A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento
Part 107
20 Engano _ha_ no coração dos que maquinam mal, mas alegria _teem_ os que aconselham a paz.
21 Nenhum aggravo sobrevirá ao justo, mas os impios ficam cheios de mal.
22 Os labios mentirosos [8] _são_ abominaveis ao Senhor, mas os que obram fielmente _são o_ seu deleite.
23 O homem avisado encobre o conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estulticia.
24 A mão dos diligentes dominará, mas os enganadores serão tributarios.
25 A solicitude no coração do homem o abate, mas _uma_ boa palavra o alegra.
26 [SI] Mais excellente é o justo do que o companheiro, mas o caminho dos impios os faz errar.
27 O preguiçoso não assará a sua caça, mas o precioso bem do homem _é_ ser diligente.
28 Na vereda da justiça _está_ a vida, e _no_ caminho da sua carreira não _ha_ morte.
[1] I Cor. 11.7. cap. 14.30.
[2] Mat. 7.24, 25, 26, 27.
[3] Deu. 5.4.
[4] Gen. 3.19. cap. 28.49.
[5] II Ped. 2.9.
[6] Isa. 3.10, 11.
[7] cap. 3.7. Luc. 18.11.
[8] Apo. 22.15.
13 O filho sabio _ouve_ a correcção do pae; mas o escarnecedor [1] não ouve a reprehensão.
2 Do fructo [2] da bocca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores _comerá_ a violencia.
3 O que [3] guarda a sua bocca conserva a sua alma, _mas_ o que dilata os seus labios tem perturbação.
4 A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma _alcança_, mas a alma dos diligentes se engorda.
5 O justo aborrece a palavra de mentira, mas o impio se faz vergonha, e se confunde.
6 A justiça [4] guarda ao sincero de caminho, mas a impiedade transtornará o peccador.
7 Ha _alguns_ que se fazem ricos, e não _teem_ coisa nenhuma, _e outros_ que se fazem pobres e _teem_ muita fazenda.
8 O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve as ameaças.
9 A luz dos justos alegra, mas a candeia dos impios se apagará.
10 Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham _se acha_ a sabedoria.
11 A fazenda _que procede_ da vaidade se diminuirá, mas quem _a_ ajunta com a mão _a_ augmentará.
12 A esperança deferida enfraquece o coração, mas o desejo chegado é arvore de vida.
13 O que despreza a [5] palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado.
14 A doutrina [6] do sabio _é uma_ fonte de vida para se desviar dos laços da morte.
15 O bom entendimento [SJ] dá graça, mas o caminho dos prevaricadores _é_ aspero.
16 Todo o prudente [7] obra com conhecimento, mas o tolo espraia a _sua_ loucura.
17 O impio mensageiro cae no mal, mas o embaixador fiel _é_ saude.
18 Pobreza e affronta _virão_ ao que rejeita a correcção, mas o que guarda a reprehensão será venerado.
19 O desejo que se cumpre deleita a alma, mas apartar-se do mal _é_ abominavel para os loucos.
20 O que anda com os sabios, ficará sabio, mas o companheiro dos tolos [SK] soffrerá severamente.
21 O mal perseguirá aos peccadores, mas os justos serão galardoados com bem.
22 O homem de bem deixa uma herança aos filhos de _seus_ filhos, mas a fazenda [8] do peccador se deposita para o justo.
23 A lavoura dos pobres _dá_ abundancia de mantimento, mas _alguns_ ha que se consomem por falta de juizo.
24 O que retem [9] a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama madruga a castigal-o.
25 O justo come até fartar-se a sua alma, mas o ventre dos impios terá necessidade.
[1] I Sam. 2.25.
[2] cap. 12.14.
[3] Thi. 3.2.
[4] cap. 11.3, 5, 6.
[5] II Chr. 36.16.
[6] cap. 10.11 e 14.27 e 16.22. II Sam. 22.6.
[7] cap. 12.23 e 15.2.
[8] Job 27.16, 17. cap. 28.8. Ecc. 2.26.
[9] cap. 19.18 e 22.15 e 23.13 e 29.15, 17.
14 Toda a mulher sabia edifica [1] a sua casa: mas a tola a derriba com as suas mãos.
2 O que anda na sua sinceridade teme ao Senhor, mas o que se desvia de seus caminhos o [2] despreza.
3 Na bocca do tolo _está_ a vara da soberba, mas [3] os labios dos sabios os conservam.
4 Não havendo bois, a mangedoura _está_ limpa, mas pela força do boi _ha_ abundancia de colheitas.
5 A testemunha [4] verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca _em_ mentiras.
6 O escarnecedor busca sabedoria, e nenhuma _acha_, mas para o prudente o conhecimento é facil.
7 Vae-te de diante do homem insensato, porque _n’elle_ não divisarás os labios do conhecimento.
8 A sabedoria do prudente _é_ entender o seu caminho, mas a estulticia dos tolos _é_ engano.
9 Os loucos [5] zombam do peccado, mas entre os rectos _ha_ benevolencia.
10 O coração conhece a sua propria amargura, e o estranho não se entremetterá na sua alegria.
11 A casa [6] dos impios se desfará, mas a tenda dos rectos florescerá.
12 Ha [7] caminho _que_ ao homem _parece_ direito, mas o fim d’elle _são_ os caminhos da morte.
13 Até no riso terá dôr o coração, e o fim da alegria _é_ tristeza.
14 Dos seus caminhos se fartará [8] o que declina no coração, mas o homem bom se fartará de si mesmo.
15 O simples dá credito a cada palavra, mas o prudente attenta para os seus passos.
16 O sabio teme, [9] e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.
17 O que presto se indigna, fará doidices, e o homem de más imaginações será aborrecido.
18 Os simplices herdarão a estulticia, mas os prudentes _se_ coroarão de conhecimento.
19 Os máus se inclinaram diante dos bons, e os impios diante das portas do justo.
20 O [10] pobre é aborrecido até do companheiro, porém os amigos dos ricos _são_ muitos.
21 O que despreza ao seu companheiro pecca, mas o que se compadece dos humildes _é_ bemaventurado.
22 _Porventura_ não erram os que obram o mal? mas beneficencia e fidelidade _serão_ para os que obram o bem.
23 Em todo o trabalho proveito ha, mas a palavra dos labios só _encaminha_ á pobreza.
24 A corôa dos sabios _é_ a sua riqueza, a estulticia dos tolos é só estulticia.
25 A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca _em_ mentiras _é_ enganador.
26 No temor do Senhor _ha_ firme confiança, e _elle_ será _um_ refugio para seus filhos.
27 O temor [11] do Senhor _é uma_ fonte de vida, para se desviarem dos laços da morte.
28 Na multidão do povo _está_ a magnificencia do rei, mas na falta do povo a perturbação do principe.
29 O [12] longanimo é grande em entendimento, mas o _que é_ de espirito impaciente [SL] assignala a sua loucura.
30 O coração com saude _é_ a vida da carne, mas a inveja _é_ a podridão dos ossos.
31 O que opprime [13] ao pobre insulta áquelle que o creou, mas o que se compadece do necessitado o honra.
32 Pela sua malicia será lançado fóra o impio, mas [14] o justo _até_ na sua morte tem [SM] confiança.
33 No coração do prudente repousa a sabedoria, [15] mas _o que ha_ no interior dos tolos se conhece.
34 A justiça exalta ao povo, mas o peccado _é_ o opprobrio das nações.
35 O [16] Rei tem seu contentamento no servo prudente, mas sobre o que envergonha cairá o seu furor.
[1] Ruth 4.11.
[2] Job 12.4.
[3] cap. 12.6.
[4] Exo. 20.16 e 23.1. cap. 6.19 e 12.17. ver. 25.
[5] cap. 10.23.
[6] Job 8.15.
[7] cap. 16.25. Rom. 6.24.
[8] cap. 1.31 e 12.14.
[9] cap. 22.3.
[10] cap. 19.7.
[11] cap. 13.14.
[12] cap. 16.32. Thi. 1.19.
[13] cap. 17.5. Mat. 25.40, 45. Job 31.15, 16. cap. 22.2.
[14] Job 13.15 e 19.26. II Cor. 1.9 e 5.8. II Tim. 4.18.
[15] cap. 11.16 e 29.11.
[16] Mat. 24.45, 47.
15 A resposta branda [1] desvia o furor, [2] mas a palavra de dôr suscita a ira.
2 A lingua dos sabios adorna a sabedoria, [3] mas a bocca dos tolos derrama a estulticia.
3 Os olhos do Senhor _estão_ em todo o logar, contemplando os maus e os bons.
4 A medicina da lingua _é_ arvore de vida, mas a perversidade n’ella quebranta o espirito.
5 O tolo [4] despreza a correcção de seu pae, mas o que observa a reprehensão prudentemente se haverá.
6 Na casa do justo _ha um_ grande thesouro, mas nos fructos do impio _ha_ perturbação.
7 Os labios dos sabios derramarão o conhecimento, mas o coração dos tolos não _fará_ assim.
8 O sacrificio [5] dos impios _é_ abominavel ao Senhor, mas a oração dos rectos _é_ o seu contentamento.
9 O caminho do impio _é_ abominavel ao Senhor, mas ao que segue a [6] justiça amará.
10 Correcção molesta [7] ha para o que deixa a vereda, _e_ o que aborrece a reprehensão morrerá.
11 [SN] O inferno e a perdição _estão_ perante o Senhor: quanto mais [8] os corações dos filhos dos homens?
12 Não ama o escarnecedor [9] aquelle que o reprehende, nem se chegará aos sabios.
13 O coração alegre [10] aformosea o rosto, mas pela dôr do coração o espirito se abate.
14 O coração entendido buscará o conhecimento, mas a bocca dos tolos se apascentará de estulticia.
15 Todos os dias do opprimido _são_ maus, [11] mas o coração alegre _é um_ banquete continuo.
16 Melhor _é_ o pouco [12] com o temor do Senhor, do que _um_ grande thesouro, onde ha inquietação.
17 Melhor [13] _é_ a comida de hortaliça, onde ha amor, do que o boi cevado, e com elle o odio.
18 O homem [14] iracundo suscita contendas, mas o longanimo apaziguará a lucta.
19 O caminho [15] do preguiçoso _é_ como a sebe d’espinhos, mas a vereda dos rectos _está_ bem egualada.
20 O filho sabio [16] alegrará a seu pae, mas o homem insensato despreza a sua mãe.
21 A estulticia [17] _é_ alegria para o que carece d’entendimento, mas o homem entendido [18] anda rectamente.
22 Os pensamentos se dissipam, quando [19] não ha conselho, mas com a multidão de conselheiros se confirmarão.
23 O homem se alegra na resposta da sua bocca, e a [20] palavra a seu tempo quão boa _é_!
24 Para o entendido, o caminho [21] da vida vae para cima, para que se desvie do inferno de baixo.
25 O Senhor arrancará [22] a casa dos soberbos, mas estabelecerá o termo da viuva.
26 Abominaveis _são_ ao Senhor os pensamentos [23] do mau, mas as palavras dos limpos são apraziveis.
27 O que [24] exercita avareza perturba a sua casa, mas o que aborrece presentes viverá.
28 O coração do justo [25] medita _o que ha_ de responder, mas a bocca dos impios derrama em abundancia coisas más.
29 Longe _está_ o Senhor dos impios, mas escutará a oração dos justos.
30 A luz dos olhos alegra o coração, a boa fama engorda os ossos.
31 Os ouvidos [26] que escutam a reprehensão da vida no meio dos sabios farão a sua morada.
32 O que rejeita a correcção menospreza a sua alma, mas o que escuta a reprehensão adquire entendimento.
33 O temor [27] do Senhor _é_ a correcção da sabedoria, e diante da honra _vae_ a humildade.
[1] Jui. 8.1, 2, 3. cap. 25.15.
[2] I Sam. 25.10, etc. II Reis 12.13, 14, 16.
[3] ver. 28. cap. 12.23 e 13.16. Jer. 16.17 e 32.19. Heb. 4.13.
[4] cap. 10.1 e 13.18. ver. 31, 32.
[5] cap. 21.27 e 28.9. Isa. 1.11 e 61.8 e 66.3. Jer. 6.20 e 7.22. Amós 5.22.
[6] cap. 21.21. I Tim. 6.11.
[7] I Reis 22.8. cap. 5.12 e 10.17.
[8] II Chr. 6.30. João 2.24, 25 e 21.17. Act. 1.24.
[9] Amós 5.10. II Tim. 4.3.
[10] cap. 17.22. cap. 12.25.
[11] cap. 17.22.
[12] cap. 16.8. I Tim. 6.6.
[13] cap. 17.1.
[14] cap. 26.21 e 29.22.
[15] cap. 22.5.
[16] cap. 10.1 e 29.3.
[17] cap. 10.23.
[18] Eph. 5.15.
[19] cap. 11.14 e 20.18.
[20] cap. 25.11.
[21] Phi. 3.20. Col. 3.1, 2.
[22] cap. 12.7 e 14.11.
[23] cap. 6.16, 18.
[24] cap. 11.19. Isa. 5.8. Jer. 17.11.
[25] I Ped. 3.15.
[26] ver. 5.
[27] cap. 1.7 e 18.12.
16 Do homem [1] _são_ as preparações do coração, mas [2] do Senhor a resposta da bocca.
2 Todos os caminhos [3] do homem _são_ limpos aos seus olhos, [4] mas o Senhor pesa os espiritos.
3 Confia [5] do Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.
4 O Senhor fez [6] todas as coisas para si, para os seus proprios fins, e até ao impio para o dia do mal.
5 Abominação [7] é ao Senhor todo o altivo de coração: _ainda que elle junte_ mão á mão, não será innocente.
6 Pela misericordia [8] e pela fidelidade se expia a iniquidade, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal.
7 Sendo os caminhos do homem agradaveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com elle.
8 Melhor é o pouco [9] com justiça, do que a abundancia de colheita com injustiça.
9 O coração [10] do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.
10 Adivinhação _se acha_ nos labios do rei: em juizo não prevaricará a sua bocca.
11 O peso e a balança [11] justa _são_ do Senhor: obra sua _são_ todos [SO] os pesos da bolsa.
12 Abominação _é_ para os reis obrarem impiedade, porque com justiça se estabelece [12] o throno.
13 Os labios de justiça _são_ o contentamento dos reis, [13] e elles amarão ao que falla coisas rectas.
14 O furor [14] do rei _é como uns_ mensageiros da morte, mas o homem sabio o apaziguará.
15 Na luz do rosto do rei _está_ a vida, e a sua [15] benevolencia _é_ como a nuvem da chuva serodia.
16 Quanto melhor _é_ adquirir a sabedoria [16] do que o oiro! e quanto mais excellente adquirir a prudencia do que a prata!
17 A carreira dos rectos _é_ desviar-se do mal; o que guarda a sua alma conserva o seu caminho.
18 A soberba [17] precede a ruina, e a altivez do espirito precede a quéda.
19 Melhor _é_ ser humilde d’espirito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.
20 O que attenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia [18] no Senhor _será_ bemaventurado.
21 O sabio de coração será chamado prudente, e a doçura dos labios augmentará o ensino.
22 O entendimento, [19] para aquelles que o possuem, _é uma_ fonte de vida, mas a instrucção dos tolos _é_ a sua estulticia.
23 O coração [20] do sabio instrue a sua bocca, e sobre os seus labios augmentará a doutrina.
24 Favo de mel _são_ as palavras suaves, doces para a alma, e saude para os ossos.
25 Ha caminho, [21] que parece direito ao homem, mas o seu fim _são_ os caminhos da morte.
26 O trabalhador [22] trabalha para si mesmo, porque a sua bocca o insta.
27 O homem de Belial cava o mal, e nos seus labios _se acha_ como _um_ fogo ardente.
28 O homem [23] perverso levanta a contenda, e o murmurador separa os maiores amigos.
29 O homem violento [24] persuade ao seu companheiro, e o guia por caminho não bom.
30 Fecha os olhos para imaginar perversidades; mordendo os labios, effectua o mal.
31 Corôa de honra _são_ [25] as cãs, achando-se ellas no caminho de justiça.
32 Melhor é o longanimo [26] do que o valente, e o que governa o seu espirito do que o que toma _uma_ cidade.
33 A sorte se lança no regaço, mas do Senhor _procede_ toda a sua disposição.
[1] ver. 9. cap. 19.21 e 20.24. Jer. 10.23.
[2] Mat. 10.19, 20.
[3] cap. 21.2.
[4] I Sam. 16.7.
[5] Psa. 36.5. Phi. 4.6. I Ped. 5.7.
[6] Isa. 43.7. Rom. 11.36. Job 21.30. Rom. 9.22.
[7] cap. 6.17 e 8.13. cap. 11.21.
[8] cap. 14.16.
[9] Psa. 37.16. cap. 15.16.
[10] cap. 19.21. Psa. 37.23. Jer. 10.23.
[11] Lev. 19.36. cap. 11.1.
[12] cap. 25.5 e 29.14.
[13] cap. 14.35 e 22.11.
[14] cap. 19.12 e 20.2.
[15] cap. 19.12. Job 29.23. Zac. 10.1.
[16] cap. 8.11, 19.
[17] cap. 11.2 e 17.19 e 18.12.
[18] Psa. 2.13. Isa. 30.18. Jer. 17.7.
[19] cap. 13.14 e 14.27.
[20] Psa. 37.30.
[21] cap. 14.12.
[22] Ecc. 6.7.
[23] cap. 6.14, 19 e 15.18 e 26.21 e 29.22. cap. 17.9.
[24] cap. 1.10, etc.
[25] cap. 20.29.
[26] cap. 19.11.
17 Melhor _é_ um bocado [1] secco, e com elle a tranquillidade, do que a casa cheia de victimas, com contenda.
2 O servo prudente dominará sobre o filho [2] que faz envergonhar; e entre os irmãos repartirá a herança.
3 O crisol _é_ para a prata, [3] e o forno para o oiro; mas o Senhor prova os corações.
4 O malfazejo attenta para o labio iniquo: o mentiroso inclina os ouvidos á lingua maligna.
5 O que escarnece do [4] pobre insulta ao que o creou; o que se alegra da calamidade não ficará innocente.
6 Corôa dos velhos _são_ os filhos dos filhos; e a gloria dos filhos _são_ seus paes.
7 Não convem ao tolo o labio excellente: quanto menos ao principe o labio mentiroso.
8 Pedra preciosa [5] _é_ o presente aos olhos dos que o recebem; para onde quer que se volver, servirá de proveito.
9 O que [6] encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a [SP] coisa, separa os maiores amigos.
10 Mais profundamente entra a reprehensão no prudente, do que cem açoites no tolo.
11 Na verdade o rebelde não busca senão o mal, mas mensageiro cruel se enviará contra elle.
12 Encontre-se [7] com o homem a ursa roubada _dos filhos_; mas não o louco na sua estulticia.
13 Quanto áquelle que torna mal por bem, [8] não se apartará o mal da sua casa.
14 _Como_ o que solta as aguas, é o principio da contenda, pelo que, antes que sejas envolto, deixa a porfia.
15 O que justifica [9] ao impio, e condemna ao justo, _ambos são_ abominaveis ao Senhor, tanto um como o outro.
16 De que _serviria_ o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
17 Em todo o tempo ama [10] o amigo; e para a angustia nasce o irmão.
18 O homem falto [11] d’entendimento dá a mão, ficando por fiador diante do seu companheiro.
19 O que ama a contenda ama a transgressão; o que alça a sua porta [12] busca a ruina.
20 O perverso de coração nunca achará o bem; [13] e o que tem a lingua dobre virá a cair no mal.
21 O que gera [14] a um tolo para a sua tristeza _o faz_; e o pae do insensato não se alegrará.
22 O coração [15] alegre serve de bom remedio, mas o espirito abatido virá a seccar os ossos.
23 O impio tomará o presente do seio, [16] para perverter as veredas da justiça.
24 No rosto do entendido _se vê_ a sabedoria, [17] porém os olhos do louco _estão_ nas extremidades da terra.
25 O filho insensato [18] _é_ tristeza para seu pae, e amargura para a que o pariu.
26 Não é bom tambem [19] pôr pena ao justo, _nem_ que firam os principes ao que obra justamente.
27 Retem as suas palavras [20] o que possue o conhecimento, _e_ o homem d’entendimento é de [SQ] precioso espirito.
28 Até o tolo, [21] quando se cala, será reputado por sabio; _e_ o que cerrar os seus labios por entendido.
[1] cap. 15.17.
[2] cap. 10.5 e 19.26.
[3] cap. 27.21. Jer. 17.10. Mal. 3.3.
[4] cap. 14.31. Job 31.29. Abd. 12.
[5] cap. 18.16 e 19.6.
[6] cap. 10.12. cap. 16.28.
[7] Ose. 13.8.
[8] Jer. 18.20. Rom. 12.17. I The. 5.15. I Ped. 3.9.
[9] Exo. 23.7. cap. 24.24. Isa. 5.23.
[10] cap. 18.24.
[11] cap. 6.1 e 11.15.
[12] cap. 16.18.
[13] Thi. 3.8.
[14] cap. 10.1 e 19.13. ver. 25.
[15] cap. 12.25 e 15.13, 15.
[16] Exo. 23.8.
[17] cap. 14.6. Ecc. 2.14 e 8.1.
[18] cap. 10.1 e 15.20 e 19.13. ver. 21.
[19] ver. 15. cap. 18.5.
[20] Thi. 1.19.
[21] Job 13.5.
18 Busca coisas desejaveis aquelle que se separa e se entremette em toda a sabedoria.
2 Não toma prazer o tolo na intelligencia, senão em que se descubra o seu coração.
3 Vindo o impio, vem tambem o desprezo, e com a vergonha a ignominia.
4 Aguas profundas são as [1] palavras da bocca do homem, _e_ ribeiro trasbordante é a fonte da sabedoria.
5 Não [2] é bom ter respeito á pessoa do impio para derribar o justo em juizo.
6 Os beiços do tolo entram na contenda, e a sua bocca por açoites brada.
7 A bocca do tolo [3] é a sua propria destruição, e os seus labios um laço para a sua alma.
8 As palavras [4] do assoprador _são_ como doces bocados; e ellas descem ao intimo do ventre.
9 Tambem o negligente na sua obra é irmão do desperdiçador.
10 Torre forte _é_ o [5] nome do Senhor; a elle correrá o justo, e estará em alto retiro.
11 A fazenda [6] do rico _é_ a cidade da sua fortaleza, e como um muro alto na sua imaginação.
12 Antes de _ser_ quebrantado eleva-se o coração [7] do homem; e diante da honra vae a humildade.
13 O que responde antes d’ouvir, estulticia [8] lhe _é_, e vergonha.
14 O espirito do homem sosterá a sua enfermidade, mas ao espirito abatido quem levantará?
15 O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sabios busca o conhecimento.
16 O presente [9] do homem lhe alarga o _caminho_ e o leva diante dos grandes.
17 O que primeiro começa o seu pleito justo _é_; porém vem o seu companheiro, e o examina.
18 A sorte faz cessar os pleitos, e faz separação entre os poderosos.
19 O irmão offendido é mais difficil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas _são_ como os ferrolhos d’_um_ palacio.
20 Do fructo [10] da bocca de cada um se fartará o seu ventre: dos renovos dos seus labios se fartará.
21 A morte e a vida _estão_ no poder da lingua; e aquelle que a ama comerá do seu fructo.
22 O que acha [11] mulher acha o bem e alcança a benevolencia do Senhor.
23 O pobre falla com rogos, mas o rico responde [12] com durezas.
24 O homem que tem amigos haja-se amigavelmente, [13] e ha amigo mais chegado do que um irmão.
[1] cap. 10.11 e 20.5.
[2] Lev. 19.1, 5. Deu. 1.17 e 16.19. cap. 24.23 e 28.21.
[3] cap. 10.14 e 12.13 e 13.3. Ecc. 10.12.
[4] cap. 12.18 e 26.22.
[5] II Sam. 22.3, 51.
[6] cap. 10.15.
[7] cap. 11.2 e 15.33 e 16.18.
[8] João 7.51.
[9] cap. 21.14. Gen. 32.20.
[10] cap. 12.14 e 13.2.
[11] cap. 19.14 e 31.10.
[12] Thi. 2.3.
[13] cap. 17.17.
19 Melhor _é_ o [1] pobre que anda na sua sinceridade, do que o perverso de labios e tolo:
2 Assim _como ficar_ a alma sem conhecimento não _é_ bom, e o apressado nos pés pecca.
3 A estulticia do homem perverterá o seu caminho, e o seu coração se irará contra o Senhor.
4 As riquezas [2] grangeiam muitos amigos, mas ao pobre o seu _proprio_ amigo o deixa.
5 A falsa testemunha [3] não ficará innocente, e o que respira mentiras não escapará.
6 Muitos [4] supplicam a face do principe, e cada um _é_ amigo d’aquelle que dá dadivas.
7 Todos os irmãos [5] do pobre o aborrecem; quanto mais se alongarão d’elles os seus amigos! corre d’após elles com palavras, que não _servem_ de nada.
8 O que adquire entendimento ama a sua alma: [6] o que guarda intelligencia achará o bem.
9 A falsa testemunha [7] não ficará innocente; e o que respira mentiras perecerá.
10 Ao tolo não está bem o deleite; quanto menos ao servo [8] dominar os principes!
11 O entendimento [9] do homem retem a sua ira, e a sua gloria é passar sobre a transgressão.
12 Como o bramido do filho do leão, _é_ a [10] indignação do rei; mas como o orvalho sobre a herva _é_ a sua benevolencia.
13 Grande miseria _é_ para o pae o filho insensato, [11] e _um_ gotejar continuo as contenções da mulher.
14 A casa [12] e a fazenda _são_ a herança dos paes; porém do Senhor _vem_ a mulher prudente.
15 A preguiça [13] faz cair em profundo somno, e a alma enganadora padecerá fome.
16 O que guardar [14] o mandamento guardará a sua alma; _porém_ o que desprezar os seus caminhos morrerá.
17 Ao Senhor empresta o que se compadece [15] do pobre, _e elle_ lhe pagará o seu beneficio.
18 Castiga [16] a teu filho emquanto ha esperança, porém para o matar não alçarás a tua alma.
19 O _que é_ de grande indignação supportará o damno; porque se tu o livrares, ainda terás de tornar a _fazel-o_.
20 Ouve o conselho, e recebe a correcção, para que sejas sabio [17] nos teus ultimos _dias_.
21 Muitos propositos _ha_ [18] no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá.
22 O desejo do homem _é_ a sua beneficencia; porém o pobre _é_ melhor do que o mentiroso.
23 O [19] temor do Senhor _encaminha_ para a vida; aquelle que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum.
24 O preguiçoso [20] esconde a sua mão no seio; enfada-se de tornal-a á sua bocca.
25 Fere o escarnecedor, [21] e o simples tomará aviso; reprehende ao entendido, _e_ aprenderá conhecimento.
26 O que afflige a _seu_ pae, _ou_ afugenta a sua mãe, filho _é_ que traz vergonha e [22] deshonra.
27 Cessa, filho meu, ouvindo a instrucção, de te desviares das palavras do conhecimento.
28 A testemunha de Belial escarnece do juizo, e a [23] bocca dos impios engole a iniquidade.
29 Preparados estão os juizos para os escarnecedores e [24] açoites para as costas dos tolos.
[1] cap. 28.6.
[2] cap. 14.20.
[3] ver. 9. Exo. 23.1. Deu. 19.16, 19. cap. 6.19 e 21.28.
[4] cap. 29.26 e 21.14.
[5] cap. 14.20. Psa. 38.12.
[6] cap. 16.20.
[7] ver. 5.
[8] cap. 30.22. Ecc. 10.6, 7.
[9] cap. 14.29. Thi. 1.19. cap. 16.32.
[10] cap. 16.14, 15 e 20.2 e 28.15. Ose. 14.5.
[11] cap. 10.1 e 15.20 e 17.21, 25. cap. 21.9, 19, 27 e 15.
[12] II Cor. 12.14. cap. 18.22.