A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 154

Chapter 1544,628 wordsPublic domain

15 E esteve lá até á morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo propheta, que diz: [8] Do Egypto chamei o meu Filho.

16 Então Herodes, vendo que tinha sido illudido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Bethlehem, e em todos os seus contornos, de _edade de_ dois annos e menos, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.

17 Então se cumpriu o que foi dito pelo propheta Jeremias, [9] que diz:

18 Em Rama se ouviu _uma_ voz, lamentação, choro e grande pranto: Rachel chorando os seus filhos, e não quiz ser consolada, porque _já_ não existem.

_A volta do Egypto._

19 Morto porém Herodes, eis que o anjo do Senhor appareceu n’um sonho a José no Egypto,

20 Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vae para a terra d’Israel; porque _já_ estão mortos os que procuravam a [AFB] morte do menino.

21 Então elle se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra d’Israel.

22 E, ouvindo que Archelau reinava na Judea em logar de Herodes, seu pae, receiou ir para lá: mas avisado em sonho por divina revelação, [10] foi para as partes da Galilea.

23 E chegou, e habitou n’_uma_ cidade chamada Nazareth, [11] para que se cumprisse o que fôra dito pelos prophetas: Que se chamará Nazareno.

[1] Luc. 2.4, 6, 7. Gen. 10.30 e 25.6. I Reis 4.30.

[2] Luc. 2.11. Num. 24.17. Isa. 60.3.

[3] II Chr. 36.14 e 34.13. Mal. 2.7.

[4] Miq. 5.2. João 7.42.

[5] Apo. 2.27.

[6] Psa. 72.10, 11. Isa. 60.6.

[7] Mat. 1.20.

[8] Ose. 11.1.

[9] Jer. 31.15.

[10] Mat. 3.13. Luc. 2.39.

[11] João 1.45. Jui. 13.5. I Sam. 1.11.

_João Baptista._

Mar. 1.1-8. Luc. 3.1-18. João 1.6-8, 19-36.

[Anno Domini 26]

3 E, n’aquelles dias, [1] appareceu João Baptista prégando no deserto da Judea,

2 E dizendo: Arrependei-vos, [2] porque é chegado o reino dos céus;

3 Porque é este o annunciado pelo propheta Isaias, que disse: [3] Voz do que clama no deserto: preparae o caminho do Senhor, endireitae as suas veredas.

4 E este João tinha [4] o seu vestido de pellos de camelo, e _um_ cinto de coiro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.

5 Então ia ter com elle Jerusalem, [5] e toda a Judea, e toda a provincia adjacente ao Jordão,

6 E eram por elle baptizados no _rio Jordão_, [6] confessando os seus peccados.

7 E, vendo elle muitos dos phariseos e dos sadduceos, que vinham ao seu baptismo, dizia-lhes: [7] Raça de viboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?

8 Produzi pois fructos dignos de arrependimento;

9 E não presumaes de vós mesuros, dizendo: [8] Temos por pae a Abrahão; porque eu vos digo que mesmo d’estas pedras Deus pode suscitar filhos a Abrahão.

10 E tambem agora está posto o machado á raiz das arvores; toda [9] a arvore, pois, que não produz bom fructo, é cortada e lançada no fogo.

11 E eu, em verdade, [10] vos baptizo com agua, para o arrependimento; mas aquelle que vem após mim, é mais poderoso do que eu; cujas [AFC] alparcas não sou digno de levar; [11] elle vos baptizará com o Espirito Sancto, e _com_ fogo.

12 Em sua mão _tem_ a pá, [12] e limpará a sua eira, e recolherá no celleiro o seu trigo, [13] e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.

_O baptismo de Jesus._

Mar. 1.9-11. Luc. 3.21, 22. João 1.32-34.

13 Então veiu Jesus da Galilea a João, [14] junto do Jordão, para ser baptizado por elle,

14 João oppunha-se-lhe, porém, dizendo: Eu careço de ser baptizado por ti, e vens tu a mim?

15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa _por_ agora, porque assim nos convem cumprir toda a justiça. Então elle o deixou.

16 E, sendo Jesus baptizado, [15] saiu logo da agua, e eis-que se lhe abriram os céus, e viu o Espirito de Deus [16] descendo como pomba e vindo sobre elle.

17 E eis que [17] uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

[1] Mar. 1.4. Luc. 3.2. João 1.28. Jos. 14.10.

[2] Dan. 2.44. cap. 4.17.

[3] Isa. 40.3. Mar. 1.3. Luc. 3.4. João 1.23. Luc. 1.76.

[4] Mar. 1.6. I Reis 1.8. Zac. 13.4. Lev. 11.22. I Sam. 14.25, 26.

[5] Mar. 1.5. Luc. 3.7.

[6] Act. 19.4, 18.

[7] Mat. 12.34. Luc. 3.7, 8, 9. Rom. 5.9. I The. 1.10.

[8] João 8.33, 39. Act. 13.26. Rom. 4.1, 11.

[9] Mat. 7.19. Luc. 13.7. João 15.6.

[10] Mar. 1.8. Luc. 3.16. João 1.15, 26, 33. Act. 1.5.

[11] Isa. 4.4 e 44.3. Mal. 3.2. Act. 2.3, 4. I Cor. 12.13.

[12] Mal. 3.3.

[13] Mal. 4.1.

[14] Mar. 1.9. Luc. 3.21. cap. 2.22.

[15] Mar. 1.10.

[16] Isa. 11.2. Luc. 3.22. João 1.32, 33 e 12.28.

[17] Psa. 2.7. Isa. 42.1. cap. 12.18. Mar. 1.11. Luc. 9.35. Eph. 1.6. Col. 1.13. II Ped. 1.17.

_A tentação de Jesus._

Mar. 1.12-13. Luc. 4.1-13.

[Anno Domini 27]

4 Então foi conduzido Jesus pelo Espirito ao deserto, [1] para ser tentado pelo diabo.

2 E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3 E, chegando-se a elle o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se façam pães.

4 Elle, porém, respondendo, disse: Está escripto: [2] Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sae da bocca de Deus.

5 Então o diabo o levou á cidade sancta, [3] e collocou-o sobre o pinaculo do templo,

6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; [4] porque está escripto: Que aos seus anjos ordenará a respeito de ti; e tomar-te-hão nas mãos, para que nunca tropeces em _alguma_ pedra.

7 Disse-lhe Jesus: Tambem está escripto: [5] Não tentarás o Senhor teu Deus.

8 Novamente o levou o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a gloria d’elles.

9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10 Então disse-lhe Jesus: [6] Vae-te, Satanaz, porque está escripto: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a elle servirás.

11 Então o diabo o deixou; e, eis-que chegaram os anjos, [7] e o serviram.

_Jesus em Galilea; os primeiros discipulos._

Mar. 1.14, etc. Luc. 4.14, etc.; 5.1-11.

[Anno Domini 30]

12 Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, [8] voltou para a Galilea;

13 E, deixando Nazareth, foi habitar em Capernaum, _cidade_ maritima, nos confins de Zabulon e Naphtali;

14 Para que se cumprisse o que foi dito pelo propheta Isaias, que diz:

15 A terra de Zabulon, [9] e a terra de Naphtali, _junto_ ao caminho do mar, além do Jordão, a Galilea das nações;

16 O povo, [10] assentado em trevas, viu uma grande luz; e para os que estavam assentados na região e sombra da morte raiou a luz.

17 Desde então começou Jesus a prégar, e a dizer: [11] Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

18 E Jesus, andando junto ao mar da Galilea, [12] viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores:

19 E disse-lhes: [13] Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

20 Então elles, deixando logo as redes, [14] seguiram-n’o.

21 E, adiantando-se d’ali, [15] viu outros dois irmãos, Thiago, _filho_ de Zebedeo, e João, seu irmão, n’um barco com seu pae Zebedeo, concertando as redes; e chamou-os;

22 Elles, deixando immediatamente o barco e seu pae, seguiram-n’o.

23 E percorria Jesus toda a Galilea, [16] ensinando nas suas synagogas e prégando o Evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e molestias entre o povo.

24 E a sua fama correu por toda a Syria, e traziam-lhe todos os que padeciam, accommettidos de varias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunaticos, e os paralyticos, e elle os curava.

25 E seguia-o uma grande multidão _de gente_ da Galilea, [17] de Decapolis, de Jerusalem, da Judea, e d’além do Jordão.

[1] Mar. 1.12, etc. Luc. 4.1, etc. I Sam. 18.12. Eze. 3.14.

[2] Deu. 8.3.

[3] Neh. 11.1, 18. Isa. 48.2. cap. 27.53. Apo. 11.2.

[4] Psa. 91.11.

[5] Deu. 6.16.

[6] Deu. 6.13 e 10.20. Jos. 24.14. I Sam. 7.3.

[7] Heb. 1.14.

[8] Mar. 1.14. Luc. 3.20 e 4.14, 31. João 4.43.

[9] Isa. 9.1, 2.

[10] Isa. 42.7. Luc. 2.32.

[11] Mar. 1.14, 15. cap. 10.7.

[12] Mar. 1.16, 18. Luc. 5.2. João 1.42.

[13] Luc. 5.10, 11.

[14] Mar. 10.28. Luc. 18.28.

[15] Mar. 1.19. Luc. 5.10.

[16] cap. 9.35. Mar. 1.21. Luc. 4.15, 44. cap. 24.14. Mar. 1.14 e 1.34.

[17] Mar. 3.7.

_O sermão da montanha. As beatitudes._

Luc. 6.20-29.

[Anno Domini 31]

5 E Jesus, vendo a multidão, [1] subiu a um monte, e, assentando-se, approximaram-se d’elle os seus discipulos:

2 E, abrindo a sua bocca, os ensinava, dizendo:

3 Bemaventurados os pobres de espirito, [2] porque d’elles é o reino dos céus;

4 Bemaventurados os que choram, [3] porque elles serão consolados;

5 Bemaventurados os mansos, [4] porque elles herdarão a terra;

6 Bemaventurados os que teem fome e sêde de justiça, [5] porque elles serão fartos;

7 Bemaventurados os misericordiosos, [6] porque elles alcançarão misericordia;

8 Bemaventurados os limpos de coração, [7] porque elles verão a Deus;

9 Bemaventurados os pacificadores, porque elles serão chamados filhos de Deus;

10 Bemaventurados os que soffrem perseguição por causa da justiça, [8] porque d’elles é o reino dos céus;

11 Bemaventurados sois vós, [9] quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, fallarem todo o mal contra vós por minha causa.

12 Exultae e alegrae-_vos_, [10] porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os prophetas que _foram_ antes de vós.

_Os discipulos são o sal da terra e a luz do mundo._

13 Vós sois o sal da terra; [11] e se o sal fôr insipido, com que se ha de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fóra, e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo: não [12] se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte,

15 Nem se accende a candeia [13] e se colloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, [14] para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pae, que _está_ nos céus.

_O cumprimento da lei e dos prophetas._

17 Não cuideis [15] que vim destruir a lei _ou_ os prophetas: não vim a derogar, mas a cumprir.

18 Porque em verdade vos digo, que, [16] até que o céu e a terra passem, nem um jota nem um só til se omittirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

19 Qualquer [17] pois que violar um d’estes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquelle, porém, que _os_ cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.

20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder _a_ dos escribas e phariseos, [18] de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

21 Ouvistes que foi dito aos antigos: [19] Não matarás; mas qualquer que matar será [AFD] réu de juizo.

22 Eu vos digo, porém, que [20] qualquer que, sem motivo, se encolerisar contra seu irmão, será réu de juizo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, [21] será réu do synhedrio; qualquer que _lhe_ disser: Louco, será [AFE] réu do fogo do inferno.

23 Portanto, [22] se trouxeres a tua offerta ao altar, e ahi te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24 Deixa ali diante do altar a tua offerta, [23] e vae, reconcilia-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua offerta.

25 Concilia-te depressa com o teu adversario, [24] emquanto estás no caminho com elle, para que não aconteça que o adversario te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao [AFF] ministro, e te encerrem na prisão.

26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás d’ali emquanto não pagares o ultimo ceitil.

27 Ouvistes que foi dito aos antigos: [25] Não commetterás adulterio.

28 Eu vos digo, porém, que [26] qualquer que attentar n’uma mulher para a cobiçar, já em seu coração commetteu adulterio com ella.

29 Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, [27] arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.

30 E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca, do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.

31 Tambem foi dito: [28] Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite.

32 Eu, [29] porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, sem ser por causa de fornicação, faz que ella commetta adulterio, e qualquer que casar com a repudiada commette adulterio.

33 Outrosim, ouvistes que foi dito aos antigos: [30] Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor.

34 Eu vos digo, porém, [31] que de maneira nenhuma jureis: nem pelo céu, porque é o throno de Deus;

35 Nem pela terra, porque é o escabello de seus pés; nem por Jerusalem, [32] porque é a cidade do grande Rei;

36 Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabello branco ou preto.

37 Seja, porém, o vosso fallar: [33] Sim, sim, Não, não, porque o que passa d’isto é de procedencia maligna.

38 Ouvistes que foi dito: [34] Olho por olho, e dente por dente.

39 Eu vos digo, porém, [35] que não resistaes ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, offerece-lhe tambem a outra;

40 E ao que quizer pleitear comtigo, e tirar-te o vestido, larga-lhe tambem a capa;

41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, [36] vae com elle duas.

42 Dá a quem te pedir, [37] e não te desvies d’aquelle que quizer que lhe emprestes.

43 Ouvistes que foi dito: [38] Amarás o teu proximo, e aborrecerás o teu inimigo.

44 Eu vos digo, porém: [39] Amae a vossos inimigos, bemdizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orae pelos que vos maltratam e vos perseguem;

45 Para que sejaes filhos do vosso Pae que _está_ nos céus; [40] porque faz que o seu sol se levante sobre os maus e os bons, e a chuva desça sobre os justos e os injustos.

46 Pois, se amardes os que vos amam, [41] que galardão havereis? não fazem os publicanos tambem o mesmo?

47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? não fazem os publicanos tambem assim?

48 Sêde vós pois perfeitos, [42] como é perfeito o vosso Pae que _está_ nos céus.

[1] Mar. 3.13.

[2] Luc. 6.20. Psa. 51.19. Pro. 16.19. Isa. 57.15.

[3] Isa. 61.2. Luc. 6.21. João 16.20. II Cor. 1.7. Apo. 21.4.

[4] Psa. 37.14. Rom. 4.13.

[5] Isa. 55.1 e 65.13.

[6] Psa. 41.1. cap. 6.14. Mar. 11.25. II Tim. 1.16. Heb. 6.10. Thi. 2.13.

[7] Psa. 15.3. Heb. 12.14. I Cor. 13.12. I João 3.2.

[8] II Cor. 4.17. II Tim. 2.12. I Ped. 3.14.

[9] Luc. 6.22. I Ped. 4.14.

[10] Luc. 6.23. Act. 5.41. Rom. 5.3. Thi. 1.2. I Ped. 4.13. II Chr. 36.16. Neh. 9.26. cap. 23.34, 37. Act. 7.52. I The. 2.16.

[11] Mar. 9.49. Luc. 14.34, 35.

[12] Pro. 4.18. Phi. 2.15.

[13] Mar. 4.21. Luc. 8.16.

[14] I Ped. 2.12. João 15.8. I Cor. 14.25.

[15] Rom. 3.31 e 10.4. Gal. 3.24.

[16] Luc. 16.17.

[17] Thi. 2.10.

[18] Rom. 9.31 e 10.3.

[19] Exo. 20.13. Deu. 5.17.

[20] I João 3.15.

[21] Thi. 2.20.

[22] cap. 8.4.

[23] Job 42.8. cap. 18.19. I Tim. 2.8. I Ped. 3.7.

[24] Pro. 25.8. Luc. 12.58, 59. Psa. 31.6. Isa. 55.6.

[25] Exo. 20.14. Deu. 5.18.

[26] Job 31.1. Pro. 6.25. Gen. 34.2. II Sam. 11.2.

[27] cap. 18.8, 9. Mar. 9.43, 47. cap. 19.12. Rom. 8.13. I Cor. 9.27. Col. 3.5.

[28] Deu. 24.1. Jer. 3.1. cap. 19.3. Mar. 10.2.

[29] cap. 19.9. Luc. 16.18. Rom. 7.3. I Cor. 7.10.

[30] cap. 23.16. Exo. 20.7. Lev. 19.12. Num. 30.2. Deu. 5.11 e 23.23.

[31] cap. 23.16. Thi. 5.12. Isa. 66.1.

[32] Psa. 48.2.

[33] Col. 4.6. Thi. 5.12.

[34] Exo. 21.24. Lev. 24.20. Deu. 19.21.

[35] Pro. 20.22. Luc. 6.29. Rom. 12.17. I Cor. 6.7. I The. 5.15. I Ped. 3.9. Isa. 50.6. Lam. 3.30.

[36] cap. 27.32. Mar. 15.21.

[37] Deu. 15.8, 10. Luc. 6.30, 35.

[38] Lev. 19.18. Deu. 23.6.

[39] Luc. 6.27, 35. Rom. 12.14, 20. Luc. 23.34. Act. 7.59. I Cor. 4.12. I Ped. 2.23.

[40] Job 25.3.

[41] Luc. 6.32.

[42] Gen. 17.1. Lev. 11.44. Luc. 6.38. Col. 1.28. Thi. 1.4. I Ped. 1.15. Eph. 5.1.

_Continuação do sermão da montanha. Esmolas. Oração. Jejum._

6 Guardae-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por elles: aliás não tereis galardão junto de vosso Pae, que _está_ nos céus.

2 Quando pois deres esmola, não [1] faças tocar trombeta adiante de ti, como fazem os hypocritas nas synagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo _que_ já receberam o seu galardão.

3 Mas, quanto tu deres esmola, não saiba a tua _mão_ esquerda o que faz a tua direita;

4 Para que a tua esmola seja _dada_ occultamente: e teu Pae, que vê em segredo, [2] te recompensará publicamente.

5 E, quando orares, não sejas como os hypocritas; pois se comprazem em orar em pé nas synagogas, e ás esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

6 Mas tu, quando orares, [3] entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pae que _está_ em occulto; e teu Pae, que vê secretamente, te recompensará.

7 E, orando, [4] não useis palavras vãs, como os gentios, que pensam que por muito [5] fallarem serão ouvidos.

8 Não vos assimilheis pois a elles; porque vosso Pae sabe o que vos é necessario, antes de vós lh’o pedirdes.

9 Portanto, vós orareis assim: [6] Pae nosso, que _estás_ nos céus, sanctificado seja o teu nome;

10 Venha o teu reino, [7] seja feita a tua vontade, _assim_ na terra [8] como no céu;

11 O pão nosso de cada [9] dia nos dá hoje;

12 E perdoa-nos as nossas dividas, [10] assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

13 E não nos induzas [11] á tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a gloria, para sempre. Amen.

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas offensas, [12] tambem vosso Pae celestial vos perdoará a vós;

15 Se, porém, [13] não perdoardes aos homens as suas offensas, tambem vosso Pae vos não perdoará as vossas offensas.

16 E, [14] quando jejuaes, não vos mostreis contristados como os hypocritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

17 Porém tu, quando jejuares, unge [15] a tua cabeça, e lava o teu rosto.

18 Para não parecer aos homens que jejuas, mas a teu Pae, que _está_ em occulto; e teu Pae, que vê em occulto, te recompensará.

_O thesouro no céu. O olho puro. Os dois senhores. A anciosa solicitude pela nossa vida._

19 Não ajunteis thesouros na terra, [16] onde a traça e a ferrugem _tudo_ consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

20 Mas ajuntae thesouros no céu, [17] onde nem a traça nem a ferrugem corrompe, e onde os ladrões não minam nem roubam.

21 Porque onde estiver o vosso thesouro, ahi estará tambem o vosso coração.

22 A candeia do corpo é o [18] olho; de sorte que, se o teu olho fôr bom, todo o teu corpo terá luz;

23 Se, porém, o teu olho fôr mau, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti ha são trevas, quão grandes _serão_ as trevas!

24 Ninguem pode servir a [19] dois senhores; porque ou ha de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. [20] Não podeis servir a Deus e [AFG] a Mammon.

25 Por isso vos digo: [21] Não andeis cuidadosos emquanto á vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, emquanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo _mais_ do que o vestido?

26 Olhae para as aves do céu, [22] que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celleiros; e vosso Pae celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que ellas?

27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, accrescentar um covado á sua estatura?

28 E, emquanto ao vestido, porque andaes solicitos? Olhae para os lirios do campo, como elles crescem: não trabalham nem fiam;

29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua gloria, se vestiu como qualquer d’elles.

30 Pois, se Deus assim enfeita a herva do campo, que hoje existe e ámanhã é lançada no forno, não vos _vestirá_ muito mais a vós, _homens_ de pouca fé?

31 Não andeis pois inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32 (Porque todas estas _coisas_ os gentios procuram) Pois vosso Pae celestial bem sabe que necessitaes de todas estas _coisas_;

33 Mas buscae primeiro o reino de Deus, [23] e a sua justiça, e todas estas _coisas_ vos serão accrescentadas.

34 Não vos inquieteis pois pelo dia d’ámanhã, porque o dia d’ámanhã cuidará de si mesmo. Basta a _cada_ dia o seu mal.

[1] Rom. 12.8.

[2] Luc. 14.14.

[3] II Reis 4.33.

[4] Ecc. 5.2.

[5] I Reis 18.26, 29.

[6] Luc. 11.2.

[7] cap. 26.39, 42. Act. 21.14.

[8] Psa. 103.19.

[9] Job 23.12. Pro. 40.8.

[10] cap. 18.21.

[11] cap. 26.41. Luc. 22.40, 46. I Cor. 10.13. II Ped. 2.9. Apo. 5.10. João 17.5.

[12] Mar. 11.25, 26. Eph. 4.32. Col. 3.13.

[13] cap. 18.35. Thi. 2.13.

[14] Isa. 58.5.

[15] Ruth 3.3. Dan. 10.3.

[16] Pro. 23.4. I Tim. 6.17. Heb. 13.5. Thi. 5.1.

[17] cap. 19.21. Luc. 12.23, 34 e 18.22. I Tim. 6.19. I Ped. 1.4.

[18] Luc. 11.34, 36.

[19] Luc. 16.13.

[20] Gal. 1.10. I Tim. 6.17. I João 2.15.

[21] Psa. 55.23. Luc. 12.22. Phi. 4.6. I Ped. 5.7.

[22] Job 38.41. Psa. 147.9. Luc. 12.24.

[23] I Reis 3.13. Psa. 37.25. Mar. 10.30. Luc. 12.31. I Tim. 4.8.

_Continuação do sermão da montanha. O juizo temerario. As coisas sanctas não deis aos cães. Perseverança na oração. A porta estreita. Os falsos prophetas. Devemos ouvir e executar as palavras de Jesus._

7 Não julgueis, [1] para que não sejaes julgados.

2 Porque com o juizo com que julgardes sereis julgados, [2] e com a medida com que tiverdes medido hão de medir para vós.

3 E porque reparas tu no argueiro que [3] _está_ no olho do teu irmão, e não vês a trave que _está_ no teu olho?

4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; e, eis uma trave no teu olho?

5 Hypocrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

6 Não deis aos cães as coisas sanctas, [4] nem deiteis aos porcos as vossas perolas, não seja caso que as pizem com os pés, e, voltando-se, vos despedacem.

7 Pedi, [5] e dar-se-vos-ha; buscae, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-ha.

8 Porque, [6] aquelle que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, se abre.

9 E qual d’entre vós é o homem que, [7] pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?

10 E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?

11 Se vós, pois, sendo maus, [8] sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pae, que _está_ nos céus, [AFH] dará bens aos que lh’_os_ pedirem?

12 Portanto, [9] tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lh’o tambem vós, porque esta é a lei e os prophetas.

13 Entrae pela porta [10] estreita; porque larga _é_ a porta, e espaçoso o caminho que conduz á perdição, e muitos são os que entram por elle;

14 Porque estreita _é_ a porta, e apertado o caminho que leva á vida, e poucos ha que o encontrem.

15 Acautelae-vos, porém, dos falsos prophetas, [11] que veem para vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

16 Por seus fructos [12] os conhecereis. _Porventura_ colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, [13] toda a arvore boa produz bons fructos, e toda a arvore má produz fructos maus.

18 Não pode a arvore boa dar maus fructos; nem a arvore má dar fructos bons.

19 Toda a arvore [14] que não dá bom fructo corta-se e lança-se no fogo.

20 E, assim, pelos seus fructos os conhecereis.

21 Nem todo o que me diz: [15] Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquelle que faz a vontade de meu Pae, que _está_ nos céus.

22 Muitos me dirão n’aquelle dia: Senhor, Senhor, [16] não prophetizámos nós em teu nome? e em teu nome não expulsámos demonios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

23 E então lhes direi abertamente: [17] Nunca vos conheci: apartae-vos de mim, vós que obraes a iniquidade.

24 Todo aquelle, [18] pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assimilhal-o-hei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquella casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.