A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 202

Chapter 2025,099 wordsPublic domain

11 E elle disse-me: Importa-te prophetizar outra vez a muitos povos, e nações, e linguas e reis.

[1] Eze. 1.28. Mat. 17.2. cap. 1.15, 16.

[2] Mat. 28.18.

[3] cap. 8.5.

[4] Dan. 8.26 e 12.4, 9.

[5] Exo. 6.8. Dan. 12.7.

[6] Neh. 9.6. cap. 4.11 e 14.7.

[7] Dan. 12.7. cap. 16.17.

[8] cap. 11.15.

[9] ver. 4.

[10] Jer. 15.16. Eze. 2.8 e 3.1, 2, 3.

[11] Eze. 3.3 e 2.10.

_As duas testemunhas._

11 E foi-me dada uma cana similhante a uma vara: [1] e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que n’elle adoram.

2 Porém deixa [2] de fóra o atrio que está fóra do templo, e não o meças; porque foi dado ás nações, e pisarão a sancta cidade por quarenta e dois mezes.

3 E darei _poder_ ás minhas duas testemunhas, [3] e prophetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de sacco.

4 Estas são as duas oliveiras [4] e os dois castiçaes que estão diante do Deus da terra.

5 E, se alguem os quizer empecer, [5] fogo sairá da sua bocca, e devorará os seus inimigos: e, se alguem quizer empecel-os, importa que assim seja morto.

6 Estes teem poder para fechar [6] o céu, para que não chova, nos dias da sua prophecia; e teem poder sobre as aguas para convertel-as em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de praga, todas quantas vezes quizerem.

7 E, quando acabarem o seu testemunho, [7] a besta que sobe do abysmo lhes fará [8] guerra, e os vencerá, e os matará.

8 E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande [9] cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egypto, onde nosso Senhor tambem foi crucificado.

9 E homens [10] de varios povos, e tribus, e linguas, e nações verão seus corpos mortos por tres dias e meio, e não permittirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulchros.

10 E os que habitam na terra se regozijarão sobre elles, [11] e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois prophetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

11 E depois d’aquelles tres dias [12] e meio o espirito da vida, _vindo_ de Deus, entrou n’elles; e pozeram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.

12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi cá. [13] E subiram ao céu em uma nuvem: e os seus inimigos os viram.

13 E n’aquella mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a decima parte da cidade, [14] e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorisados, e deram gloria ao Deus do céu.

14 É passado o segundo ai; [15] eis que o terceiro ai vem presto.

_A setima trombeta._

15 E tocou o setimo [16] anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo tornaram-se _no reino_ de nosso Senhor e do seu Christo, e elle reinará para todo o sempre.

16 E os vinte e quatro [17] anciãos, que estão assentados em seus thronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos, e adoraram a Deus,

17 Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-poderoso, que és, e que eras, [18] e que has de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.

18 E iraram-se as nações, [19] e veiu a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e para dares o galardão aos prophetas, teus servos, e aos sanctos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para destruir os que destroem a terra.

19 E abriu-se no céu o templo de Deus, [20] e a arca do seu concerto foi vista no seu templo; e houve relampagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva.

[1] Eze. 40.3, etc. Zac. 2.1. cap. 21.15. Num. 23.18.

[2] Eze. 40.17, 20. Psa. 79.1. Luc. 21.24. Dan. 8.10. cap. 13.5.

[3] cap. 20.4 e 19.10 e 12.6.

[4] Jer. 11.16. Zac. 4.3, 11, 14.

[5] II Reis 1.10, 12. Jer. 1.10 e 5.14. Eze. 43.3. Ose. 6.5. Num. 16.29.

[6] I Reis 17.1. Thi. 5.16, 17. Exo. 7.19.

[7] Luc. 13.32. cap. 13.1, 11 e 17.8.

[8] Dan. 7.21. Zac. 14.2.

[9] cap. 14.8 e 17.1 e 18.10. Heb. 13.12. cap. 18.24.

[10] cap. 17.15. Psa. 79.2, 3.

[11] cap. 12.12 e 13.8 e 16.10. Est. 9.19, 22.

[12] ver. 9. Eze. 37.5, 9, 10, 14.

[13] Isa. 14.13 e 60.8. Act. 1.9. II Reis 2.1, 5, 7.

[14] cap. 6.12 e 16.19. Jos. 7.19. cap. 14.7 e 15.4.

[15] cap. 8.13 e 9.12 e 15.1.

[16] cap. 10.7 e 16.17 e 19.6 e 12.10. Isa. 27.13. Dan. 2.44 e 7.14.

[17] cap. 4.4 e 5.8 e 19.4.

[18] cap. 1.4, 8 e 4.8 e 19.6.

[19] ver. 2, 9. Deu. 7.9, 10. cap. 6.10 e 19.5 e 13.10.

[20] cap. 15.5, 8 e 8.5 e 16.18, 21.

_A mulher e o dragão._

12 E viu-se um grande signal no céu: uma mulher vestida de sol, e a lua debaixo dos seus pés, e uma corôa de doze estrellas sobre a sua cabeça.

2 E estava gravida, e com dôres de parto, [1] e gritava com ancias de dar á luz.

3 E viu-se outro signal no céu; [2] e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez cornos, e sobre as suas cabeças sete diademas.

4 E a sua cauda [3] levava após si a terça parte das estrellas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar á luz, para que, dando ella á luz, lhe tragasse o filho.

5 E deu á luz um filho, um varão [4] que havia de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e _para_ o seu throno.

6 E a mulher fugiu [5] para o deserto, onde _já_ tinha logar preparado por Deus, para que lá a mantivessem mil duzentos e sessenta dias.

7 E houve batalha no céu: [6] Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos;

8 Mas não prevaleceram, nem mais o seu logar se achou nos céus.

9 E foi lançado o [7] grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; elle foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com elle.

10 E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, [8] e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Christo; porque já o accusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os accusava de dia e de noite.

11 E elles o venceram [9] pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até á morte.

12 Pelo que alegrae-vos, [10] ó céus, e os que n’elles habitaes. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que _já_ tem pouco tempo.

13 E, quando o dragão viu que fôra lançado na terra, [11] perseguiu a mulher que dera á luz o varão.

14 E [12] foram dadas á mulher duas azas de grande aguia, para que voasse ao deserto, ao seu logar, onde é sustentada _por_ tempo, e tempos, e metade de tempo, fóra da vista da serpente.

15 E a serpente lançou [13] da sua bocca, atraz da mulher, agua como um rio, para que pelo rio a fizesse arrebatar.

16 E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua bocca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua bocca.

17 E o dragão irou-se contra a mulher, [14] e foi fazer guerra contra os demais da sua semente, que guardam os mandamentos de Deus, e teem o testemunho de Jesus Christo.

[1] Isa. 66.7. Gal. 4.19.

[2] cap. 17.3, 9, 10 e 13.1.

[3] cap. 9.10, 19 e 17.18. Dan. 8.10. Exo. 1.16.

[4] Psa. 2.9. cap. 2.27 e 19.15.

[5] ver. 4. cap. 11.3.

[6] Dan. 10.13, 21 e 12.1. ver. 3. cap. 20.2.

[7] Luc. 10.18. João 12.31. Gen. 3.1, 4. cap. 9.1 e 20.3.

[8] cap. 11.15 e 19.1. Job 1.9 e 2.5. Zac. 3.1.

[9] Rom. 8.33, 34, 37 e 16.20. Luc. 14.26.

[10] Psa. 96.11. Isa. 49.13. cap. 18.20 e 8.13 e 11.10 e 10.6.

[11] ver. 5.

[12] Exo. 19.4. ver. 6. cap. 17.3. Dan. 7.25 e 12.7.

[13] Isa. 59.19.

[14] Gen. 3.15. cap. 11.7 e 13.7 e 14.12. I Cor. 2.1. I João 5.10. cap. 1.2, 9 e 6.9 e 20.4.

_A besta que subiu do mar._

13 E eu puz-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma [1] besta que tinha sete cabeças e dez cornos, e sobre os seus cornos dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasphemia.

2 E a besta [2] que vi era similhante ao leopardo, e os seus pés como de urso, e a sua bocca como de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu throno, e grande poderio.

3 E vi uma de suas cabeças como ferida [3] de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.

4 E adoraram o dragão que deu á besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: [4] Quem _é_ similhante á besta? quem poderá batalhar contra ella?

5 E deu-se-lhe bocca para fallar grandes coisas [5] e blasphemias; e deu-se-lhe poder para _assim_ o fazer quarenta e dois mezes.

6 E abriu a sua bocca em blasphemias contra Deus, para blasphemar do seu nome, e do seu tabernaculo, [6] e dos que habitam no céu.

7 E deu-se-lhe poder para fazer guerra aos sanctos, e vencel-os; [7] e deu-se-lhe poder sobre toda a tribu, e lingua, e nação.

8 E adoraram-n’a todos os que habitam sobre a terra, [8] cujos nomes não estão escriptos no livro da vida do Cordeiro morto desde a fundação do mundo.

9 Se alguem tem ouvidos, [9] ouça.

10 Se alguem leva em captiveiro, [10] em captiveiro irá: se alguem matar á espada, necessario é que á espada seja morto. Aqui está a paciencia e a fé dos sanctos.

_A besta que subiu da terra._

11 E vi subir da terra outra besta, [11] e tinha dois cornos similhantes aos do Cordeiro; e fallava como o dragão.

12 E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que n’ella habitam adorem a primeira besta, [12] cuja chaga mortal fôra curada.

13 E faz grandes signaes, [13] de maneira que até fogo faz descer do céu á terra, diante dos homens.

14 E engana aos que habitam [14] na terra com signaes que se lhe permittiram que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem á besta que recebera a ferida da espada e vivia.

15 E foi-lhe concedido que désse espirito á imagem da besta, para que tambem a imagem da besta fallasse, [15] e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.

16 E faz que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, [16] ponham um signal na sua mão direita, ou nas suas testas;

17 E que ninguem possa comprar ou vender, senão aquelle que tiver o signal, [17] ou o nome da besta, ou o numero do seu nome.

18 Aqui está a sabedoria. [18] Aquelle que tem entendimento, conte o numero da besta; porque é o numero de um homem, e o seu numero _é_ seiscentos e sessenta e seis.

[1] Dan. 7.2, 7. cap. 12.3 e 17.3, 9, 12.

[2] Dan. 7.6 e 7.5 e 7.4. cap. 13.4, 9 e 16.10.

[3] ver. 12, 14. cap. 17.3.

[4] cap. 18.18.

[5] Dan. 7.8, 11, 25, 36. cap. 11.2 e 12.6.

[6] João 1.14. Col. 2.9.

[7] Dan. 7.21. cap. 11.7, 18 e 12.17 e 17.5.

[8] Exo. 32.8. Dan. 12.1. Phi. 4.3. cap. 3.5 e 17.8.

[9] cap. 2.7.

[10] Isa. 33.1. Gen. 9.6. Mat. 26.52. cap. 14.12.

[11] cap. 11.7.

[12] ver. 3.

[13] Deu. 13.1, 2, 3. Mat. 24.24. II The. 2.9. cap. 16.14. I Reis 18.38. II Reis 1.10, 12.

[14] cap. 12.9 e 19.20. II The. 2.9, 10. II Reis 20.7.

[15] cap. 16.2 e 19.20 e 20.4.

[16] cap. 14.9 e 19.20 e 20.4.

[17] cap. 14.11 e 15.2.

[18] cap. 17.9 e 15.2 e 21.17.

_O Cordeiro e os seus remidos no monte de Sião._

14 E olhei, [1] e eis que estava o Cordeiro sobre o monte de Sião, e com elle cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escripto o nome de seu Pae.

2 E ouvi uma voz do céu, [2] como a voz de muitas aguas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas.

3 E cantavam um como cantico [3] novo diante do throno, e diante dos quatro animaes e dos anciãos: e ninguem podia aprender aquelle cantico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.

4 Estes são os que não estão contaminados com mulheres: porque são virgens. [4] Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vae. Estes são os que d’entre os homens foram comprados _por_ primicias para Deus e para o Cordeiro.

5 E na sua bocca [5] não se achou engano; porque são irreprehensiveis diante do throno de Deus.

_Tres anjos proclamam os juizos de Deus._

6 E vi outro anjo voar pelo meio do céu, [6] e tinha o evangelho eterno, para proclamal-o aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribu, e lingua, e povo.

7 Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dae-lhe gloria; [7] porque vinda é a hora do seu juizo. E adorae aquelle que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das aguas.

8 E outro anjo seguiu, dizendo: É caída, é caída Babylonia, [8] aquella grande cidade, porque a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação.

9 E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguem adorar a besta, [9] e a sua imagem, e receber o signal na sua testa, ou na sua mão,

10 Tambem o tal beberá [10] do vinho da ira de Deus, que se deitou puro no calix da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos sanctos anjos e diante do Cordeiro.

11 E o fumo do [11] seu tormento sobe para todo o sempre; e não teem repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquelle que receber o signal do seu nome.

12 Aqui está a [12] paciencia dos sanctos: aqui _estão_ os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.

13 E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: [13] Bemaventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espirito; para que descancem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.

_A ceifa e a vindima._

14 E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem _um_ similhante ao Filho do homem, [14] que tinha sobre a sua cabeça uma corôa de oiro, e na sua mão uma foice aguda.

15 E outro anjo saiu [15] do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice, e sega; pois _já_ é vinda a hora de segar, porquanto já a seara da terra está madura.

16 E aquelle que estava assentado sobre a nuvem lançou a sua foice á terra, e a terra foi segada.

17 E saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual tambem tinha uma foice aguda.

18 E saiu do altar outro anjo, [16] que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice aguda, dizendo: Lança a tua foice aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque _já_ as suas uvas estão maduras.

19 E o anjo lançou a sua foice á terra e vindimou _as uvas_ da vinha da terra, [17] e lançou-as no grande lagar da ira de Deus.

20 E o lagar foi pisado fóra da cidade, [18] e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavallos, por mil e seiscentos estadios.

[1] cap. 5.6 e 7.3, 4 e 13.16.

[2] cap. 1.15 e 19.6 e 5.3.

[3] cap. 5.9 e 15.3. ver. 1.

[4] II Cor. 11.2. cap. 3.4 e 7.15, 17. cap. 5.9. Thi. 1.18.

[5] Psa. 32.2. Sof. 3.13. Eph. 5.27. Jud. 24.

[6] cap. 8.13. Eph. 3.9, 10, 11. Tito 1.2. cap. 13.7.

[7] cap. 11.18 e 15.4. Neh. 9.6. Psa. 33.6 e 124.8 e 146.6. Act. 14.15 e 17.24.

[8] Isa. 21.9. Jer. 51.7, 8. cap. 11.8 e 16.19 e 17.2, 5 e 18.2, 3 e 19.2.

[9] cap. 13.14, 15, 16.

[10] Psa. 75.8. Isa. 51.17. Jer. 25.15. cap. 16.19 e 18.6 e 19.20 e 20.10.

[11] Isa. 34.10. cap. 19.3.

[12] cap. 13.10 e 12.17.

[13] Ecc. 4.1, 2. cap. 20.6. I Cor. 15.18. I The. 4.15. II The. 1.7. Heb. 4.9, 10.

[14] Eze. 1.26. Dan. 7.13. cap. 1.13 e 6.2.

[15] cap. 16.17. Joel 3.13. Mat. 13.39. Jer. 51.33. cap. 13.12.

[16] cap. 16.8. Joel 3.13.

[17] cap. 19.15.

[18] Isa. 63.3. Lam. 1.15. Heb. 13.12. cap. 11.8 e 19.14.

_Os sete anjos com as sete taças cheias das ultimas pragas._

15 E vi outro grande e admiravel signal [1] no céu: sete anjos, que tinham as sete ultimas pragas; porque n’ellas é consummada a ira de Deus.

2 E vi como um mar de vidro [2] misturado com fogo; e os que sairam victoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu signal, _e_ do numero do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus.

3 E cantavam o cantico de Moysés, [3] o servo de Deus, e o cantico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas _são_ as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! justos e verdadeiros _são_ os teus caminhos, ó Rei dos sanctos.

4 Quem te não temerá, [4] ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu _és_ sancto; por isso todas as nações virão, e adorarão diante de ti, porque os teus juizos são manifestos.

5 E depois d’isto olhei, e eis que o templo [5] do tabernaculo do testemunho se abriu no céu.

6 E os sete anjos que tinham as sete pragas sairam do templo, [6] vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de oiro ao redor de seus peitos.

7 E um dos quatro animaes deu aos sete anjos sete [AOB] salvas [7] de oiro, cheias da ira de Deus, que vive para todo o sempre.

8 E o templo encheu-se com [8] o fumo da gloria de Deus e do seu poder; e ninguem podia entrar no templo, até que se consummassem as sete pragas dos sete anjos.

[1] cap. 12.1, 3 e 16.1 e 21.9 e 14.10.

[2] cap. 4.6 e 21.18. Mat. 3.11. cap. 13.15, 17 e 5.8 e 14.2.

[3] Exo. 15.1. cap. 14.3. Deu. 32.4. Psa. 111.1. Psa. 145.17. Ose. 14.9. cap. 16.7.

[4] Exo. 15.14, 15, 16. Jer. 10.7. Isa. 66.23.

[5] cap. 11.19. Num. 1.50.

[6] Exo. 28.6, 8. Eze. 44.17, 18. cap. 1.13.

[7] cap. 4.6. I The. 1.9. cap. 4.9 e 10.6.

[8] Exo. 40.34. I Reis 8.10. II Cor. 5.14. Isa. 6.4. II The. 1.9.

16 E ouvi do templo uma grande voz, [1] que dizia aos sete anjos: Ide, e derramae sobre a terra as _sete_ salvas da ira de Deus.

2 E foi o primeiro, e derramou a sua salva sobre a terra, [2] e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o signal da besta e que adoravam a sua imagem.

3 E o segundo anjo derramou a sua salva no mar, [3] e tornou-se em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente.

4 E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios [4] e nas fontes das aguas, e tornaram-se em sangue.

5 E ouvi o anjo das aguas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e que serás sancto, [5] porque julgaste estas coisas.

6 Porque derramaram o sangue dos sanctos [6] e dos prophetas, tambem tu lhes déste o sangue a beber; porque d’isto são dignos.

7 E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus [7] Todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juizos.

8 E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, [8] e foi-lhe dado que abrazasse os homens com fogo.

9 E os homens foram abrazados com grandes calores, e blasphemaram do nome de Deus, [9] que tem o poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem gloria.

10 E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o throno da besta, [10] e o seu reino se fez tenebroso; e mordiam as suas linguas de dôr.

11 E por causa das suas dôres, e por causa das suas chagas, [11] blasphemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.

12 E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande [12] rio Euphrates; e a sua agua seccou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.

13 E da bocca do dragão, e da bocca da besta, e da bocca do falso propheta, [13] vi sair tres espiritos immundos, similhantes a rãs.

14 Porque são [14] espiritos de demonios, que fazem signaes; os quaes vão aos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, n’aquelle grande dia de Deus Todo-poderoso.

15 Eis que venho como [15] ladrão. Bemaventurado aquelle que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nú, e não se vejam as suas vergonhas.

16 E congregaram-n’os [16] no logar que em hebreo se chama Armageddon.

17 E o setimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu uma grande voz do templo do céu, do throno, [17] dizendo: Está feito.

18 E houve vozes, [18] e trovões, e relampagos, e um grande terremoto, qual nunca houve desde que ha homens sobre a terra: tal _foi este_ tão grande terremoto.

19 E a grande cidade fendeu-se em tres partes, [19] e as cidades das nações cairam; e a grande Babylonia veiu em memoria diante de Deus, para elle lhe dar o calix do vinho da indignação da sua ira.

20 E toda a ilha fugiu; [20] e os montes não se acharam.

21 E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, [21] como do peso de um talento; e os homens blasphemaram de Deus por causa da praga da saraiva: porque a sua praga era mui grande.

[1] cap. 15.1. cap. 14.10 e 15.7.

[2] Exo. 9.9, 10, 11. cap. 8.7 e 13.16.

[3] cap. 8.8, 9. Exo. 7.17, 20.

[4] cap. 8.10. Exo. 7.20.

[5] cap. 1.4, 8 e 4.8 e 11.17.

[6] Mat. 23.34, 35. cap. 11.18. Isa. 49.26.

[7] cap. 15.3 e 13.10 e 14.10 e 19.2.

[8] cap. 8.12 e 9.17 e 14.18.

[9] ver. 11, 21. Dan. 5.22, 23. cap. 9.20.

[10] cap. 13.2 e 9.2 e 11.10.

[11] ver. 9, 21.

[12] cap. 9.14. Jer. 50.38 e 51.36. Isa. 41.2, 25.

[13] I João 4.1, 2, 3. cap. 12.3, 9 e 19.20 e 20.10.

[14] I Tim. 4.1. Thi. 3.15. II The. 2.9. cap. 13.13 e 13.20. Luc. 2.1. cap. 17.14 e 19.19 e 20.8.

[15] Mat. 24.43. I The. 5.2. II Ped. 3.10. cap. 3.9 e 4.18. II Cor. 5.3.

[16] cap. 19.19.

[17] cap. 21.6.

[18] cap. 4.5 e 8.5 e 11.13, 19. Dan. 12.1.

[19] cap. 14.8 e 17.18. Isa. 51.17, 22. Jer. 25.15, 16. cap. 14.10.

[20] cap. 6.14.

[21] cap. 11.19. ver. 9, 11. Exo. 9.23, 24, 25.

_A queda de Babylonia. A visão da grande prostituta assentada sobre a besta._

17 E veiu um dos sete anjos [1] que tinham as sete taças, e fallou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-hei a condemnação da grande prostituta que está assentada sobre muitas aguas;

2 Com a qual fornicaram os reis da terra; [2] e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação.

3 E levou-me em espirito a um deserto, [3] e vi uma mulher assentada sobre uma besta de côr de escarlata, que estava cheia de nomes de blasphemia, e tinha sete cabeças e dez cornos.

4 E a mulher estava vestida de purpura e de escarlata, [4] e adornada com oiro, e pedras preciosas e perolas; e tinha na sua mão um calix de oiro cheio das abominações e da immundicia da sua fornicação;

5 E na sua testa escripto o nome: Mysterio: [5] A grande Babylonia, a mãe das fornicações e abominações da terra.

6 E vi que a mulher [6] estava embriagada do sangue dos sanctos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

7 E o anjo me disse: Porque te admiras? Eu te direi o mysterio da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez cornos.

8 A besta que viste foi e _já_ não é, e ha de subir do abysmo, [7] e ir-se á perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escriptos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão vendo a besta que era e _já_ não é, ainda que é.

9 Aqui ha sentido, que tem sabedoria. [8] As sete cabeças são sete montes, sobre os quaes a mulher está assentada.

10 E são _tambem_ sete reis; os cinco são caidos; e um _já é_, outro ainda não é vindo; e, quando vier, convem que dure um pouco _de tempo_.

11 E a besta que era e _já_ não é, esta é tambem o oitavo, e é dos sete, [9] e vae-se á perdição.

12 E os dez cornos [10] que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, porém receberão poder como reis por uma hora, _juntamente_ com a besta.

13 Estes teem um mesmo intento, e entregarão o seu poder e auctoridade á besta.

14 Estes combaterão [11] contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá (porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis), _e_ os que estão com elle _são_ os chamados, _e_ eleitos, e fieis.

15 E disse-me: [12] As aguas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e linguas.

16 E os dez cornos que viste na besta [13] são os que aborrecerão a prostituta, e a farão assolada e núa, e comerão a sua carne, e a queimarão com fogo.

17 Porque Deus deu-_lhes_ em seus corações [14] que cumpram o seu intento, e que tenham um mesmo intento, e que deem á besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.

18 E a mulher que viste é a grande cidade [15] que reina sobre os reis da terra.

[1] cap. 21.9 e 16.19 e 18.16, 19. Nah. 3.4. Jer. 51.13. cap. 14.8 e 18.3.

[2] Jer. 51.7.

[3] cap. 12.6, 14 e 12.3 e 13.1. ver. 9, 12.

[4] cap. 18.12, 16 e 14.8. Dan. 11.38. Jer. 51.7.

[5] II The. 2.7. cap. 11.8 e 14.8 e 16.19 e 18.2, 10, 21 e 19.2.

[6] cap. 18.24 e 13.15 e 16.6 e 6.9, 10 e 12.11.

[7] cap. 11.7 e 13.1, 3, 8, 10.

[8] cap. 13.1, 18.

[9] ver. 8.

[10] Dan. 7.20. Zac. 1.18, 19, 21. cap. 13.1.

[11] cap. 16.14 e 19.16, 19. Deu. 10.17. I Tim. 6.15. Jer. 50.44, 45. cap. 14.4.

[12] ver. 1. Isa. 8.7. cap. 13.7.

[13] Jer. 50.41, 42. cap. 16.12 e 18.8, 16. Eze. 16.37, 44.

[14] II The. 2.11. cap. 10.7.

[15] cap. 16.19 e 12.4.