A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 131
15 Gritae contra ella em redor, [16] _porque já_ deu a sua mão, _já_ cairam seus fundamentos, _já_ são derribados os seus muros; porque esta _é_ a vingança do Senhor: tomae vingança d’ella; como ella fez, fazei-lhe _a ella_.
16 Arrancae de Babylonia o que semeia, e o que leva a foice no tempo da sega: [17] por causa da espada afflictiva virar-se-ha cada um para o seu povo, e fugirá cada um para a sua terra.
17 Cordeiro [18] desgarrado _é_ Israel: os leões o afugentaram: o primeiro _que_ o comeu foi o rei da Assyria; e este, o ultimo, Nabucodonozor, rei de Babylonia, lhe quebrou os ossos.
18 Portanto, assim diz o Senhor dos Exercitos, Deus de Israel: Eis que visitarei o rei de Babylonia, e a sua terra, como visitei o rei da Assyria.
19 E [19] farei tornar Israel para a sua morada, e pastará _no_ Carmelo e _em_ Basan; e fartar-se-ha a sua alma no monte de Ephraim e em Gilead.
20 N’aquelles dias, e n’aquelle tempo, diz o Senhor, [20] buscar-se-ha a maldade de Israel, porém não _se achará_; como tambem os peccados de Judah, porém não se acharão; porque perdoarei aos que eu deixar de resto.
21 Contra a terra de Merathaim. [21] Sobe contra ella, e contra os moradores de Pecod: assola e de todo destroe após elles, diz o Senhor, e faze conforme tudo o que te mandei.
22 Estrondo [22] de guerra _ha_ na terra, e grande quebra.
23 Como [23] foi cortado e quebrantado o martello de toda a terra! como se tornou Babylonia em espanto entre as nações!
24 Laços te armei, e tambem foste presa, ó Babylonia, e tu não _o_ soubeste; foste achada, e tambem apanhada; porque contra o Senhor te entremetteste.
25 O Senhor abriu o seu thesouro, [24] e tirou os instrumentos da sua indignação; porque esta obra _é_ do Senhor JEHOVAH dos Exercitos, na terra dos chaldeos.
26 Vinde contra ella dos confins _da terra_, abri os seus celleiros, trilhae-a como a pavêas, e destrui-a de todo: nada lhe fique de resto.
27 Matae á espada a todos os seus novilhos, [25] desçam ao degoladouro: ai d’elles! porque veiu o seu dia, [26] o tempo da sua visitação.
28 Voz _ha_ dos que fugiram e escaparam da terra de Babylonia, [27] para annunciar em Sião a vingança do Senhor nosso Deus, a vingança do seu templo.
29 Convocae contra Babylonia os frecheiros, a todos os que armam arcos: [28] acampae-vos contra ella em redor, ninguem escape d’ella: pagae-lhe conforme a sua obra, [29] conforme tudo o que fez, fazei-lhe; porque se houve arrogantemente contra o Senhor, contra o Sancto de Israel.
30 Portanto, [30] cairão os seus mancebos nas suas ruas; e todos os seus homens de guerra serão desarreigados n’aquelle dia, diz o Senhor.
31 Eis que eu _sou_ contra ti, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos Exercitos; [31] porque _já_ veiu o teu dia, o tempo em que te hei de visitar.
32 Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguem _haverá_ que o levante; [32] e porei fogo ás suas cidades, que consumirá todos os seus contornos.
33 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judah _foram_ opprimidos juntamente; e todos os que os tomaram captivos os retiveram, não os quizeram soltar.
34 _Porém_ [33] o seu Redemptor é forte, o Senhor dos Exercitos _é_ o seu nome; certamente pleiteará o pleito d’elles, para dar descanço á terra, e inquietar os moradores de Babylonia.
35 A espada _virá_ sobre os chaldeos, diz o Senhor, [34] como tambem sobre os moradores de Babylonia, e sobre os seus principes, e sobre os seus sabios.
36 A espada [35] _virá_ sobre os mentirosos, e ficarão insensatos: a espada _virá_ sobre os seus valentes, e desmaiarão.
37 A espada _virá_ sobre os seus cavallos, e sobre os seus carros, [36] e sobre toda a mistura _de povos_, que _está_ no meio d’ella; e tornar-se-hão em mulheres: a espada _virá_ sobre os seus thesouros, e serão saqueados.
38 _Cairá_ [37] a secca sobre as suas aguas, e seccarão; porque é terra de esculpturas, e pelos horriveis _idolos_ andam enfurecidos.
39 Por isso [38] habitarão _n’ella_ as féras do deserto, com os animaes bravos das ilhas: [39] tambem habitarão n’ella as abestruzinhas; e nunca mais será povoada para sempre, nem será habitada de geração em geração.
40 Como [40] Deus transtornou a Sodoma e a Gomorrah, e aos seus visinhos, diz o Senhor, _assim_ ninguem habitará ali, nem morará n’ella filho do homem.
41 Eis que [41] um povo vem do norte, e uma grande nação; e reis poderosos se levantarão dos lados da terra.
42 Arco e lança tomarão; [42] elles _são_ crueis, e não _serão_ compassivos; a sua voz bramará como o mar, e sobre cavallos cavalgarão, como _um_ homem apercebido para a batalha, contra ti, ó filha de Babylonia.
43 O rei de Babylonia ouviu a sua fama, e desfalleceram as suas mãos: [43] tomou-o a angustia _e_ dôr, como da que _está_ de parto.
44 Eis que [44] _elle_ como leão subirá da enchente do Jordão, contra a morada do forte, porque n’um momento o farei correr d’ali; e quem _é_ o escolhido, _a este_ porei contra ella: porque quem _é_ similhante a mim? e quem me citaria a mim? [45] e quem _é_ aquelle pastor que subsistiria perante mim?
45 Portanto ouvi [46] o conselho do Senhor, que decretou contra Babylonia, e os seus designios que intentou contra a terra dos chaldeos: Certamente os mais pequenos do rebanho os arrastarão; certamente assolará a morada sobre elles.
46 Do estrondo da tomada de Babylonia estremeceu a terra; e o grito se ouviu entre as nações.
[1] Isa. 13.1 e 21.1 e 47.1.
[2] Isa. 46.1. cap. 51.44. cap. 43.12, 13.
[3] Isa. 13.17, 18, 20. ver. 39, 40.
[4] Ose. 1.11. cap. 31.9. Zac. 12.10. Ose. 3.5.
[5] cap. 31.31, etc. e 32.40.
[6] ver. 17. Isa. 53.6. I Ped. 2.25.
[7] cap. 2.20 e 3.6, 23.
[8] cap. 20.2, 3. cap. 2.3.
[9] Isa. 48.20. cap. 51.6, 45. Zac. 2.6, 7. Apo. 18.4.
[10] cap. 15.14 e 51.27. ver. 3, 41.
[11] ver. 14, 29.
[12] Isa. 47.6.
[13] Ose. 10.11.
[14] cap. 49.17.
[15] ver. 9. cap. 51.2. ver. 29.
[16] II Chr. 30.8. ver. 29.
[17] Isa. 13.14. cap. 51.9.
[18] ver. 6. cap. 2.15.
[19] cap. 33.12. Eze. 34.13, 14.
[20] cap. 31.34.
[21] II Reis 18.25. Isa. 10.6.
[22] cap. 51.54.
[23] cap. 51.20.
[24] Isa. 13.5.
[25] cap. 46.21.
[26] cap. 48.44. ver. 31.
[27] cap. 51.10, 11.
[28] ver. 14.
[29] ver. 15. cap. 51.56. Apo. 18.6.
[30] cap. 49.26 e 51.4.
[31] ver. 27.
[32] cap. 21.14.
[33] Apo. 18.8. Isa. 47.4.
[34] Dan. 5.30.
[35] Isa. 44.25.
[36] cap. 25.20, 24. Eze. 30.5. cap. 51.30. Nah. 3.13.
[37] Isa. 44.27. cap. 51.32, 36. Apo. 16.12. ver. 2.
[38] Isa. 13.21, 22. cap. 51.37.
[39] Isa. 13.20.
[40] Gen. 19.25. Isa. 13.19. cap. 49.18 e 51.26.
[41] ver. 9. cap. 6.22.
[42] cap. 6.23. Isa. 13.18. Isa. 5.30.
[43] cap. 49.24.
[44] cap. 49.19, etc.
[45] cap. 49.19.
[46] Isa. 14.24, etc. cap. 51.11.
51 Assim diz o Senhor: Eis que levantarei um vento destruidor contra Babylonia, [1] e contra os que habitam no coração dos que se levantam contra mim.
2 E enviarei padejadores contra Babylonia, que a padejarão, [2] e despejarão a sua terra; porque virão contra ella de redor no dia da calamidade.
3 O frecheiro arme [3] o seu arco contra o que arma o _seu arco_, e contra o que presume da sua couraça; e não perdoeis a seus mancebos; [4] destrui a todo o seu exercito.
4 E os mortos caiam na terra dos chaldeos, [5] e os atravessados pelas ruas.
5 Porque Israel e Judah não foram deixados viuvas do seu Deus, do Senhor dos Exercitos, ainda que a sua terra esteja cheia de culpas perante o Sancto de Israel.
6 Fugi [6] do meio de Babylonia, e livrae cada um a sua alma, e não vos destruaes a vós na sua maldade: [7] porque este é o tempo da vingança do Senhor, que lhe paga retribuição.
7 _Era_ Babylonia um copo de oiro na mão do Senhor, [8] que embriagava a toda a terra: [9] do seu vinho beberam as nações; por isso as nações enlouqueceram.
8 N’um momento caiu [10] Babylonia, e ficou arruinada: uivae sobre ella, tomae balsamo para a sua dôr, porventura sarará.
9 Sarámos a Babylonia, porém ella não sarou; [11] deixae-a, e vamo-nos cada um para a sua terra: porque o seu juizo chegou até ao céu, e se elevou até ás mais altas nuvens.
10 O Senhor tirou a nossa justiça á luz: [12] vinde e contemos em Sião a obra do Senhor, nosso Deus.
11 [ZX] Alimpae as frechas, [13] preparae perfeitamente os escudos: o Senhor despertou o espirito dos reis da Media; porque o seu intento contra Babylonia _é_ para a destruir; [14] porque esta _é_ a vingança do Senhor, a vingança do seu templo.
12 Arvorae bandeira sobre os muros de Babylonia, reforçae a guarda, collocae guardas, preparae as ciladas; porque como o Senhor intentou, assim fez o que tinha fallado ácerca dos moradores de Babylonia.
13 Tu [15] que habitas sobre muitas aguas, rica de thesouros, veiu o teu fim, a medida da tua avareza.
14 Jurou o [16] Senhor dos Exercitos por si mesmo, dizendo: Ainda que te enchi _de_ homens, como _de_ pulgão, comtudo cantarão com jubilo sobre ti.
15 Aquelle [17] que fez a terra com o seu poder, e ordenou o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os céus com o seu entendimento.
16 Dando elle a sua voz, grande estrondo de aguas _ha_ nos céus, e faz subir os vapores desde o fim da terra: faz os relampagos com a chuva, e tira o vento dos seus thesouros.
17 Embruteceu-se [18] todo o homem, e não tem sciencia; envergonhou-se todo o ourives de imagem de esculptura; [19] porque a sua imagem de fundição mentira _é_, e não _ha_ espirito n’ellas.
18 Vaidade [20] _são_, obra de enganos: no tempo da sua visitação perecerão.
19 Não _é_ similhante a estes [21] a porção de Jacob; porque elle _é_ o que formou tudo; e _Israel é_ a tribu da sua herança: o Senhor dos Exercitos _é_ o seu nome.
20 Tu [22] me _és_ martello _e_ armas de guerra, e por ti despedaçarei nações, e por ti destruirei os reis;
21 E por ti despedaçarei o cavallo e o seu cavalleiro; e por ti despedaçarei o carro e o que vae montado n’elle;
22 E por ti despedaçarei o homem e a mulher, [23] e por ti despedaçarei o velho e o moço; e por ti despedaçarei o mancebo e a virgem;
23 E por ti despedaçarei o pastor e o seu rebanho; e por ti despedaçarei o lavrador e a sua junta _de bois_; e por ti despedaçarei os capitães e os magistrados.
24 Mas pagarei a Babylonia, e a todos os moradores da Chaldea, toda a sua maldade, que fizeram em Sião, aos vossos olhos, diz o Senhor.
25 Eis-me aqui contra ti, ó monte destruidor, [24] diz o Senhor, que destroes toda a terra; e estenderei a minha mão contra ti, e te revolverei das rochas, [25] e farei de ti _um_ monte de queima.
26 E não tomarão de ti pedra para esquina, nem pedra para fundamentos, [26] porque te tornarás _em_ assolações perpetuas, diz o Senhor.
27 Arvorae [27] bandeira na terra, tocae a buzina entre as nações, [ZY] sanctificae as nações contra ella, convocae contra ella [28] os reinos de Ararat, Minni, e Asquenaz: ordenae contra ella _um_ capitão, fazei subir cavallos, como pulgão arripiado.
28 Sanctificae contra ella as nações, [29] os reis da Media, os seus capitães, e todos os seus magistrados, como tambem toda a terra do seu dominio.
29 Então tremerá a terra, e doer-se-ha, porque cada um dos designios do Senhor está firme contra Babylonia, [30] para fazer da terra de Babylonia _uma_ assolação, de sorte que não _haja n’ella_ habitante.
30 Os valentes de Babylonia cessaram de pelejar, ficaram-se nas fortalezas, desfalleceu a sua força [31] tornaram-se como mulheres: incendiaram as suas moradas, quebrados foram os seus ferrolhos.
31 Um correio [32] correrá ao encontro _de outro_ correio, e um mensageiro ao encontro _de outro_ mensageiro, para annunciar ao rei de Babylonia que a sua cidade está tomada desde um cabo _até ao outro_;
32 E _já_ os váos estão tomados, e os canaviaes queimados a fogo; e os homens de guerra ficaram assombrados.
33 Porque assim diz o Senhor dos Exercitos, o Deus de Israel: A filha de Babylonia _é_ como _uma_ eira, [33] _já é_ tempo de se debulhar: [34] ainda um pouco, e o tempo da sega lhe virá.
34 Nabucodonozor, rei de Babylonia, me devorou, [35] atropellou-me, fez de mim um vaso vasio, como dragão me tragou, encheu o seu ventre das minhas delicadezas; lançou-me fóra.
35 A violencia que se me fez a mim e a minha carne _venha_ sobre Babylonia, diga a moradora de Sião; e o meu sangue sobre os moradores da Chaldea, diga Jerusalem.
36 Pelo que assim diz o Senhor: [36] Eis que pleitearei o teu pleito, e te vingarei da vingança que se tomou de ti; e seccarei o seu mar, e farei que se esgote o seu manancial.
37 E [37] Babylonia virá a ser uns montões, morada de dragões, espanto e assobio, [38] sem _que haja_ quem habite _n’ella_.
38 Juntamente rugirão como filhos dos leões: bramarão como cachorros de leões.
39 Estando [39] elles _já_ esquentados, lhes darei a sua bebida, e os embriagarei, para que andem saltando; porém dormirão _um_ perpetuo somno, e não acordarão, diz o Senhor.
40 Fal-os-hei descer como a cordeiros ao matadouro, como carneiros com os bodes.
41 Como [40] foi presa Sesach, e tomada a gloria de toda a terra! como tem sido Babylonia tornada em espanto entre as nações!
42 O [41] mar subiu sobre Babylonia; com a multidão das suas ondas se cobriu.
43 Tornaram-se [42] as suas cidades em assolação, terra secca e deserta, terra em que ninguem habite, nem passe por ella filho de homem.
44 E [43] visitarei a Bel em Babylonia, e tirarei da sua bocca o que tragou, e nunca mais concorrerão a elle as nações: [44] tambem o muro de Babylonia caiu.
45 Sahi do meio d’ella, [45] ó povo meu, e livrae cada um a sua alma, por causa do ardor da ira do Senhor.
46 E para que _porventura_ não se enterneça o vosso coração, [46] e não temaes pelo rumor que se ouvir na terra; porque virá n’_um_ anno um rumor, e depois n’_outro_ anno um rumor; e _haverá_ violencia na terra, dominador sobre dominador.
47 Portanto, eis que veem dias, [47] e visitarei as imagens de esculptura de Babylonia, e toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus traspassados cairão no meio d’ella.
48 E os céus [48] e a terra, com tudo quanto n’elles _ha_, jubilarão sobre Babylonia: [49] porque do norte lhe virão os destruidores, diz o Senhor.
49 Como Babylonia serviu de queda aos traspassados de Israel, assim em Babylonia cairão os traspassados de toda a terra.
50 Vós, [50] que escapastes da espada, ide-vos, não pareis; de longe lembrae-vos do Senhor, e Jerusalem suba sobre o vosso coração.
51 _Direis porém_: Envergonhados estamos, porque ouvimos opprobrio; vergonha cobriu o nosso rosto, porquanto vieram estrangeiros sobre os sanctuarios da casa do Senhor.
52 Portanto, eis que veem dias, diz o Senhor, [51] e visitarei as suas imagens de esculptura; e gemerá o traspassado em toda a sua terra.
53 Ainda [52] que Babylonia subisse aos céus, e ainda que fortificasse a altura da sua fortaleza, _todavia_ de mim virão destruidores sobre ella, diz o Senhor.
54 Voz de gritos [53] _se ouve_ de Babylonia, e grande quebrantamento da terra dos chaldeos;
55 Porque o Senhor destroe a Babylonia, e fará perecer d’ella a _sua_ grande voz: porque as suas ondas bramirão como muitas aguas: dar-se-ha o arroido da sua voz.
56 Porque o destruidor vem sobre ella, sobre Babylonia, e os seus valentes serão presos, _já_ estão quebrados os seus arcos: [54] porque o Senhor, Deus das recompensas, certamente _lh’o_ pagará.
57 E [55] embriagarei os seus principes, e os seus sabios, e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão _um_ somno perpetuo, e não acordarão, diz o Rei cujo nome _é_ o Senhor dos Exercitos.
58 Assim diz o Senhor dos Exercitos: [56] Os largos muros de Babylonia totalmente serão derribados, e as suas portas excelsas serão abrazadas pelo fogo; [57] e trabalharão os povos em vão, e as nações para o fogo, e cançar-se-hão.
59 A palavra que mandou Jeremias, o propheta, a Seraias, filho de Nerias, filho de Maaseias, indo elle com Zedekias, rei de Judah, a Babylonia, no anno quarto do seu reinado; e Seraias _era_ um principe pacifico.
60 Escreveu pois Jeremias n’_um_ livro todo o mal que havia de vir sobre Babylonia: todas estas palavras que estavam escriptas contra Babylonia.
61 E disse Jeremias a Seraias: Em tu chegando a Babylonia, verás e lerás todas estas palavras.
62 E dirás: Senhor! tu fallaste sobre este logar, que o havias de desarreigar, [58] até não ficar n’elle morador algum, desde o homem até ao animal, mas que se tornaria _em_ perpetuas assolações.
63 E _será_ que, acabando tu de ler este livro, [59] o atarás a uma pedra e o lançarás no meio do Euphrates.
64 E dirás: Assim será afundada Babylonia, e não se levantará, por causa do mal que eu hei de trazer sobre ella, [60] e se cançarão. Até aqui _são_ as palavras de Jeremias.
[1] II Reis 19.7.
[2] cap. 50.14.
[3] cap. 50.14.
[4] cap. 50.21.
[5] cap. 49.26 e 50.30, 37.
[6] cap. 50.8. Apo. 18.4.
[7] cap. 50.15, 28.
[8] Apo. 17.4.
[9] Apo. 14.8. cap. 25.16.
[10] Isa. 21.9. Apo. 14.8 e 18.2. cap. 48.20. Apo. 18.9, 11, 19.
[11] Isa. 13.14. cap. 50.16. Apo. 18.5.
[12] cap. 50.28.
[13] cap. 46.4. ver. 28.
[14] cap. 50.45.
[15] Apo. 17.1, 15.
[16] cap. 49.13. Amós 6.8.
[17] Gen. 1.1, 6. cap. 10.12, etc. Isa. 40.22. cap. 10.13.
[18] cap. 10.14.
[19] cap. 50.2.
[20] cap. 10.15.
[21] cap. 10.16.
[22] Isa. 10.5, 15. cap. 50.23.
[23] II Chr. 33.17.
[24] Isa. 13.2. Zac. 4.7.
[25] Apo. 8.8.
[26] cap. 50.40.
[27] Isa. 13.8. cap. 25.14.
[28] cap. 50.41.
[29] ver. 11.
[30] cap. 50.13, 39, 40. ver. 48.
[31] Isa. 19.16. cap. 48.41 e 50.37. Nah. 3.13.
[32] cap. 50.24.
[33] Isa. 21.10. Miq. 4.13.
[34] Isa. 17.5, etc. Ose. 6.11. Joel 3.13. Apo. 14.15, 18.
[35] cap. 50.17.
[36] cap. 50.34, 38.
[37] cap. 50.39. Apo. 18.2.
[38] cap. 25.9, 18.
[39] ver. 57.
[40] cap. 25.26. Isa. 13.19.
[41] Isa. 8.7, 8.
[42] cap. 50.39, 40. ver. 29.
[43] cap. 50.2.
[44] ver. 58.
[45] ver. 6. cap. 50.8. Apo. 18.4.
[46] II Reis 19.7.
[47] cap. 50.2. ver. 52.
[48] Isa. 44.23 e 49.13. Apo. 18.20.
[49] cap. 50.3, 41.
[50] cap. 44.28.
[51] ver. 47.
[52] cap. 49.16. Amós 9.2.
[53] cap. 50.22.
[54] cap. 50.29.
[55] ver. 39.
[56] ver. 44.
[57] Hab. 2.13.
[58] cap. 50.3, 39. ver. 29.
[59] Apo. 18.21.
[60] ver. 53.
_O cerco, tomada e destruição de Jerusalem._
52 Era Zedekias [1] da edade de vinte e um annos quando começou a reinar, e reinou onze annos em Jerusalem: e o nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
2 E fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Joaquim.
3 Porque succedeu, por causa da ira do Senhor contra Jerusalem e Judah, até que elle os lançou de diante d’elle, que se rebellou Zedekias contra o rei de Babylonia.
[Antes de Christo 588]
4 E aconteceu, [2] no anno nono do seu reinado, no mez decimo, no decimo _dia_ do mez, _que_ veiu Nabucodonozor, rei de Babylonia, contra Jerusalem, elle e todo o seu exercito, e se acamparam contra ella, e levantaram contra ella tranqueiras ao redor.
5 Assim esteve cercada a cidade, até ao anno undecimo do rei Zedekias.
6 No mez quarto, aos nove do mez, quando _já_ a fome prevaleceu na cidade, e o povo da terra não tinha pão,
7 Então a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram, e sairam da cidade de noite, pelo caminho da porta, entre os dois muros que _estavam_ junto ao jardim do rei (porque os chaldeos estavam contra a cidade ao redor), e foram-se _pelo_ caminho da campina.
8 Porém o exercito dos chaldeos seguiu o rei, e alcançaram a Zedekias nas campinas de Jericó, e todo o seu exercito se espalhou d’elle.
9 E [3] prenderam o rei, e o fizeram subir ao rei de Babylonia, a Ribla, na terra de Hamath, o qual pronunciou juizos contra elle.
10 E [4] o rei de Babylonia degolou os filhos de Zedekias diante dos seus olhos, e tambem degolou a todos os principes de Judah em Ribla.
11 E cegou os olhos a Zedekias, e o atou com duas cadeias de bronze; e o rei de Babylonia o levou a Babylonia, e o poz na casa do carcere até ao dia da sua morte.
12 E no quinto mez, [5] no decimo _dia_ do mez (este _era_ o decimo nono anno do rei Nabucodonozor, rei de Babylonia), veiu Nebuzaradan, [6] capitão da guarda, _que_ assistia na presença do rei de Babylonia, a Jerusalem.
13 E queimou a casa do Senhor, e a casa do rei; e tambem a todas as casas de Jerusalem, e a todas as casas dos grandes queimou a fogo.
14 E todo o exercito dos chaldeos, que _estava_ com o capitão da guarda, derribou a todos os muros de Jerusalem ao redor.
15 E dos mais [7] pobres do povo, e o resto do povo, que deixaram ficar na cidade, e os rebeldes que se haviam passado ao rei de Babylonia, e o resto da multidão, Nebuzaradan, capitão da guarda, levou presos.
16 Mas dos mais pobres da terra deixou Nebuzaradan, capitão da guarda, ficar _alguns_, para _serem_ vinhateiros e lavradores.
17 Quebraram mais os chaldeos as columnas [8] de bronze, que _estavam_ na casa do Senhor, e as bases, e o mar de bronze, que _estavam_ na casa do Senhor, e levaram todo o bronze para Babylonia.
18 Tambem tomaram [9] os caldeirões, e as pás, e os garfos, e as bacias, e [ZZ] os perfumadores, e todos os vasos de bronze, com que se ministrava.
19 E tomou o capitão da guarda os copos, e os incensarios, e as bacias, e os caldeirões e os castiçaes, e os perfumadores, e as galhetas: assim o que _era_ de puro oiro _em oiro_, como o que _era_ de prata maciça _em prata_.
20 As duas columnas, o unico mar, e os doze bois de bronze, que _estavam_ no logar das bases, que fizera o rei Salomão para a casa do Senhor: o bronze d’elles, de todos estes vasos, [10] não tinha peso.
21 Quanto [11] ás columnas, a altura de uma columna _era_ de dezoito covados, e um fio de doze covados a cercava; e _era_ a sua grossura de quatro dedos, _e era_ oca.
22 E havia sobre ella um capitel de bronze, e a altura do capitel _era_ de cinco covados, e a rede e as romãs em roda do capitel tudo _era_ de bronze; e similhante a esta _era_ o da outra columna, com as romãs.
23 E havia noventa e seis [12] romãs em cada banda: as romãs todas _eram_ um cento, em roda da rede.
24 Tomou tambem [13] o capitão da guarda a Seraias, o sacerdote primeiro, e a Sofonias, o sacerdote segundo, e aos tres guardas do umbral da porta.
25 E da cidade tomou a um eunucho que tinha cargo da gente de guerra, e a sete homens dos que viam a face do rei, que se acharam na cidade, como tambem o escrivão-mór do exercito, que registrava o povo da terra para a guerra, e a sessenta homens do povo da terra, que se acharam no meio da cidade.
26 Tomando-os pois Nebuzaradan, capitão da guarda, os trouxe ao rei de Babylonia, a Ribla.
27 E o rei de Babylonia os feriu e os matou em Ribla, na terra de Hamath: assim Judah foi levado da sua terra em captiveiro.
28 Este é o povo [14] que Nabucodonozor levou captivo no setimo anno: tres mil e vinte e tres judeos.
29 No anno decimo oitavo de Nabucodonozor _levou elle em captiveiro_ de Jerusalem oitocentas e trinta e duas almas.
30 No anno vinte e [15] tres de Nabucodonozor, levou Nebuzaradan, capitão da guarda, em captiveiro dos judeos, setecentas e quarenta e cinco almas: todas as almas _são_ quatro mil e seiscentas.
31 Succedeu pois [16] no anno trigesimo setimo do captiveiro de Joaquim, rei de Judah, no mez duodecimo, aos vinte e cinco do mez, _que_ exalçou Evil-merodach, rei de Babylonia, [17] no anno _primeiro_ do seu reinado, a cabeça de Joaquim, rei de Judah, e o tirou da casa da prisão;
32 E fallou com elle benignamente, e poz o seu throno acima dos thronos dos reis que _estavam_ com elle em Babylonia;
33 E lhe mudou os vestidos da sua prisão; [18] e comeu pão sempre na sua presença, todos os dias da sua vida.
34 E, quanto á sua pitança, foi-lhe dada pitança ordinaria do rei de Babylonia, porção quotidiana, no seu dia, até o dia da sua morte, todos os dias da sua vida.
[1] II Reis 24.18.
[2] II Reis 25.1-27. cap. 39.1. Zac. 8.19.
[3] cap. 32.4.
[4] Eze. 12.13.
[5] Zac. 7.5 e 8.19. ver. 29.
[6] cap. 39.9.
[7] cap. 39.9.
[8] I Reis 7.15.
[9] Exo. 27.13. II Reis 25.14, 15, 16.
[10] I Reis 7.47.
[11] I Reis 7.15. II Reis 25.17. II Chr. 3.15.