A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 29

Chapter 294,654 wordsPublic domain

22 Então partiram de Cades: [21] e os filhos de Israel, toda a congregação, vieram ao monte de Hor.

23 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão no monte de Hor, nos termos da terra de Edom, dizendo:

24 Aarão [22] recolhido será a seus povos, porque não entrará na terra que tenho dado aos filhos de Israel, porquanto rebeldes fostes á minha bocca, ás aguas de Meribah.

25 Toma [23] a Aarão e a Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte de Hor.

26 E despe a Aarão os seus vestidos, e veste-os a Eleazar, seu filho, porque Aarão será recolhido, e morrerá ali.

27 Fez pois Moysés como o Senhor lhe ordenara: porque subiram ao monte de Hor perante os olhos de toda a congregação.

28 E Moysés despiu a Aarão os vestidos, [24] e os vestiu a Eleazar, seu filho; e morreu Aarão ali sobre o cume do monte; e [25] desceram Moysés e Eleazar do monte.

29 Vendo pois toda a congregação que Aarão era morto, [26] choraram a Aarão trinta dias, toda a casa de Israel.

[1] cap. 22.36.

[2] Exo. 15.20. cap. 26.59.

[3] Exo. 17.1. cap. 16.19, 42.

[4] Exo. 17.2. cap. 11.1, 33 e 14.37 e 16.32, 35, 49.

[5] Exo. 17.3.

[6] cap. 14.5 e 16.4, 22.

[7] Exo. 17.5.

[8] Neh. 9.15. Psa. 79.15 e 105.41 e 114.8. Isa. 43.20 e 48.21.

[9] cap. 17.10.

[10] Psa. 107.33.

[11] Exo. 17.6. Deu. 8.15. I Cor. 10.4.

[12] cap. 27.14. Deu. 1.37 e 3.26 e 32.51. Lev. 10.3. Eze. 20.41 e 36.23. I Ped. 3.15.

[13] Deu. 33.8. Psa. 96.8 e 107.32, etc.

[14] Jui. 11.16. Deu. 2.4, etc. e 23.7. Abd. 10, 12.

[15] Gen. 46.6. Act. 7.15. Exo. 12.40. Deu. 26.6. Act. 7.19.

[16] Exo. 2.23 e 3.2, 7 e 14.19.

[17] cap. 21.22. Deu. 2.27.

[18] Deu. 2.6, 28.

[19] Jui. 11.17.

[20] Deu. 2.27 e 2.4, 5, 8. Jui. 11.18.

[21] cap. 33.37 e 21.4.

[22] Gen. 25.8. cap. 27.13 e 31.2. Deu. 32.50.

[23] cap. 33.38. Deu. 32.50.

[24] Exo. 29.20, 30.

[25] cap. 33.38. Deu. 10.6 e 32.50.

[26] Deu. 34.8.

_Os israelitas destroem aos cananeos._

21 Ouvindo [1] o cananeo, o rei de Harad, que habitava para a banda do sul, que Israel vinha pelo [2] caminho das espias, pelejou contra Israel, e d’elle levou _alguns_ d’elles por prisioneiros.

2 Então Israel [3] fez um voto ao Senhor, dizendo: Se totalmente entregares este povo na minha mão, [4] destruirei totalmente as suas cidades.

3 O Senhor pois ouviu a voz de Israel, e entregou os cananeos, e os destruiu totalmente, a elles e ás suas cidades: e o nome d’aquelle logar chamou Horma.

_As serpentes ardentes e a serpente de metal._

4 Então partiram [5] do monte de Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom: porém a alma do povo angustiou-se n’este caminho.

5 E o povo fallou [6] contra Deus e contra Moysés: Porque nos fizestes subir do Egypto para que morressemos n’este deserto? pois aqui nem pão nem agua _ha_: [7] e a nossa alma tem fastio d’este pão tão vil.

6 Então o Senhor [8] mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam o povo; e morreu muito povo de Israel.

7 Pelo que o povo veiu a Moysés, e [9] disse: Havemos peccado, porquanto temos fallado contra o Senhor e contra ti; [10] ora ao Senhor que tire de nós estas serpentes. Então Moysés orou pelo povo.

8 E disse o Senhor a Moysés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-n’a sobre uma haste: e será que viverá todo o mordido que attentar para ella.

9 E Moysés [11] fez uma serpente de metal, e pôl-a sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguem, attentava para a serpente de metal, e ficava vivo.

_Jornadas dos israelitas._

10 Então os filhos de Israel partiram, [12] e alojaram-se em Oboth.

11 Depois partiram [13] de Oboth, e alojaram-se nos outeiros de Abarim, no deserto que _está_ defronte de Moab, ao nascente do sol.

12 D’ali partiram, [14] e alojaram-se junto ao ribeiro de Zered.

13 E d’ali partiram, e alojaram-se d’esta banda de Arnon, que _está_ no deserto e sae dos termos dos amorrheos: porque [15] Arnon _é_ o termo de Moab, entre Moab e os amorrheos.

14 Pelo que se diz no livro das guerras do Senhor: Contra Vaheb em Supha, e contra os ribeiros de Arnon,

15 E _contra_ a corrente dos ribeiros, que se volve para a situação de Ar, [16] e se encosta aos termos de Moab.

16 E d’ali _se partiram_ a Beer; este é o poço [17] do qual o Senhor disse a Moysés: Ajunta o povo, e lhe darei agua

17 (Então [18] Israel cantou este cantico: Sobe, poço, cantae d’elle:

18 Tu, poço, que cavaram os principes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador [19] com os seus bordões): e do deserto _partiram_ para Mattana;

19 E de Mattana a Nahaliel, e de Nahaliel a Bamoth;

_Os israelitas ferem os reis de Moab e de Bashan._

[Antes de Christo 1452]

20 E de Bamoth ao valle que _está_ no campo de Moab, [20] no cume de Pisga, e á vista do deserto.

21 Então Israel [21] mandou mensageiros a Sehon, rei dos amorrheos, dizendo:

22 Deixa-me [22] passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas: as aguas dos poços não beberemos: iremos pela estrada real até que passemos os teus termos.

23 Porem [23] Sehon não deixou passar a Israel pelos seus termos; antes Sehon congregou todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto, e veiu [24] a Jazha, e pelejou contra Israel.

24 Mas Israel [25] o feriu ao fio da espada, e tomou a sua terra em possessão, desde Arnon até Jabbok, até aos filhos de Ammon: porquanto o termo dos filhos de Ammon era firme.

25 Assim Israel tomou todas estas cidades: e Israel habitou em todas as cidades dos amorrheos, em Hesbon e em todas as suas aldeias.

26 Porque Hesbon _era_ cidade de Sehon, rei dos amorrheos, e tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, e tinha tomado da sua mão toda a sua terra até Arnon.

27 Pelo que dizem os que fallam em proverbios: Vinde a Hesbon; edifique-se e fortifique-se a cidade de Sehon.

28 Porque fogo [26] saiu de Hesbon, e uma chamma da cidade de Sehon: e consumiu a Ar dos moabitas, _e_ os senhores dos altos de Arnon.

29 Ai de ti, Moab! perdido és, povo de Chamoz! [27] entregou seus filhos, que iam fugindo, e suas filhas, a _ser_ captivos a Sehon, rei dos amorrheos.

30 E nós os derribámos: [28] Hesbon perdida é até Dibon, e os assolámos até Nophah, que _se estende_ até [29] Medeba.

31 Assim Israel habitou na terra dos amorrheos.

32 Depois mandou Moysés espiar a [30] Jaezer, e tomaram as suas aldeias, e d’aquella possessão lançaram os amorrheos que _estavam_ ali.

33 Então viraram-se, [31] e subiram o caminho de Basan: e Og, rei de Basan, saiu contra elles, elle e todo o seu povo, á peleja em [32] Edrei.

34 E disse o Senhor a [33] Moysés: Não o temas, porque eu t’o tenho dado na tua mão, a elle, e a todo o seu povo, e a sua terra, [34] e far-lhe-has como fizeste a Sehon, rei dos amorrheos, que habitava em Hesbon.

35 E de tal maneira o feriram, [35] a elle e a seus filhos, e a todo o seu povo, que nenhum d’elles escapou: e tomaram a sua terra em possessão.

[1] cap. 33.21. Jui. 1.16.

[2] cap. 13.21.

[3] Gen. 28.20. Jui. 11.30.

[4] Lev. 27.28.

[5] cap. 20.22 e 33.41. Jui. 11.18.

[6] Psa. 78.19. Exo. 16.3 e 17.3.

[7] cap. 11.6.

[8] I Cor. 10.9. Deu. 8.15.

[9] Psa. 78.34. ver. 5.

[10] Exo. 8.8, 28. I Sam. 12.19. I Reis 13.6. Act. 8.24.

[11] II Reis 18.4. João 3.14.

[12] cap. 33.43.

[13] cap. 23.44.

[14] Deu. 2.13.

[15] cap. 22.36. Jui. 11.18.

[16] Deu. 2.18, 29.

[17] Jui. 9.21.

[18] Exo. 15.1. Psa. 105.2 e 106.12.

[19] Isa. 33.22.

[20] cap. 23.28.

[21] Deu. 2.26, 27. Jui. 11.19.

[22] cap. 20.17.

[23] Deu. 29.7.

[24] Deu. 2.32. Jui. 11.20.

[25] Deu. 2.33 e 29.7. Jos. 12.1, 2 e 24.8. Neh. 9.22. Psa. 135.10 e 136.19. Amós 2.9.

[26] Jer. 48.45. Deu. 2.9, 18. Isa. 15.1.

[27] Jui. 11.24. I Reis 11.7, 33. II Reis 23.13. Jer. 48.7, 13.

[28] Jer. 48.18, 22.

[29] Isa. 15.2.

[30] cap. 32.1. Jer. 48.32.

[31] Deu. 3.1 e 29.7.

[32] Jos. 13.12.

[33] Deu. 3.2.

[34] ver. 24. Psa. 135.10 e 136.20.

[35] Deu. 3.3, 4, etc.

_Balac e Balaão._

22 Depois [1] partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moab, d’esta banda do Jordão _de_ Jericó.

2 Vendo pois [2] Balac, filho de Zippor, tudo o que Israel fizera aos amorrheos,

3 Moab temeu [3] muito diante d’este povo, porque era muito: e Moab andava angustiado por causa dos filhos de Israel.

4 Pelo que Moab disse aos [4] anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta congregação tudo _quanto houver_ ao redor de nós, como o boi lambe a herva do campo. N’aquelle tempo Balac, filho de Zippor, _era_ rei dos moabitas.

5 Este enviou [5] mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Pethor, que _está_ junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamal-o, dizendo: [6] Eis que um povo saiu do Egypto; eis que cobre a face da terra, e parado está defronte de mim.

6 Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura o poderei ferir, e o lançarei fóra da terra: porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.

7 Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o _preço_ dos encantamentos nas suas mãos: [7] e chegaram a Balaão, e lhe fallaram as palavras de Balac.

8 E _elle_ lhes disse: Passae [8] aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Senhor me fallar: então os principes dos moabitas ficaram com Balaão.

9 E veiu Deus a Balaão, [9] e disse: Quem _são_ estes homens _que estão_ comtigo?

10 E Balaão disse a Deus: Balac, filho de Zippor, rei dos moabitas, m’_os_ enviou, _dizendo_:

11 Eis que o povo que saiu do Egypto cobriu a face da terra: vem agora, amaldiçoa-m’o; porventura poderei pelejar contra elle, e o lançarei fóra.

12 Então disse Deus a Balaão: Não irás com elles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto [10] bemdito _é_.

13 Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos principes de Balac: Ide á vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir comvosco.

14 E levantaram-se os principes dos moabitas, e vieram a Balac, e disseram: Balaão recusou vir comnosco.

15 Porém Balac proseguiu ainda em enviar mais principes, e mais honrados do que aquelles,

16 Os quaes vieram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balac, filho de Zippor: Rogo-te que não te demores em vir a mim,

17 Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres: vem pois, rogo-te, [11] amaldiçoa-me este povo.

18 Então Balaão [12] respondeu, e disse aos servos de Balac: Ainda que Balac me désse a sua casa cheia de prata e de oiro, [13] eu não poderia traspassar [GY] o mandado do Senhor meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;

19 Agora, pois, rogo-vos que tambem aqui [14] fiqueis esta noite, para que eu saiba o que o Senhor me fallar mais.

20 Veiu pois o Senhor a Balaão, de noite, e disse-lhe: [15] Se aquelles homens te vieram chamar, levanta-te, vae com elles; todavia, farás o que eu te disser.

21 Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os principes de Moab.

22 E a ira de [16] Deus accendeu-se, porque elle se ia: e o anjo do Senhor poz-se-lhe no caminho por adversario: e elle ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com elle.

23 Viu pois a [17] jumenta o anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho, e foi-se pelo campo: então Balaão espancou a jumenta para fazel-a tornar ao caminho.

24 Mas o anjo do Senhor poz-se n’uma vereda de vinhas, _havendo_ uma parede d’esta banda e uma parede da outra.

25 Vendo pois a jumenta o anjo do Senhor, apertou-se contra a parede, e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancal-a.

26 Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e poz-se n’um logar estreito, onde não _havia_ caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

27 E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão: e a ira de Balaão accendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.

28 Então o Senhor abriu [18] a bocca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas tres vezes?

29 E Balaão disse á jumenta: Porque zombaste de mim: [19] oxalá tivesse eu uma espada na mão, porque agora te matara.

30 E a jumenta disse a Balaão: _Porventura_ não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu _fui_ tua até hoje? costumei eu alguma vez de fazer assim comtigo? E _elle_ respondeu: Não.

31 Então o Senhor abriu os [20] olhos a Balaão, e elle viu o anjo do Senhor, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada [21] na mão: pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face.

32 Então o anjo do Senhor lhe disse: Porque já tres vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu sahi para ser _teu_ adversario, porquanto [22] o _teu_ caminho é perverso diante de mim:

33 Porém a jumenta me viu, e já tres vezes se desviou de diante de mim: se ella se não desviara de diante de mim, na verdade que _eu_ agora te tivera matado, e a ella deixara com vida.

34 Então Balaão disse ao anjo do Senhor: [23] Pequei, que não soube que estava n’este caminho para me oppôr: e agora, se _parece_ mal aos teus olhos, tornar-me-hei.

35 E disse o anjo do Senhor a Balaão: Vae-te com estes [24] homens; mas sómente a palavra que eu fallar a ti esta fallarás. Assim Balaão foi-se com os principes de Balac.

36 Ouvindo pois Balac que Balaão vinha, saiu-lhe ao encontro até á cidade de Moab, [25] que _está_ no termo de Arnon, na extremidade do termo _d’elle_.

37 E Balac disse a Balaão: _Porventura_ não enviei diligentemente a chamar-te? [26] porque não vieste a mim? não posso eu na verdade honrar-te?

38 Então Balaão disse a Balac: Eis que eu tenho vindo a ti: porventura poderei eu agora de alguma fórma fallar alguma coisa? [27] a palavra que Deus pozer na minha bocca esta fallarei.

39 E Balaão foi com Balac, e vieram a Quiriath-huzoth.

40 Então Balac matou bois e ovelhas; e _d’elles_ enviou a Balaão e aos principes que _estavam_ com elle.

41 E succedeu que, pela manhã, Balac tomou a Balaão, e o fez subir [28] aos altos de Baal, e viu elle d’ali a ultima _parte_ do povo.

[1] cap. 33.48.

[2] Jui. 11.25.

[3] Exo. 15.15.

[4] cap. 31.8. Jos. 13.21.

[5] Deu. 23.4. Jos. 13.22 e 24.9. Neh. 13.1. Miq. 6.5. II Ped. 2.15. Jud. 11. Apo. 2.14.

[6] cap. 23.7. Deu. 23.4.

[7] I Sam. 9.7, 8.

[8] ver. 13.

[9] ver. 20. Gen. 20.3.

[10] cap. 23.20. Rom. 11.29.

[11] ver. 6.

[12] cap. 24.3.

[13] I Reis 22.14. II Chr. 18.13.

[14] ver. 8.

[15] ver. 35. cap. 23.12, 26 e 24.13.

[16] Exo. 4.24.

[17] II Reis 6.17. Dan. 10.7. Act. 22.9. Jud. 11.

[18] II Ped. 2.16.

[19] Pro. 12.10.

[20] Gen. 21.19. II Reis 6.17. Luc. 24.16, 31.

[21] Exo. 34.8.

[22] II Ped. 2.14, 15.

[23] I Sam. 15.24, 30 e 26.21. II Sam. 12.13. Job 34.31.

[24] ver. 20.

[25] Gen. 14.17. cap. 21.13.

[26] ver. 17. cap. 24.11.

[27] cap. 23.26 e 24.13. I Reis 22.14. II Chr. 18.13.

[28] Deu. 12.2.

_Balac edifica sete altares._

23 Então Balaão disse a Balac: [1] Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete bezerros e sete carneiros.

2 Fez pois Balac como Balaão dissera: [2] e Balac e Balaão offereceram um bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

3 Então Balaão disse a Balac: [3] Fica-te ao pé do teu holocausto, e eu irei; porventura o Senhor me sairá [4] ao encontro, e o que me mostrar te notificarei. Então foi a um alto.

4 E, encontrando-se Deus [5] com Balaão, lhe disse _este_: Preparei sete altares, e offereci um bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

5 Então o Senhor poz a palavra [6] na bocca de Balaão, e disse: Torna-te para Balac, e falla assim.

6 E, tornando para elle, eis que estava ao pé do seu holocausto, elle e todos os principes dos moabitas.

7 Então alçou a [7] sua parabola, e disse: Da Syria me mandou trazer Balac, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, [8] _dizendo_: Vem, amaldiçoa-me a Jacob; e vem, detesta a Israel.

8 Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? e como detestarei, _quando_ o Senhor não detesta?

9 Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo: [9] eis que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado.

10 Quem contará [10] o pó de Jacob e o numero da quarta _parte_ de Israel? a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu.

11 Então disse Balac a Balaão: Que me fizeste? [11] chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente _os_ abençoaste.

12 E elle respondeu, [12] e disse: _Porventura_ não terei cuidado de fallar o que o Senhor poz na minha bocca?

13 Então Balac lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro logar, d’onde o verás; verás sómente a ultima _parte_ d’elle, mas a todo elle não verás: e amaldiçoa-m’o d’ali.

14 Assim o tomou comsigo ao campo de Zophim, ao cume de Pisga: e edificou sete [13] altares, e offereceu um bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

15 Então disse a Balac: Fica aqui ao pé do teu holocausto, e eu irei ali ao _seu_ encontro.

16 E, encontrando-se o Senhor com Balaão, poz [14] uma palavra na sua bocca, e disse: Torna para Balac, e falla assim.

17 E, vindo a elle, eis-que estava ao pé do holocausto, e os principes dos moabitas com elle: disse-lhe pois Balac: Que coisa fallou o Senhor?

_As prophecias de Balaão._

18 Então alçou a sua parabola, e disse: [15] Levanta-te, Balac, e ouve: inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zippor.

19 Deus não _é_ homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: _porventura_ diria _elle_, e não _o_ faria? ou fallaria, e não o confirmaria?

20 Eis que recebi _mandado_ de abençoar: [16] pois elle tem abençoado, e eu não o posso revogar.

21 Não viu iniquidade [17] em Israel, nem contemplou maldade em Jacob: o Senhor seu Deus [18] _é_ com elle, e n’elle, e entre elles _se ouve_ o alarido d’um rei.

22 Deus [19] os tirou do Egypto; as suas forças _são_ como as do unicornio.

23 Pois contra Jacob não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel: n’este tempo se dirá de Jacob e d’Israel: [20] Que coisas Deus tem obrado!

24 Eis que o povo se levantará como leoa, [21] e se exalçará como leão: não se deitará até que coma _a_ presa, e beba o sangue de mortos.

25 Então Balac disse a Balaão: Nem totalmente o amaldiçoarás, nem totalmente o abençoarás.

26 Porém Balaão respondeu, e disse a Balac: Não te fallei eu, dizendo: Tudo o que [22] o Senhor fallar aquillo farei?

27 Disse mais Balac a [23] Balaão: Ora vem, e te levarei a outro logar: porventura bem parecerá aos olhos de Deus que d’ali m’o amaldiçoes.

28 Então Balac levou Balaão comsigo ao cume de Peor, [24] que olha para a banda do deserto.

29 Balaão disse a Balac: [25] Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete bezerros e sete carneiros.

30 Balac pois fez como dissera Balaão; e offereceu um bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

[1] ver. 29.

[2] ver. 14, 30.

[3] ver. 15.

[4] cap. 24.1.

[5] ver. 16.

[6] cap. 22.35. Deu. 18.18. Jer. 1.9.

[7] ver. 18. cap. 24.3, 15, 23. Job 27.1 e 29.1. Psa. 78.2. Eze. 17.2. Miq. 2.4. Hab. 2.6.

[8] cap. 22.6, 11, 17. I Sam. 17. Isa. 47.12.

[9] Deu. 33.28. Exo. 33.16. Esd. 9.2. Eph. 2.14.

[10] Gen. 13.16 e 22.17. Psa. 116.15.

[11] cap. 22.11, 17 e 24.10.

[12] cap. 22.38.

[13] ver. 1, 2.

[14] ver. 5. cap. 22.35.

[15] Jui. 2.20. I Sam. 15.29. Mal. 3.6. Rom. 11.29. Tito 1.2. Thi. 1.17.

[16] Gen. 12.2 e 22.17. cap. 22.12.

[17] Rom. 4.7.

[18] Exo. 13.21 e 29.45, 46 e 33.14. Psa. 89.16.

[19] cap. 24.8. Deu. 33.17. Job 39.10.

[20] Psa. 31.20 e 44.2.

[21] Gen. 49.9, 27.

[22] ver. 12. cap. 22.38. I Reis 22.14.

[23] ver. 13.

[24] cap. 21.20.

[25] ver. 1.

24 Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do Senhor que abençoasse a Israel, não se foi esta vez [1] como d’antes ao encontro dos encantamentos: mas poz o seu rosto para o deserto.

2 E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, [2] que habitava segundo as suas tribus, veiu sobre elle o Espirito de Deus.

3 E alçou [3] a sua parabola, e disse: Falla, Balaão, filho de Beor, e falla o homem d’olhos abertos;

4 Falla aquelle que ouviu os ditos de Deus, o que vê a visão do Todo-poderoso [4] caido _em extasis_ e d’olhos abertos:

5 Que boas são as tuas tendas, ó Jacob! as tuas moradas ó Israel.

6 Como ribeiros se estendam, como jardins ao pé dos rios: [5] como arvores de sandalo o Senhor os plantou, como cedros junto ás aguas,

7 De seus baldes manarão aguas, e a sua semente _estará_ [6] em muitas aguas: e o seu rei se exalçará mais do que Agag, e [7] o seu reino será levantado.

8 Deus o tirou do Egypto; as suas forças _são_ como as do unicornio: consumirá [8] as gentes, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas settas os atravessará.

9 Encurvou-se, [9] deitou-se como leão, e como leoa: quem o despertará? bemditos os que te abençoarem, [10] e malditos os que te amaldiçoarem.

10 Então a ira de Balac se accendeu contra Balaão, e bateu elle as suas palmas: [11] e Balac disse a Balaão: [12] Para amaldiçoar os meus inimigos te tenho chamado; porém agora já tres vezes _os_ abençoaste inteiramente.

11 Agora pois foge para o ten logar: eu tinha dito _que_ te honraria [13] grandemente; mas eis que o Senhor te privou d’esta honra.

12 Então Balaão disse a Balac: Não fallei _eu_ tambem aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo:

13 Ainda que [14] Balac me désse a sua casa cheia de prata e oiro, não posso traspassar o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal de meu _proprio_ coração: o que o Senhor fallar, isso fallarei eu.

14 Agora pois eis que me vou ao meu povo: vem, [15] avisar-te-hei do que este povo fará ao teu povo nos ultimos dias.

15 Então alçou [16] a sua parabola, e disse: Falla Balaão, filho de Beor, e falla o homem d’olhos abertos;

16 Falla aquelle que ouviu os ditos de Deus, e o que sabe a sciencia do Altissimo: o que viu a visão do Todo Poderoso, caido _em extasis_, e d’olhos abertos:

17 Vel-o-hei, [17] mas não agora contemplal-o-hei mas não de perto: [18] uma estrella procederá de Jacob, e um sceptro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de [GZ] Seth.

18 E Edom [19] será uma possessão, e Seir tambem será uma possessão hereditaria para os seus inimigos: pois Israel fará proezas.

19 E dominará _um_ de Jacob, [20] e matará os que restam das cidades.

20 E vendo os amalequitas, alçou a sua parabola, e disse: Amalek _é_ o primeiro das gentes; porém o seu fim _será_ para perdição.

21 E vendo os quenitas, alçou a sua parabola, e disse: Firme _está_ a tua habitação, e pozeste o teu ninho na penha.

22 Todavia o quenita será consumido, até que Assur te leve por prisioneiro.

23 E, alçando ainda a sua parabola, disse: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto?

24 E as naus [21] das costas de Chittim affligirão a Assur; tambem affligirão a Heber; e tambem elle _será_ para perdição.

25 Então Balaão levantou-se, e foi-se, e voltou ao seu logar [22], e tambem Balac foi-se pelo seu caminho.

[1] cap. 23.3, 15.

[2] cap. 2.2, etc. e 11.25. I Sam. 10.10 e 19.20, 23. II Chr. 15.1.

[3] cap. 23.7, 18.

[4] I Sam. 19.24. Eze. 1.28. Dan. 8.18 e 10.15, 16. II Cor. 12.2, 3, 4. Apo. 1.10, 17.

[5] Psa. 1.3. Jer. 17.8. Psa. 104.16.

[6] Jer. 51.13. Apo. 17.1, 15.

[7] I Sam. 15.9. II Sam. 5.12. I Chr. 14.2. cap. 23.22.

[8] cap. 14.9. Psa. 2.9. Isa. 38.13. Jer. 50.9.

[9] Gen. 49.9.

[10] Gen. 12.3 e 27.29.

[11] Eze. 21.14, 17 e 22.13.

[12] cap. 23.11. Deu. 23.4, 5. Jos. 24.9. Neh. 13.2.

[13] cap. 22.17, 37.

[14] cap. 22.18.

[15] Miq. 6.5. Apo. 2.14. Gen. 49.1. Dan. 2.28 e 10.14.

[16] ver. 3, 4.

[17] Apo. 1.7.

[18] Mat. 2.2. Apo. 22.16. Gen. 49.10. Psa. 110.2.

[19] II Sam. 8.14. Psa. 60.10, 11, 13.

[20] Gen. 49.10.

[21] Dan. 11.30. Gen. 10.21, 26.

[22] cap. 31.8.

_Os israelitas peccam com as filhas dos moabitas._

25 E Israel deteve-se em [1] Sittim, e o povo começou a fornicar com as filhas dos moabitas.

2 E convidaram o povo aos [2] sacrificios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses.

3 Juntando-se pois Israel a Baalpeor, a ira [3] do Senhor se accendeu contra Israel.

4 Disse o Senhor a Moysés: [4] Toma todos os Cabeças do povo, e enforca-os ao Senhor diante do sol, e o ardor da ira [5] do Senhor se retirará d’Israel.