A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 173
16 Por isso alguns dos phariseos diziam: Este homem não é de Deus; pois não guarda o sabbado. Diziam outros: [9] Como pode um homem peccador fazer taes signaes? E [10] havia dissensão entre elles.
17 Tornaram _pois_ a dizer ao cego: Tu que dizes d’aquelle que te abriu os olhos? E elle disse: Que [11] é propheta.
18 Os judeos, porém, não creram que elle tivesse sido cego, e que _agora_ visse, emquanto não chamaram os paes do que agora via.
19 E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como pois vê agora?
20 Seus paes lhes responderam, e disseram: Sabemos que este é nosso filho, e que nasceu cego;
21 Mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos, não sabemos: tem edade, perguntae-lh’o a elle mesmo; e elle fallará por si mesmo.
22 Seus paes [12] disseram isto, porque temiam os judeos. Porquanto já os judeos tinham resolvido que, se alguem confessasse ser elle o Christo, fosse expulso [13] da synagoga.
23 Por isso é que seus paes disseram: Tem edade, perguntae-lh’o a elle mesmo.
24 Chamaram pois segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: [14] Dá gloria a Deus; nós [15] sabemos que esse homem é peccador.
25 Respondeu elle pois, e disse: Se é peccador, não sei: uma coisa sei, que, havendo eu sido cego, agora vejo.
26 E tornaram a dizer-lhe: Que te fez elle? Como te abriu os olhos?
27 Respondeu-lhes: Já vol-_o_ disse, e não ouvistes: para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos tambem seus discipulos?
28 Então o injuriaram, e disseram: Discipulo d’elle sejas tu: nós, porém, somos discipulos de Moysés.
29 Nós bem sabemos que Deus fallou a Moysés, [16] mas este não sabemos d’onde é.
30 O homem respondeu, e disse-lhes: [17] N’isto pois está a maravilha, que vós não saibaes d’onde elle é, e me abrisse os olhos;
31 Ora nós sabemos que [18] Deus não ouve a peccadores; mas, se alguem é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve.
32 Desde _todos_ os seculos nunca se ouviu que alguem abrisse os olhos a um que nasceu cego.
33 Se [19] este não fosse de Deus, nada poderia fazer.
34 Responderam elles, e disseram-lhe: Tu [20] és nascido todo em peccados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-n’o.
35 Jesus ouviu que o tinham expulsado, e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no [21] Filho de Deus?
36 Elle respondeu, e disse: Quem é elle, Senhor, para que n’elle creia?
37 E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é [22] aquelle que falla comtigo.
38 Elle disse: Creio, Senhor. E o adorou.
39 E disse-lhe Jesus: [23] Eu vim a este mundo para juizo, [24] a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.
40 Aquelles dos phariseos, que estavam com elle, [25] ouvindo isto, disseram-lhe: Tambem nós somos cegos?
41 Disse-lhes Jesus: [26] Se fosseis cegos, não terieis peccado; mas agora dizeis: Vemos; por isso o vosso peccado permanece.
[1] ver. 34.
[2] cap. 11.4.
[3] cap. 4.34 e 5.19, 36.
[4] cap. 1.5, 9 e 3.19.
[5] Mar. 7.33 e 8.23.
[6] Neh. 3.15.
[7] II Reis 5.14.
[8] ver. 6, 7.
[9] ver. 33. cap. 3.2.
[10] cap. 7.12, 43 e 10.19.
[11] cap. 4.19 e 6.14.
[12] cap. 7.13. Act. 5.13.
[13] ver. 34. cap. 16.2.
[14] Jos. 7.19. I Sam. 6.5.
[15] ver. 16.
[16] cap. 8.14.
[17] cap. 3.10.
[18] Job 27.9. Pro. 1.28. Isa. 1.15. Jer. 11.11.
[19] ver. 16.
[20] ver. 2.
[21] Mat. 14.33. Mar. 1.1. I João 5.15.
[22] cap. 4.26.
[23] cap. 5.22, 27 e 3.17 e 12.47.
[24] Mat. 13.13.
[25] Rom. 2.19.
[26] cap. 15.22, 24.
_Jesus, o bom pastor._
10 Na verdade, na verdade vos digo que aquelle que não entra pela porta no [AHT] curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
2 Mas aquelle que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
3 A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome ás suas ovelhas, e as traz para fóra.
4 E, quando tira para fóra as suas ovelhas, vae adiante d’ellas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz;
5 Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão d’elle, porque não conhecem a voz dos estranhos.
6 Jesus disse-lhes esta parabola; porém elles não entenderam o que era que lhes dizia.
7 Tornou pois Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.
8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
9 Eu [1] sou a porta; se alguem entrar por mim, salvar-se-ha, e entrará, e sairá, e achará pasto.
10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir: eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundancia.
11 Eu [2] sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o mercenario, e o que não é pastor, de quem não são proprias as ovelhas, vê vir o lobo, [3] e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 Ora o mercenario foge, porque é mercenario, e não tem cuidado das ovelhas.
14 Eu sou o bom Pastor, [4] e conheço as minhas, e das minhas sou conhecido.
15 Assim [5] como o Pae me conhece a mim, tambem eu conheço o Pae, [6] e dou a minha vida pelas ovelhas.
16 Ainda tenho [7] outras ovelhas que não são d’este curral; tambem me convem trazer estas, e ellas ouvirão a minha voz, [8] e haverá um rebanho _e_ um Pastor.
17 Por isso o Pae me ama, [9] porque dou a minha vida para tornar a tomal-a.
18 Ninguem m’a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho [10] poder para a dar, e poder para tornar a tomal-a. [11] Este mandamento recebi de meu Pae.
19 Tornou pois a haver divisão entre os judeos por causa d’estas palavras.
20 E [12] muitos d’elles diziam: Tem [13] demonio, e está fóra de si: porque o ouvis?
21 Diziam outros: Estas palavras não são de endemoninhado; pode [14] porventura um demonio abrir [15] os olhos aos cegos?
_A festa da dedicação. Jesus, interrogado pelos judeos, declara-se o Messias, Filho de Deus. Desejam apedrejal-o, e elle retira-se para além do Jordão._
22 E em Jerusalem era a _festa da_ dedicação, e era inverno.
23 E Jesus andava passeando no templo, [16] no alpendre de Salomão.
24 Rodearam-n’o pois os judeos, e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Christo, dize-nol-o abertamente.
25 Respondeu-lhes Jesus: Já vol-_o_ tenho dito, e não _o_ crêdes. As [17] obras que eu faço, em nome de meu Pae, essas testificam de mim.
26 Mas [18] vós não crêdes, porque não sois das minhas ovelhas, como _já_ vol-o tenho dito.
27 As [19] minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e ellas me seguem;
28 E dou-lhes a vida eterna, [20] e nunca perecerão, e ninguem as arrebatará da minha mão.
29 [21] Meu Pae, que m’_as_ deu, é maior do que todos; e ninguem pode arrebatal-as da mão de meu Pae.
30 Eu [22] e o Pae somos um.
31 Os judeos pegaram então [23] outra vez em pedras para o apedrejar.
32 Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas de meu Pae; por qual d’estas obras me apedrejaes?
33 Os judeos responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por obra boa, mas pela blasphemia; porque, sendo tu homem, [24] te fazes Deus a ti mesmo.
34 Respondeu-lhes Jesus: [25] Não está escripto na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?
35 Pois, se a lei chamou deuses áquelles [26] a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escriptura não pode ser annullada),
36 _A mim_, [27] a quem o Pae sanctificou, e [28] enviou ao mundo, vós dizeis: Blasphemas; [29] porque disse: [30] Sou Filho de Deus?
37 Se [31] não faço as obras de meu Pae, não me acrediteis.
38 Porém, se as faço, e não crêdes em mim, crêde [32] nas obras; para que conheçaes e acrediteis que [33] o Pae está em mim e eu n’elle.
39 Procuravam [34] pois prendel-o outra vez, mas elle escapou-se de suas mãos,
40 E retirou-se outra vez para além do Jordão, para o [35] logar onde João tinha primeiramente baptizado; e ali ficou.
41 E muitos iam ter com elle, e diziam: Na verdade João não fez signal algum, [36] mas tudo quanto João disse d’este [37] era verdade.
42 E muitos ali crêram n’elle.
[1] cap. 14.6. Eph. 2.18.
[2] Isa. 40.11. Exo. 34.12, 23. Heb. 13.20. I Ped. 2.25.
[3] Zac. 11.16, 17.
[4] II Tim. 2.19.
[5] Mat. 11.27.
[6] cap. 15.13.
[7] Isa. 56.8.
[8] Eze. 37.22. I Ped. 2.25.
[9] Isa. 53.7, 8, 12. Heb. 2.9.
[10] cap. 2.19.
[11] cap. 6.38. Act. 2.24, 32.
[12] cap. 7.43 e 9.16.
[13] cap. 7.20 e 8.48, 52.
[14] Exo. 4.11.
[15] cap. 9.6, 7, 32, 33.
[16] Act. 3.11 e 5.12.
[17] ver. 38. cap. 3.2 e 5.36.
[18] cap. 8.47. I João 4.6.
[19] ver. 4, 14.
[20] cap. 6.37 e 17.11, 12.
[21] cap. 14.28 e 17.2, 6, etc.
[22] cap. 17.11, 22.
[23] cap. 8.59.
[24] cap. 5.18.
[25] Psa. 82.6.
[26] Rom. 13.1.
[27] cap. 6.27.
[28] cap. 3.17 e 5.36, 37.
[29] cap. 5.17, 18.
[30] Luc. 1.35, 37.
[31] cap. 15.24.
[32] cap. 5.36.
[33] cap. 14.10, 11.
[34] cap. 7.30, 44 e 8.59.
[35] cap. 1.28.
[36] cap. 3.30.
[37] cap. 8.30 e 11.45.
_A resurreição de Lazaro._
[Anno Domini 33]
11 Estava então enfermo um _certo_ Lazaro, de Bethania, aldeia de [1] Maria e de Martha, sua irmã.
2 E [2] Maria era a que ungiu o Senhor com unguento, e lhe enxugou os pés com os seus cabellos; cujo irmão Lazaro estava enfermo.
3 Mandaram-lhe pois _suas_ irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquelle que tu amas.
4 E Jesus, ouvindo _isto_, disse: Esta enfermidade não é para morte, [3] mas para gloria de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ella.
5 Ora Jesus amava a Martha, e a sua irmã e a Lazaro.
6 Ouvindo pois que estava enfermo, [4] ficou ainda dois dias no logar onde estava.
7 Depois d’isto, disse aos seus discipulos: Vamos outra vez para a Judéa.
8 Dizem-lhe os discipulos: Rabbi, ainda agora [5] os judeos procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?
9 Jesus respondeu: Não ha doze horas no dia? [6] Se alguem andar de dia, não tropeça, porque vê a luz d’este mundo;
10 Mas, se alguem [7] andar de noite, tropeça, porque n’elle não ha luz.
11 Isto fallou; e depois disse-lhes: Lazaro, o nosso amigo, [8] dorme, mas vou despertal-o do somno.
12 Disseram pois os seus discipulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
13 Mas Jesus dizia _isto_ da sua morte; elles, porém, cuidavam que fallava do repouso do dormir.
14 Então pois Jesus disse-lhes claramente: Lazaro está morto;
15 E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis: porém vamos ter com elle.
16 Disse pois Thomé, chamado Didymo, aos condiscipulos: Vamos nós tambem, para morrermos com elle.
17 Chegando pois Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura
18 (Ora Bethania distava de Jerusalem quasi quinze estadios).
19 E muitos dos judeos tinham ido consolar a Martha e a Maria, ácerca de seu irmão.
20 Ouvindo pois Martha que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro: Maria, porém, ficou assentada em casa.
21 Disse pois Martha a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
22 Mas tambem agora [9] sei que tudo quanto pedires a Deus Deus t’_o_ dará.
23 Disse-lhe Jesus: Teu irmão ha de resuscitar.
24 Disse-lhe Martha: [10] Eu sei que ha de resuscitar na resurreição do ultimo dia.
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou [11] a resurreição e a [12] vida; [13] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
26 E todo aquelle que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
27 Disse-lhe ella: Sim, [14] Senhor, creio que tu és o Christo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
28 E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.
29 Ella, ouvindo _isto_, levantou-se logo, e foi ter com elle.
30 Porque ainda Jesus não tinha chegado á aldeia, mas estava no logar onde Martha o encontrara.
31 Vendo [15] pois os judeos, que estavam com ella em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saira, seguiram-n’a, dizendo: Vae ao sepulchro para chorar ali.
32 Tendo pois Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos [16] seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
33 Jesus pois, vendo-a chorar, e os judeos que com ella vinham tambem chorando, moveu-se muito em espirito, e perturbou-se.
34 E disse: Onde o pozestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
35 Jesus [17] chorou.
36 Disseram pois os judeos: Vêde como o amava.
37 E alguns d’elles disseram: Não podia este, [18] que abriu os olhos ao cego, fazer tambem com que este não morresse?
38 Jesus pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, vem ao sepulchro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ella.
39 Disse Jesus: Tirae a pedra. Martha, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é _já_ de quatro dias.
40 Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se crêres, [19] verás a gloria de Deus?
41 Tiraram pois a pedra d’onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pae, graças te dou, por me haveres ouvido.
42 Pois eu bem sei que sempre me ouves, [20] mas eu disse _isto_ por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
43 E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lazaro, sae para fóra.
44 E o defunto saiu, tendo as mãos e pés ligados com faxas, [21] e o seu rosto envolto n’um lenço. Disse-lhes Jesus: Desligae-o, e deixae-o ir.
45 Muitos pois d’entre os judeos, que tinham vindo a Maria, [22] e que tinham visto o que Jesus fizera, crêram n’elle.
_Os phariseos formam conselho para matarem Jesus._
46 Mas alguns d’elles foram ter com os phariseos, e disseram-lhes o que Jesus tinha feito.
47 Depois [23] os principaes dos sacerdotes e os phariseos formaram conselho, e diziam: [24] Que faremos? porque este homem faz muitos signaes.
48 Se o deixamos assim, todos crerão n’elle, e os romanos virão, e tirar-nos-hão o nosso logar e a nação.
49 E um d’elles, _chamado_ [25] Caiphás, que era summo sacerdote n’aquelle anno, lhes disse: Vós nada sabeis,
50 Nem [26] consideraes que nos convem que um homem morra pelo povo, e _que_ não pereça toda a nação.
51 Ora elle não disse isto de si mesmo, mas, sendo o summo sacerdote n’aquelle anno, prophetizou que Jesus devia morrer pela nação.
52 E [27] não sómente [28] pela nação, mas tambem para ajuntar em um _corpo_ os filhos de Deus, que andavam dispersos.
53 Desde aquelle dia, pois, consultavam-se para o matarem.
54 Jesus, [29] pois, já não andava manifestamente entre os judeos, mas retirou-se d’ali para a terra junto do deserto, para uma cidade chamada [30] Ephraim; e ali andava com os seus discipulos.
55 E [31] estava proxima a paschoa dos judeos, e muitos d’aquella terra subiram a Jerusalem antes da paschoa para se purificarem.
56 Buscavam [32] pois a Jesus, e diziam uns aos outros, estando no templo: Que vos parece? Não virá á festa?
57 Ora os principaes dos sacerdotes e os phariseos tinham dado ordem para que, se alguem soubesse onde elle estava, o denunciasse, para o prenderem.
[1] Luc. 10.38, 39.
[2] Mat. 26.7. cap. 12.2.
[3] cap. 9.3. ver. 40.
[4] cap. 10.40.
[5] cap. 10.31.
[6] cap. 9.4.
[7] cap. 12.35.
[8] Deu. 31.16. Dan. 12.2. I Cor. 15.18, 51.
[9] cap. 9.31.
[10] Luc. 14.14. cap. 5.29.
[11] cap. 5.21.
[12] cap. 1.4. Col. 3.4. I João 1.1, 2.
[13] cap. 3.36. I João 5.10, etc.
[14] Mat. 16.16.
[15] ver. 19.
[16] ver. 21.
[17] Luc. 19.41.
[18] cap. 9.6.
[19] ver. 4, 23.
[20] cap. 12.30.
[21] cap. 20.7.
[22] cap. 2.23.
[23] Psa. 2.2.
[24] cap. 12.19.
[25] Luc. 3.2. cap. 18.14. Act. 4.6.
[26] cap. 18.14.
[27] Isa. 49.6. I João 2.2.
[28] Eph. 2.14, 15, 16, 17.
[29] cap. 4.1, 3 e 7.1.
[30] II Chr. 13.19.
[31] cap. 2.13 e 5.1.
[32] cap. 7.11.
_Maria unge com unguento os pés de Jesus._
Mat. 26.6, etc. e refs.
12 Foi pois Jesus seis dias antes da paschoa a Bethania, [1] onde estava Lazaro, o que fallecera, e a quem resuscitara dos mortos.
2 Fizeram-lhe [2] pois ali uma ceia, e Martha servia, e Lazaro era um dos que estavam á mesa com elle.
3 Então [3] Maria, tomando um arratel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabellos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.
4 Então um dos seus discipulos, Judas Iscariotes, _filho_ de Simão, o que havia de trahil-o, disse:
5 Porque não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora elle disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, [4] e tinha a bolsa, e trazia o que _n’ella_ se lançava.
7 Disse pois Jesus: Deixae-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8 Porque [5] os pobres sempre os tendes comvosco; porém a mim nem sempre me tendes.
9 E muita gente dos judeos soube que elle estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas tambem para vêr a Lazaro, a quem [6] resuscitara dos mortos.
10 E [7] os principaes dos sacerdotes consultaram matar tambem a Lazaro;
11 Porque [8] muitos dos judeos, por causa d’elle, iam, e criam em Jesus.
_A entrada triumphal de Jesus em Jerusalem._
Mat. 21.1, etc. e refs.
12 No [9] dia seguinte, ouvindo _uma_ grande multidão, que viera á festa, que Jesus ia de Jerusalem,
13 Tomaram ramos de palmeiras, e sairam-lhe ao encontro, e clamavam: [10] Hosanna: Bemdito o rei d’Israel que vem em nome do Senhor.
14 E [11] achou Jesus um jumentinho, e assentou-se sobre elle, como está escripto:
15 Não [12] temas, ó filha de Sião; eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta.
16 Os [13] seus discipulos, porém, não entenderam isto no principio; [14] mas, quando Jesus foi glorificado, [15] então se lembraram de que isto estava escripto d’elle, e _que_ isto lhe fizeram.
17 A multidão, pois, que estava com elle quando Lazaro foi chamado da sepultura, testificava que _elle_ o resuscitara dos mortos.
18 Pelo [16] que a multidão lhe saiu ao encontro, porque tinham ouvido que elle fizera este signal.
19 Disseram pois _os_ phariseos entre si: [17] Vêdes que nada aproveitaes? eis que o mundo vae após elle.
_Alguns gregos desejam ver a Jesus. Jesus falla da sua glorificação; ouve-se uma voz do céu. Jesus, a luz do mundo._
20 E [18] havia alguns gregos, entre os [19] que tinham subido a adorar no _dia_ da festa.
21 Estes, pois, dirigiram-se a Philippe, [20] que era de Bethsaida na Galilea, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queriamos vêr a Jesus.
22 Philippe foi dizel-o a André, e então André e Philippe o disseram a Jesus.
23 E Jesus lhes respondeu, dizendo: [21] É chegada a hora em que o Filho do homem ha de ser glorificado.
24 Na verdade, na verdade vos digo [22] que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica elle só; porém, se morrer, dá muito [23] fructo.
25 Quem ama a sua vida perdel-a-ha, e quem n’este mundo aborrece a sua vida guardal-a-ha para a vida eterna.
26 Se alguem me serve, siga-me, [24] e, onde eu estiver, ali estará tambem o meu servo. E, se alguem me servir, _meu_ Pae o honrará.
27 Agora [25] a minha alma está turbada; e que direi eu? Pae, salva-me d’esta hora, [26] mas para isto vim a esta hora.
28 Pae, glorifica o teu nome. [27] Então veiu uma voz do céu, _que dizia: Já o_ tenho glorificado, e outra vez o glorificarei.
29 Ora a multidão que ali estava, e que _a_ tinha ouvido, dizia que havia sido um trovão. Outros diziam: Um anjo lhe fallou.
30 Respondeu Jesus, e disse: [28] Não veiu esta voz por amor de mim, mas por amor de vós.
31 Agora é o juizo d’este mundo: agora será expulso [29] o principe d’este mundo.
32 E eu, [30] quando fôr levantado da terra, [31] todos attrahirei a mim.
33 E dizia isto, [32] significando de que morte havia de morrer.
34 Respondeu-lhe a multidão: [33] Nós temos ouvido da lei, que o Christo permanece para sempre; e como dizes tu que convem que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem?
35 Disse-lhes pois Jesus: A luz ainda está comvosco [34] por um pouco de tempo; [35] andae emquanto tendes luz, para que as trevas vos não apanhem. E quem [36] anda nas trevas não sabe para onde vae.
36 Emquanto tendes luz, crêde na luz, para que sejaes [37] filhos da luz. Estas _coisas_ disse Jesus; e, retirando-se, [38] escondeu-se d’elles.
37 E, ainda que tinha feito tantos signaes diante d’elles, não criam n’elle;
38 Para que se cumprisse a palavra do propheta Isaias, que diz: [39] Senhor, quem creu na nossa prégação? e a quem foi revelado o braço do Senhor?
39 Por isso não podiam crêr, porquanto Isaias disse outra vez:
40 Cegou-lhes [40] os olhos, e endureceu-lhes o coração, afim de que não vejam com os olhos, e _não_ comprehendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.
41 Isaias disse isto [41] quando viu a sua gloria e fallou d’elle.
42 Comtudo, até muitos dos principaes crêram n’elle; mas [42] não o confessavam por causa dos phariseos, para não serem expulsos da synagoga.
43 Porque [43] amavam mais a gloria dos homens do que a gloria de Deus.
44 E Jesus clamou, e disse: [44] Quem crê em mim, crê, não em mim, mas n’aquelle que me enviou.
45 E quem [45] me vê a mim, vê aquelle que me enviou.
46 Eu [46] sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquelle que crê em mim não permaneça nas trevas.
47 E, se alguem ouvir as minhas palavras, e não crêr, [47] eu não o julgo: porque [48] eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
48 Quem [49] me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, _já_ tem quem o julgue; a [50] palavra que tenho fallado, essa o ha de julgar no ultimo dia.
49 Porque [51] eu não tenho fallado de mim mesmo; porém o Pae, que me enviou, elle me deu mandamento [52] sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de fallar:
50 E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Assim que, o que eu fallo, fallo-o como o Pae m’o tem dito.
[1] cap. 11.1, 43.
[2] Mar. 14.3.
[3] Luc. 10.38, 39. cap. 11.2.
[4] cap. 13.29.
[5] Mat. 26.11. Mar. 14.7.
[6] cap. 11.43, 44.
[7] Luc. 16.31.
[8] cap. 11.45. ver. 18.
[9] Mar. 11.8.
[10] Psa. 118.25, 26.
[11] Mat. 21.7.
[12] Zac. 9.9.
[13] Luc. 18.34.
[14] cap. 7.39.
[15] cap. 14.26.
[16] ver. 11.
[17] cap. 11.47, 48.
[18] Act. 17.4.
[19] I Reis 8.41, 42. Act. 8.27.
[20] cap. 1.44.
[21] cap. 13.32 e 17.1.
[22] I Cor. 15.36.
[23] Mat. 10.39. Mar. 8.35.
[24] cap. 14.3 e 17.24. I The. 4.17.
[25] Mat. 26.38, 39. Luc. 12.50.
[26] Luc. 22.53.
[27] Mat. 3.17.
[28] cap. 11.42.
[29] Mat. 12.29. Act. 26.18. II Cor. 4.4.
[30] cap. 3.14 e 8.28.
[31] Rom. 5.18. Heb. 2.9.
[32] cap. 18.32.
[33] Isa. 9.7. Dan. 2.44 e 7.14, 27.
[34] cap. 1.9. ver. 46.
[35] Jer. 13.16. Eph. 5.8.
[36] cap. 11.10. I João 2.11.
[37] I The. 5.5. I João 2.9, 10, 11.
[38] cap. 8.59.
[39] Isa. 53.1. Rom. 10.16.
[40] Isa. 6.9, 10. Mat. 13.14.
[41] Isa. 6.1.
[42] cap. 7.13 e 9.22.
[43] cap. 5.44.
[44] Mar. 9.37. I Ped. 1.21.
[45] cap. 14.9.
[46] ver. 35, 36. cap. 3.19.
[47] cap. 5.45.
[48] cap. 3.17.
[49] Luc. 10.16.
[50] Deu. 18.19. Mar. 16.16.
[51] cap. 8.38.
[52] Deu. 18.18.
_Jesus lava os pés aos discipulos._
13 Ora, [1] antes da festa da paschoa, sabendo Jesus que _já_ era chegada [2] a sua hora de passar d’este mando para o Pae, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
2 E, acabada a ceia, [3] tendo já o diabo insinuado no coração de Judas Iscariotes, _filho_ de Simão, que o trahisse,
3 Jesus, sabendo [4] que o Pae tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e [5] que havia saido de Deus e ia para Deus,
4 Levantou-se [6] da ceia, tirou os vestidos, e, tomando uma toalha, cingiu-se.
5 Depois deitou agua n’_uma_ bacia, e começou a lavar os pés aos discipulos, e a enxugar-_lh’os_ com a toalha com que estava cingido.
6 Approximou-se pois de Simão Pedro, e elle lhe disse: Senhor, [7] tu lavas-me os pés a mim?
7 Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, [8] mas tu o saberás depois.
8 Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu [9] te não lavar, não tens parte comigo.
9 Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas tambem as mãos e a cabeça.
10 Disse-lhe Jesus: Aquelle que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. [10] Ora vós estaes limpos, mas não todos.