Portuguese poetry

The Oxford book of Portuguese verse

Portugal only began to exist at the end of the eleventh century (1095), and the first century of its existence was tentative, since it was occupied in disengaging itself from Galicia in the north and in extending itself over the south, held by the Moors. The Cid had fought and...

Chapters

1. Part 1

Portugal only began to exist at the end of the eleventh century (1095), and the first century of its existence was tentative, since it was occupied in disengaging itself from Ga...

2. Part 2

But just when this poetry seemed—or to us it seems—to have disappeared, hustled out by the Court poets of the Spanish school, with no King Dinis to defend it from oblivion, the...

3. Part 3

A goodly foison of Portuguese poets confronts us in the twentieth century. Portugal has always been a land of numerous poets, and the blank spaces in her literature are usually...

4. Part 4

Pero que ome part’ o coraçon das cousas que ama per boa fe, e parte-s’ ome da terra ond’é e parte-s’ ome d’ u gran prol ten, non se pode parti-lo coraçon do meu amigo de mi quer...

5. Part 5

Et assi estando en mui gran pavor, viu entrar un ome negro de coor que diss’ aos porcos: Log’ a derredor d’ele vos meted’, e non dormia en paz. A Santa Maria mui bon servir faz.

6. Part 6

E tem tam pouca idade que se nam forem criados de mim, só com saudade em sua gram orfandade morrerão desemparados. Olhe bem quanta crueza fará nisso vossa alteza, e tambem, senh...

7. Part 7

Pensando-vos estou, filha, vossa mãi me está lembrando enchem-se-me os olhos de agua, nela vos estou lavando. Nacestes, filha, entre magua, para bem inda vos seja, pois em vosso...

8. Part 8

Vai o bem fugindo, crece o mal com os anos, vão-se descobrindo com o tempo os enganos. Amor e alegria menos tempo dura, triste de quem fia nos bens da ventura! Bem sem fundament...

9. Part 9

O poeta Simonides, falando com o capitão Themistocles um dia, em cousas de ciencia praticando, um arte singular lhe prometia que entam compunha, com que lh’ ensinasse a lembrar-...

10. Part 10

Contigo vou, que quanto mais me chego mais gentil me parece a voz que ouviste, peregrina, excelente, e não te nego que me faz cá no peito a alma triste. Ves como tem os ventos e...

11. Part 11

Amor em doces cantos, em doces liras soa, torne seu brando nome este ar sereno: fujam maguas e prantos, o ledo prazer voe, e claro o rio faça, o vale ameno; no terceiro ceo toe...

12. Part 12

Ja no roxo Oriente branqueando as prenhes velas da troiana frota entre as vagas azues do mar dourado sobre as azas dos ventos se escondiam. A miserrima Dido pelos paços reais va...

13. Part 13

Sibila o vento, os torreões de nuvens pesam nos densos ares; ruge ao largo a procela e encurva as ondas pola extensão dos mares: a imensa vaga ao longe vem correndo em seu terro...

14. Part 14

Ja sossega depois de tanta luta, ja me descansa em paz o coração; caí na conta enfim de quanto é vão o bem que ao mundo e á sorte se disputa Penetrando com fronte não enxuta no...

15. Part 15

Sin ela vivir non podo, non podo vivir contenta, qu’ aonde queira que vaya cróbeme unha sombra espesa; cróbeme unha espesa nube tal preñada de tormentas, tal de soidás preñada,...

16. Part 16

_Almeida Garrett_ (p. 232) was born at Oporto, but his youth was not spent in that city and later his Liberal principles sent him into exile. With Herculano he was one of the Li...