A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 158

Chapter 1584,526 wordsPublic domain

14 E foram ter com elle ao templo cegos e côxos, e curou-os.

15 Vendo então os principaes dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo, Hosanna ao Filho de David; indignaram-se,

16 E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: [11] Pela bocca dos meninos e das creancinhas de peito aperfeiçoaste o louvor?

17 E, deixando-os, saiu da cidade para Bethania, [12] e ali passou a noite.

_A figueira secca._

Mar. 11.12-14 e 19-24.

18 E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome;

19 E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ella, e não achou n’ella senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fructo de ti. E a figueira seccou immediatamente.

20 E os discipulos, vendo _isto_, maravilharam-se, dizendo: [13] Como seccou immediatamente a figueira?

21 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo _que_, [14] se tiverdes fé e não duvidardes, [15] não só fareis isto á figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, _assim_ será feito;

22 E tudo o que pedirdes na oração, crendo, [16] _o_ recebereis.

_O baptismo de João._

Mar. 11.27-33. Luc. 20.1-8.

23 E, chegando ao templo, acercaram-se d’elle, estando _já_ ensinando, os principes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que auctoridade fazes isto? e quem te deu essa auctoridade?

24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu tambem vos perguntarei uma coisa; se m’a disserdes, tambem eu vos direi com que auctoridade faço isto.

25 O baptismo de João d’onde era? Do céu, ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, elle nos dirá: Então porque não o crestes?

26 E, se dissermos: Dos homens, tememos o povo, [17] porque todos consideram João como propheta.

27 E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Elle disse-lhes: Nem eu vos digo com que auctoridade faço isto.

_A parabola dos dois filhos._

28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vae trabalhar hoje na minha vinha.

29 Elle, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.

30 E, dirigindo-se ao segundo, fallou-lhe de egual modo; e, respondendo elle, disse: Eu _vou_, senhor; e não foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pae? Disseram-lhe elles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: [18] Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veiu a vós no caminho de justiça, [19] e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram: vós, porém, vendo _isto_, nem depois vos arrependestes para o crer.

_A parabola dos lavradores maus._

Mar. 12.1-12. Luc. 20.9, 18.

33 Ouvi ainda outra parabola: Houve um homem, pae de familia, que plantou uma vinha, [20] e circumdou-a de um vallado, e construiu n’ella _um_ lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe:

34 E, chegando o tempo dos fructos, enviou os seus servos aos lavradores, [21] para receberem os seus fructos.

35 E os lavradores, apoderando-se dos servos, [22] feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.

36 Depois enviou outros servos, em maior numero do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo;

37 E por ultimo enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.

38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: [23] Este é o herdeiro; vinde, matemol-o, e apoderemo-nos da sua herança.

39 E, lançando mão d’elle, [24] o arrastaram para fóra da vinha, e _o_ mataram.

40 Quando pois vier o senhor da vinha, que fará áquelles lavradores?

41 Dizem-lhe elles: [25] Dará affrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seus tempos lhe dêem os fructos.

42 Diz-lhes Jesus: [26] Nunca lestes nas Escripturas: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do angulo: pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?

43 Portanto eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, [27] e será dado a gente que dê os seus fructos.

44 E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-ha; [28] e sobre quem ella cair esmagal-o-ha.

45 E os principes dos sacerdotes e os phariseos, ouvindo estas palavras, entenderam que fallava d’elles;

46 E, pretendendo prendel-o, receiaram o povo, [29] porquanto o tinham por propheta.

[1] Zac. 14.4.

[2] Isa. 62.11. Zac. 9.9. João 12.15.

[3] Mar. 11.4.

[4] II Reis 9.13.

[5] Lev. 23.40. João 12.13.

[6] Psa. 118.26. cap. 23.39.

[7] Mar. 11.15. Luc. 19.45. João 2.13, 15.

[8] Luc. 7.16. João 6.14 e 7.40 e 9.17.

[9] João 2.15. Deu. 14.25.

[10] Isa. 56.7. Jer. 7.11. Mar. 11.17. Luc. 19.43.

[11] Psa. 8.2.

[12] Mar. 11.11. João 11.18.

[13] Mar. 11.20.

[14] cap. 17.20. Luc. 17.6.

[15] Thi. 1.6.

[16] Mar. 11.24. Luc. 11.9. Thi. 5.16. I João 3.22.

[17] cap. 14.5. Mar. 6.20. Luc. 20.6.

[18] Luc. 7.29, 50.

[19] cap. 3.1. Luc. 3.12, 13.

[20] Psa. 80.8. Can. 8.11. Isa. 5.1. Jer. 2.21.

[21] Can. 8.11.

[22] II Chr. 24.21. Neh. 9.26. Act. 7.52. I The. 2.15. Heb. 11.36.

[23] Psa. 2.8. Heb. 1.2.

[24] Psa. 2.2. João 11.53. Act. 4.27.

[25] Luc. 20.16 e 21.24. Heb. 2.3. Act. 13.46 e 15.7.

[26] Isa. 28.16. Mar. 12.10. Luc. 20.17. Act. 4.11. Eph. 2.20. I Ped. 2.6, 7.

[27] cap. 8.12.

[28] Isa. 8.14, 15. Zac. 12.3. Luc. 20.13. Rom. 9.33. I Ped. 2.8. Isa. 60.12. Dan. 2.44.

[29] ver. 11.

_A parabola das bodas._

Luc. 14.16-24.

22 Então Jesus, tomando a [1] palavra, tornou a fallar-lhes em parabolas, dizendo:

2 O reino dos céus é similhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e não quizeram vir.

4 Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eisque tenho o meu jantar preparado, [2] os meus bois e cevados _já_ mortos, e tudo _já_ prompto: vinde ás bodas.

5 Porém elles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu trafico:

6 E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo noticia _d’isto_, encolerisou-se: [3] e, enviando os seus exercitos, destruiu aquelles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, [4] mas os convidados não eram dignos.

9 Ide pois ás saidas dos caminhos, e convidae para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, [5] ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e as bodas encheram-se de convidados.

11 E o rei, entrando para vêr os convidados, viu ali um homem [6] _que_ não _estava_ trajado com vestido de bodas,

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido de bodas? E elle emmudeceu.

13 Disse então o rei aos servos: Amarrae-o de pés e mãos, levae-o, [7] e lançae-_o_ nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

_A questão do tributo._

Mar. 12.13-17. Luc. 20.20-26.

15 Então, retirando-se os phariseos, consultaram entre si como o surprehenderiam _n’alguma_ palavra;

16 E enviaram-lhe os seus discipulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, e de ninguem se te dá, porque não olhas á apparencia dos homens;

17 Dize-nos, pois, que te parece? É licito pagar o tributo a Cesar, ou não?

18 Jesus, porém, conhecendo a sua malicia, disse: Porque me experimentaes, hypocritas?

19 Mostrae-me a moeda do tributo. E elles lhe apresentaram um dinheiro.

20 E elle diz-lhes: De quem é esta effigie e _esta_ inscripção?

21 Dizem-lhe elles: De Cesar. Então elle lhes diz: [8] Dae pois a Cesar o que _é_ de Cesar, e a Deus o que _é_ de Deus.

22 E elles, ouvindo _isto_, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram.

23 No mesmo dia chegaram junto d’elle os sadduceos, [9] que dizem não haver resurreição, e o interrogaram,

24 Dizendo: [10] Mestre, Moysés disse: Se morrer alguem, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher d’elle, e suscitará descendencia a seu irmão:

25 Ora houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu, e, não tendo descendencia, deixou sua mulher a seu irmão.

26 Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao setimo;

27 Por fim, depois de todos, morreu tambem a mulher.

28 Portanto, na resurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuiram?

29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: [11] Erraes, não conhecendo as Escripturas, nem o poder de Deus;

30 Porque na resurreição nem casam nem se dão em casamento; [12] mas serão como os anjos de Deus no céu.

31 E, ácerca da resurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo:

32 Eu sou o Deus d’Abrahão, [13] o Deus d’Isaac, e o Deus de Jacob? Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

33 E, as turbas, ouvindo _isto_, [14] ficaram maravilhadas da sua doutrina.

_O grande mandamento._

Mar. 12.28-34. Luc. 10.25-27.

34 E os phariseos, ouvindo que fizera emmudecer os sadduceos, reuniram-se no mesmo logar;

35 E um d’elles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

36 Mestre, qual _é_ o grande mandamento na lei?

37 E Jesus disse-lhe: [15] Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 Este é o primeiro e grande mandamento.

39 E o segundo, similhante a este, _é_: [16] Amarás o teu proximo como a ti mesmo.

40 D’estes dois mandamentos depende toda a lei e os prophetas.

_Christo Filho de David._

Mar. 12.35-37. Luc. 20.41-44.

41 E, [17] estando reunidos os phariseos, interrogou-os Jesus,

42 Dizendo: Que pensaes vós do Christo? De quem é filho? Elles disseram-lhe: De David.

43 Disse-lhes elle: Como é então que David, em espirito, lhe chama Senhor, dizendo:

44 Disse o Senhor ao meu Senhor: [18] Assenta-te á minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabello de teus pés.

45 Se David pois lhe chama Senhor, como é seu filho?

46 E ninguem podia [19] responder-lhe _uma_ palavra: nem desde aquelle dia ousou mais alguem interrogal-o.

[1] Apo. 19.7, 9.

[2] Pro. 9.2.

[3] Dan. 9.26. Luc. 19.27.

[4] cap. 10.11. Act. 13.46.

[5] cap. 13.38.

[6] II Cor. 5.3. Eph. 4.24. Col. 3.10, 12. Apo. 3.4 e 16.15.

[7] cap. 8.12 e 20.16.

[8] cap. 17.25. Rom. 13.7.

[9] Mar. 12.18. Luc. 20.27. Act. 23.8.

[10] Deu. 25.5.

[11] João 20.

[12] I João 3.2.

[13] Exo. 3.6, 16. Mar. 12.26. Luc. 20.37. Act. 7.32. Heb. 11.16.

[14] cap. 7.28.

[15] Deu. 6.5 e 10.12 e 30.6. Luc. 10.27.

[16] Lev. 19.18. Mar. 12.31. Rom. 13.9. Gal. 5.14. Thi. 2.8.

[17] cap. 7.12. I Tim. 1.5.

[18] Psa. 110.1. Act. 2.34. I Cor. 15.25. Heb. 1.13 e 10.12, 13.

[19] Luc. 14.6 e 20.40. Mar. 12.34.

_Jesus censura os escribas e os phariseos._

23 Então fallou Jesus á multidão, e aos seus discipulos,

2 Dizendo: [1] Na cadeira de Moysés estão assentados os escribas e phariseos.

3 Observae, pois, e practicae tudo o que vos disserem; mas não procedaes em conformidade com as suas obras, [2] porque dizem e não praticam:

4 Pois atam fardos pesados e difficeis de supportar, [3] e os põem aos hombros dos homens; elles, porém, nem com o dedo querem movel-os;

5 E fazem todas as obras [4] a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largas phylacterias, e estendem as franjas [5] dos seus vestidos,

6 E amam os primeiros logares nas ceias [6] e as primeiras cadeiras nas synagogas,

7 E as saudações nas praças, e _o serem_ chamados pelos homens—Rabbi, Rabbi.

8 Vós, porém, não queiraes ser chamados Rabbi, [7] porque um só é o vosso Mestre, _a saber_, o Christo: e todos vós sois irmãos.

9 E a ninguem na terra chameis vosso pae, [8] porque um só é o vosso Pae, o qual _está_ nos céus.

10 Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, _que é_ o Christo.

11 Porém [9] o maior d’entre vós será vosso servo.

12 E o que a si mesmo se exaltar [10] será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

13 Mas ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [11] pois que fechaes aos homens o reino dos céus; porque nem vós entraes nem deixaes entrar aos que entram.

14 Ai de vós, escribas e phariseos, [12] hypocritas! pois que devoraes as casas das viuvas, e _isto_ com pretexto de prolongadas orações; por isso soffrereis mais rigoroso juizo.

15 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um proselyto; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.

16 Ai de vós, conductores cegos! [13] pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo isso nada é; mas o que jurar pelo oiro do templo é devedor.

17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o oiro, [14] ou o templo, que sanctifica o oiro?

18 E aquelle que jurar pelo altar _isso_ nada é; mas aquelle que jurar pela offerta que está sobre o altar é devedor.

19 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a offerta, [15] ou o altar, que sanctifica a offerta?

20 Portanto, o que jurar pelo altar jura por elle e por tudo o que sobre elle _está_:

21 E o que jurar pelo templo jura por elle [16] e por aquelle que n’elle habita:

22 E o que jurar pelo céu jura pelo throno de Deus [17] e por aquelle que está assentado n’elle.

23 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [18] pois que dizimaes a hortelã, o endro e o cominho, e desprezaes o mais importante da lei, o juizo, a misericordia e a fé: deveis, porém, fazer estas coisas, e não omittir aquellas.

24 Conductores cegos! que coaes o mosquito e engulis o camelo.

25 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [19] pois que limpaes o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e iniquidade.

26 Phariseo cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que tambem o exterior fique limpo.

27 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [20] pois que sois similhantes aos sepulchros caiados, que por fóra realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios d’ossos de mortos e de toda a immundicia.

28 Assim tambem vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estaes cheios de hypocrisia e iniquidade.

29 Ai de vós, [21] escribas e phariseos, hypocritas! pois que edificaes os sepulchros dos prophetas e adornaes os monumentos dos justos.

30 E dizeis: Se existissemos no tempo de nossos paes, nunca nos associariamos com elles para _derramar_ o sangue dos prophetas.

31 Assim, [22] vós mesmos testificaes que sois filhos dos que mataram os prophetas.

32 Enchei [23] vós pois a medida de vossos paes.

33 Serpentes, [24] raça de viboras! como escapareis da condemnação do inferno?

34 Portanto, eis que [25] eu vos envio prophetas, sabios e escribas; e _a uns_ d’elles matareis e crucificareis; e _a outros_ d’elles açoitareis nas vossas synagogas e os perseguireis de cidade em cidade;

35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, [26] que foi derramado sobre a terra, desde o sangue d’Abel, o justo, até ao sangue de Zacharias, filho de Baraquias, que matastes entre o templo e o altar.

36 Em verdade vos digo que todas estas _coisas_ hão de vir sobre esta geração.

37 Jerusalem, Jerusalem, [27] que matas os prophetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quiz eu ajuntar os teus filhos, como a gallinha ajunta os seus pintos debaixo das azas, e vós não quizestes!

38 Eis que a vossa casa vae ficar-vos deserta;

39 Porque eu vos digo que desde agora me não vereis _mais_, até que digaes: [28] Bemdito o que vem em nome do Senhor.

[1] Neh. 8.4, 8. Mal. 2.7. Mar. 12.38. Luc. 20.45.

[2] Rom. 2.19, etc.

[3] Luc. 11.46. Act. 15.10. Gal. 6.13.

[4] cap. 6.1, 2, 5, 16.

[5] Num. 15.38. Deu. 6.8 e 22.12. Pro. 3.3.

[6] Mar. 12.38. Luc. 11.43. III João 9.

[7] Thi. 3.1. II Cor. 1.24. I Ped. 5.3.

[8] Mal. 1.6.

[9] cap. 20.26, 27.

[10] Job 22.29. Pro. 15.33. Luc. 14.11. Thi. 4.6. I Ped. 5.5.

[11] Luc. 11.52.

[12] Mar. 12.40. Luc. 20.47. II Tim. 3.6. Tito 1.11.

[13] cap. 15.14 e 5.33, 34. ver. 24.

[14] Exo. 30.29.

[15] Exo. 29.37.

[16] I Reis 8.13. II Chr. 6.2. Psa. 26.8.

[17] Psa. 11.4. cap. 5.34. Act. 7.49.

[18] Luc. 11.42. I Reis 15.22. Ose. 6.6. Miq. 6.8. cap. 9.13.

[19] Mar. 7.4. Luc. 11.39.

[20] Luc. 11.44. Act. 23.3.

[21] Luc. 11.47.

[22] Act. 7.51, 52. I The. 2.15.

[23] Gen. 15.16. I The. 2.16.

[24] cap. 3.7 e 12.34.

[25] cap. 21.34 e 10.17. Luc. 11.49. Act. 5.40 e 7.58 e 22.19. II Cor. 11.24, 25.

[26] Apo. 18.24. Gen. 4.8. I João 3.12. II Chr. 24.20.

[27] Luc. 13.34. II Cor. 24.21. Deu. 32.11. Psa. 17.8 e 91.4.

[28] Psa. 118.26. cap. 21.9.

_O sermão prophetico; o principio de dôres._

Mar. 13.1. Luc. 21.5-36.

24 E, quando Jesus ia saindo do templo, approximaram-se _d’elle_ os seus discipulos para lhe mostrarem a estructura do templo.

2 Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo [1] que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 E, estando assentado no monte das Oliveiras, [2] chegaram-se a elle os seus discipulos em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas _coisas_, e que signal _haverá_ da tua vinda e do fim do mundo?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: [3] Acautelae-vos, que ninguem vos engane;

5 Porque [4] muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Christo; e seduzirão muitos.

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhae não vos assusteis, porque é mister que _isso_ tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, [5] e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em varios logares.

8 Mas todas estas coisas _são_ o principio de dôres.

9 Então vos hão de entregar para serdes atormentados, [6] e matar-vos-hão: e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome.

10 Então muitos serão escandalizados, [7] e trahir-se-hão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão,

11 E surgirão muitos falsos prophetas, [8] e enganarão muitos.

12 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

13 Mas aquelle que perseverar até ao fim [9] será salvo.

14 E este evangelho do reino será prégado em todo o mundo, [10] em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

_O sermão continúa. A grande tribulação._

15 Quando pois virdes que a abominação da desolação, [11] de que fallou o propheta Daniel, está no logar sancto; quem lê, attenda;

16 Então, os que _estiverem_ na Judea, fujam para os montes;

17 E quem _estiver_ sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa da sua casa;

18 E quem estiver no campo não volte atraz a buscar os seus vestidos.

19 Mas ai das gravidas [12] e das que amamentarem n’aquelles dias!

20 E orae para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem em sabbado;

21 Porque [13] haverá então grande afflicção, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tão pouco ha de haver.

22 E, se aquelles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; [14] mas por causa dos escolhidos serão abreviados aquelles dias.

23 Então, se alguem vos disser: Eis que [15] o Christo _está_ aqui, ou ali, não deis credito;

24 Porque [16] surgirão falsos christos e falsos prophetas, e farão tão grandes signaes e prodigios que, se possivel fôra, enganariam até os escolhidos.

25 Eis que eu vol-o tenho predito.

26 Portanto, se vos disserem: Eis que elle está no deserto, não saiaes; Eis que elle _está_ nas camaras; não acrediteis.

27 Porque, como o relampago [17] sae do oriente e apparece até ao occidente, assim será tambem a vinda do Filho do homem.

28 Pois onde estiver o cadaver, [18] ahi se ajuntarão as aguias.

_O sermão continúa: A vinda do Filho do homem._

29 E, logo depois da afflicção d’aquelles dias, [19] o sol escurecerá, e a lua não dará o seu resplendor, e as estrellas cairão do céu, e as potencias dos céus serão abaladas.

30 Então apparecerá no céu [20] o signal do Filho do homem; e todas as tribus da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande gloria.

31 E enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, [21] e ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma á outra extremidade dos céus.

32 Aprendei pois _esta_ parabola da figueira: [22] Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está proximo o verão.

33 Egualmente, quando virdes todas estas _coisas_, [23] sabei que está proximo ás portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração [24] sem que todas estas _coisas_ aconteçam.

35 O céu e a terra passarão, mas [25] as minhas palavras não hão de passar.

_O sermão continúa: Exhortação á vigilancia._

36 Porém d’aquelle dia e hora ninguem sabe, [26] nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pae.

37 E, como foi nos dias de Noé, assim será tambem a vinda do Filho do homem.

38 Porque como, [27] nos dias anteriores ao diluvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 E não o conheceram, até que veiu o diluvio, e os levou a todos,—assim será tambem a vinda do Filho do homem.

40 Então, [28] dois estarão no campo; será levado um, e deixado outro.

41 Duas _estarão_ moendo no moinho; será levada uma, e deixada outra.

42 Vigiae, pois, [29] porque não sabeis a que hora ha de vir o vosso Senhor:

43 Mas considerae isto: [30] se o pae de familia soubesse a que vigilia da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44 Por isso, [31] estae vós apercebidos tambem; porque o Filho do homem ha de vir á hora em que não penseis.

_O sermão continúa: A parabola dos dois servos._

45 Quem é pois o servo fiel e prudente, [32] que o Senhor constituiu sobre os seus servos, para _lhes_ dar o sustento a seu tempo?

46 Bemaventurado aquelle servo que o Senhor, [33] quando vier, achar fazendo assim.

47 Em verdade vos digo [34] que o porá sobre todos os seus bens.

48 Porém, se aquelle mau servo disser comsigo: O meu senhor tarde virá;

49 E começar a espancar os _seus_ conservos, e a comer e beber com os temulentos,

50 Virá o senhor d’aquelle servo n’_um_ dia em que o não espera, e á hora em que elle não sabe,

51 E separal-o-ha, e porá a sua parte com os hypocritas: [35] ali haverá pranto e ranger de dentes.

[1] I Reis 9.7. Jer. 26.18. Miq. 3.12. Luc. 19.44.

[2] Mar. 13.3. I The. 5.1.

[3] Eph. 5.6. Col. 2.8, 18. II The. 2.3. I João 4.1.

[4] Jer. 14.14 e 23.21. João 5.43.

[5] II Chr. 15.6. Isa. 19.2. Agg. 2.23. Zac. 14.13.

[6] cap. 10.17. Mar. 13.9. Luc. 21.21. João 15.20. Act. 4.2. I Ped. 4.16. Apo. 2.10.

[7] cap. 11.6 e 13.57. II Tim. 1.15 e 4.9, 16.

[8] cap. 7.15. Act. 20.29. II Ped. 2.1. I Tim. 4.1.

[9] cap. 10.22. Mar. 13.13. Heb. 3.6, 14. Apo. 2.10.

[10] cap. 4.23 e 9.35. Rom. 10.18. Col. 1.6, 26.

[11] Mar. 13.14. Luc. 21.20. Dan. 9.27 e 12.11.

[12] Luc. 23.29.

[13] Dan. 9.26 e 12.1. Joel 2.2.

[14] Isa. 65.8, 9. Zac. 14.2, 3.

[15] Mar. 13.21. Luc. 17.23 e 21.8.

[16] Deu. 13.1. II The. 2.9. Apo. 13.13. João 6.37. Rom. 8.28. II Tim. 2.19.

[17] Luc. 17.24.

[18] Job 39.30. Luc. 17.37.

[19] Dan. 7.11. Isa. 13.10. Eze. 32.7. Joel 2.10. Amós 5.20. Mar. 13.24. Luc. 21.25. Act. 2.20. Apo. 6.12.

[20] Dan. 7.13. Zac. 12.12. cap. 16.27. Mar. 13.26. Apo. 1.7.

[21] cap. 13.41. I Cor. 15.52. I The. 4.15.

[22] Luc. 21.29.

[23] Thi. 5.9.

[24] cap. 16.28. Mar. 13.30. Luc. 21.32.

[25] Isa. 51.6. Jer. 31.36. Mar. 13.31. Luc. 21.33. Heb. 1.11.

[26] Mar. 13.32. Act. 1.7. I The. 5.2. II Ped. 3.10. Zac. 14.7.

[27] Gen. 6.3. Luc. 17.26. I Ped. 3.20.

[28] Luc. 17.34, etc.

[29] cap. 25.13. Mar. 13.33. Luc. 21.36.

[30] Luc. 12.39. I The. 5.2. II Ped. 3.10. Apo. 3.3 e 16.15.

[31] cap. 25.13. I The. 5.6.

[32] Luc. 12.42. Act. 20.28. I Cor. 4.2. Heb. 3.5.

[33] Apo. 16.15.

[34] cap. 25.21, 23. Luc. 22.29.

[35] cap. 8.12 e 25.30.

_O sermão prophetico continúa: A parabola das dez virgens._

25 Então o reino dos céus será similhante a dez virgens que, tomando as suas [AFV] lampadas, sairam ao encontro do [1] esposo.

2 E cinco d’ellas eram prudentes, [2] e cinco loucas.

3 As loucas, tomando as suas lampadas, não levaram azeite comsigo,

4 Mas as prudentes levaram azeite nos seus vasos, com as suas lampadas.

5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, [3] e adormeceram.