A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 201
[26] Psa. 2.8, 9 e 49.14. Dan. 7.22. cap. 12.5.
_Quinta carta, á egreja em Sardo._
3 E ao anjo da egreja que está em Sardo escreve: Isto diz o que tem os sete Espiritos [1] de Deus, e as sete estrellas: Eu sei as tuas obras, [2] que tens nome de que vives, e estás morto.
2 Sê vigilante, e confirma o resto que estava para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
3 Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. [3] E, se não velares, virei sobre ti como o ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
4 Mas tambem [4] tens em Sardo [ANU] algumas pessoas que não contaminaram seus vestidos, [5] e comigo andarão em _vestidos_ brancos; porquanto são dignos _d’isso_.
5 O que vencer [6] será vestido de vestidos brancos, e em maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pae e diante dos seus anjos.
6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espirito diz ás egrejas.
_Sexta carta, á egreja em Philadelphia._
7 E ao anjo da egreja que está em Philadelphia escreve: Isto diz o que é sancto, [7] o que é verdadeiro o que tem a chave de David; o que abre, e ninguem cerra; e cerra, e ninguem abre:
8 Eu sei as tuas obras: eis que diante de ti puz uma porta aberta, [8] e ninguem a pode cerrar: porque tens pouca força, e guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.
9 Eis aqui dou, [9] da synagoga de Satanás, dos que se dizem judeos, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
10 Porque guardaste a palavra da minha paciencia, [10] tambem eu te guardarei da hora da tentação que ha de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
11 Eis que venho logo; [11] guarda o que tens, para que ninguem tome a tua corôa.
12 A quem vencer, [12] eu o farei columna no templo do meu Deus, e d’elle nunca sairá; e escreverei sobre elle o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, _o_ da nova Jerusalem, que desce do céu do meu Deus, e o meu novo nome.
13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espirito diz ás egrejas.
_Setima carta, á egreja em Laodicea._
14 E ao anjo da egreja que está em Laodicea escreve: [13] Isto diz o Amen, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da creação de Deus:
15 Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente: oxalá fôras frio ou quente!
16 Assim, pois que és morno, e nem és frio nem quente, vomitar-te-hei da minha bocca.
17 Porque dizes: [14] Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miseravel, e pobre, e cego, e nú.
18 Aconselho-te [15] a que de mim compres oiro provado no fogo, para que te enriqueças; e vestidos brancos, para que te vistas, e não appareça a vergonha da tua nudez; e unge os teus olhos com collyrio, para que vejas;
19 Eu reprehendo e castigo a todos quantos amo: [16] sê pois zeloso, e arrepende-te.
20 Eis que estou á porta, [17] e bato: se alguem ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com elle cearei, e elle comigo.
21 Ao que vencer [18] lhe concederei que se assente comigo no meu throno; assim como eu venci, e me assentei com meu Pae no seu throno.
22 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espirito diz ás egrejas.
[1] II Ped. 1.19. cap. 22.16.
[2] cap. 1.4, 16 e 4.5 e 5.6. cap. 2.2. Eph. 2.1, 5. I Tim. 5.6.
[3] I Tim. 6.20. II Tim. 1.13. ver. 11, 19. Mat. 24.42, 43 e 25.13. Mar. 13.33. Luc. 12.39, 40. I The. 5.2, 6. II Ped. 3.10. cap. 16.15.
[4] Act. 1.15. Jud. 23.
[5] cap. 4.4 e 6.11.
[6] cap. 19.8. Exo. 32.32. Psa. 69.28. Phi. 4.3. cap. 13.8 e 17.8. Mat. 10.32. Luc. 12.8.
[7] Act. 3.14. I João 5.20. ver. 14. cap. 1.5, 18 e 19.11. Isa. 22.22. Luc. 1.32. Mat. 16.19. Job 12.14.
[8] I Cor. 16.9. II Cor. 2.12.
[9] cap. 2.9. Isa. 49.23 e 60.14.
[10] II Ped. 2.9. Luc. 2.1. Isa. 24.17.
[11] Phi. 4.5. cap. 1.3 e 2.10, 25 e 22.7, 12, 20.
[12] I Reis 7.21. Gal. 2.9. cap. 2.17 e 14.1. Gal. 4.26. Heb. 12.22. cap. 21.2, 10 e 22.4.
[13] Isa. 65.16. cap. 1.5 e 19.11 e 22.6. Col. 1.15.
[14] Ose. 12.8. I Cor. 4.8.
[15] Isa. 55.1. Mat. 13.44 e 25.9. II Cor. 5.3. cap. 7.13 e 16.15 e 19.8.
[16] Job 5.17. Pro. 3.11, 12. Heb. 12.5, 6. Thi. 1.12.
[17] Can. 5.2. Luc. 12.37. João 14.23.
[18] Mat. 19.28. Luc. 22.30. I Cor. 6.2. II Tim. 2.12. cap. 2.26, 27.
_A visão do throno da magestade divina; os vinte e quatro anciãos e os quatro animaes._
4 Depois d’estas coisas, olhei, e eis que _estava_ uma porta aberta no céu: [1] e a primeira voz, que como de uma trombeta ouvira fallar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-hei as coisas que depois d’estas devem acontecer.
2 E logo fui _arrebatado_ em [2] espirito, e eis que um throno estava posto no céu, e _um_ assentado sobre o throno.
3 E o que estava assentado era, ao parecer, similhante á pedra jaspe e sardonica; [3] e o arco celeste estava ao redor do throno, no parecer similhante á esmeralda.
4 E ao redor [4] do throno _havia_ vinte e quatro thronos; e vi assentados sobre os thronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças corôas de oiro.
5 E do throno sahiam relampagos, e trovões, [5] e vozes; e diante do throno ardiam sete lampadas de fogo, as quaes são os sete Espiritos de Deus.
6 E _havia_ diante do throno um mar de vidro, [6] similhante ao crystal. E no meio do throno, e ao redor do throno, quatro [ANV] animaes cheios de olhos, por diante e por detraz.
7 E o primeiro animal _era_ similhante a um leão, [7] e o segundo animal similhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal _era_ similhante a uma aguia voando.
8 E os quatro animaes tinham [8] cada um de per si seis azas ao redor, e por dentro estavam cheios de olhos; e não descançam nem de dia nem de noite, dizendo: Sancto, Sancto, Sancto é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que ha de vir.
9 E, quando os animaes davam gloria, e honra, e acções de graças ao que estava assentado sobre o throno, [9] ao que vive para todo o sempre,
10 Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o throno, [10] e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas corôas diante do throno, dizendo:
11 Digno és, [11] Senhor, de receber gloria, e honra, e poder; porque tu creaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram creadas.
[1] cap. 1.10, 19 e 11.12 e 22.6.
[2] cap. 1.10 e 17.3 e 21.10. Isa. 6.1. Jer. 17.12. Eze. 1.26 e 10.1. Dan. 7.9.
[3] Eze. 1.28.
[4] cap. 3.4, 5 e 6.11 e 7.9 e 19.14.
[5] cap. 8.5 e 16.18. Exo. 37.23. II Chr. 4.20. Eze. 1.13. Zac. 4.2. cap. 1.4 e 3.1 e 5.6.
[6] Exo. 38.8. cap. 15.2. Eze. 1.5. ver. 8.
[7] Num. 2.2, etc. Eze. 1.10 e 10.14.
[8] Isa. 6.2. ver. 6. Isa. 6.3. cap. 1.8. cap. 1.4.
[9] cap. 1.18 e 5.14 e 15.7. cap. 5.8, 14.
[10] ver. 9. ver. 4.
[11] cap. 5.12. Gen. 1.1. Act. 17.24. Eph. 3.9. Col. 1.16. cap. 10.6.
_O livro sellado com sete sellos. Sómente o Cordeiro é digno de abril-o._
5 E vi na dextra do que estava assentado sobre o throno um livro escripto [1] por dentro e por fóra, sellado com sete sellos.
2 E vi um anjo forte, apregoando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus sellos?
3 E ninguem [2] no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar _para_ elle.
4 E eu chorava muito, porque ninguem fôra achado digno de abrir o livro, nem de o lêr, nem de olhar _para_ elle.
5 E disse-me um dos anciãos: Não chores: [3] eis aqui, o Leão da tribu de Judah, a raiz de David, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete sellos.
6 E olhei, e eis que no meio dos anciãos estava um [4] Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete cornos, e sete olhos, que são os sete Espiritos de Deus enviados a toda a terra.
7 E veiu, e tomou o livro da [5] dextra do que estava assentado no throno.
8 E, havendo tomado o livro, os quatro animaes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos elles harpas [6] e [ANW] salvas de oiro cheias de incenso, que são as orações dos sanctos.
9 E cantavam um novo cantico, dizendo: [7] Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus sellos; porque foste morto, [8] e com o teu sangue para Deus nos compraste, de toda a tribu, [9] e lingua, e povo, e nação;
10 E para [10] o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.
11 E olhei, [11] e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do throno, e dos animaes, e dos anciãos; e era o numero d’elles milhões de milhões, e milhares de milhares,
12 Que com grande voz [12] diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e gloria, e acções de graças.
13 E ouvi a toda a creatura [13] que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que n’elles ha, dizendo: Ao que está assentado sobre o throno, e ao Cordeiro, sejam dadas acções de graças, [14] e honra, e gloria, e poder para todo o sempre.
14 E os quatro animaes diziam: Amen. [15] E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.
[1] Eze. 2.9, 10. Isa. 29.11. Dan. 12.4.
[2] ver. 13.
[3] Gen. 49.9, 10. Heb. 7.14. Isa. 11.1, 10. Rom. 15.12. cap. 6.1.
[4] Isa. 53.7. João 1.29, 36. I Ped. 1.19. ver. 9, 12. Zac. 3.9 e 4.10. cap. 4.5.
[5] cap. 4.2.
[6] cap. 14.2 e 15.2. Psa. 141.2. cap. 8.3.
[7] Psa. 40.3. cap. 4.11 e 14.3.
[8] Act. 20.28. Rom. 3.24. I Cor. 6.20 e 7.23. Eph. 1.7. Col. 1.14. Heb. 9.12. I Ped. 1.18, 19. II Ped. 2.1. I João 1.7. cap. 14.4.
[9] Dan. 4.1 e 6.25. cap. 7.9 e 11.9 e 14.6.
[10] Exo. 19.6. I Ped. 2.5, 9. cap. 1.6 e 20.6 e 22.5.
[11] cap. 4.4, 6. Psa. 68.17. Dan. 7.10. Heb. 12.22.
[12] cap. 4.11.
[13] Phi. 2.10. ver. 3.
[14] I Chr. 29.11. Rom. 9.5 e 16.27. I Tim. 6.16. I Ped. 4.11 e 5.11. cap. 6.16 e 7.10.
[15] cap. 4.9 e 19.4.
_A abertura dos primeiros seis sellos._
6 E, havendo o Cordeiro [1] aberto um dos sellos, olhei, e ouvi um dos quatro animaes, que dizia como _com_ voz de trovão: Vem, e vê.
2 E olhei, e eis um cavallo branco: [2] e o que estava assentado sobre elle tinha um arco; e foi-lhe dada uma corôa, e saiu victorioso, para que vencesse.
3 E, havendo aberto o [3] segundo sello, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
4 E saiu outro cavallo, [4] vermelho; e ao que estava assentado sobre elle foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
5 E, havendo aberto o terceiro sello, [5] ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavallo preto: [6] e o que sobre elle estava assentado tinha uma balança na sua mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animaes, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e tres medidas de cevada por um dinheiro; e não damnifiques o azeite e o vinho.
7 E, havendo aberto o quarto sello, [7] ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê.
8 E olhei, [8] e eis um cavallo amarello, e o que estava assentado sobre elle tinha por nome Morte; e [ANX] o inferno o seguiu; [9] e foi-lhes dado poder para matar a quarta _parte_ da terra, com espada, e com fome, e com mortandade, e com as feras da terra.
9 E, havendo aberto o quinto sello, [10] vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
10 E clamavam com grande voz, dizendo: [11] Até quando, ó Dominador, e sancto verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
11 E deram-se-lhes a cada um vestidos [12] brancos compridos, e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que tambem se completasse _o numero_ de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como elles.
12 E, havendo aberto o sexto sello, [13] olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como sacco de cilicio, e a lua tornou-se como sangue.
13 E as estrellas [14] do céu cairam sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
14 E o céu retirou-se [15] como um [ANY] livro que se enrola; e todos os montes e ilhas se moveram dos seus logares.
15 E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas [16] e nas rochas das montanhas;
16 E diziam [17] aos montes e aos rochedos: Cahi sobre nós, e escondei-nos do rosto d’aquelle que está assentado sobre o throno, e da ira do Cordeiro;
17 Porque é vindo [18] o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
[1] cap. 5.5 e 4.7.
[2] Zac. 6.3. cap. 19.11. Psa. 45.4, 5. Zac. 6.11. cap. 14.14.
[3] cap. 4.7.
[4] Zac. 6.2.
[5] cap. 4.7.
[6] Zac. 6.2.
[7] cap. 4.7.
[8] Zac. 6.3.
[9] Eze. 14.21. Lev. 26.22.
[10] cap. 8.3 e 9.13 e 14.18 e 24.4. II Tim. 1.8. cap. 12.17.
[11] Zac. 1.12. cap. 3.7 e 11.18 e 19.2.
[12] cap. 3.4, 5 e 7.9, 14. Heb. 11.40. cap. 14.13.
[13] cap. 16.18. Joel 2.10, 31 e 3.15. Mat. 24.29. Act. 2.20.
[14] cap. 8.10 e 9.1.
[15] Psa. 102.27. Isa. 34.4. Heb. 1.12, 13. Jer. 3.23 e 4.24.
[16] Isa. 2.19.
[17] Ose. 10.8. Luc. 23.30. cap. 9.6.
[18] Isa. 13.6, etc. Sof. 1.14, etc. cap. 16.14. Psa. 76.7, 8.
_Os israelitas fieis são salvos de perigos imminentes._
7 E depois d’estas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, [1] que retinham os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra arvore alguma.
2 E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o sello do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos a quem fôra dado o poder de damnificar a terra e o mar,
3 Dizendo: [2] Não damnifiques a terra, nem o mar, nem as arvores, até que hajamos assignalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
4 E ouvi o numero [3] dos assignalados, _e foram_ cento e quarenta e quatro mil assignalados, de todas as tribus dos filhos de Israel.
5 Da tribu de Judah, doze mil assignalados: da tribu de Ruben, doze mil assignalados: da tribu de Gad, doze mil assignalados:
6 Da tribu de Aser, doze mil assignalados: da tribu de Naphtali, doze mil assignalados: da tribu de Manassés, doze mil assignalados:
7 Da tribu de Simeão, doze mil assignalados: da tribu de Levi, doze mil assignalados: da tribu de Issacar, doze mil assignalados:
8 Da tribu de Zabulon, doze mil assignalados: da tribu de José, doze mil assignalados: da tribu de Benjamin, doze mil assignalados.
_Visão dos martyres na gloria._
9 Depois d’estas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, [4] a qual ninguem podia contar, de todas as nações, e tribus, e povos, e linguas, que estavam diante do throno, e perante o Cordeiro, [5] trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos:
10 E clamavam com grande voz, dizendo: [6] Salvação ao nosso Deus, que está assentado no throno, e ao Cordeiro.
11 E todos os anjos estavam ao redor [7] do throno, e dos anciãos, e dos quatro animaes; e prostraram-se diante do throno sobre seus rostos, e adoraram a Deus,
12 Dizendo: [8] Amen. Louvor, e gloria, e sabedoria, e acção de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amen.
13 E um dos anciãos respondeu, dizendo-me: Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e d’onde vieram?
14 E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E elle disse-me: [9] Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro;
15 Por isso estão diante do throno de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e [10] aquelle que está assentado sobre o throno os cobrirá com a sua sombra.
16 Não mais terão fome, [11] nem mais terão sêde; nem sol nem calma alguma cairá sobre elles.
17 Porque o Cordeiro que está no meio do throno [12] os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes vivas das aguas; e Deus alimpará de seus olhos toda a lagrima.
[1] Dan. 7.2. cap. 9.4.
[2] cap. 6.6 e 9.4. Eze. 9.4. cap. 14.1 e 22.4.
[3] cap. 9.16 e 14.1.
[4] Rom. 11.25. cap. 5.9.
[5] cap. 3.5, 18 e 4.4 e 6.11. ver. 14.
[6] Psa. 3.8. Isa. 43.11. Jer. 3.23. Ose. 13.4.
[7] cap. 4.6.
[8] cap. 5.13, 14.
[9] cap. 6.9 e 17.6. Isa. 1.18. Heb. 9.14. I João 1.7. cap. 1.5. Zac. 3.3, 4, 5.
[10] Isa. 4.5, 6. cap. 21.3.
[11] Isa. 49.10. Psa. 121.6. cap. 21.4.
[12] Psa. 23.1 e 36.8. João 10.11, 14. Isa. 25.8. cap. 21.4.
_A abertura do setimo sello. Os sete anjos com as sete trombetas; os primeiros quatro tocam-n’as._
8 E, havendo aberto [1] o setimo sello, fez-se silencio no céu quasi por meia hora.
2 E vi os sete [2] anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.
3 E veiu outro anjo, e poz-se junto ao altar, tendo um incensario de oiro; [3] e foi-lhe dado muito incenso, para _o_ pôr _com_ as orações de todos os sanctos sobre o altar de oiro, que está diante do throno.
4 E o fumo [4] do incenso subiu com as orações dos sanctos desde a mão do anjo até diante de Deus.
5 E o anjo tomou o incensario, e encheu-o de fogo do altar, e lançou-o sobre a terra; e fizeram-se vozes, e trovões, [5] e relampagos e terremotos.
6 E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocal-as.
7 E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, [6] e houve saraiva, e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra; e queimou-se a terça parte das arvores, e toda a herva verde foi queimada.
8 E o segundo anjo tocou a trombeta; [7] e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.
9 E morreu a terça parte [8] das creaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das náos.
10 E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, [9] e caiu do céu uma grande estrella, ardendo como uma tocha, e caiu na terça parte dos rios, e nas fontes das aguas.
11 E o nome da estrella [10] era Absyntho, e a terça parte das aguas tornou-se em absyntho, e muitos homens morreram das aguas, porque se tornaram amargas.
12 E o quarto anjo [11] tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrellas; para que a terça parte d’elles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e similhantemente _a_ da noite.
13 E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: [12] Ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos tres anjos que hão de ainda tocar.
[1] cap. 6.1.
[2] Mat. 18.10. Luc. 1.19. II Chr. 29.25, 28.
[3] cap. 5.8. Exo. 30.1. cap. 6.9.
[4] Psa. 141.2. Luc. 1.10.
[5] cap. 16.18. II Sam. 22.8. I Reis 19.11. Act. 4.31.
[6] Eze. 38.22. cap. 16.2. Isa. 2.13. cap. 9.4.
[7] Jer. 51.25. Amós 7.4. cap. 16.3. Eze. 14.19.
[8] cap. 16.3.
[9] Isa. 14.12. cap. 9.1 e 16.4.
[10] Ruth 1.20. Exo. 15.23. Jer. 9.15 e 23.15.
[11] Isa. 13.10. Amós 8.9.
[12] cap. 14.6 e 19.17. cap. 9.12 e 11.14.
_A quinta trombeta._
9 E o quinto anjo tocou a sua trombeta, [1] e vi uma estrella que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abysmo.
2 E abriu o poço do abysmo, [2] e subiu fumo do poço, como o fumo de uma grande fornalha, e com o fumo do poço escureceram-se o sol e o ar.
3 E do fumo [3] sairam gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que teem os escorpiões da terra.
4 E foi-lhes dito que não fizessem damno [4] á herva da terra, nem a verdura alguma, nem a arvore alguma, senão sómente aos homens que não teem nas suas testas o signal de Deus.
5 E foi-lhes dado, não que os matassem, [5] mas que por cinco mezes os atormentassem; e o seu tormento _era_ similhante ao tormento do escorpião, quando fere ao homem.
6 E n’aquelles dias os homens buscarão [6] a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá d’elles.
7 E o parecer dos gafanhotos _era_ [7] similhante ao de cavallos apparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças _havia_ como corôas similhantes ao oiro; e os seus rostos _eram_ como os rostos de homens.
8 E tinham cabellos como cabellos de mulheres, [8] e os seus dentes eram como de leões.
9 E tinham couraças como couraças de ferro; [9] e o ruido das suas azas _era_ como o ruido de carros, quando muitos cavallos correm ao combate.
10 E tinham caudas similhantes ás dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu [10] poder _era_ de damnificarem os homens por cinco mezes.
11 E tinham sobre si um rei, [11] o anjo do abysmo; em hebreo era o seu nome [ANZ] Abaddon, e em grego _tinha por nome_ Apollyon.
12 Passado [12] é já um ai; eis que depois d’isso veem ainda dois ais.
_A sexta trombeta._
13 E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz dos quatro cornos do altar de oiro, que estava diante de Deus,
14 A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: [13] Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Euphrates.
15 E foram soltos os quatro anjos, que estavam prestes para a hora, e dia, e mez, e anno, para matarem a terça parte dos homens.
16 E o numero dos [14] exercitos dos cavalleiros _era_ de duzentos milhões; e ouvi o numero d’elles.
17 E vi assim os cavallos n’esta visão; e os que sobre elles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacintho, e de enxofre; [15] e as cabeças dos cavallos _eram_ como cabeças de leões; e de suas boccas sahia fogo e fumo e enxofre.
18 Por estes tres foi morta a terça parte dos homens, pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre, que sahia das suas boccas.
19 Porque o seu poder está na sua bocca e nas suas caudas. [16] Porque as suas caudas _são_ similhantes a serpentes, e teem cabeças, e com ellas damnificam.
20 E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, [17] não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demonios, e os idolos d’oiro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 E não se arrependeram de seus homicidios, [18] nem de suas feiticerias, nem de sua fornicação, nem de suas ladroices.
[1] Luc. 10.18. cap. 8.10 e 17.8 e 20.1. Luc. 8.31. ver. 2, 11.
[2] Joel 2.2, 10.
[3] Exo. 10.4. Jui. 7.12. ver. 10.
[4] cap. 6.6, 7 e 8.7. Exo. 12.23. Eze. 9.4.
[5] ver. 10. cap. 11.7.
[6] Job 3.21. Isa. 2.19. Jer. 8.3. cap. 6.16.
[7] Joel 2.4. Nah. 3.17. Dan. 7.8.
[8] Joel 1.6.
[9] Joel 2.5, 6, 7.
[10] ver. 5.
[11] Eph. 2.2. ver. 1.
[12] cap. 8.13.
[13] cap. 16.12.
[14] Psa. 68.17. Dan. 7.10. Eze. 38.4. cap. 7.4.
[15] I Chr. 12.8. Isa. 5.28, 29.
[16] Isa. 9.15.
[17] Deu. 31.29. Lev. 17.7. Deu. 32.17. Psa. 106.36 e 115.4 e 135.15. I Cor. 10.20. Dan. 5.23.
[18] cap. 22.15.
_É comido por João um livrinho trazido do céu._
10 E vi outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da _sua_ cabeça estava o arco celeste, [1] e o seu rosto _era_ como o sol, e os seus pés como columnas de fogo;
2 E tinha na sua mão um livrinho aberto, [2] e poz o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra;
3 E clamou com grande voz, como _quando_ brame o leão; e, havendo clamado, [3] os sete trovões deram as suas vozes.
4 E, havendo os sete trovões dado as suas vozes, eu ia escrevel-as, e ouvi uma voz do céu, que me dizia: [4] Sella as _coisas_ que os sete trovões fallaram, e não as escrevas.
5 E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão [5] ao céu,
6 E jurou por Aquelle que vive para todo o sempre, [6] o qual creou o céu e as _coisas_ que n’elle ha, e a terra e as _coisas_ que n’ella ha, e o mar e as _coisas_ que n’elle ha, [7] que não haveria mais tempo;
7 Porém nos dias [8] da voz do setimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o [AOA] segredo de Deus, como annunciou aos prophetas, seus servos.
8 E a voz que eu do céu tinha ouvido [9] tornou a fallar comigo, e disse: Vae, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está sobre o mar e sobre a terra.
9 E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E elle disse-me: [10] Toma-o, e come-o, e fará amargo o teu ventre, porém na tua bocca será doce como mel.
10 E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; [11] e na minha bocca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.