A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 160
64 Manda pois que o sepulchro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não seja caso que os seus discipulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Resuscitou dos mortos; e _assim_ o ultimo erro será peior do que o primeiro.
65 E disse-lhes Pilatos: [AGE] Tendes a guarda; ide, guardae-_o_ como entenderdes.
66 E, indo elles, seguraram o sepulchro com a guarda, [41] sellando a pedra.
[1] Psa. 2.2. Mar. 15.1. Luc. 22.66 e 23.1. João 18.28.
[2] cap. 20.19. Act. 3.13.
[3] cap. 26.14, 15.
[4] II Sam. 17.23. Act. 1.18.
[5] Act. 1.19.
[6] Zac. 11.12, 13.
[7] João 18.37. I Tim. 6.13.
[8] cap. 26.53. João 19.9.
[9] cap. 26.62. João 19.10.
[10] Mar. 15.6. Luc. 21.17. João 18.39.
[11] Mar. 15.11. Luc. 23.18. João 18.40. Act. 8.14.
[12] Deu. 21.6.
[13] Deu. 19.10. Jos. 2.19. II Sam. 1.16. I Reis 2.32. Act. 5.28.
[14] Isa. 53.5. Mar. 15.15 e 16. Luc. 23.16, 24, 25. João 19.1, 16 e 19.2.
[15] Luc. 23.11. João 19.2.
[16] Psa. 69.20. Isa. 53.3.
[17] Isa. 50.6. cap. 26.67.
[18] Num. 15.35. I Reis 21.13. Act. 7.57. Heb. 13.12.
[19] Mar. 15.22. Luc. 23.33. João 19.17.
[20] Psa. 69.21. ver. 48.
[21] Mar. 15.24. Luc. 23.34. João 19.24.
[22] Psa. 22.18.
[23] ver. 54.
[24] Mar. 15.26. Luc. 23.38. João 19.19.
[25] Isa. 53.12. Mar. 15.27. Luc. 23.32, 33. João 19.18.
[26] Psa. 22.7 e 109.25. Mar. 15.29. Luc. 23.35.
[27] cap. 26.61, 63. João 2.19.
[28] Psa. 22.7, 8.
[29] Mar. 13.32. Luc. 23.39.
[30] Amós 8.9. Mar. 15.33. Luc. 23.44.
[31] Heb. 5.7.
[32] Psa. 22.1.
[33] Psa. 69.21. Mar. 15.36. Luc. 23.36. João 19.29.
[34] Mar. 15.37. Luc. 23.46.
[35] Exo. 26.31. II Chr. 3.14. Mar. 15.38. Luc. 23.45.
[36] ver. 36. Mar. 15.39. Luc. 23.47.
[37] Luc. 8.2, 3.
[38] Mar. 15.40.
[39] Isa. 53.9.
[40] cap. 16.21 e 26.61. Mar. 8.31 e 10.34. Luc. 9.22 e 24.6. João 2.19.
[41] Dan. 6.17.
_A resurreição._
Mar. 16.1-8. Luc. 24.1-12. João 20.1-18.
28 E, no fim do sabbado, quando já começava a despontar para o primeiro _dia_ da semana, Maria Magdalena e a outra Maria foram vêr o sepulchro;
2 E eis que houvera um grande terremoto, porque o anjo [1] do Senhor, descendo do céu, chegou, e revolveu a pedra da porta, e estava assentado sobre ella.
3 E o seu [2] aspecto era como um relampago, e o seu vestido branco como neve.
4 E os guardas, com medo d’elle, ficaram muito assombrados, e tornaram-se como mortos.
5 Mas o anjo, fallando, disse ás mulheres: Vós não tenhaes medo; pois eu sei que buscaes a Jesus, que foi crucificado.
6 Não está aqui, porque _já_ resuscitou, como havia dito. [3] Vinde, vêde o logar onde o Senhor jazia.
7 E ide immediatamente, e dizei aos seus discipulos que _já_ resuscitou dos mortos. E eis que elle vae [4] adiante de vós para a Galilea; ali o vereis. Eis que eu vol-o tenho dito.
8 E, saindo ellas pressurosamente do sepulchro, com temor e grande alegria, correram a annuncial-o aos seus discipulos;
9 E, indo ellas annuncial-o aos seus discipulos, eis que Jesus lhes sae ao encontro, [5] dizendo: Eu vos saúdo. E ellas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.
10 Então Jesus disse-lhes: Não temaes; ide, e annunciae a [6] meus irmãos que vão a Galilea, e lá me verão.
_A mentira dos judeos._
11 E, indo ellas, eis que alguns da guarda, chegando á cidade, annunciaram aos principes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido.
12 E, congregados elles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo:
13 Dizei: Vieram de noite os seus discipulos e, dormindo nós, o furtaram;
14 E, se isto chegar a ser ouvido pelo [AGF] presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança.
15 E elles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruidos. E foi divulgado este dito entre os judeos, até ao _dia d_’hoje.
_Jesus apparece aos seus discipulos em Galilea._
16 E os onze discipulos partiram para Galilea, para o monte, que [7] Jesus lhes tinha destinado.
17 E, quando o viram o adoraram; mas alguns duvidaram.
18 E, chegando-se Jesus, fallou-lhes, dizendo: [8] É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 Portanto ide, [9] [AGG] ensinae todas as nações, baptizando-as em nome do Pae, e do Filho e do Espirito Sancto;
20 Ensinando-as [10] a guardar todas as _coisas_ que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou comvosco todos os dias, até á consummação do mundo. Amen.
[1] Mar. 16.5. Luc. 24.4. João 20.12.
[2] Dan. 10.6.
[3] cap. 12.40 e 16.21 e 17.22 e 20.19.
[4] cap. 26.32. Mar. 16.7.
[5] Mar. 16.9. João 20.14.
[6] João 20.17. Rom. 3.29. Heb. 2.11.
[7] cap. 26.32.
[8] Dan. 7.14. cap. 11.27. Luc. 10.22. João 13.3 e 17.2. Act. 2.36. Rom. 14.9. I Cor. 15.27. Eph. 1.10. Phi. 2.9. Heb. 1.2 e 2.8. I Ped. 3.22. Apo. 17.14.
[9] Mar. 16.15. Isa. 52.10. Luc. 24.47. Act. 2.38. Rom. 10.18. Col. 1.23.
[10] Act. 2.42.
O SANCTO EVANGELHO SEGUNDO S. MARCOS.
_João Baptista._
Mat. 3.1-12, etc.
[Anno Domini 30]
1 Principio do Evangelho de Jesus Christo, Filho [1] de Deus;
2 Como está escripto nos prophetas: [2] Eis-que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
3 Voz do que clama no [3] deserto: preparae o caminho do Senhor, endireitae as suas veredas.
4 Estava João baptizando no deserto, [4] e pregando o baptismo do arrependimento, para remissão dos peccados.
5 E toda a provincia da Judea e os de Jerusalem iam ter com elle; [5] e todos eram baptizados por elle no rio Jordão, confessando os seus peccados.
6 E João andava [6] vestido de pellos de camelo, e com um cinto de coiro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre.
7 E prégava, dizendo: Após mim vem aquelle que é mais forte do que eu, [7] ao qual não sou digno de, encurvande me, desatar a correia das suas alparcas.
8 Eu, em verdade, tenho-vos [8] baptizado com agua; elle, porém, vos baptizará com o Espirito Sancto.
_O baptismo e tentação de Jesus._
Mat. 3.13-17; 4.1-11.
9 E aconteceu [9] n’aquelles dias que Jesus, tendo ido de Nazareth, da Galilea, foi baptizado por João, no Jordão.
10 E, logo que saiu [10] da agua, viu os céus abertos, e o Espirito, que como pomba descia sobre elle.
11 E ouviu-se uma voz dos céus, _que dizia_: Tu és o meu [11] Filho amado em quem me comprazo.
12 E logo [12] o Espirito o impelliu para o deserto,
13 E esteve ali no deserto quarenta dias, tentado por Satanaz. E estava com as féras, [13] e os anjos o serviam.
_Vocação dos primeiros apostolos._
Mat. 4.12-25.
14 E, depois que João foi entregue á prisão, veiu Jesus para a Galilea, prégando o Evangelho do reino de Deus,
15 E dizendo: [14] O tempo está cumprido, e o reino de Deus está proximo. Arrependei-vos, [15] e crede no Evangelho.
16 E, andando junto do mar da Galilea, [16] viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.
17 E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejaes pescadores de homens.
18 E, [17] deixando logo as suas redes, o seguiram.
19 E, passando d’ali [18] um pouco mais adiante, viu Thiago, _filho_ de Zebedeo, e João, seu irmão, que _estavam_ no barco concertando as _redes_,
20 E logo os chamou. E elles, deixando o seu pae Zebedeo no barco com os jornaleiros, foram após elle.
_A cura do endemoninhado de Capernaum._
Luc. 4.31-37.
21 E entraram em [19] Capernaum, e, logo no sabbado, entrando na synagoga, ensinava.
22 E maravilharam-se [20] da sua doutrina, porque os ensinava como tendo auctoridade, e não como os escribas.
23 E [21] estava na synagoga d’elles um homem com um espirito immundo, e exclamou, dizendo:
24 Ah! que temos [22] comtigo, Jesus nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Sancto de Deus.
25 E reprehendeu-o Jesus, [23] dizendo: Cala-te, e sae d’elle.
26 Então o espirito immundo, despedaçando-o, [24] e clamando com grande voz, saiu d’elle.
27 E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? que nova doutrina _é_ esta? pois até com auctoridade ordena aos espiritos immundos, e elles lhe obedecem!
28 E logo correu a sua fama por toda a provincia da Galilea.
_A cura da sogra de Pedro._
Mat. 8.14-17.
29 E [25] logo, saindo da synagoga, foram a casa de Simão e de André com Thiago e João.
30 E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe fallaram d’ella.
31 Então, chegando-se a ella, tomou-a pela mão, e levantou-a: e logo a febre a deixou, e servia-os.
32 E, tendo chegado a [26] tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados.
33 E toda a cidade se ajuntou á porta.
34 E curou muitos que se _achavam_ enfermos de diversas enfermidades, [27] e expulsou muitos demonios, porém não deixava fallar os demonios, porque o conheciam.
35 E, levantando-se de manhã muito cedo, [28] fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um logar deserto, e ali orava.
36 E seguiram-n’o Simão e os que com elle estavam.
37 E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.
38 E elle lhes disse: [29] Vamos ás aldeias visinhas, para que eu ali tambem prégue; porque para [30] isso vim.
39 E prégava nas synagogas d’elles por toda a [31] Galilea, e expulsava os demonios.
_A cura d’um leproso._
Mat. 8.1-4, etc.
[Anno Domini 31]
40 E approximou-se d’elle [32] um leproso, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante d’elle, e dizendo-lhe: Se queres, podes limpar-me.
41 E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo.
42 E, tendo elle dito _isto_, logo a lepra desappareceu, e ficou limpo.
43 E, ameaçando-o, logo o despediu de si,
44 E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguem; porém vae, mostra-te ao sacerdote, e offerece pela tua purificação o que [33] Moysés determinou, para lhes servir de testemunho.
45 Mas, [34] tendo elle saido, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fóra em logares desertos: [35] e de todas as partes iam ter com elle.
[1] Mat. 14.33. Luc. 1.35. João 1.34.
[2] Mal. 3.1. Mat. 11.10. Luc. 7.27.
[3] Isa. 40.3. Mat. 3.3. Luc. 3.4. João 1.15.
[4] Mat. 3.1. Luc. 3.3. João 3.23.
[5] Mat. 3.5.
[6] Mat. 3.4. Lev. 11.22.
[7] Mat. 3.11. João 1.27. Act. 13.25.
[8] Act. 1.5 e 11.16 e 19.4. Isa. 44.3. Joel 2.28. Act. 2.4 e 10.45. I Cor. 12.13.
[9] Mat. 13.18. Luc. 3.21.
[10] Mat. 3.16. João 1.32.
[11] Psa. 2.7. Mat. 3.17. cap. 9.7.
[12] Mat. 4.1. Luc. 4.1.
[13] Mat. 4.11.
[14] Dan. 9.25. Gal. 4.4. Eph. 1.10.
[15] Mat. 3.2 e 4.17.
[16] Mat. 4.18. Luc. 5.4.
[17] Mat. 19.27. Luc. 5.11.
[18] Mat. 4.21.
[19] Mat. 4.13.
[20] Mat. 7.28.
[21] Luc. 4.33.
[22] Mat. 8.29.
[23] ver. 34.
[24] cap. 9.19.
[25] Luc. 4.38.
[26] Mat. 8.16. Luc. 4.40.
[27] cap. 3.12. Luc. 4.41. Act. 16.17.
[28] Luc. 4.42.
[29] Luc. 4.43.
[30] Isa. 61.1. João 16.28 e 17.4.
[31] Mat. 4.23. Luc. 4.44.
[32] Luc. 5.12.
[33] Lev. 14.3, 4, 10. Luc. 5.14.
[34] Luc. 5.15.
[35] cap. 2.13.
_O paralytico de Capernaum._
Mat. 9.1-8, etc.
2 E alguns [1] dias depois entrou outra vez em Capernaum, e ouviu-se que estava em casa.
2 E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos _logares_ junto á porta cabiam; e annunciava-lhes a palavra.
3 Então foram ter com elle _uns_ que conduziam um paralytico, trazido por quatro,
4 E, não podendo approximar-se d’elle, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralytico.
5 E Jesus, vendo a fé d’elles, disse ao paralytico: Filho, estão perdoados os teus peccados.
6 E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, _dizendo_:
7 Porque diz este assim blasphemias? Quem pode perdoar peccados, senão Deus?
8 E Jesus, [2] conhecendo logo em seu espirito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Porque arrazoaes sobre estas _coisas_ em vossos corações?
9 Qual é mais fácil? [3] dizer ao paralytico: [4] Estão perdoados os _teus_ peccados; ou dizer-_lhe_: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
10 Pois para que saibaes que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar peccados (disse ao paralytico),
11 A ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vae para tua casa.
12 E levantou-se, e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.
_A vocação de Levi._
Mat. 9.9-13.
13 E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com elle, e elle os ensinava.
14 E, passando, [5] viu Levi, _filho_ d’Alpheo, assentado na [AGH] alfandega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.
15 E aconteceu [6] que, estando elle sentado _á mesa_ em casa d’elle, tambem estavam assentados á mesa com Jesus e seus discipulos muitos publicanos e peccadores; porque eram muitos, e o tinham seguido.
16 E os escribas e phariseos, vendo-o comer com os publicanos e peccadores, disseram aos seus discipulos: Porque come e bebe elle com os publicanos e peccadores?
17 E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: [7] Os sãos não necessitam de medico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os peccadores, ao arrependimento.
_O jejum._
Mat. 9.14-17, etc.
18 Ora os discipulos de [8] João e os dos phariseos jejuavam; e foram e disseram-lhe: Porque jejuam os discipulos de João e os dos phariseos, e não jejuam os teus discipulos?
19 E Jesus disse-lhes: Podem _porventura_ os filhos [AGI] das bodas jejuar emquanto está com elles o esposo? Emquanto teem comsigo o esposo, não podem jejuar;
20 Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão n’aquelles dias.
21 Ninguém deita remendo de panno novo em vestido velho; d’outra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior;
22 E ninguem deita vinho novo em odres velhos; d’outra sorte, o vinho novo rompe os odres, o vinho entorna-se, e os odres estragam-se; porém o vinho novo deve ser deitado em odres novos.
_Jesus é Senhor do sabbado._
Mat. 12.1-8.
23 E [9] aconteceu que, passando elle n’_um_ sabbado pelas searas, os seus discipulos, caminhando, [10] começaram a colher espigas.
24 E os phariseos lhe disseram: Vês? porque fazem no sabbado o que não é licito?
25 Mas elle disse-lhes: [11] Nunca lestes o que fez David quando estava em necessidade e teve fome, elle e os que com elle _estavam_?
26 Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiathar, summo sacerdote, e comeu [12] os pães da proposição, dos quaes não era licito comer, senão aos sacerdotes, e tambem deu aos que com elle estavam?
27 E disse-lhes: O sabbado foi feito por causa do homem, _e_ não o homem por causa do sabbado.
28 Assim [13] que o Filho do homem é Senhor até do sabbado.
[1] Luc. 5.13.
[2] Job 14.4. Isa. 42.35.
[3] Mat. 9.4.
[4] Mat. 9.5.
[5] Mat. 9.9. Luc. 5.27.
[6] Mat. 9.10.
[7] Mat. 9.12, 13 e 18.11. Deu. 5.31, 32 e 19.10. I Tim. 1.15.
[8] Luc. 5.33.
[9] Luc. 6.1.
[10] Deu. 23.25.
[11] I Sam. 21.6.
[12] Exo. 29.32, 33. Lev. 24.9. I Sam. 21.6.
[13] Mat. 12.8.
_A cura de um que tinha uma das mãos mirrada._
Mat. 12.9-21, etc.
3 E outra vez entrou [1] na synagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada.
2 E estavam observando-o se curaria no sabbado, para o accusarem.
3 E disse ao homem que tinha a mão secca: Levanta-te para o meio.
4 E disse-lhes: É licito no sabbado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E elles calavam-se.
5 E, olhando para elles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E elle _a_ estendeu, e foi-lhe restituida a sua mão, sã como a outra.
6 E, tendo saido [2] os phariseos, tomaram logo conselho com os herodianos contra elle, [3] como o matariam.
7 E retirou-se Jesus com os seus discipulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galilea [4] e da Judea,
8 E de Jerusalem, e da Idumea, e _d_’além do Jordão; e de perto de Tyro e Sidon uma grande multidão, ouvindo quão grandes _coisas_ fazia, veem ter com elle.
9 E disse aos seus discipulos que lhe tivessem sempre prompto um barquinho junto d’elle, por causa da multidão, para que o não opprimisse,
10 Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham _algum_ [AGJ] mal se arrojavam sobre elle, para o tocarem.
11 E os espiritos [5] immundos, vendo-o, prostravam-se diante d’elle, e clamavam, dizendo: Tu és [6] o Filho de Deus.
12 E elle os ameaçava muito, para que não o manifestassem.
_A eleição dos doze._
Mat. 10.1-4, etc.
13 E subiu ao [7] monte, e chamou _para si_ os que elle quiz; e vieram a elle.
14 E ordenou aos doze que estivessem com elle, para que os mandasse a prégar,
15 E para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demonios:
16 A Simão, [8] a quem poz o nome de Pedro,
17 E a Thiago, _filho_ de Zebedeo, e a João, irmão de Thiago, aos quaes poz o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;
18 E a André, e a Philippe, e a Bartholomeo, e a Mattheus, e a Thomé, e a Thiago, _filho_ de Alpheo, e a Thadeo, e a Simão, o cananeo,
19 E a Judas Iscariotes, o que o entregou.
_A blasphemia dos escribas._
Luc. 11.14-23, etc.
20 E foram para casa. E ajuntou-se outra vez a multidão, [9] de tal maneira que nem sequer podiam comer pão.
21 E, quando os seus ouviram _isto_, sairam para o prender; [10] porque diziam: Está fóra de si.
22 E os escribas, que tinham descido de Jerusalem, diziam: [11] Tem Beelzebu, e pelo principe dos demonios expulsa os demonios.
23 E, chamando-os a si, [12] disse-lhes por parabolas: Como pode Satanaz expulsar Satanaz?
24 E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir.
25 E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir.
26 E, se Satanaz se levantar contra si mesmo, e fôr dividido, não pode subsistir; antes tem fim.
27 Ninguem [13] pode roubar as alfaias do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar o valente; e então roubará a sua casa.
28 Na verdade vos digo [14] que todos os peccados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasphemias, com que blasphemarem;
29 Qualquer, porém, que blasphemar contra o Espirito Sancto, nunca obterá perdão para sempre, [AGK] mas será réu do eterno juizo.
30 (Porque diziam: Tem espirito immundo.)
_A familia de Jesus._
Mat. 12.46-50.
31 Chegaram então _seus_ irmãos e sua mãe, [15] e, estando de fóra, enviaram a elle, chamando-o.
32 E a multidão estava assentada ao redor d’elle, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te buscam lá fóra.
33 E elle lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
34 E, olhando em redor para os que estavam assentados junto d’elle, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
35 Porque qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.
[1] Luc. 6.6.
[2] Mat. 12.14.
[3] Mat. 22.16.
[4] Luc. 6.17.
[5] cap. 1.23, 24. Luc. 4.41. Mat. 14.33.
[6] Mat. 12.16. cap. 1.25, 34.
[7] Luc. 6.12 e 9.1.
[8] João 1.42.
[9] cap. 6.31.
[10] João 7.5 e 10.20.
[11] Mat. 9.34. Luc. 11.15. João 7.20 e 8.48.
[12] Mat. 12.25.
[13] Isa. 49.24. Mat. 12.29.
[14] Mat. 12.31. Luc. 12.10. I João 5.16.
[15] Luc. 8.19.
_A parabola do semeador._
Mat. 13.1-23.
4 E outra vez começou a [1] ensinar junto do mar, e juntou-se a elle _uma_ grande multidão, de sorte que elle, entrando em um barco, se assentou _dentro_, no mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar.
2 E ensinava-lhes [2] muitas _coisas_, e lhes dizia na sua doutrina:
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear;
4 E aconteceu que, semeando elle, uma _parte da semente_ caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram;
5 E outra caiu sobre pedregaes, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda;
6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, seccou-se.
7 E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a suffocaram e não deu fructo.
8 E outra caiu em boa [3] terra e deu fructo, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem.
9 E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10 E, quando [4] se achou só, os que estavam junto d’elle com os doze interrogaram-n’o ácerca da parabola.
11 E elle disse-lhes: A vós é dado saber os mysterios do reino de Deus, mas aos que estão de fóra [5] todas _estas coisas_ se dizem por parabolas,
12 Para que, vendo, [6] vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os _seus_ peccados.
13 E disse-lhes: Não sabeis esta parabola? como pois entendereis todas as parabolas?
14 O que semeia, [7] semeia a palavra;
15 E os que estão junto do caminho são aquelles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a ouvido, vem logo Satanaz e tira a palavra que foi semeada nos seus corações.
16 E da mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregaes; os quaes, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem,
17 Mas não teem raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.
18 E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quaes ouvem a palavra,
19 Mas os cuidados d’este mundo, e os enganos das [8] riquezas e as ambições d’outras coisas, entrando, soffocam a palavra, e fica infructifera.
20 E os que recebem a semente em boa terra, são os que ouvem a palavra e _a_ recebem, e dão fructo, um trinta, outro sessenta, outro cem.
_A parabola da candeia._
Luc. 8.16-18.
21 E disse-lhes: [9] Vem _porventura_ a candeia para se metter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não _vem antes_ para se collocar no velador?
22 Porque nada ha [10] encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz _para ficar_ occulto, mas para ser descoberto.
23 Se alguém tem ouvidos [11] para ouvir, ouça.
24 E disse-lhes: Attendei ao que ides ouvir. [12] Com a medida com que medirdes ser-vos-ha medido, e ser-vos-ha accrescentado.
25 Porque ao que [13] tem, ser-lhe-ha dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
_A parabola da semente._
26 E dizia: [14] O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente á terra,
27 E dormisse, e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo elle como.
28 Porque a terra por si mesma fructifica, primeiro a herva, depois a espiga, e por ultimo o grão cheio na espiga.
29 E, quando _já_ o fructo se mostra, mette-lhe logo a [15] foice, porque está chegada a ceifa.
_A parabola do grão de mostarda._
Mat. 13.31, 32.
30 E dizia: [16] A que assimilharemos o reino de Deus? ou com que parabola o compararemos?
31 É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a mais pequena de todas as sementes que ha na terra;
32 Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.
33 E com muitas parabolas taes lhes fallava a palavra, [17] segundo o que podiam ouvir.
31 E sem parabolas nunca lhes fallava; porém tudo declarava em particular aos seus discipulos.
_Jesus apazigua a tempestade._
Mat. 8.23-27, etc.
35 E, n’aquelle dia, [18] sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra banda.
36 E elles, deixando a multidão, o levaram comsigo, assim como estava no barco; e havia tambem com elle outros barquinhos.
37 E levantou-se _uma_ grande tempestade de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.
38 E elle estava na pôpa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-n’o, e disseram-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?
39 E elle, despertando, reprehendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
40 E disse-lhes: Porque sois tão timidos? Porque não tendes fé?
41 E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?
[1] Luc. 8.4.
[2] cap. 12.38.
[3] João 15.5. Col. 1.6.
[4] Mat. 13.10. Luc. 8.9, etc.
[5] I Cor. 5.12. Col. 4.5. I The. 4.11. I Tim. 3.7.
[6] Isa. 6.9. Mat. 13.14. Luc. 8.10. João 12.40. Act. 28.26. Rom. 11.8.