A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 169

Chapter 1694,345 wordsPublic domain

13 E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociae até que eu venha.

14 Mas [9] os seus cidadãos aborreciam-n’o, e mandaram após elle embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.

15 E aconteceu que, voltando elle, havendo tomado o reino, disse que lhe chamassem aquelles servos, a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando.

16 E veiu o primeiro, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.

17 E elle lhe disse: Bem _está_, servo bom, porque no minimo foste fiel, [10] sobre dez cidades terás auctoridade.

18 E veiu o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina grangeou cinco minas.

19 E a este disse tambem: Sê tu tambem sobre cinco cidades.

20 E veiu outro, dizendo: Senhor, aqui _está_ a tua mina, que guardei n’um lenço;

21 Porque tive [11] medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o que não pozeste, e segas o que não semeaste.

22 Porém elle lhe disse: [12] Servo maligno, pela tua bocca te julgarei; sabias [13] que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não puz, e sego o que não semeei;

23 Porque não metteste pois o meu dinheiro no banco, e eu, vindo, o demandaria com os juros?

24 E disse aos que estavam com elle: Tirae-lhe a mina, e dae-_a_ ao que tiver dez minas.

25 (E disseram-lhe elles: Senhor, tem dez minas).

26 Pois eu vos digo [14] que a qualquer que tiver ser-lhe-ha dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado.

27 Porém trazei aqui aquelles meus inimigos que não quizeram que eu reinasse sobre elles, e matae-_os_ diante de mim.

_A entrada triumphal de Jesus em Jerusalem._

Mat. 21.1-11 e refs.

28 E, dito isto, [15] ia caminhando adiante, subindo para Jerusalem.

29 E aconteceu [16] que, chegando perto de Bethphage, e de Bethania, ao monte chamado das Oliveiras, mandou dois dos seus discipulos,

30 Dizendo: Ide á aldeia que está defronte, e ahi, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda se assentou; soltae-o e trazei-_o_;

31 E, se alguem vos perguntar: Porque _o_ soltaes? assim lhe direis: Porque o Senhor o ha de mister.

32 E, indo os que haviam sido mandados, acharam como lhes dissera.

33 E, soltando o jumentinho, seus donos lhes disseram: Porque soltaes o jumentinho?

34 E elles disseram: O Senhor o ha de mister.

35 E trouxeram-n’o a Jesus: [17] e, lançando sobre o jumentinho os seus vestidos, pozeram a Jesus em cima.

36 E, indo elle, [18] estendiam no caminho os seus vestidos.

37 E, quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discipulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto,

38 Dizendo: [19] Bemdito o Rei que vem em nome do Senhor; [20] paz no céu, e gloria nas alturas.

39 E disseram-lhe d’entre a multidão alguns dos phariseos: Mestre, reprehende os teus discipulos.

40 E, respondendo elle, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, [21] logo as pedras clamarão.

41 E, quando _já_ ia chegando, vendo a cidade, [22] chorou sobre ella,

42 Dizendo: Ah! se tu conhecesses tambem, ao menos n’este teu dia, _o que_ á tua paz _pertence_! mas agora _isto_ está encoberto aos teus olhos.

43 Porque dias virão sobre ti, [23] em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas;

44 E te [24] derribarão, a ti e aos teus filhos _que_ dentro de ti _estiverem_; e não [25] deixarão em ti pedra sobre pedra, porquanto [26] não conheceste o tempo da tua visitação.

_A purificação do templo._

Mat. 21.12-17 e refs.

45 E, entrando [27] no templo, começou a expulsar todos os que n’elle vendiam e compravam,

46 Dizendo-lhes: [28] Está escripto: A minha casa é casa de oração; mas vós [29] fizestes d’ella covil de salteadores.

47 E todos os dias ensinava no templo, [30] e os principaes dos sacerdotes, e os escribas, e os principaes do povo procuravam matal-o.

48 E não achavam meio de o fazer, porque todo o povo pendia para elle, escutando-o.

[1] Mat. 9.11. cap. 5.30.

[2] cap. 3.14.

[3] Exo. 22.1. I Sam. 12.3. II Sam. 12.6.

[4] Rom. 4.11, 12, 16. Gal. 3.7.

[5] cap. 13.16.

[6] Mat. 18.11 e 10.6 e 15.24.

[7] Act. 1.6.

[8] Mar. 13.34.

[9] João 1.11.

[10] Mat. 25.21. cap. 16.10.

[11] Mat. 25.24.

[12] II Sam. 1.16. Job 15.6. Mat. 12.37.

[13] Mat. 25.26.

[14] Mat. 13.12 e 25.29. Mar. 4.25. cap. 8.18.

[15] Mar. 10.32.

[16] Mar. 11.1.

[17] II Reis 9.13. Mat. 21.7. Mar. 11.7. João 12.14.

[18] Mat. 21.8.

[19] Psa. 118.26. cap. 13.35.

[20] cap. 2.14. Eph. 2.14.

[21] Hab. 2.11.

[22] João 11.35.

[23] Isa. 29.3, 4. Jer. 6.3, 6. cap. 21.20.

[24] I Reis 9.7, 8. Miq. 3.12.

[25] Mat. 24.2. Mar. 13.2. cap. 21.6.

[26] Dan. 9.24. cap. 1.68, 78. I Ped. 2.12.

[27] Mar. 11.11, 15. João 2.14, 15.

[28] Isa. 56.7.

[29] Jer. 7.11.

[30] Mar. 11.18. João 7.19 e 8.37.

_O baptismo de João._

Mat. 21.23-27 e refs.

20 E aconteceu n’um d’aquelles dias que, estando elle ensinando o povo no templo, e annunciando o evangelho, sobrevieram os principaes dos sacerdotes e os escribas com os anciãos,

2 E fallaram-lhe, dizendo: Dize-nos, [1] com que auctoridade fazes estas _coisas_? Ou, quem é que te deu esta auctoridade?

3 E, respondendo elle, disse-lhes: Tambem eu vos farei uma pergunta: dizei-me pois:

4 O baptismo de João era do céu ou dos homens?

5 E elles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, elle nos dirá: Então porque o não crestes?

6 E se dissermos: Dos homens; todo o povo nos apedrejará, pois [2] teem por certo que João era propheta.

7 E responderam que não sabiam d’onde _era_.

8 E Jesus lhes disse: Nem tão pouco eu vos digo com que auctoridade faço estas _coisas_.

_Parabola dos lavradores maus._

Mat. 21.33-46 e refs.

9 E começou a dizer ao povo esta parabola: Um [3] _certo_ homem plantou uma vinha, e arrendou-a a _uns_ lavradores, e partiu para fóra da terra por muito tempo;

10 E a _seu_ tempo mandou um servo aos lavradores, para que lhe déssem dos fructos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-n’o vazio.

11 E tornou ainda a mandar outro servo; mas elles, espancando tambem a este, e affrontando-_o_, mandaram-n’o vazio.

12 E tornou ainda a mandar terceiro; mas elles, ferindo tambem a este, _o_ expulsaram.

13 E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo-o, o respeitem.

14 Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemol-o, para que a herdade seja nossa.

15 E, lançando-o fóra da vinha, _o_ mataram. Que lhes fará pois o senhor da vinha?

16 Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha. E, ouvindo elles _isto_, disseram: _Assim_ não seja!

17 Mas elle, olhando para elles, disse: Que é isto pois que está escripto? [4] A pedra, que os edificadores reprovaram, essa foi feita cabeça da esquina.

18 Qualquer que cair sobre aquella pedra será quebrantado, e aquelle [5] sobre quem ella cair será feito em pedaços.

_A questão do tributo._

Mat. 22.15-22 e refs.

19 E os principaes dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão d’elle n’aquella mesma hora; mas temeram o povo; porque entenderam que contra elles dissera esta parabola.

20 E, trazendo-_o_ debaixo de olho, mandaram espias, que se fingissem justos, para o apanhar _n’alguma_ palavra, e entregal-o á jurisdicção e poder do [AHK] presidente.

21 E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, [6] nós sabemos que fallas e ensinas bem e rectamente, e que não attentas para a _apparencia da_ pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus:

22 É-nos licito dar tributo a Cesar ou não?

23 E, entendendo elle a sua astucia, disse-lhes: Porque me tentaes?

24 Mostrae-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscripção? E, respondendo elles, disseram: De Cesar.

25 Disse-lhes então: Dae pois a Cesar o que _é_ de Cesar, e a Deus o que _é_ de Deus.

26 E não poderam apanhal-o em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.

_Os sadduceos e a resurreição._

Mat. 22.23-33 e refs.

27 E, chegando-se [7] alguns dos sadduceos, [8] que dizem não haver resurreição, perguntaram-lhe,

28 Dizendo: Mestre, [9] Moysés escreveu-nos que, se o irmão d’algum fallecer, tendo mulher, e não deixar filhos, o irmão d’elle tome a mulher, e suscite posteridade a seu irmão.

29 Houve pois sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem filhos;

30 E o segundo tomou-a, e _tambem_ este morreu sem filhos;

31 E o terceiro tomou-a, e egualmente tambem os sete: e morreram, e não deixaram filhos.

32 E por ultimo, depois de todos, morreu tambem a mulher.

33 Portanto, na resurreição, de qual d’elles será a mulher, pois que os sete a tiveram por mulher?

34 E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos d’este seculo casam-se, e dão-se em casamento;

35 Mas os que forem havidos por dignos de alcançar aquelle seculo, e a resurreição dos mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento;

36 Porque não podem [10] mais morrer; pois são eguaes aos anjos, e são filhos de Deus, [11] visto que são filhos da resurreição.

37 E que os mortos hão de resuscitar [12] tambem o mostrou Moysés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abrahão, e Deus de Isaac, e Deus de Jacob.

38 Ora _Deus_ não é Deus de mortos, porém de vivos; porque para [13] elle vivem todos.

39 E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem.

40 E não ousavam perguntar-lhe mais _coisa_ alguma.

_O Christo Filho de David._

Mat. 22.41, etc. e refs.

41 E elle lhes disse: [14] Como dizem que o Christo é filho de David?

42 Dizendo o mesmo David no livro dos Psalmos: [15] Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te á minha direita,

43 Até que eu ponha os teus inimigos por escabello de teus pés.

44 De sorte que David lhe chama Senhor; e como é seu filho?

_Jesus censura os escribas._

Mat. 23.1, etc. e refs.

45 E, [16] ouvindo-o todo o povo, disse Jesus aos seus discipulos:

46 Guardae-vos dos escribas, que querem andar com vestidos compridos; e amam as [17] saudações nas praças, e as principaes cadeiras nas synagogas, e os primeiros logares nos banquetes;

47 Que [18] devoram as casas das viuvas, fazendo, como pretexto, largas orações. Estes receberão maior condemnação.

[1] Act. 4.7 e 7.27.

[2] Mat. 14.5 e 21.26. cap. 7.29.

[3] Mar. 12.1.

[4] Psa. 118.22. Mat. 21.42.

[5] Dan. 2.34, 35. Mat. 21.44.

[6] Mat. 22.16. Mar. 12.14.

[7] Mar. 12.18.

[8] Act. 23.6, 8.

[9] Deu. 25.5.

[10] I Cor. 15.42, 49, 52. I João 3.2.

[11] Rom. 8.23.

[12] Exo. 3.6.

[13] Rom. 6.10, 11.

[14] Mat. 22.42. Mar. 12.35.

[15] Psa. 110.1. Act. 2.34.

[16] Mar. 12.38.

[17] cap. 11.43.

[18] Mat. 23.14.

_A pequena offerta da viuva pobre._

Mar. 12.41, etc.

21 E, olhando elle, viu os ricos lançarem as suas offertas na arca do thesouro;

2 E viu tambem uma pobre viuva lançar ali duas pequenas _moedas_;

3 E disse: Em verdade vos [1] digo que lançou mais do que todos esta pobre viuva;

4 Porque todos aquelles deitaram para as offertas de Deus, do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.

_O sermão prophetico: o principio das dôres._

Mat. 24.1-14 e refs.

5 E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dadivas, disse:

6 Quanto a estas _coisas_ que vêdes, dias virão em [2] que se não deixará pedra sobre pedra, que não seja derribada.

7 E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, quando serão pois estas _coisas_? E que signal _haverá_ quando estas _coisas_ estiverem para acontecer?

8 Disse então elle: [3] Vêde não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o _Christo_, e _já_ o tempo está proximo; não vades portanto após elles.

9 E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessario que estas _coisas_ aconteçam primeiro, mas o fim não _será_ logo.

10 Então [4] lhes disse: Levantar-se-ha nação contra nação, e reino contra reino;

11 E haverá em varios logares grandes terremotos, e fomes e pestilencias; haverá tambem coisas espantosas, e grandes signaes do céu.

12 Mas [5] antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e _vos_ perseguirão, entregando-_vos_ ás synagogas e [6] ás prisões, [7] e conduzindo-vos á presença de reis e [AHL] presidentes, [8] por amor do meu nome.

13 E sobrevir-vos-ha [9] _isto_ para testemunho.

14 Proponde [10] pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder,

15 Porque eu vos darei bocca e sabedoria [11] a que não poderão contradizer nem resistir todos quantos se vos oppozerem.

16 E até pelos paes, e irmãos, e parentes, e amigos sereis [12] entregues; e matarão [13] _alguns_ de vós.

17 E por todos sereis [14] aborrecidos por amor do meu nome.

18 Mas [15] não perecerá nem um cabello da vossa cabeça.

19 Na vossa paciencia possui as vossas almas.

_O sermão prophetico continúa: a grande tribulação._

Mat. 24.15-18.

20 Porém, quando virdes Jerusalem cercada d’exercitos, sabei então que _já_ é chegada a sua assolação.

21 Então, os que estiverem na Judea, fujam para os montes; e, os que estiverem no meio d’ella, saiam: e, os que nos campos, não entrem n’ella.

22 Porque dias de vingança são estes, para que [16] se cumpram todas as _coisas_ que estão escriptas.

23 Mas ai [17] das gravidas, e das que criarem n’aquelles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.

24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados captivos; e Jerusalem será pisada pelos gentios, até que os tempos dos [18] gentios se completem.

_O sermão prophetico continúa: a volta do Filho do homem._

Mat. 24.29-35.

25 E haverá signaes no sol, e _na_ lua e _nas_ estrellas; e na terra aperto das nações em perplexidade, pelo bramido do mar e das ondas;

26 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. [19] Porque as virtudes do céu serão abaladas.

27 E então verão vir o Filho do homem [20] n’uma nuvem, com poder e grande gloria.

28 Ora, quando estas _coisas_ começarem a acontecer, olhae para cima, e levantae as vossas cabeças, [21] porque a vossa redempção está proxima.

29 E disse-lhes uma parabola: [22] Olhae para a figueira, e para todas as arvores;

30 Quando já teem brotado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.

31 Assim tambem vós, quando virdes acontecer estas _coisas_, sabei que o reino de Deus está perto.

32 Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.

33 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

_O sermão prophetico continúa: a vigilancia._

Mat. 24.36-44.

34 E olhae [23] por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glotonaria, embriaguez, e dos cuidados _d’esta_ vida, e venha sobre vós de improviso aquelle dia.

35 Porque [24] virá como um laço sobre todos os que habitam sobre a face de toda a terra.

36 Vigiae [25] pois [26] em todo o tempo, orando, para que sejaes havidos por dignos de evitar todas estas _coisas_ que hão de acontecer, e de estar em [27] pé diante do Filho do homem.

_O pacto da traição._

Mat. 26.1-5, 14-16.

37 E [28] de dia ensinava no templo, [29] e á noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras.

38 E todo o povo ia ter com elle ao templo, de manhã cedo, para o ouvir.

[1] II Cor. 8.12.

[2] cap. 19.44.

[3] Mat. 24.4. Mar. 13.5. Eph. 5.6. II The. 2.3.

[4] Mat. 24.7.

[5] Mar. 13.9. Apo. 2.10.

[6] Act. 4.3 e 5.18 e 12.4 e 16.24.

[7] Act. 25.23.

[8] I Ped. 2.13.

[9] Phi. 1.28. II The. 1.5.

[10] Mat. 10.19. Mar. 13.11. cap. 12.11.

[11] Act. 6.10.

[12] Miq. 7.6. Mar. 13.12.

[13] Act. 7.59 e 12.2.

[14] Mat. 10.22.

[15] Mat. 10.30.

[16] Dan. 9.26, 27. Zac. 11.1.

[17] Mat. 24.19.

[18] Dan. 9.27 e 12.7. Rom. 11.25.

[19] Mat. 24.29.

[20] Mat. 24.30. Apo. 1.7 e 14.14.

[21] Rom. 8.19, 23.

[22] Mat. 24.32. Mar. 13.28.

[23] Rom. 13.13. I The. 5.6. I Ped. 4.7.

[24] I The. 5.2. II Ped. 3.10. Apo. 3.3 e 16.15.

[25] Mat. 24.42 e 25.13. Mar. 13.33.

[26] cap. 18.1.

[27] Psa. 1.5. Eph. 6.13.

[28] João 8.1, 2.

[29] cap. 22.39.

22 Estava [1] pois perto a festa dos _pães_ asmos, chamada a paschoa.

2 E os [2] principaes dos sacerdotes, e os escribas, procuravam como o matariam; porque temiam o povo.

3 Entrou, [3] porém, Satanaz em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do numero dos doze;

4 E foi, e fallou com os principaes dos sacerdotes, e com os capitães, de como lh’o entregaria,

5 Os quaes se alegraram, [4] e convieram em lhe dar dinheiro.

6 E elle prometteu; e buscava opportunidade para lh’o entregar sem alvoroço.

_A ultima paschoa: a sancta ceia._

Mat. 26.17-30 e refs.

7 Chegou, porém, o dia dos _pães_ asmos, em que importava sacrificar a paschoa.

8 E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparae-nos a paschoa, para que _a_ comamos.

9 E elles lhe disseram: Onde queres que _a_ preparemos?

10 E elle lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, vos encontrará um homem, levando um cantaro d’agua: segui-o até á casa em que elle entrar.

11 E direis ao pae de familia da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a paschoa com os meus discipulos?

12 Então elle vos mostrará um grande cenaculo mobilado; ahi fazei preparativos.

13 E, indo elles, acharam como lhes tinha dito; e prepararam a paschoa.

14 E, chegada [5] a hora, poz-se _á mesa_, e com elle os doze apostolos.

15 E disse-lhes: Desejei muito comer comvosco esta paschoa, antes que padeça;

16 Porque vos digo que não a comerei mais [6] até que ella se cumpra no reino de Deus.

17 E, tomando o calix, e havendo dado graças, disse: Tomae-o, e reparti-_o_ entre vós;

18 Porque [7] vos digo que já não beberei do fructo da vide, até que venha o reino de Deus.

19 E, [8] tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lh’o, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; [9] fazei isto em memoria de mim.

20 Similhantemente _tomou_ o calix, depois da ceia, dizendo: [10] Este calix _é_ o Novo [AHM] Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

21 Porém [11] eis que a mão do que me trahe _está_ comigo á mesa.

22 E, na verdade, [12] o Filho do homem vae [13] segundo o que está determinado; porém ai d’aquelle homem por quem é trahido!

23 E começaram [14] a perguntar entre si qual d’elles seria o que havia de fazer isto.

_O maior será como o menor._

Mat. 20.25-28 e refs.

24 E houve [15] tambem entre elles contenda, sobre qual d’elles parecia ser o maior.

25 E [16] elle lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre elles, e os que teem auctoridade sobre elles são chamados bemfeitores.

26 Mas não [17] _sereis_ vós assim; antes o maior entre vós [18] seja como o menor; e quem governa como quem serve.

27 Pois [19] qual é maior: quem está _á mesa_, ou quem serve? Porventura não _é_ quem está _á mesa_? Porém eu [20] entre vós sou como aquelle que serve.

28 E vós sois os que tendes permanecido comigo nas [21] minhas tentações.

29 [22] E eu vos ordeno o reino, como meu Pae m’o ordenou;

30 Para [23] que comaes e bebaes á minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre thronos, julgando as doze tribus d’Israel.

_Pedro é avisado._

Mat. 26.33-35 e refs.

31 Disse tambem o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanaz vos pediu [24] para vos [25] cirandar como trigo;

32 Mas [26] eu roguei por ti, para que a tua fé não desfalleça; e tu, quando te converteres, conforta a teus irmãos.

33 E elle lhe disse: Senhor, estou prompto a ir comtigo até á prisão e á morte.

34 Mas [27] elle disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o gallo antes que tres vezes negues que me conheces.

_As duas espadas._

35 E disse-lhes: Quando [28] vos mandei sem bolsa, _sem_ alforge, e _sem_ alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? E disseram: Nada.

36 Disse-lhes pois: Mas agora, aquelle que tiver bolsa, tome-_a_, como tambem o alforge; e, o que não tem espada, venda o seu vestido e compre-a;

37 Porque vos digo que importa que em mim se cumpra ainda aquillo que está escripto: [29] E com os malfeitores foi contado. Porque o que _está escripto_ de mim tem _seu_ cumprimento.

38 E elles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E elle lhes disse: Basta.

_Jesus em Gethsemane._

Mat. 26.36-46.

39 E, saindo, [30] foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e tambem os seus discipulos o seguiram.

40 E, quando chegou áquelle logar, disse-lhes: [31] Orae, para que não entreis em tentação.

41 E [32] apartou-se d’elles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava,

42 Dizendo: Pae, se queres, passa de mim este calix, [33] porém não se faça a minha vontade, senão a tua.

43 E appareceu-lhe um [34] anjo do céu, que o confortava.

44 E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor fez-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.

45 E, levantando-se da oração, veiu para os seus discipulos, e achou-os dormindo de tristeza.

46 E disse-lhes: Que, estaes dormindo? Levantae-vos, e [35] orae, para que não entreis em tentação.

_Jesus é preso._

Mat. 26.47-56 e refs.

47 E, estando elle ainda a fallar, [36] eis que a multidão, e um dos doze, que se chamava Judas, ia adiante d’elles, e chegou-se a Jesus para o beijar.

48 E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trahes o Filho do homem?

49 E os que estavam com elle, vendo o que ia succeder, disseram-lhe: Senhor, feriremos á espada?

50 E [37] um d’elles feriu o servo do summo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita.

51 E, respondendo Jesus, disse: Deixae-os; basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou.

52 [38] E disse Jesus aos principaes dos sacerdotes, e capitães do templo, e anciãos, que tinham ido contra elle: Saistes, como a um salteador, com espadas e varapaus?

53 Tendo estado todos os dias comvosco no templo, não estendestes as mãos contra mim, [39] porém esta é a vossa hora e o poder das trevas.

_Pedro nega a Jesus._

Mat. 26.69-75 e refs.

54 Então, prendendo-o, [40] _o_ conduziram, e o metteram em casa do summo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe.

55 E, [41] havendo-se accendido fogo no meio da sala, e assentando-se juntos, assentou-se Pedro entre elles.

56 E _uma_ certa creada, vendo-o estar assentado ao fogo, e, postos os olhos n’elle, disse: Este tambem estava com elle.

57 Porém elle negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço.

58 E, [42] um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és tambem d’elles. Porém Pedro disse: Homem, não sou.

59 E, [43] passada quasi uma hora, um outro affirmava, dizendo: Tambem este verdadeiramente estava com elle, pois tambem é galileo.

60 E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando elle ainda a fallar, cantou o gallo.

61 E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, [44] e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: Antes que o gallo cante hoje, me negarás tres vezes.

62 E, saindo Pedro para fóra, chorou amargamente.

_Jesus perante o synhedrio._

Mat. 26.57-68 e refs.

63 E os homens que detinham Jesus zombavam d’elle, ferindo-o.

64 E, cobrindo-o, feriam-n’o no rosto, e perguntavam-lhe, dizendo: Prophetiza quem é o que te feriu?

65 E outras muitas coisas diziam contra elle, blasphemando.

66 E, [45] logo que foi dia, ajuntaram-se os anciãos do povo, e os principaes dos sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu concilio,

67 Dizendo: [46] És tu o Christo? dize-nol-o. E disse-lhes: Se vol-o disser, não o crereis;

68 E tambem, se vos perguntar, não me respondereis, nem me soltareis.

69 Desde [47] agora o Filho do homem se assentará á direita do poder de Deus.

70 E disseram todos: Logo, és tu o Filho de Deus? E elle lhes disse: [48] Vós dizeis que eu sou.

71 E disseram elles: [49] De que mais testemunho necessitamos? pois nós mesmos o ouvimos da sua bocca.

[1] Mat. 26.2. Mar. 14.1.

[2] Psa. 2.2. João 11.47. Act. 4.27.

[3] Mat. 26.14. Mar. 14.10. João 13.2, 27.

[4] Zac. 11.12.

[5] Mat. 26.20. Mar. 14.17.

[6] cap. 14.15. Act. 10.41. Apo. 19.9.

[7] Mat. 26.29. Mar. 14.25.

[8] Mat. 26.26. Mar. 14.22.

[9] I Cor. 11.24.

[10] I Cor. 10.16.

[11] Psa. 41.9. Mat. 26.21, 23. Mar. 14.18. João 13.21, 26.

[12] Mat. 26.24.

[13] Act. 2.23 e 4.28.

[14] Mat. 26.22. João 13.22, 25.