A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

Part 108

Chapter 1084,607 wordsPublic domain

[13] cap. 6.9. cap. 10.4 e 20.13 e 23.21.

[14] Luc. 10.28 e 11.28.

[15] cap. 28.27. Ecc. 11.1. Mat. 10.42 e 25.40. II Cor. 9.6, 7, 8. Heb. 6.10.

[16] cap. 13.24 e 23.13 e 29.17.

[17] Psa. 37.37.

[18] Job 23.13. cap. 16.1, 9. Isa. 14.26, 27 e 46.10. Act. 5.39. Heb. 6.17.

[19] I Tim. 4.8.

[20] cap. 15.19 e 26.13, 15.

[21] cap. 21.11. Deu. 13.11. cap. 9.8.

[22] cap. 17.2.

[23] Job 15.16 e 20.12, 13 e 34.7.

[24] cap. 10.13 e 26.3.

20 O [1] vinho _é_ escarnecedor, a bebida forte alvoraçadora; e todo aquelle que n’elles errar nunca será sabio.

2 Como o bramido do leão _é_ o terror [2] do rei, o que o provoca á ira pecca contra a sua _propria_ alma.

3 Honra _é_ do [3] homem desviar-se do pleito, mas todo o tolo se entremette _n’elle_.

4 O preguiçoso [4] não lavrará por causa do inverno, _pelo que_ mendigará na sega, porém nada receberá.

5 Como as aguas profundas _é_ o conselho [5] no coração do homem; mas o homem d’intelligencia o tirará para fóra.

6 Cada um da multidão dos [6] homens apregoa a sua beneficencia; porém o homem fiel, quem é _o que_ o achará?

7 O justo [7] anda na sua sinceridade; bemaventurados _serão_ os seus filhos depois d’elle.

8 Assentando-se [8] o rei no throno do juizo, com os seus olhos dissipa todo o mal.

9 Quem podéra dizer: [9] Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu peccado!

10 Duas sortes de [10] peso, e duas sortes de medida, _são_ abominação ao Senhor, tanto uma como outra.

11 Até a creança se dará a [11] conhecer pelas suas acções, se a sua obra _será_ pura e recta.

12 O ouvido [12] que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos.

13 Não [13] ames o somno, para que não empobreças; abre os teus olhos, _e_ te fartarás de pão.

14 Nada _vale_, nada _vale_, dirá o comprador, mas, indo-se, então se gabará.

15 Ha oiro e abundancia de rubins, mas [14] os labios do conhecimento _são_ joia preciosa.

16 Quando _alguem_ fica por fiador do estranho, toma-lhe [15] a sua roupa, _e_ o penhora pela estranha.

17 Suave _é_ ao homem o pão [16] de mentira, mas depois a sua bocca se encherá de pedrinhas d’areia.

18 Cada [17] pensamento com conselho se confirma, e com conselhos prudentes faze a guerra.

19 O que anda murmurando descobre o segredo; pelo que com o que afaga com seus beiços [18] não te entremettas.

20 O que [19] a seu pae ou a sua mãe amaldiçoar, apagar-se-lhe-ha a sua lampada em trevas negras.

21 _Adquirindo-se_ apressadamente a herança [20] no principio, o seu fim não será bemdito.

22 Não digas: [21] Vingar-me-hei do mal: espera [22] pelo Senhor, e _elle_ te livrará.

23 Duas sortes [23] de peso _são_ abominaveis ao Senhor, e balanças enganosas não _são_ boas.

24 Os passos [24] do homem são dirigidos pelo Senhor: o homem, pois, como entenderá o seu caminho?

25 Laço _é_ para o homem engulir _o que é_ sancto; e, feitos os votos, [25] _então_ inquirir.

26 O rei sabio [26] dissipa os impios e torna sobre elles a roda.

27 A alma [27] do homem _é_ a lampada do Senhor, que esquadrinha todo o mais intimo do ventre.

28 Benignidade e verdade guardam ao rei, [28] e com benignidade sustem _elle_ o seu throno.

29 O ornato dos mancebos _é_ a sua força: e a belleza [29] dos velhos as cãs.

30 Os vergões das feridas _são_ a purificação dos maus, como tambem as pancadas _que penetram até_ o mais intimo do ventre.

[1] Gen. 9.21. cap. 23.29, 30. Isa. 28.7. Ose. 4.11.

[2] cap. 16.14 e 19.12. cap. 8.36.

[3] cap. 17.14.

[4] cap. 10.4 e 19.24. cap. 19.15.

[5] cap. 18.4.

[6] cap. 25.14. Mat. 6.2. Luc. 18.11.

[7] II Cor. 1.12. Psa. 37.26 e 112.2.

[8] ver. 26.

[9] I Reis 8.46. Job 14.4. Ecc. 7.20. I Cor. 4.4. I João 1.8.

[10] Deu. 25.13, etc. cap. 11.1 e 16.11. Miq. 6.10, 11.

[11] Mat. 7.16.

[12] Exo. 4.11.

[13] cap. 6.9 e 12.11 e 19.15. Rom. 12.11.

[14] Job 28.12, 16, 17, 18, 19. cap. 3.15 e 8.11.

[15] cap. 22.26, 27 e 27.13.

[16] cap. 9.17.

[17] cap. 15.22 e 24.6. Luc. 14.31.

[18] cap. 11.13. Rom. 16.18.

[19] Exo. 21.17. Lev. 20.9. Mat. 15.4. Job 18.5, 6. cap. 24.20.

[20] cap. 28.20. Hab. 2.6.

[21] Deu. 32.35. Rom. 12.17, 19. I The. 5.15. I Ped. 3.9.

[22] II Sam. 16.12.

[23] ver. 10.

[24] Psa. 37.23. cap. 16.9. Jer. 10.23.

[25] Ecc. 5.4, 5.

[26] ver. 8.

[27] I Cor. 2.11.

[28] Psa. 101.1. cap. 29.24.

[29] cap. 16.31.

21 Como ribeiros d’aguas, _assim_ é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina.

2 Todo [1] o caminho do homem _é_ recto aos seus olhos, mas o Senhor pondera os corações.

3 Fazer justiça [2] e juizo _é_ mais acceito ao Senhor do que _lhe offerecer_ sacrificio.

4 Altivez dos olhos, e [3] inchação de coração, _e_ a lavoura dos impios _é_ peccado.

5 Os pensamentos [4] do diligente _tendem_ só á abundancia, porém _os de_ todo o apressado tão sómente á pobreza.

6 Trabalhar por _ajuntar_ [5] thesouro com lingua falsa _é uma_ vaidade impellida d’aquelles que buscam a morte.

7 As rapinas dos impios os virão a destruir, porquanto recusam fazer a justiça.

8 O caminho do homem _é_ todo perverso e estranho, porém a obra do puro _é_ recta.

9 Melhor [6] _é_ morar n’_um_ canto do terraço, do que _com_ a mulher contenciosa, e _isso em casa em que mais_ companhia _haja_.

10 A alma [7] do impio deseja o mal: o seu proximo lhe não agrada aos seus olhos.

11 Castigado o escarnecedor, o simples se torna sabio; e, ensinado o sabio, recebe o conhecimento.

12 Prudentemente considera o justo a casa do impio, _quando Deus_ transtorna os impios para o mal.

13 O que [8] tapa o seu ouvido ao clamor do pobre elle tambem clamará e não será ouvido.

14 O presente [9] _que se dá_ em segredo abate a ira, e a dadiva no seio a grande indignação.

15 O fazer justiça [10] _é_ alegria para o justo, mas espanto para os que obram a iniquidade.

16 O homem, que anda errado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.

17 Necessidade _padecerá_ o que ama a galhofa; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.

18 O resgate do justo é [11] o impio; o do recto o iniquo.

19 Melhor [12] _é_ morar n’_uma_ terra deserta do que _com_ a mulher contenciosa e iracunda.

20 Thesouro [13] desejavel e azeite _ha_ na casa do sabio, mas o homem insensato o devora.

21 O que segue [14] a justiça e a beneficencia achará a vida, a justiça e a honra.

22 Á cidade dos fortes [15] sobe o sabio, e derruba a força da sua confiança.

23 O que [16] guarda a sua bocca e a sua lingua, guarda das angustias a sua alma.

24 O soberbo _e_ presumido, zombador _é_ seu nome: trata com indignação e soberba.

25 O desejo [17] do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.

26 Todo o dia deseja _coisas de_ cubiçar, mas o justo dá, e nada retem.

27 O sacrificio dos [18] impios _é_ abominação: quanto mais offerecendo-o com intenção maligna?

28 A testemunha mentirosa perecerá, porém o homem que ouve com constancia fallará.

29 O homem impio endurece o seu rosto, mas o recto considera o seu caminho.

30 Não ha sabedoria, [19] nem intelligencia, nem conselho contra o Senhor.

31 O cavallo prepara-se para o dia da batalha, [20] porém do Senhor _vem_ a victoria.

[1] cap. 16.2. cap. 24.12. Luc. 16.15.

[2] I Sam. 15.22. cap. 15.8. Isa. 1.11, etc. Ose. 6.6. Miq. 6.7, 8.

[3] cap. 6.17.

[4] cap. 10.4 e 13.4.

[5] cap. 10.2 e 13.11 e 20.21. II Ped. 2.3.

[6] ver. 19. cap. 19.13 e 25.24 e 27.15.

[7] Thi. 4.5.

[8] Mat. 7.2, 18, 30, etc. Thi. 2.13.

[9] cap. 17.8, 23 e 18.16.

[10] cap. 10.29.

[11] cap. 11.8. Isa. 43.3, 4.

[12] ver. 9.

[13] Mat. 25.3, 4.

[14] cap. 15.9. Mat. 5.6.

[15] Ecc. 9.14, etc.

[16] cap. 12.13 e 13.3 e 18.21. Thi. 3.2.

[17] cap. 13.4.

[18] cap. 15.8. Isa. 66.3. Jer. 6.20. Amós 5.22.

[19] Isa. 8.9, 10. Jer. 9.23. Act. 5.39.

[20] Isa. 31.1.

22 Mais _digno_ de ser escolhido [1] é o _bom_ nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o oiro.

2 O rico [2] e o pobre se encontraram: a todos os fez o Senhor.

3 O avisado [3] vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam, e pagam a pena.

4 O galardão [4] da humildade _com_ o temor do Senhor _são_ riquezas, a honra e a vida.

5 Espinhos [5] _e_ laços _ha_ no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe d’elle.

6 Instrue ao menino conforme o seu caminho; [6] e até quando envelhecer não se desviará d’elle.

7 O [7] rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado servo _é_ do que empresta.

8 O que [8] semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação se acabará.

9 O que é de [9] bons olhos será abençoado, porque deu do seu pão ao pobre.

10 Lança [10] fóra ao escarnecedor, e se irá a contenda; e cessará o pleito e a vergonha.

11 O que ama a pureza do coração, e _tem_ graça nos seus labios, seu amigo _será_ o rei.

12 Os olhos do Senhor conservam o conhecimento, mas as palavras do iniquo transtornará.

13 Diz o preguiçoso: [11] Um leão está _lá_ fóra; serei morto no meio das ruas.

14 Cova profunda [12] _é_ a bocca das _mulheres_ estranhas; aquelle contra quem o Senhor se irar, cairá n’ella.

15 A estulticia _está_ ligada no coração do menino, _mas_ a vara [13] da correcção a afugentará d’elle.

16 O que opprime ao pobre para se engrandecer a si, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá.

_Breves discursos moraes do sabio ácerca de varios assumptos._

17 Inclina a tua orelha, e ouve as palavras dos sabios, e applica o teu coração á minha sciencia.

18 Porque _é_ coisa suave, se as guardares nas tuas entranhas, se applicares todas ellas aos teus labios.

19 Para que a tua confiança esteja no Senhor: a ti _t’as_ faço saber hoje; tu tambem _a outros as faze saber_.

20 _Porventura_ não te escrevi excellentes coisas, [14] ácerca de todo o conselho e conhecimento?

21 Para fazer-te saber [15] a certeza das palavras da verdade, para que possas responder palavras de verdade aos [16] que te enviarem.

22 Não roubes [17] ao pobre, porque _é_ pobre, nem atropelles na porta ao afflicto.

23 Porque [18] o Senhor defenderá a sua causa em juizo, e aos que os roubam _lhes_ roubará a alma.

24 Não acompanhes com o iracundo, nem andes com o homem colerico.

25 Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.

26 Não [19] estejas entre os que dão a mão, _e_ entre os que ficam por fiadores de dividas.

27 Se não tens com que pagar, porque tirariam [20] a tua cama de debaixo de ti?

28 Não removas [21] os limites antigos que fizeram teus paes.

29 Viste _a um_ homem ligeiro na sua obra? perante reis será posto: não será posto perante os de baixa sorte.

[1] Ecc. 7.1, 2.

[2] cap. 29.13. I Cor. 12.21. Job 31.15. cap. 14.31.

[3] cap. 14.16 e 27.13.

[4] Mat. 6.33.

[5] cap. 15.19. I João 5.18.

[6] Eph. 6.4. II Tim. 3.15.

[7] Thi. 2.6.

[8] Job 4.8. Ose. 10.13.

[9] II Chr. 9.6.

[10] Gen. 21.9, 10.

[11] cap. 26.13.

[12] cap. 2.16 e 5.3 e 7.5 e 23.27.

[13] cap. 13.24 e 19.18 e 23.13, 14 e 29.15, 17.

[14] cap. 8.6.

[15] Luc. 1.3, 4.

[16] I Ped. 3.15.

[17] Exo. 23.6. Job 31.16, 21. Zac. 7.10. Mal. 3.5.

[18] Jer. 51.36.

[19] cap. 6.1 e 11.15.

[20] cap. 20.16.

[21] Deu. 19.14 e 27.17. cap. 23.10.

23 Quando te assentares a comer com _um_ governador, attenta bem para o que _se_ te _poz_ diante,

2 E põe uma faca á tua garganta, se _és_ homem de grande appetite.

3 Não cubices os seus manjares gostosos, porque _são_ pão de mentiras.

4 Não te cances [1] para enriqueceres; dá de mão á tua prudencia.

5 _Porventura_ fitarás os teus olhos n’aquillo que não é nada? porque certamente se fará azas e voará ao céu como a aguia.

6 Não comas o pão _d’aquelle que tem o_ olho maligno, nem cubices os seus manjares gostosos.

7 Porque, como imaginou na sua alma, te dirá: Come e bebe; porém o seu coração não _estará_ comtigo.

8 Vomitarias o bocado _que_ comeste, e perderias as tuas suaves palavras.

9 Não falles [2] aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.

10 Não removas [3] os limites antigos, nem entres nas herdades dos orphãos,

11 Porque o seu redemptor [4] _é_ o Forte, que pleiteará a sua causa contra ti.

12 Applica á disciplina o teu coração, e os teus ouvidos ás palavras do conhecimento.

13 Não retires [5] a disciplina da creança, quando a fustigares com a vara; nem _por isso_ morrerá.

14 Tu a fustigarás com a vara, e livrarás [6] a sua alma do [SR] inferno.

15 Filho meu, [7] se o teu coração fôr sabio, alegrar-se-ha o meu coração, sim, o meu proprio,

16 E exultarão os meus rins, quando os teus labios fallarem coisas rectas.

17 Não inveje aos peccadores o teu coração; antes [8] sê no temor do Senhor todo o dia.

18 Porque devéras ha [9] _um bom_ fim: não será cortada a tua expectação.

19 Ouve tu, filho meu, e sê sabio, e dirige no caminho o teu coração.

20 Não [10] estejas entre os beberrões de vinho, _nem_ entre os comilões de carne.

21 Porque o beberrão e o comilão empobrecerão; e a [11] somnolencia faz trazer os vestidos rotos.

22 Ouve [12] a teu pae, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.

23 Compra [13] a verdade, e não _a_ vendas: a sabedoria, e a disciplina, e a prudencia.

24 Grandemente se regozijará o pae do [14] justo, _e_ o que gerar _a um_ sabio se alegrará n’elle.

25 Alegrem-se teu pae e tua mãe, e regozije-se a que te gerou.

26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

27 Porque cova [15] profunda _é_ a prostituta, e poço estreito a estranha.

28 Tambem ella, [16] como um salteador, se põe a espreitar, e multiplica entre os homens os iniquos.

29 Para quem são os ais? para quem os pezares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? _e_ para quem [17] os olhos vermelhos?

30 Para [18] os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo _e_ se escoa suavemente.

32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

33 Os teus olhos olharão para as _mulheres_ estranhas, e o teu coração fallará perversidades.

34 E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

35 _E dirás_: Espancaram-me, [19] _e_ não me doeu; maçaram-me, _e_ não _o_ senti; quando virei a [20] despertar? ainda tornarei a buscal-a outra vez.

[1] cap. 28.20. I Tim. 6.9, 10. cap. 3.5. Rom. 12.16.

[2] cap. 9.8. Mat. 7.6.

[3] Deu. 19.14 e 27.17. cap. 22.28.

[4] Job 31.21. cap. 22.23.

[5] cap. 13.24 e 19.18 e 22.15 e 29.16, 17.

[6] I Cor. 5.5.

[7] ver. 24, 25. cap. 29.3.

[8] cap. 28.14.

[9] cap. 24.14. Luc. 16.25.

[10] Isa. 5.22. Mat. 24.49. Luc. 21.34. Rom. 13.13. Eph. 5.18.

[11] cap. 19.15.

[12] cap. 1.8 e 30.17. Eph. 6.1, 2.

[13] cap. 4.5, 7.

[14] cap. 10.1 e 15.20. ver. 15.

[15] cap. 22.14.

[16] cap. 7.12.

[17] Gen. 49.12.

[18] cap. 20.1. Eph. 5.18.

[19] Jer. 5.3.

[20] Deu. 29.19. Isa. 56.12.

24 Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com elles,

2 Porque o seu coração medita a rapina, e os seus labios fallam a malicia.

3 Com a sabedoria se edifica a casa, e com a intelligencia se estabelece:

4 E pelo conhecimento se encherão as camaras de todas as substancias preciosas e deleitaveis.

5 E o varão sabio [1] _é_ forte, e o varão de conhecimento consolida a força.

6 Porque [2] com conselhos prudentes tu farás a guerra; e ha victoria na multidão dos conselheiros.

7 É demasiadamente alta para o tolo _toda_ a sabedoria; na porta não abrirá a sua bocca.

8 A’quelle que cuida em fazer mal mestre de maus intentos o chamarão.

9 O pensamento do tolo _é_ peccado, e é abominavel aos homens o escarnecedor.

10 _Se_ te mostrares frouxo no dia da angustia, a tua força _será_ estreita.

11 Livra [3] aos que estão tomados para a morte, e aos que levam para matança, se _os_ poderes retirar.

12 Se disseres: Eis que o não sabemos: _porventura_ [4] aquelle que pondera os corações não _o_ entenderá? e aquelle que attenta para a tua alma não _o_ saberá? porque pagará ao homem conforme [5] a sua obra.

13 Come mel, meu filho, porque _é_ bom, e o favo de mel _é_ doce ao teu paladar.

14 Tal _será_ o conhecimento da sabedoria para a tua alma: se a achares, haverá _para ti_ galardão, e não será cortada a tua expectação.

15 Não espies a habitação do justo, ó impio, nem assoles a sua camara.

16 Porque [6] sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os impios tropeçarão no mal.

17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, [7] nem quando tropeçar se regozije o teu coração.

18 Para que o Senhor o não veja, e seja mau aos seus olhos, e desvie d’elle a sua ira.

19 Não te indignes ácerca [8] dos malfeitores, nem tenhas inveja dos impios,

20 Porque [9] o maligno não terá galardão, _e_ a lampada dos impios se apagará.

21 Teme [10] ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te entremettas com os que buscam mudança.

22 Porque de repente se levantará a sua perdição, e a ruina d’elles ambos quem a sabe?

23 Tambem estes são _proverbios_ dos sabios: Ter respeito a pessoas [11] no juizo não _é_ bom.

24 O que [12] disser ao impio: Justo _és_: os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.

25 Mas para os que _o_ reprehenderem haverá delicias, e sobre elles virá a benção do bem.

26 Beijados serão os labios do que responde com palavras rectas.

27 Prepara [13] de fóra a tua obra, e apparelha-a no campo, e então edifica a tua casa.

28 Não sejas [14] testemunha sem causa contra o teu proximo; porque enganarias com os teus beiços?

29 Não digas: [15] Como elle me fez a mim, assim o farei _eu_ a elle: pagarei a cada um segundo a sua obra.

30 Passei pelo campo do preguiçoso, e junto á vinha do homem falto de entendimento;

31 E eis que toda [16] estava cheia de cardos, _e_ a sua superficie coberta d’ortigas, e a sua parede de pedra estava derribada.

32 O que tendo eu visto, o tomei no coração, _e_, vendo-_o_, recebi instrucção.

33 Um pouco [17] de somno, adormecendo um pouco; encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado.

34 Assim _te_ sobrevirá a tua pobreza _como um_ caminhante, e a tua necessidade como _um_ homem armado.

[1] cap. 21.22. Ecc. 9.16.

[2] cap. 11.14 e 15.22 e 20.18.

[3] Isa. 58.6, 7. I João 3.16.

[4] cap. 21.2.

[5] Job 34.11. Rom. 2.6. Apo. 2.23 e 22.12.

[6] Job 5.19. Miq. 7.8. Amós 8.14.

[7] Job 31.29. cap. 17.5. Abd. 12.

[8] cap. 23.17. ver. 1.

[9] Job 18.5, 6 e 21.17. cap. 13.9 e 20.20.

[10] Rom. 13.7. I Ped. 2.17.

[11] Lev. 19.15. Deu. 1.17 e 16.19. cap. 18.5 e 28.21. João 7.24.

[12] cap. 17.15. Isa. 15.23.

[13] I Reis 5.17, 18. Luc. 14.28.

[14] Eph. 4.25.

[15] cap. 20.22. Mat. 5.39, 44. Rom. 12.17, 19.

[16] Gen. 3.18.

[17] cap. 6.9, etc.

_Outros proverbios de Salomão, que foram colligidos no tempo do rei Ezequias._

[Antes de Christo 700]

25 Tambem estes [1] _são_ proverbios de Salomão, os quaes transcreveram os homens d’Ezequias, rei de Judah.

2 A gloria [2] de Deus _é_ encobrir o negocio; mas a gloria dos reis esquadrinhar o negocio.

3 Para a altura dos céus, e para a profundeza da terra, e _para_ o coração dos reis, não _ha_ investigação.

4 Tira [3] da prata as escorias, e sairá vaso para o fundidor.

5 Tira [4] o impio da presença do rei, e o seu throno se affirmará na justiça.

6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no logar dos grandes;

7 Porque [5] melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do principe que _já_ viram os teus olhos.

8 Não saias [6] depressa a litigar, para que depois ao fim não _saibas_ que fazer, podendo-te confundir o teu proximo.

9 Pleiteia [7] o teu pleito com o teu proximo, e não descubras o segredo d’outro:

10 Para que não te deshonre o que o ouvir, e a tua infamia se não aparte _de ti_.

11 _Como_ maçãs d’oiro em [SS] salvas de prata, _assim é_ a palavra dita [8] a seu tempo.

12 Como pendentes d’oiro e gargantilhas d’oiro fino, assim _é_ o sabio reprehensor para o ouvido ouvinte.

13 Como frieza [9] de neve no tempo da sega, _assim é_ o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque recreia a alma de seu senhor.

14 _Como_ nuvens e ventos que não _trazem_ chuva, [10] _assim é_ o homem que se gaba falsamente de dadivas.

15 Pela longanimidade se persuade o principe, [11] e a lingua branda quebranta os ossos.

16 Achaste mel? come o que te basta; para que _porventura_ não te fartes d’elle, e o venhas a vomitar.

17 Retira o teu pé da casa do teu proximo; para que se não enfade de ti, e te aborreça.

18 Martello, e espada, e frecha aguda é o homem que diz falso testemunho contra o seu proximo.

19 _Como_ dente quebrado, e pé desengonçado, _é_ a confiança no desleal, no tempo da angustia.

20 O que canta canções ao coração afflicto _é como_ aquelle que despe o vestido _n’um_ dia de frio, _e como_ vinagre sobre [ST] salitre.

21 Se [12] o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sêde, dá-lhe agua para beber;

22 Porque _assim_ brazas lhe amontoarás sobre a cabeça; [13] e o Senhor t’o pagará.

23 O vento norte afugenta a chuva, e a face irada a lingua fingida.

24 Melhor [14] é morar _n’um_ canto do terraço, do que com a mulher contenciosa, e isso em casa _em que mais_ companhia _haja_.

25 _Como_ agua fria á alma cançada, taes _são_ as boas novas de terra remota.

26 _Como_ fonte turva, e manancial corrupto, _assim é_ o justo que cae diante do impio.

27 Comer [15] muito mel não _é_ bom; assim a pesquiza da propria gloria não _é_ gloria.

28 _Como_ a cidade [16] derribada, sem muro, assim _é_ o homem que não pode conter o seu espirito.

[1] II Reis 4.32.

[2] Deu. 29.29. Rom. 11.33. Job 29.16.

[3] II Tim. 2.21.

[4] cap. 20.8.

[5] Luc. 14.8, 9, 10.

[6] cap. 17.14. Mat. 5.25.

[7] Mat. 5.25 e 18.15.

[8] cap. 15.23. Isa. 50.4.

[9] cap. 13.17.

[10] cap. 20.6. Jud. 12.

[11] I Sam. 25.24, etc. cap. 15.1 e 16.14.

[12] Exo. 23.4, 5. Mat. 5.44. Rom. 12.20.

[13] II Sam. 16.12.

[14] cap. 19.13 e 21.9, 19.

[15] ver. 16. cap. 27.2.

[16] cap. 16.32.

26 Como a neve no verão, [1] e como a chuva na sega, assim não convem ao louco a honra.

2 Como ao passaro o vaguear, como á andorinha o voar, [2] assim a maldição sem causa não virá.

3 O açoite para o cavallo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos.

4 Não respondas ao tolo segundo a sua estulticia; para que tambem te não faças similhante a elle.

5 Responde [3] ao tolo segundo a sua estulticia; para que não seja sabio aos seus olhos.

6 Os pés corta, _e_ o damno bebe, quem manda mensagens pela mão _d’um_ tolo.

7 Como as pernas do côxo, que pendem frouxas, assim _é_ o proverbio na bocca dos tolos.

8 Como o que ata a pedra _preciosa_ na funda, assim _é_ aquelle que dá honra ao tolo.

9 Como o espinho que entra na mão do bebado, assim _é_ o proverbio na bocca dos tolos.

10 Os grandes molestam a todos, e alugam os tolos e transgressores.

11 Como o cão _que_ torna ao seu vomito, [4] _assim é_ o tolo que reitera a sua estulticia.

12 Tens visto [5] _a um_ homem _que é_ sabio a seus _proprios_ olhos? maior esperança _ha_ do tolo do que d’elle.

13 Diz o preguiçoso: [6] _Um_ leão _está_ no caminho; _um_ leão _está_ nas ruas.

14 _Como_ a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama.

15 O preguiçoso [7] esconde a sua mão no seio: enfada-se de tornal-a á sua bocca.

16 Mais sabio é o preguiçoso a seus olhos do que sete _homens_ que bem respondem.

17 O que, passando, _se entremette_ em pleito alheio _é como_ aquelle que toma _um_ cão pelas orelhas.

18 Como o louco que lança _de si_ faiscas, frechas, e mortandades,

19 Assim _é_ o homem que engana o seu proximo, e diz: Não o fiz eu por brincar?

20 Sem lenha, o fogo se apagará; e, não _havendo_ [8] murmurador, cessará a contenda.

21 Como o [9] carvão _é_ para as brazas, e a lenha para o fogo, assim _é_ o homem contencioso para accender rixas.

22 As palavras [10] do murmurador são como _as palavras_ do espancado, e ellas descem ao intimo do ventre.

23 _Como_ o caco coberto d’escorias de prata, _assim são_ os labios ardentes com o coração maligno.

24 Aquelle que aborrece se contrafaz pelos seus beiços, mas no seu interior encobre o engano.