, e perdôa o peccado do teu povo Israel, e torna-o a levar á terra que tens dado a seus paes.
35 Quando [32] os céus se cerrarem, e não houver chuva, por terem peccado contra ti, e orarem n’este logar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus peccados, havendo-os tu affligido.
36 Ouve tu então nos céus, e perdôa o peccado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhe o bom [33] caminho em que andem, e dá chuva na tua terra que déste ao teu povo em herança.
37 Quando houver [34] fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de searas, ferrugem, gafanhotos _e_ pulgão, quando o seu inimigo o cercar na terra das suas portas, _ou houver_ alguma praga _ou_ doença.
38 Toda a oração, toda a supplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel _fizer_, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa.
39 Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdôa, e obra, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces [35] o coração de todos os filhos dos homens.
40 Para que te temam todos os dias que viverem na terra que déste a nossos paes.
41 E tambem _ouve_ ao estrangeiro, que não _fôr_ do teu povo Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome
42 (Porque ouvirão do teu grande nome, e da tua [36] forte mão, e do teu braço estendido), e vier orar para esta casa,
43 Ouve tu nos céus, assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro a ti clamar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te [37] temerem como o teu povo Israel, e para saberem que o teu nome é invocado sobre esta casa que tenho edificado.
44 Quando o teu povo sair á guerra contra o seu inimigo, pelo caminho por que os enviares, e orarem ao Senhor, para a banda d’esta cidade, que tu elegeste, e d’esta casa, que edifiquei ao teu nome,
45 Ouve então nos céus a sua oração e a sua supplica, e faze-lhes justiça.
46 Quando peccarem contra ti (pois não _ha_ [38] homem que não peque), e tu te indignares contra elles, e os entregares ás mãos do inimigo, para que os captivarem os levem em captiveiro á terra do inimigo, _quer_ longe ou perto esteja,
47 E na terra aonde forem [39] levados em captiveiro tornarem em si, e se converterem, e na terra do seu captiveiro te supplicarem, dizendo: Peccámos, e perversamente obrámos, _e_ commettemos iniquidade;
48 E se converterem [40] a ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levaram em captiveiro, e orarem [41] a ti para a banda da sua terra que déste a seus paes, _para_ esta cidade que elegeste, e _para_ esta casa que edifiquei ao teu nome;
49 Ouve então nos céus, assento da tua habitação, a sua oração e a sua supplica, e faze-lhes justiça;
50 E perdôa ao teu povo que houver peccado contra ti, e [42] todas as suas prevaricações com que houverem prevaricado contra ti; e dá-lhes misericordia perante aquelles que os teem captivos, para que d’elles tenham compaixão.
51 Porque [43] _são_ o teu povo e a tua herança que tiraste da terra do Egypto, do meio do forno de ferro.
52 Para que teus olhos estejam abertos á supplica do teu servo e á supplica do teu povo Israel, a fim de os ouvirdes em tudo quanto clamarem a ti.
53 Pois tu para tua herança os elegeste de todos os povos da terra, como tens [44] dito pelo ministerio de Moysés, teu servo, quando tiraste a nossos paes do Egypto, Senhor JEHOVAH.
_Salomão abençoa o povo._
54 Succedeu pois que, acabando Salomão de fazer ao Senhor esta oração e esta supplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do Senhor.
55 E poz-se [45] em pé, e abençoou a toda a congregação d’Israel em alta voz, dizendo:
56 Bemdito _seja_ o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse: nem [46] uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que fallou pelo ministerio de Moysés, seu servo.
57 O Senhor nosso Deus seja comnosco, como foi com nossos paes; não nos desampare, e não [47] nos deixe.
58 Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juizos que ordenou a nossos paes.
59 E que estas minhas palavras, com que suppliquei perante o Senhor, estejam perto, diante do Senhor nosso Deus, de dia e de noite, para que execute o juizo do seu servo e o juizo do seu povo Israel, a cada qual no seu dia,
60 Para que todos [48] os povos da terra saibam que o Senhor _é_ Deus, _e que_ não _ha_ outro.
61 E seja [49] o vosso coração inteiro para com o Senhor nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos como hoje.
62 E o rei [50] e todo o Israel com elle sacrificaram sacrificios perante a face do Senhor.
63 E offereceu Salomão em sacrificio pacifico o que sacrificou ao Senhor, vinte e duas mil vaccas e cento e vinte mil ovelhas: assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a casa do Senhor.
64 No mesmo dia [51] sanctificou o rei o meio do atrio que _estava_ diante da casa do Senhor; porquanto ali preparara os holocaustos e as offertas com a gordura dos sacrificios pacificos: porque o altar de cobre [52] que _estava_ diante da face do Senhor _era_ muito pequeno para n’elle caberem os holocaustos, e as offertas, e a gordura dos sacrificios pacificos.
65 No mesmo tempo celebrou Salomão a festa, [53] e todo o Israel com elle, uma grande congregação, desde a entrada de Hamath até ao rio do Egypto, perante a face do Senhor nosso Deus; por sete dias, e _mais_ [54] sete dias: quatorze dias.
66 E no oitavo dia [55] despediu o povo, e elles abençoaram o rei: então se foram ás suas tendas, alegres e gozosos de coração, por causa de todo o bem que o Senhor fizera a David seu servo, e a Israel seu povo.
[1] II Chr. 5.2, etc. II Sam. 6.17 e 5.7, 9 e 6.12, 16.
[2] Lev. 23.34. II Chr. 7.8.
[3] Num. 4.15. Deu. 31.9. Jos. 3.3, 6. I Chr. 15.14, 15.
[4] cap. 3.4. II Chr. 1.3.
[5] II Sam. 6.13.
[6] II Sam. 6.17. Exo. 26.33, 34. cap. 6.19, 27.
[7] Exo. 25.14, 15.
[8] Exo. 25.21. Deu. 10.2, 5. Heb. 9.4. Exo. 40.20 e 34.27, 28. Deu. 4.13. ver. 21.
[9] Exo. 40.34, 35. II Chr. 5.13, 14 e 7.2.
[10] II Chr. 6.1, etc. Lev. 16.2.
[11] II Sam. 7.13.
[12] II Sam. 6.18.
[13] Luc. 1.68.
[14] II Sam. 7.5, 25.
[15] II Sam. 7.6. II Chr. 6.5, etc. ver. 29. Deu. 12.11. I Sam. 16.1. II Sam. 7.8. I Chr. 28.4.
[16] II Sam. 7.2. I Chr. 17.1.
[17] II Chr. 6.8, 9.
[18] II Sam. 7.5, 12, 13. cap. 5.3, 5.
[19] I Chr. 28.5, 6.
[20] ver. 9. Deu. 31.26.
[21] II Chr. 6.12, etc. Exo. 9.33. Esd. 9.5. Isa. 1.15.
[22] Exo. 15.11. II Sam. 7.22. Deu. 7.9. Neh. 1.5. Dan. 9.4. Gen. 17.1. cap. 3.6. II Reis 20.3.
[23] II Sam. 7.12, 16. cap. 2.4.
[24] II Sam. 7.25.
[25] II Chr. 2.6. Isa. 66.1. Jer. 23.24. Act. 7.49 e 17.24.
[26] II Cor. 12.2.
[27] Deu. 12.11. Dan. 6.10.
[28] II Chr. 20.9. Neh. 1.6.
[29] Exo. 22.11.
[30] Deu. 25.1.
[31] Lev. 26.17. Deu. 28.25. Lev. 26.39, 40. Neh. 1.9.
[32] Lev. 26.19. Deu. 28.23.
[33] I Sam. 12.23.
[34] Lev. 26.16, 25, 26. Deu. 28.21, 22, 27, 38, 42, 52. II Chr. 20.9.
[35] I Sam. 16.7. I Chr. 28.9. Jer. 17.10. Act. 1.24.
[36] Deu. 3.24.
[37] I Sam. 17.46. II Reis 19.19.
[38] II Chr. 6.36. Pro. 20.9. Ecc. 7.20. Thi. 3.2. I João 1.8, 10.
[39] Lev. 26.34, 44. Deu. 28.37, 64. Lev. 26.40. Neh. 1.6. Dan. 9.5.
[40] Jer. 29.12, 13, 14.
[41] Dan. 6.10.
[42] Esd. 7.6.
[43] Deu. 9.29. Neh. 1.10. Deu. 4.20. Jer. 11.4.
[44] Exo. 19.5. Deu. 19.26, 29 e 14.2.
[45] II Sam. 6.18.
[46] Deu. 12.10. Jos. 21.45 e 8.14.
[47] Deu. 31.6. Jos. 1.5.
[48] Jos. 4.24. I Sam. 17.46. II Reis 19.19. Deu. 4.35, 39.
[49] cap. 11.4 e 15.3, 14. II Reis 20.3.
[50] II Chr. 7.4, etc.
[51] II Chr. 7.7.
[52] II Chr. 4.1.
[53] ver. 2. Lev. 23.34. Num. 34.8. Jos. 38.5. Jui. 3.3. II Reis 14.25. Gen. 15.18. Num. 34.5.
[54] II Chr. 7.8.
[55] II Chr. 7.9, 10.
_O Senhor apparece a Salomão pela segunda vez._
9 Succedeu [1] pois que, acabando Salomão de edificar a casa do Senhor, e a casa do rei, e todo o desejo de Salomão, que lhe veiu á vontade fazer,
2 O Senhor tornou a apparecer a Salomão; como [2] lhe tinha apparecido em Gibeon.
3 E o Senhor lhe disse: Ouvi a [3] tua oração, e a tua supplica que supplicando fizeste perante mim; sanctifiquei a casa que edificaste, afim de pôr ali o meu nome para sempre: e [4] os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.
4 E se tu [5] andares perante mim como andou David teu pae, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei, _e_ guardares os meus estatutos e os meus juizos,
5 Então confirmarei o throno de teu reino sobre Israel para sempre: como fallei ácerca de [6] teu pae David, dizendo: Não te faltará varão sobre o throno d’Israel:
6 _Porém_ [7] se vós e vossos filhos de qualquer maneira vos apartardes de apoz mim, e não guardardes os meus mandamentos, _e_ os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fôrdes, e servirdes a outros deuses, e vos curvardes perante elles,
7 Então destruirei [8] a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que sanctifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença: e Israel será por ditado e mote, entre todos os povos.
8 E esta casa [9] será tão exaltada, que todo aquelle que por ella passar pasmará, e assobiará, e dirá: Porque [10] fez o Senhor assim a esta terra e a esta casa?
9 E dirão: Porque deixaram ao Senhor seu Deus, que tirou da terra do Egypto a seus paes, e se apegaram a deuses alheios, e se encurvaram perante elles, e os serviram: por isso trouxe o Senhor sobre elles todo este mal.
[Antes de Christo 992]
10 E succedeu, ao fim de vinte annos, [11] que Salomão edificara as duas casas; a casa do Senhor e a casa do rei
11 (_Para o que_ [12] Hirão, rei de Tyro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de faia, e oiro, segundo todo o seu desejo): então deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra de Galiléa.
12 E saiu Hirão de Tyro a ver as cidades que Salomão lhe déra, porém não foram boas aos seus olhos.
13 Pelo que disse: Que cidades _são_ estas que me déste, irmão meu? [13] E chamaram-n’as: Terra de [KE] Cabuli, até hoje.
14 E enviara Hirão ao rei cento e vinte talentos de oiro.
_O tributo que Salomão impoz._
15 E esta _é_ a causa do tributo [14] que impoz o rei Salomão, para edificar a casa do Senhor e a sua casa e Millo, e o muro de Jerusalem, como tambem a Hasor, e a Megiddo, e a Gezer.
16 _Porque_ Pharaó, rei do Egypto, subiu e tomou a Gezer, e a queimou a fogo, e matou os cananeos [15] que moravam na cidade, e a deu em dote a sua filha, mulher de Salomão.
17 Assim edificou Salomão a Gezer, e Beth-horon, [16] a baixa,
18 E a Baalath, [17] e a Tadmor, no deserto d’aquella terra,
19 E a todas as cidades das munições que Salomão tinha, e as cidades dos carros, [18] e as cidades dos cavalleiros, e o que o desejo de Salomão quiz edificar em Jerusalem, e no Libano, e em toda a terra do seu dominio.
20 _Quanto_ a todo [19] o povo _que_ restou dos amorrheos, hetheos, pherezeos, heveos, e jebuseos, _e_ que não eram dos filhos de Israel,
21 A seus filhos, que [20] restaram depois d’elles na terra, os quaes os filhos de Israel não poderam destruir totalmente, Salomão os reduziu a tributo servil, até hoje.
22 Porém dos filhos de Israel não fez Salomão servo algum: porém [21] _eram_ homens de guerra, e seus creados, e seus principes, e seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavalleiros.
23 Estes _eram_ os chefes dos officiaes que _estavam_ sobre a obra de Salomão, quinhentos e cincoenta, que davam ordens ao povo que trabalhava na obra.
24 Subiu porém a filha [22] de Pharaó da cidade de David á sua casa, que Salomão lhe edificara; então edificou a Millo.
25 E offerecia [23] Salomão tres vezes cada anno holocaustos e sacrificios pacificos sobre o altar que edificaram ao Senhor, e queimava incenso sobre o que _estava_ perante o Senhor: e assim acabou a casa.
26 Tambem o [24] rei Salomão fez náos em Eseon-geber, que _está_ junto a Eloth, á praia do mar de Suph, na terra de Edom.
27 E mandou Hirão [25] com aquellas náos a seus servos, marinheiros, que sabiam do mar, com os servos de Salomão.
28 E vieram a [26] Ophir, e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de oiro, e _o_ trouxeram ao rei Salomão.
[1] II Chr. 7.11, etc. cap. 7.1. II Chr. 8.6.
[2] cap. 3.5.
[3] II Reis 20.5. cap. 8.29.
[4] Deu. 11.12.
[5] Gen. 17.1. cap. 11.4, 6, 38 e 14.8 e 15.5.
[6] II Sam. 7.12, 16. cap. 2.4 e 6.12. I Chr. 22.10.
[7] II Sam. 7.14. II Chr. 7.19, 20.
[8] Deu. 4.26. II Reis 17.23 e 25.21. Jer. 7.14. Deu. 28.37.
[9] II Chr. 7.21.
[10] Deu. 29.24, 25, 26. Jer. 22.8, 9.
[11] cap. 6.37, 38 e 7.1. II Chr. 8.1.
[12] II Chr. 8.2.
[13] Jos. 19.27.
[14] cap. 5.13. ver. 24. II Sam. 5.9. Jos. 19.36 e 17.11 e 16.10. Jui. 1.29.
[15] Jos. 16.10.
[16] Jos. 16.3 e 21.22. II Chr. 8.5.
[17] Jos. 19.44. II Chr. 8.4, 6, etc.
[18] cap. 4.26.
[19] II Chr. 8.7, etc.
[20] Jui. 1.21, 27, 29 e 3.1. Jos. 15.63 e 17.12. Jui. 1.28. Gen. 9.25, 26. Esd. 2.55, 58. Neh. 7.57 e 11.3.
[21] Lev. 25.39.
[22] cap. 3.1. II Chr. 8.11. cap. 7.8. II Sam. 5.9. cap. 11.27. II Chr. 32.5.
[23] II Chr. 8.12, 13, 16.
[24] II Chr. 8.17, 18. Num. 33.35. Deu. 2.8. cap. 22.48.
[25] cap. 10.11.
[26] Job 22.24.
_A rainha de Saba vem visitar Salomão._
10 E ouvindo [1] a rainha de Saba a fama de Salomão, ácerca do nome do Senhor, veiu proval-o por enigmas.
2 E veiu a Jerusalem com um mui grande exercito; com camelos carregados de especiarias, e muitissimo oiro, e pedras preciosas: e veiu a Salomão, e disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração.
3 E Salomão lhe declarou todas as suas palavras: nenhuma coisa se escondeu ao rei, que não lhe declarasse.
4 Vendo pois a rainha de Saba toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara,
5 E a comida da sua mesa, e o assentar de seus servos, e o estar de seus creados, e os vestidos d’elles, e os seus copeiros, e a sua subida, pela qual subia á casa do Senhor, não houve mais espirito n’ella.
6 E disse ao rei: Foi verdade a palavra que ouvi na minha terra, das tuas coisas e da tua sabedoria.
7 E eu não cria n’aquellas palavras, até que vim, e os meus olhos o viram; eis que me não disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi.
8 Bemaventurados [2] os teus homens, bemaventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria!
9 Bemdito seja [3] o Senhor teu Deus, que teve agrado em ti, para te pôr no throno de Israel: porque o Senhor ama a Israel para sempre, por isso te estabeleceu rei, para fazeres juizo e justiça.
10 E deu ao rei cento e vinte talentos de oiro, e muitissimas especiarias, e pedras preciosas: nunca veiu especiaria em tanta abundancia, como a que a rainha de Saba deu ao rei Salomão.
11 Tambem as náos [4] d’Hirão, que de Ophir levavam oiro, traziam de Ophir muitissima madeira de Almug, e pedras preciosas.
12 E d’esta madeira d’Almug [5] fez o rei balaustres para a casa do Senhor, e para a casa do rei, como tambem harpas e alaúdes para os cantores: nunca veiu tal madeira [6] de Almug, nem se viu até o dia d’hoje.
13 E o rei Salomão deu á rainha de Saba tudo quanto lhe pediu o seu desejo, de mais do que lhe deu, segundo a largueza do rei Salomão: então voltou e partiu para a sua terra, ella e os seus servos.
_As riquezas de Salomão._
14 E era o peso do oiro que se trazia a Salomão cada anno seiscentos e sessenta e seis talentos de oiro;
15 Além _do_ dos negociantes, e do contracto dos especieiros, e de todos os reis [7] da Arabia, e dos governadores da mesma terra.
16 Tambem o rei Salomão fez duzentos pavezes de oiro batido; seiscentos _siclos_ de oiro mandou pesar para cada pavez;
17 Assim mesmo trezentos [8] escudos de oiro batido; tres arrateis de oiro mandou pesar para cada escudo; e o rei os poz na casa do bosque do Libano.
18 Fez mais [9] o rei um grande throno de marfim, e o cobriu de oiro purissimo.
19 Tinha este throno seis degraus, e _era_ a cabeça do throno por detraz redonda, e de ambas as bandas _tinha_ encostos até ao assento: e dois leões estavam junto aos encostos.
20 Tambem doze leões estavam ali sobre os seis degraus de ambas as bandas: nunca se tinha feito obra similhante em nenhum dos reinos.
21 Tambem todos [10] os vasos de beber do rei Salomão _eram_ de oiro, e todos os vasos da casa do bosque do Libano _eram_ de oiro puro; não _havia n’elles_ prata; _porque_ nos dias de Salomão não tinha estimação _alguma_.
22 Porque o rei tinha no mar as náos de Tarsis, com as náos de Hirão: uma vez em tres annos tornavam as náos de [11] Tarsis, _e_ traziam oiro e prata, marfim, e bugios, e pavões.
23 Assim o rei Salomão excedeu [12] a todos os reis da terra: tanto em riquezas como em sabedoria.
24 E toda a terra buscava a face de Salomão, para ouvir a sua sabedoria, que Deus tinha posto no seu coração.
25 E traziam cada um _por_ seu presente vasos de prata e vasos de oiro, e vestidos, e armaduras, e especiarias, cavallos e mulas: cada coisa de anno em anno.
26 Tambem ajuntou [13] Salomão carros e cavalleiros, de sorte que tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavalleiros: e os levou ás cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalem.
27 E fez [14] o rei _que_ em Jerusalem _houvesse_ prata como pedras: e cedros em abundancia como figueiras bravas que _estão_ nas planicies.
28 E tiravam [15] cavallos do Egypto para Salomão: e ás manadas as recebiam os mercadores do rei, cada manada por um certo preço.
29 E subia e sahia o carro do Egypto por seiscentos _siclos_ de prata, e o cavallo por cento e cincoenta: e assim, por meio d’elles, os tiravam [16] para todos os reis dos hetheos e para os reis da Syria.
[1] II Chr. 9.1, etc. Mat. 12.42. Luc. 11.31. Jui. 14.12. Pro. 1.6.
[2] Pro. 8.34.
[3] cap. 5.7. II Sam. 8.15. Pro. 8.15.
[4] cap. 9.27.
[5] II Chr. 9.11.
[6] II Chr. 9.10.
[7] II Chr. 9.24.
[8] cap. 14.26 e 7.2.
[9] II Chr. 9.17, etc.
[10] II Chr. 9.20, etc.