A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 163

Chapter 1634,382 wordsPublic domain

[3] Mat. 21.45, 46. cap. 11.18. João 7.25, 30, 44.

[4] Luc. 20.20.

[5] Luc. 20.27.

[6] Act. 23.8.

[7] Deu. 25.5.

[8] I Cor. 15.42, 49.52.

[9] Exo. 3.6.

[10] Deu. 6.4. Luc. 10.27.

[11] Lev. 19.18. Mat. 22.39. Rom. 13.9. Gal. 5.14. Thi. 2.8.

[12] Deu. 4.39. Isa. 45.6, 14 e 46.9.

[13] I Sam. 15.22. Ose. 6.6. Miq. 6.6, 7, 8.

[14] Mat. 22.46.

[15] Luc. 20.41.

[16] II Sam. 23.2. Psa. 110.1.

[17] cap. 4.2. Luc. 20.46 e 11.43.

[18] Mat. 23.14.

[19] II Reis 12.9.

[20] II Cor. 8.12.

[21] Deu. 24.6. I João 3.17.

_O sermão prophetico: o principio de dôres._

Mat. 24.1-14 e refs.

13 E, saindo elle do [1] templo, disse-lhe um dos seus discipulos: Mestre, olha que pedras, e que edificios!

2 E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edificios? Não ficará pedra sobre pedra [2] que não seja derribada.

3 E, assentando-se elle no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Thiago, e João e André lhe perguntaram em particular:

4 Dize-nos, quando serão essas _coisas_, e que signal _haverá_ quando[3] todas essas _coisas_ se houverem de cumprir.

5 E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhae que ninguem [4] vos engane;

6 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou _o Christo_: e enganarão a muitos.

7 E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos turbeis; porque _assim_ importa fazer-se; mas ainda não _será_ o fim.

8 Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos logares, e haverá fomes e alvoroços. Estas _coisas serão_ o principio [5] de dôres.

9 Mas olhae por vós mesmos, [6] porque vos entregarão aos concilios e ás synagogas; sereis açoitados, e sereis apresentados ante presidentes [AGS] e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.

10 Mas importa que o [7] evangelho se pregue primeiro entre todas as gentes.

11 Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não [8] estejaes solicitos d’antemão pelo que haveis de dizer; mas, o que vos fôr dado n’aquella hora, isso fallae; porque não sois vós os que fallaes, mas o Espirito Sancto.

12 E o irmão [9] entregará á morte o irmão, e o pae o filho: e levantar-se-hão os filhos contra os paes, e os matarão.

13 E sereis aborrecidos [10] por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim esse será salvo.

_O sermão prophetico contínua: a grande tribulação._

Mat. 24.15-18 e refs.

14 Ora, quando vós virdes [11] a abominação do assolamento, que foi predito, estando onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judea [12] fujam para os montes.

15 E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa;

16 E o que estiver no campo não volte atraz, para tomar o seu vestido.

17 Mas ai das [13] gravidas, e das que criarem n’aquelles dias!

18 Orae pois, para que a vossa fugida não succeda no inverno;

19 Porque _n_’aquelles dias [14] haverá _uma_ afflicção tal, qual nunca houve desde o principio da creação, que Deus creou, até agora, nem tão pouco haverá.

20 E, se o Senhor não abreviasse aquelles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aquelles dias.

21 E então, se alguem vos disser: Eis aqui [15] _está_ o Christo: ou, Eil-o ali _está_: não _o_ acrediteis.

22 Porque se levantarão falsos christos, e falsos prophetas, e farão signaes e prodigios, para enganarem, se _fôr_ possivel, até os escolhidos.

23 Mas vós vede; [16] eis que d’antemão vos tenho dito tudo.

_O sermão prophetico continúa: A vinda do Filho do homem._

Mat. 24.29-45, etc.

24 Ora, [17] n’aquelles dias, depois d’aquella afflicção, o sol se escurecerá, e a lua não dará o seu resplendor,

25 E as estrellas cairão do céu, e as forças que _estão_ nos céus serão abaladas.

26 E então verão [18] vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e gloria.

27 E então enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até á extremidade do céu.

28 Aprendei pois a parabola [19] da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que _já_ está proximo o verão.

29 Assim tambem vós, quando virdes succederem estas _coisas_, sabei que _já_ está junto ás portas.

30 Na verdade vos digo que não passará esta geração, até que todas estas coisas aconteçam.

31 Passará o céu e a terra,[20] mas as minhas palavras não passarão.

_O sermão prophetico continúa: a vigilancia._

32 Porém d’aquelle dia e hora ninguem sabe, nem os anjos que _estão_ no céu, nem o Filho, senão o Pae.

33 Olhae, vigiae [21] e orae; porque não sabeis quando chegará o tempo.

34 Como o homem,[22] que, partindo para fóra da terra, deixou a sua casa, e deu auctoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandou ao porteiro que vigiasse;

35 Vigiae [23] pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se á tarde, se á meia noite, se ao cantar do gallo, se pela manhã,

36 Para que não venha de improviso, e vos ache dormindo.

37 E as coisas que vos digo digo-_as_ a todos: Vigiae.

[1] Luc. 21.6.

[2] Luc. 19.14.

[3] Mat. 24.3. Luc. 21.7.

[4] Jer. 29.8. Eph. 5.6. I The. 2.3.

[5] Mat. 24.8.

[6] Mat. 10.17, 18 e 24.9. Apo. 2.10.

[7] Mat. 24.14.

[8] Mat. 10.19. Luc. 12.11 e 21.14. Act. 2.4 e 4.8, 31.

[9] Miq. 7.6. Mat. 10.21 e 24.10. Luc. 21.16.

[10] Mat. 24.9. Luc. 21.17. Dan. 12.12. Mat. 10.22 e 24.13. Apo. 2.10.

[11] Dan. 9.27.

[12] Luc. 21.21.

[13] Luc. 21.23 e 23.29.

[14] Dan. 9.26 e 12.1. Joel 2.2. Mat. 24.21.

[15] Mat. 24.23. Luc. 17.23 e 21.8.

[16] II Ped. 3.17.

[17] Dan. 7.10. Sof. 1.15. Luc. 21.25.

[18] Dan. 7.13, 14. Mat. 16.27 e 24.30. cap. 14.62. Act. 1.11. I The. 4.16. II The. 1.7, 10. Apo. 1.7.

[19] Mat. 24.32. Luc. 21.29, etc.

[20] Isa. 40.8.

[21] Mat. 24.42 e 25.13. Luc. 12.40 e 21.24. Rom. 13.11. I The. 5.6.

[22] Mat. 24.45 e 25.14.

[23] Mat. 24.42, 44.

_A consulta dos sacerdotes._

Mat. 26.3-5 e refs.

14 E d’alli a dois [1] dias era a paschoa, e a _festa dos pães_ asmos, e os principaes dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam.

2 Mas elles diziam: Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo.

_O jantar em Bethania._

Mat. 26.6-13 e refs.

3 E, estando elle em [2] Bethania, assentado _á mesa_, em casa de Simão, o leproso, veiu uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lh’o derramou sobre a cabeça.

4 E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdicio de unguento?

5 Porque podia isto vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dal-o aos pobres. E bramavam contra ella.

6 Jesus, porém, disse: Deixae-a, para que a molestaes? Ella fez-me _uma_ obra boa.

7 Porque sempre tendes os[3] pobres comvosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quizerdes; porém a mim nem sempre me tendes.

8 Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.

9 Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho fôr prégado, tambem _o_ que ella fez será contado para sua memoria.

_O preço da traição._

Mat. 26.14-16.

10 E [4] Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principaes dos sacerdotes para lh’o entregar.

11 E elles, ouvindo-o, folgaram, e prometteram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria a tempo opportuno.

_A ultima paschoa: a sancta ceia._

Mat. 26.17-30.

12 E, no primeiro[5] dia dos _pães_ asmos, quando sacrificavam a paschoa, disseram-lhe os discipulos: Aonde queres que vamos preparar-te _o necessario_ para comer a paschoa?

13 E enviou dois dos seus discipulos, e disse-lhes: Ide á cidade, e um homem, que leva um cantaro d’agua, vos encontrará; segui-o;

14 E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a paschoa com os meus discipulos?

15 E elle vos mostrará um grande cenaculo mobilado _e_ preparado; ali a preparae.

16 E, saindo os seus discipulos, foram á cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a paschoa.

17 E, chegada [6] a tarde, foi com os doze,

18 E, quando estavam assentados _á mesa_, e comendo, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vos, que comigo come, ha de trahir-me.

19 E elles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: _Porventura_ sou eu, Senhor? e outro: _Porventura_ sou eu, Senhor?

20 Porém elle, respondendo, disse-lhes: É um dos doze que mette comigo a mão no prato.

21 Na verdade o Filho [7] do homem vae, como d’elle está escripto, mas ai d’aquelle homem por quem o Filho do homem é trahido! bom seria ao tal homem não haver nascido.

22 E, comendo elles, tomou [8] Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu e deu-lh’_o_, e disse: Tomae, comei, isto é o meu corpo.

23 E, tomando o calix, e dando graças, deu-lh’_o_; e todos beberam d’elle.

24 E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o _sangue_ do Novo Testamento, que por muitos é derramado.

25 Em verdade vos digo que não beberei mais do fructo da vide, até áquelle dia em que o beber novo no reino de Deus.

26 E, tendo cantado o [9] hymno, sairam para o monte das Oliveiras.

_Pedro é avisado._

Mat. 26.31-35 e refs.

27 E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque escripto [10] está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.

28 Mas, depois que eu [11] houver resuscitado, irei adiante de vós para a Galilea.

29 E disse-lhe [12] Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.

30 E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, n’esta noite, antes que o gallo cante duas vezes, tres vezes me negarás.

31 Mas elle dizia cada vez mais: Ainda que me seja necessario morrer comtigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos tambem.

_Jesus em Gethsemane._

Mat. 26.36-46 e refs.

32 E foram a um logar chamado [13] Gethsemane, e disse aos seus discipulos: Assentae-vos aqui, até que ore.

33 E tomou comsigo a Pedro, e a Thiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se.

34 E disse-lhes: [14] A minha alma está profundamente triste até á morte: ficae aqui, e vigiae.

35 E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possivel, passasse d’elle aquella hora.

36 E disse: [15] Abba, Pae, todas _as coisas_ te _são_ possiveis; affasta de mim este calix; porém não o que eu quero, mas o que tu _queres_.

37 E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora?

38 Vigiae e orae, para que não entreis em tentação; o [16] espirito, na verdade, _está_ prompto, mas a carne _é_ fraca.

39 E, tornando a ir, orou, dizendo as mesmas palavras.

40 E, tornando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam que responder-lhe.

41 E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descançae. Basta; é chegada a hora. [17] Eis que o Filho do homem vae ser entregue nas mãos dos peccadores.

42 Levantae-vos, [18] vamos; eis que está perto o que me trahe.

_Jesus é preso._

Mat. 26.47-56.

43 E logo, [19] fallando elle ainda, veiu Judas, que era um dos doze, da parte dos principaes dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com elle _uma_ grande multidão com espadas e varapaus.

44 Ora, o que o trahia, tinha-lhes dado _um_ signal, dizendo: Aquelle que eu beijar, esse é; prendei-o, e levae-_o_ com segurança.

45 E, logo que chegou, approximou-se d’elle, e disse-lhe: Rabbi, Rabbi. E beijou-o.

46 E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam.

47 E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do summo sacerdote, e cortou-lhe a orelha.

48 E, respondendo [20] Jesus, disse-lhes: Saistes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador?

49 Todos os dias estava comvosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas _assim se faz_ para [21] que as Escripturas se cumpram.

50 Então, deixando-o, todos [22] fugiram.

51 E _um_ certo mancebo o seguia, envolto em um lençol sobre o _corpo_ nú. E os mancebos o prenderam;

52 E elle, largando o lençol, fugiu nú d’entre elles.

_Jesus perante o synhedrio._

Mat. 26.57-68.

53 E levaram Jesus [23] ao summo sacerdote, e ajuntaram-se a elle todos os principaes dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.

54 E Pedro o seguiu de longe até dentro do pateo do summo sacerdote, e estava assentado com os [AGT] servidores, e aquentando-se ao lume.

55 E os principaes [24] dos sacerdotes e todo o concilio buscavam _algum_ testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.

56 Porque muitos testificavam falsamente contra elle, mas os testemunhos não eram conformes.

57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra elle, dizendo:

58 Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei [25] este templo, construido pelas mãos, e em tres dias edificarei outro, não feito por mãos.

59 E nem assim o seu testemunho era conforme.

60 E, levantando-se [26] o summo sacerdote no meio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?

61 Mas elle calou-se, e nada respondeu. [27] O summo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Christo, Filho do _Deus_ Bemdito?

62 E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis [28] o Filho do homem assentado á direita do poder _de Deus_, e vindo sobre as nuvens do céu.

63 E o summo sacerdote, rasgando os seus vestidos, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?

64 Vós ouvistes a blasphemia; que vos parece? E todos o condemnaram como culpado de morte.

65 E alguns começaram a cuspir n’elle, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Prophetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

_Pedro nega a Jesus._

Mat. 26.69-75 e refs.

66 E, estando [29] Pedro em baixo, no atrio, chegou uma das creadas do summo sacerdote;

67 E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para elle, e disse: Tu tambem estavas com Jesus Nazareno.

68 Mas elle negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fóra ao alpendre, e o gallo cantou.

69 E a creada, vendo-o outra [30] vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos taes.

70 Mas elle o negou outra vez. [31] E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um d’elles, porque és tambem galileo, e a tua falla [32] é similhante.

71 E elle começou a imprecar, e a jurar, _dizendo_: Não conheço esse homem de quem fallaes,

72 E [33] o gallo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o gallo cante duas vezes, tres vezes me negarás tu. E, retirando-se d’ali, chorou.

[1] Luc. 22.1. João 11.55 e 13.1.

[2] João 12.1, 3. Luc. 7.37.

[3] Deu. 15.11.

[4] Luc. 22.3, 4.

[5] Luc. 22.7.

[6] Mat. 26.20, etc.

[7] Mat. 26.24. Luc. 22.22.

[8] Mat. 26.26. Luc. 22.19. I Cor. 11.23.

[9] Mat. 26.30.

[10] Zac. 13.7.

[11] cap. 16.7.

[12] Mat. 26.33, 34. Luc. 22.33, 34. João 13.37, 38.

[13] Luc. 22.39. João 18.1.

[14] João 12.27.

[15] Rom. 8.15. Gal. 4.6. Heb. 5.7. João 5.30 e 6.38.

[16] Rom. 7.19. Gal. 5.17.

[17] João 13.1.

[18] Mat. 26.46. João 18.1, 2.

[19] Luc. 22.17. João 18.3.

[20] Mat. 26.55. Luc. 22.52.

[21] Psa. 22.6. Isa. 63.7, etc. Luc. 22.37 e 24.44.

[22] Psa. 88.8. ver. 27.

[23] Luc. 22.54. João 18.13.

[24] Mat. 26.69.

[25] cap. 15.29. João 2.19.

[26] Mat. 26.62.

[27] Isa. 53.7. Mat. 26.63.

[28] Mat. 24.30 e 26.64. Luc. 22.69.

[29] Luc. 22.65. João 18.16.

[30] Mat. 26.71. Luc. 22.58. João 18.25.

[31] Mat. 26.73. Luc. 22.59. João 18.26.

[32] Act. 2.7.

[33] Mat. 26.75.

_Jesus perante Pilatos._

Mat. 27.1, 2; 11-31 e refs.

15 E logo ao [1] amanhecer os principaes dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o concilio, tiveram conselho; e, amarrando a Jesus, _o_ levaram e entregaram a Pilatos.

2 E Pilatos [2] lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeos? E elle, respondendo, disse-lhe: Tu _o_ dizes.

3 E os principaes dos sacerdotes o accusavam de muitas _coisas_; porém elle nada respondia.

4 E Pilatos [3] o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas _coisas_ testificam contra ti.

5 Mas Jesus [4] nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.

6 Ora no _dia_ da festa [5] costumava soltar-lhes um preso qualquer que elles pedissem.

7 E havia um chamado Barabbás, que, preso com outros amotinadores, tinha n’um motim commettido uma morte.

8 E a multidão, dando gritos, começou a pedir _que fizesse_ como sempre lhes tinha feito.

9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeos?

10 Porque elle bem sabia que por inveja os principaes dos sacerdotes o tinham entregado.

11 Mas os principaes dos [6] sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barabbás.

12 E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis pois que faça _d’aquelle_ a quem chamaes Rei dos Judeos?

13 E elles tornaram a clamar: Crucifica-o.

14 Mas Pilatos lhes disse: Pois que mal fez? E elles cada vez clamavam mais: Crucifica-o.

15 Porém [7] Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barabbás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado.

16 E [8] os soldados o levaram dentro á sala, que é [AGU] a da audiência, e convocaram toda a cohorte;

17 E vestiram-n’o de purpura, e, tecendo uma corôa de espinhos, lh’a pozeram _na cabeça_.

18 E começaram a saudal-o, _dizendo_: Salve, Rei dos Judeos!

19 E feriram-n’o na cabeça com uma canna, e cuspiram n’elle, e, postos de joelhos, o adoraram.

20 E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a purpura, e o vestiram com os seus proprios vestidos, e o levaram fóra para o crucificar.

_A crucifixão._

Mat. 27.32-56 e refs.

21 E constrangeram um _certo_ [9] Simão Cyreneo, pae de Alexandre e de Rufo, que _por ali_ passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.

22 E levaram-n’o ao [10] logar do Golgotha, que é, traduzido, logar da Caveira.

23 E deram-lhe a [11] beber vinho com myrrha, mas elle não o tomou.

24 E, havendo-o crucificado, repartiram os seus vestidos, [12] lançando sobre elles sortes, _para saber_ o que cada um levaria.

25 E era a hora terceira, [13] e o crucificaram.

26 E por cima _d’elle_ estava [14] escripta a sua accusação: O REI DOS JUDEOS.

27 E crucificaram [15] com elle dois salteadores, um á sua direita, e outro á esquerda.

28 E cumpriu-se [16] a escriptura que diz: E com os malfeitores foi contado.

29 E os que passavam blasphemavam d’elle, [17] meneando as suas cabeças, e dizendo: [18] Ah! tu que derribas o templo, e em tres dias o edificas,

30 Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.

31 E da mesma maneira tambem os principaes dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo;

32 O Christo, o Rei d’Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Tambem os que com elle estavam crucificados [19] o injuriavam.

33 E, chegada a hora sexta, [20] foram feitas trevas sobre toda a terra até á hora nona.

34 E, á hora nona, Jesus exclamou com grande voz, [21] dizendo: Eloi, Eloi, lama sabachthani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?

35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo _isto_, diziam: Eis que chama por Elias.

36 E um d’elles correu [22] a encher uma esponja de vinagre, e, pondo-_a_ n’uma canna, deu-lh’o a beber, dizendo: Deixae, vejamos se virá Elias tiral-o.

37 E Jesus, [23] dando um grande brado, expirou.

38 E o véu [24] do templo se rasgou em dois, d’alto a baixo.

39 E o centurião, [25] que estava defronte d’elle, vendo que assim clamando expirára, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

40 E tambem ali estavam _algumas_ mulheres, [26] olhando de longe, entre as quaes estavam tambem Maria Magdalena, e Maria, mãe de Thiago, o menor, e de José, e Salomé;

41 As quaes tambem o seguiam, [27] e o serviam, quando estava na Galilea; e muitas outras, que tinham subido com elle a Jerusalem.

_A sepultura de Jesus._

Mat. 27.57-66 e refs.

42 E, [28] chegada a tarde, porquanto era _o dia da_ preparação, isto é, a vespera do sabbado,

43 Chegou José d’Arimathea, senador honrado, que tambem [29] esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.

44 E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido.

45 E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José,

46 O qual comprou [30] um lençol fino, e, tirando-o _da cruz_, o envolveu no lençol, e o depositou n’um sepulchro lavrado n’_uma_ rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulchro.

47 E Maria Magdalena e Maria _mãe_ de José olhavam onde o punham.

[1] Psa. 2.2. Luc. 22.66 e 23.1. João 18.28. Act. 3.13 e 4.26.

[2] Mat. 27.11.

[3] Mat. 27.13.

[4] Isa. 63.7. João 19.9.

[5] Mat. 27.15. Luc. 23.17. João 18.39.

[6] Mat. 27.20. Act. 3.14.

[7] Mat. 27.26. João 19.1, 16.

[8] Mat. 27.27.

[9] Luc. 23.25.

[10] Mat. 27.33. Luc. 23.33. João 19.17.

[11] Mat. 27.34.

[12] Psa. 22.18. Luc. 23.34. João 19.23.

[13] Mat. 27.45. Luc. 23.34. João 19.23.

[14] Mat. 27.37. João 19.19.

[15] Mat. 27.38.

[16] Isa. 53.12. Luc. 22.37.

[17] Psa. 22.7.

[18] cap. 14.58. João 2.19.

[19] Mat. 27.44. Luc. 23.39.

[20] Mat. 27.45. Luc. 23.44.

[21] Psa. 22.1. Mat. 27.46.

[22] Mat. 27.48. João 19.29. Psa. 69.21.

[23] Mat. 27.50. Luc. 23.46. João 19.30.

[24] Mat. 27.51. Luc. 23.45.

[25] Mat. 27.54. Luc. 23.47.

[26] Mat. 27.55. Luc. 23.49. Psa. 38.11.

[27] Luc. 8.2, 3.

[28] Luc. 23.50. João 19.38.

[29] Luc. 2.25, 38. Mat. 27.59, 60.

[30] Luc. 23.53. João 19.40.

_A resurreição._

Mat. 28.1-10 e refs.

16 E, passado [1] o sabbado, Maria Magdalena, e Maria, _mãe_ de Thiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungil-o.

2 E, no primeiro dia [2] da semana, foram ao sepulchro, de manhã cedo, ao nascer do sol;

3 E diziam umas ás outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulchro?

4 E, olhando, viram que _já_ a pedra estava revolvida; porque era muito grande.

5 E, entrando [3] no sepulchro, viram um mancebo assentado á direita, vestido de _uma_ roupa comprida, branca; e ficaram espantadas.

6 Porém elle disse-lhes: [4] Não vos assusteis; buscaes a Jesus Nazareno, que foi crucificado; _já_ resuscitou, não está aqui; eis aqui o logar onde o pozeram.

7 Porém ide, dizei a seus discipulos, e a Pedro, que elle vae adiante de vós para a Galilea; [5] ali o vereis, como elle vos disse.

8 E, saindo ellas apressadamente, fugiram do sepulchro, porque estavam possuidas de temor e assombro; [6] e nada diziam a ninguem, porque temiam.

_Apparições de Jesus depois da sua resurreição._

9 E _Jesus_, tendo resuscitado na manhã do primeiro dia da semana, [7] appareceu primeiramente a Maria Magdalena, da qual tinha expulsado sete demonios.

10 _E_, [8] partindo ella, annunciou-o áquelles que tinham estado com elle, os quaes estavam tristes, e chorando.

11 E, ouvindo elles [9] que vivia, e que tinha sido visto por ella, não o creram.

12 E depois manifestou-se n’outra fórma [10] a dois d’elles, que iam de caminho para o campo.

13 E, indo estes, annunciaram-n’o aos outros, mas nem ainda estes creram.

14 Finalmente [11] appareceu aos onze, estando elles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já resuscitado.

15 E disse-lhes: [12] Ide por todo o mundo, prégae o evangelho a toda a creatura:

16 Quem [13] crêr e fôr baptizado será salvo; mas quem não crêr será condemnado.

17 E estes signaes seguirão aos que crêrem: [14] Em meu nome expulsarão os demonios; fallarão novas linguas:

18 Pegarão nas [15] serpentes; e, se beberem alguma coisa mortifera, não lhes fará damno algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os sararão.

19 Ora o Senhor, [16] depois de lhes ter fallado, foi recebido acima no céu, e assentou-se á direita de Deus.

20 E elles, tendo partido, prégaram por todas as partes, cooperando com _elles_ o Senhor, [17] e confirmando a palavra com os signaes que se seguiram. Amen.

[1] Luc. 24.1 e 23.56. João 20.1.

[2] Luc. 24.1. João 20.1.

[3] Luc. 24.3. João 20.11, 12.

[4] Mat. 28.5, 6, 7.